quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pernambucanos da Kalouv antecipam o próximo disco com vídeo ao vivo

Kalouv e Bruno Giorgi por Hannah Carvalho

 A dez dias de encerrar a campanha de financiamento coletivo do próximo disco, “Elã”, a banda pernambucana Kalouv divulga sessão ao vivo apresentando uma música que estará presente no álbum. Gravado no Estúdio Casona, o vídeo mostra a sintonia que há entre os músicos, e o resultado é uma sonoridade fluida. O rock instrumental dos rapazes alcança uma nova fase neste trabalho, que traz influência de jogos eletrônicos e transfere uma identidade renovada às composições.

"Essa foi uma das primeiras músicas que surgiram nessa nova fase. Tocamos em vários shows e sempre tivemos uma resposta bem legal do público. Durante o desenvolvimento de Elã, revisitamos a composição e surgiu um novo arranjo, que a gente já apresenta nesse vídeo. A faixa é inspirada na vibe do jogo Hotline Miami e em outros games retrô. Muito do que a gente tem feito nos últimos tempos é influenciado por nossa vivência jogando videogame. E nessa canção há uma referência direta a esse universo", conta Túlio Albuquerque.

O novo universo que se abre para a Kalouv também demonstra um amadurecimento da banda. Em “Elã”, eles trabalham com Bruno Giorgi, um dos mais promissores produtores musicais da nova geração, e que assina premiados discos de artistas como Lenine, Vitor Araújo e Baleia. Bruno foi o responsável pela gravação, edição de áudio e mixagem desta sessão ao vivo, que também contou com imagens de Hannah Carvalho (Bands on Frame, PWR Records), e edição de Vitor Daniel (Capitão Ahab), Saulo Mesquita e Túlio Alburquerque.

Fundada em 2010 na cidade de Recife, a Kalouv é composta - além de Túlio - por Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), Saulo Mesquita (guitarra) e Rennar Pires (bateria) e já passou por palcos e festivais importantes como Abril pro Rock, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival DoSol e Prata da Casa, projeto do Sesc Pompeia/SP. A discografia da Kalouv, muito bem recebida pela crítica especializada, conta com dois álbuns (“Sky Swimmer”, de 2011 e “Pluvero”, de 2014) e o compacto “Planar Sobre Invisível”, com faixas gravadas dentro do projeto Converse Rubber Tracks.

Para o próximo disco, a banda segue em campanha de financiamento coletivo para tornar “Elã” realidade com a ajuda dos fãs. É possível investir em https://www.catarse.me/kalouv.

Ficha técnica:
Gravado no Estúdio Casona
Gravação, edição de áudio e mixagem por Bruno Giorgi
Imagens por Hannah Carvalho e Kalouv
Editado por Vitor Daniel (Capitão Ahab), Saulo Mesquita e Túlio Albuquerque

2 Foto: Bruno Giorgi por Hannah Carvalho




























quarta-feira, 16 de agosto de 2017

TEMPLA LANÇA 'INVERNO'

























A Templa, trio de Florianópolis (SC) formado por Felipe Melo (guitarra e voz), José Neto (baixo e backing vocals) e João Mateus da Rosa (bateria), comemora dois anos lançando novo trabalho.

Em 2016, a banda lançou o EP “Vícios, Livros, Dores & Cores” no teatro Sesc Prainha, além de circular pelos principais palcos da cena independente da grande Florianópolis, sem nunca abandonar o trabalho em novas canções.

Deste processo entre shows e novos sons, nasceu "Inverno" com uma sonoridade um pouco mais nostálgica e noturna, assim como as letras mais maduras e reflexivas.

A soma dos dois trabalhos garante uma experiência única a quem já conhece a Templa, e uma outra oportunidade aos novos ouvintes.

Fotos: Márcio Henrique Martins

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Theuzitz lança música nova em apresentação ao vivo: ouça “Saída-chegada-saída”

Foto: Ana Claudia Caixeta

O registro ao vivo foi feito pelo coletivo Amarrilha na ultima apresentação de Theuzitz em São Carlos (SP) com as bandas Quasar (SP) e máquinas (CE).

A turnê do disco Peso das Coisas (ouça aqui) segue em São Paulo com R. Diaz em 19/08 e vai pela primeira vez a Curitiba dia 25 do mesmo mês com Rawph e UnbelievableThings.

sábado, 12 de agosto de 2017

Misteriosa A Band Called Love se revela mais em "Noite Quente"


Quem é você? Essa é a pergunta que ecoa na cabeça de quem escuta A Band Called Love pela primeira vez. O projeto-banda de identidade não revelada, mas nuances de sensualidade trash que lembram um Serge Giansburg decadente, mostra um pouco mais de seu universo obscuro e espevitado com o clipe de Noite Quente.

Me conduz pelo tato/ Me sente diferente/ Em você eu mato minha sede. Noite Quente dialoga com os sentidos e o jogo de prazeres entre duas pessoas. “Ela investiga onde o desejo procura se saciar”, releva Gevard, a figura que vaga por becos e seduz sob o domínio de ABC Love. Nos momentos em que as poucas notas da canção são distorcidas por quebras harmônicas é possível perceber a procura pelo novo, “como o corpo buscando um canto inédito”.

O clipe, que foi exibido durante o Music Video Festival, em São Paulo, é inspirado na estética mondo films, também conhecida como shockumentary - documentários B com temas polêmicos. Enquanto a banda toca num salão qualquer, imagens do filme Topless Mondo (1966), de Russ Weiss, mostram a popularização do topless em São Francisco, Califórnia. A direção do videoclipe é assinada por ABC.

Noite Quente estará no álbum de estreia da banda, ABC Love e o Álbum do Prazer, que será lançado pelo selo paulistano Balaclava Records no segundo semestre de 2017. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

BIKE lança clipe de A Divina Máquina Voadora com imagens da turnê pela europa

Foto: Prema Goet

Como o nome sugere, a banda BIKE é viajante. Desde o lançamento do álbum de estreia, “1943” , o grupo fez mais de 100 shows em 15 estados brasileiros - entre festivais de grande porte e shows em pequenos palcos - enquanto chamava atenção da mídia nacional e internacional (com o lançamento da música "Enigma do Dente Falso" pelo selo 30th Century Records,​ do produtor Danger Mouse). Com Em Busca da Viagem Eterna (2017), segundo disco da carreira, BIKE pedalou mais longe rumo à primeira turnê internacional: foram 15 shows entre 4 países da Europa, incluindo duas apresentações no prestigiado festival Primavera Sound, em Barcelona. De volta ao país, eles se apresentam no teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo, no dia 18 de agosto, às 21h, mostrando as faixas do último trabalho.

Ainda com os pés na psicodelia, mas explorando mais o lado rock (junto aos já reconhecíveis chilling mantras), “Em Busca da Viagem Eterna" traz uma sonoridade sensorial e leva o ouvinte a uma viagem cósmico-caótica, guiada por letras lisérgicas, guitarras reverberadas e cheias de delay. Durante a construção do álbum, um processo mais colaborativo também guiou a viagem da BIKE. “Tudo foi feito muito rápido, durante a estrada… Cada um ia mostrando o que ia fazendo e, quando dava, rolavam algumas jams”, diz o guitarrista Diego Xavier. Das experiências nasceram canções como “Enigma dos 12 Sapos” e “A Divina Máquina Voadora” - faixa que acaba de ganhar videoclipe gravado durante a turnê europeia.

Entre Portugal, Espanha, Escócia e Inglaterra a banda captou imagens de momentos singulares. “Estávamos curiosos pra saber o que achariam do nosso som em outros países e, também, pra conhecer culturas diferentes. Felizmente, tivemos um feedback positivo por cada lugar que passamos”, afirma o vocalista e guitarrista Julito. Dentre os destaques da turnê, Julito cita a receptividade no Reino Unido, onde conseguiram se sentir dentro de uma cena: “A mesma galera que produziu nosso show tinha feito o show dos australianos do King Gizzard and the Lizard Wizard um dia antes, foi realmente empolgante. Bristol também é incrível e tem muita banda boa saindo de lá, além de selos e festivais”.

A faixa escolhida para ilustrar o vídeo, “A Divina Máquina Voadora”, trata não só da magia de conhecer novos lugares, mas dos prazeres de retornar. Só quero ver onde vai dar/ Ir para bem longe/ Mas voltar. As imagens foram captadas por todos os integrantes da banda de seus telefones celulares, e editadas por Diego Xavier. Para o espetáculo do Sesc, além das músicas de “Em Busca da Viagem Eterna”, algumas faixas do "1943" serão apresentadas. A banda também irá se transformar em um sexteto especialmente para o show, contando com a presença da instrumentista, que assume uma terceira guitarra, Gabriela Deptulski (My Magical GLowing Lens) e das teclas de Danilo Sevalli (Hierofante Púrpura). Os próximos planos? “Faremos shows no ES, MG e várias cidades do Nordeste entre agosto e setembro, e seguiremos pelo Sul do país e interior de SP até dezembro, encerrando a turnê pra começar a gravar os novos trabalhos”. 2018 terá rodas.​

Foto: Luz Vermelha

Produtores renomados recriam músicas do Avec Silenzi no álbum “Avec V”

Crédito: James O’Maley

O post-rock instrumental do Avec Silenzi ganha novos contornos em “Avec V”, álbum lançado pelo selo holando-brasileiro Tropical Undergrounds em parceria com o paulista Sinewave. Um ano após divulgar seu terceiro trabalho, em 2016, a banda tem as cinco canções recriadas neste volume de remixes, reunindo alguns dos mais promissores nomes da cena eletrônica nacional e internacional. O disco já está disponível nos serviços de streaming de música.

Cinco produtores foram convidados a desconstruir as músicas de “Avec III”, com a missão de entregarem suas próprias interpretações. Os brasileiros Pigmalião, Sentidor e Bemônio marcam presença com os remixes de “Ela”, “Auristéla” e “Alicate”, respectivamente; já o argentino Pablo Crisci assina “Ratalizer” e, por fim, o espanhol Carlos Martín, conhecido como Mynationshit, entrega sua versão de “La Unique”.

A ideia é trazer novas propostas para as mesmas músicas, em um intercâmbio criativo. Em comum com as composições originais, os remixes têm a verve climática que o instrumental da banda é capaz de construir. Uma das bandas em destaque na cena independente carioca, o Avec Silenzi transforma sua música única e experimental em novas auras sonoras: ora serena, ora perturbadora, sem anseios de se apegar em apenas um conceito. Criativa, a obra de Renan Vasconcelos (guitarra), Rafael Ferreira (baixo) e Eduardo Souza (bateria) tem, além destes trabalhos, os álbuns “Avec I”, “Avec II” e “Avec IV”.

Banda formada no Rio de Janeiro em 2008, o Avec Silenzi percorre os caminhos do experimentalismo, traduzindo na harmonia dos instrumentos um pouco da imensa variedade musical do cenário post-rock. O gênero valoriza a mistura da raiva e calmaria, de sensações entre os arranjos e as texturas em cada riff de guitarra, grave do baixo ou virada da bateria. Através dessa simbiose camaleônica de artistas e nomes da indústria fonográfica, o Avec Silenzi transpassa ainda mais a amplitude de sua sonoridade e contorna de forma positiva novos ingredientes em sua trajetória.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Supernova Jam - Desespero (Ou Falta Sorte) - EP 2017

























Supernova Jam é um trio formado em Balneário Camboriú/SC em 2014. Depois de algumas experiências sobre o que é fazer música autoral, as jams e improvisos viraram um demo lançado em 2015 que nos abriu algumas portas. Essas portas que foram abertas incluem as nossas próprias cabeças e certezas sobre o que nossa música representa para cada um de nós, e como essa forma de expressão é tão importante.

O caos do mundo nos trouxe então uma dose de angústia enquanto acompanhamos a humanidade ao nos sentirmos perdidos e desolados numa imensidão tão ingrata. Sem certeza aonde chegar, mas com plena convicção do caminho, surgiu o primeiro EP de fato, “Desespero (ou Falta de Sorte)”.

O que nós imaginamos ser importante, e o que nós inconscientemente queremos dizer, fazem essa obra ser tão pura, despretensiosa e canalizada com energias tão sinceras. O EP foi gravado de forma a preservar a essência do som da banda ao vivo, com poucas mudanças no jeito que as músicas já eram tocadas.

“2017. Quase o fim de uma década”. O vazio existencial às vezes atinge os mais acalorados e eufóricos corpos. A comunicação social extrapolou os limites da instantaneidade e engoliu as emoções. O silêncio invadiu as relações e se aproveitou das brechas para se sentir confortável em um lugar onde tudo já foi dito.

Alegorias à parte, a condição humana atingiu o êxtase do individualismo e do culto ao status. As reações são instantâneas e premeditadas, plásticas e impessoais. As letras e os números dominaram os sentimentos e esconderam as mágoas. Qual o sentido então, de ser tão refém do medo? Por que a insistência em dificultar os sonhos e lamentar o futuro? Não cabe a ninguém denominar o que está ao seu redor. Não cabe aos outros conduzirem o rebanho a patamar tão estreito. Não cabe ao mundo depositar tanto peso nas costas de quem não merece crer que é triste o fim. 

Por que o fim, na verdade, tende a ser apenas o começo. 
Será que tudo isso é desespero? Ou o que falta é só um pouco de sorte?"

Ouça "Janela", single de estreia da banda potiguar Tertuliê

























Aguardada na cena potiguar há alguns meses desde o anúncio de seu projeto, a banda Tertuliê finalmente lança seu primeiro trabalho, a faixa “Janela”, precedendo seu EP de estreia, com previsão de lançamento para setembro.

Composta pelo vocalista e guitarrista Samuel Matusalém, “Janela” foi inspirada por uma ilustração feita por uma amiga do frontman, enxergando a obra como o retrato de uma fuga do cotidiano e do padrão social.

Além de Samuel, o quarteto de Natal-RN também é formado por Lorena Paula (guitarra e backing vocal), Lucas Castro (bateria) e Nadjara Sotta (baixo e backing vocal), a última assinando também a arte do single. A produção e mixagem do single e do EP ficaram por conta de Hugo Noguchi (Ventre, SLVDR, Posada e o Clã).

Calvin Voichicoski lança o disco "Moscas Volantes" pela Pessoa que Voa

























Calvin Voichicoski, compositor multi-instrumentista de Curitiba, retorna com seu primeiro disco, "Moscas Volantes", pela Pessoa que Voa. O álbum, escrito e gravado num intervalo de um ano, é uma evolução natural do trabalho de Calvin, mais pesado e pessoal que seus dois EPs, "Opaco" e "Hortelã" (Lixo Records, 2015). 

Para Calvin, é um disco sobre medo. Medo do presente, do passado e do futuro. Mesmo assim, há um otimismo que foge entre suas frestas, garantindo que tudo vai ficar bem.

"Esse disco foi feito de uma maneira bem nova pra mim, tentei trabalhar ao máximo onde achava que cada música podia ir, gravando e regravando demos e partes instrumentais, até achar que estava bom, o que acabou sendo bem diferente dos últimos dois EPs", segundo ele. Esse esmero pode ser visto em cada detalhe de suas sete faixas.

Enquanto compunha e escrevia, Calvin ouviu bastante Pavement, Lo Borges, Built to Spill e Neil Young.

A capa é de Giulia Caselato.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lava Divers - Plush - 2017

























Como você talvez tenha percebido até agora, tendemos a evitar os mega lançamentos nesse blog. Não é que não nos importemos ou que estamos tentando ser o garoto apático da esquina que afirma amar as bandas que ninguém já ouviu falar, é mais porque já estamos  plenamente conscientes de que existem saídas para essas bandas, e muito mais música abaixo da superfície merecendo atenção. Às vezes, no entanto, uma música, um disco, aparece e joga tudo por terra. Plush, o disco de estreia do Lava Divers, é um desses casos - e apesar de ser destaque em todos os grandes veículos de música, não poderíamos ignorá-lo mais.

O álbum de onze músicas abrange uma variedade de influências da cena alternativa dos anos 90 ao rock indie moderno, bem como pequenas doses de britpop jogadas na mistura. Com instrumentais descontraídos como aqueles de ótimas lembranças dos anos 90, como Pavement , Guided by Voices, Fugazi e Built to Spill, mas seu charme desenfreado e sua abordagem de espírito livre os separam. Plush mostra a capacidade da banda para fazer a música acontecer. Pode fornecer apenas um olhar fugaz, mas está cheio de energia; O tipo de vigor inquieto que pode acender o seu dia em um instante. 

Não é nenhuma surpresa saber que muitas das músicas que estão presentes no disco foram geradas e moldadas por dois anos passados ​​na estrada, longe de casa. Há uma gloriosa sensação de extensão em  Plush , o som da reflexão também, mas também de algo muito maior; A emoção da aventura, o puxão melancólico do lar, aquela antiga estrada de terra se transformou em ouro e todas as provações e tribulações que acompanham. Ele apresenta um esboço pensativo mas encorpado.  
Um disco pouco amável. Eu diria que tudo acabou muito rápido, mas acho que é parte do encanto. Guitarras grandes, sorrindo, duelando, melodias sem esforço e mega, sim, mega melodias. Há tantas coisas boas saindo, sendo construído ao seu redor. É apaixonado, sem fôlego, implacável e forte. Um pouco doentio, sendo um norte curado no sudeste. Melhor aceito como uma crônica inteira e envolvente, Plush equilibra composições inteligentes com um coração completamente atraente; O tipo de registro que, silenciosamente, ao longo do tempo, pode tornar-se algo realmente especial. 

Foto: Rodrigo Gianesi
Capa: Moviola Mídia Livre

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Power trio Boats lança single de seu primeiro álbum






































Divulgando sua campanha de financiamento para custear seu primeiro álbum, o power trio potiguar Boats lança o primeiro single de seu disco de estreia, a faixa “Trilhos”.

A música é baseada nas experiências da vocalista e guitarrista Júlia Ferreira durante uma viagem para São Paulo, na qual ela observou a rotina desgastante dos paulistas, que constantemente se encontram em batalhas incansáveis da vida urbana.

Formada também por Gabriel Nogueira (baixo) e Rudrigo Lins (bateria), “Trilhos” é o primeiro registro oficial da banda de Pau dos Ferros - localizada no interior do Rio Grande do Norte - enquanto trio, formação que já dura cerca de um ano e que trouxe novas direções musicais para o grupo, que tem influência de bandas como Rancore, Menores Atos e Bear Me Again.

O single “Trilhos” sai pelo selo Nightbird Records, de Natal-RN, assim como o futuro primeiro disco do trio, intitulado “Manifesto Dos Sentimentos (In)compreensíveis”. Você pode contribuir para o debute da Boats no Catarse, acessando o link aqui

Ouça e baixe “Trilhos” no Bandcamp e no Youtube; em breve o single será liberado nas demais plataformas de streaming:

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Turnê “WATERSHED” das bandas CHCL e BLACKJAW


As bandas BLACKJAW (Santos-SP) e CHCL (São José dos Campos-SP) colecionam histórias vividas em diversas GiGs que fizeram juntas pelas estradas desse Brasilzão. Neste meio de ano as bandas fortalecem os laços de amizade e anunciam uma bateria de cerca de 20 shows, tendo inicio dia 06 de agosto de 2017 em Curitiba-PR, passando pela baixada Santista, Vale do Paraíba, Grande São Paulo, Região Campineira e Sul de Minas Gerais.

CHCL / Divulgação 

BLACKJAW / Divulgação 

A turnê vem em função da divulgação do Split intitulado WATERSHED. Lançado pelo selo caiçara Seein’ Red o WATERSHED carrega duas musicas de cada banda e é apresentado em um belo Vinil 7” (colorido), a arte está à cargo do Estúdio Miopia coroa com a qualidade de sempre o presente trabalho de duas expoentes na música independente  brasileira.

Confira as datas:

06/08 – Curitiba, PR
11/08 - São José dos Campos, SP (à confirmar
12/08 - Americana, SP
13/08 - Taubaté, SP (à confirmar)
18/08 - Guarujá, SP
19/08 - São Paulo, SP
19/08 - Mogi das Cruzes, SP
20/08 - Jundiaí, SP
25/08 - Praia Grande, SP
27/08 - Cubatão, SP
08/09 - Santos, SP
09/09 - São Paulo, SP
10/09 - Jacareí, SP
16/09 - Pouso Alegre, MG
17/09 - Poços de Caldas, MG
23/09 – Itajubá, MG (a confirmar)
24/09 - Santa Rita do Sapucaí, MG
30/09 - Piracicaba, SP 
01/10 – Volta Redonda, RJ


terça-feira, 1 de agosto de 2017

INFANTE (Jundiaí/SP) lança versão alternativa do disco 1991




















O último ano foi produtivo para a INFANTE, quarteto de rock alternativo de Jundiaí/SP.  Com o lançamento do disco de estreia "1991", em agosto de 2016, muitas oportunidades surgiram para a banda, que recentemente tocou no SESC Jundiaí (Festival Amplifica) e no Dia da Música 2017, além de outros festivais pelo interior de São Paulo.

Para comemorar o aniversário de 1 ano do álbum que trouxe tantos bons frutos, os rapazes prepararam um lançamento especial: uma compilação com as versões iniciais de algumas músicas do disco + faixas "inéditas" que não entraram para a versão final.

"Temos o costume (especialmente o Caio) de gravar muitas ideias que no fim acabam abandonadas em um HD externo," comenta Danilo Guarniero, baterista da banda. "Fizemos uma compilação das primeiras versões de algumas músicas que estão no CD e também botamos músicas que não entraram por falta de espaço ou porque achamos que não encaixariam."

"Essas que nunca foram lançadas são músicas velhas, algumas até de 2015 ou antes, mas novas para o público. A ideia foi liberar alguma coisa interessante para fechar esse ciclo que começamos com o disco," concluiu Danilo.

TRACKLIST:

1. Jimi (versão demo) 03:41
2. Lunático (versão demo) 03:16
3. Nostalgia (versão demo) - 03:43
4. Em Paz (versão demo) - 03:22
5. Café Gelado (versão demo) - 04:04
6. Ao Som do Nada (versão demo) - 02:54
7. De Novo, Outra Vez (versão demo) - 01:59
8. Limbo (versão demo) - 03:01
9. Seguindo (versão demo) - 02:43
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10. Riff gostoso (nunca lançada) - 03:19
11. Folky (nunca lançada) - 02:16
12. Essa não tem nome (nunca lançada) - 03:45
13. punk6.mp3 (nunca lançada) - 01:52
14. Bússola (nunca lançada) - 04:41
15. Vem e vai (nunca lançada) - 01:46
16. 2009 (nunca lançada) - 04:36


Ouça gratuitamente no Bandcamp as 16 faixas da versão demo de 1991

Gentrificators lança clipe e anuncia disco

Créditos: Rafaela Da Rocha

A sala de casa é muito apertada para um show, então os integrantes da Gentrificators se amontoam em um sofá, se esparramam no chão, o palco iluminado com luzinhas natalinas. Prestes a lançar um álbum gravado inteiramente na casa do vocalista Marcelo B. Conter, a banda apresenta a sua nova formação em um clipe também doméstico. A mobília, os objetos de decoração, as roupas de cama, tudo se rearranja em uma encenação pop, como se o próprio apartamento sonhasse com o mainstream.

Dirigido com participação de Rafaela Rocha, Giordana Besen , Renata Trepte e os próprios integrantes da banda, tudo remete à produção caseira, marca da banda desde o seu início. Shake The Underground discute justamente as formas de fazer música por si mesmo na ecologia virtual. Bandcamp, Myspace e a nuvem aparecem como figuras poéticas, afirmando paradoxalmente uma liberdade absoluta para a criação e, ao mesmo tempo, uma ansiedade solitária. Do meu quarto posso falar com o mundo, mas alguém está ouvindo? Não mais apenas o DIY clássico do faça-você-mesmo, mas a nova categoria DIY da bedroom music: Dream It Yourself.

Shake The Underground é o primeiro single do novo disco da banda, Apt Kids, a ser lançado em meados de agosto de 2017 pelo selo Lezma Records. A escolha do single e a proposta estética do clipe é motivada pelo conceito mais geral que atravessa o álbum. Além das questões próprias da gentrificação, Apt Kids discute as relações entre espaços exteriores e interiores, os modos como se atravessam e como podem ser facilmente domesticados pelas forças do Capitalismo Mundial Integrado. 

PORCAS BORBOLETAS LANÇA “MOMENTO ÍNTIMO”, PRODUZIDO POR GUSTAVO RUIZ

Foto: Juka Tavares

Completando 18 anos de estrada, a banda mineira Porcas Borboletas chega a 2017 no auge da forma, com o lançamento de MOMENTO ÍNTIMO - quarto álbum da carreira. Agora, o grupo conta com a produção musical de Gustavo Ruiz, ganhador do Grammy Latino com a produção de Tulipa Ruiz, que também participa do disco. A cantora Juliana Perdigão, o percussionista e cantor Nereu Gargalo (Trio Mocotó), o guitarrista Luiz Chagas (Isca de Polícia, Itamar Assumpção), a percussionista Nath Calan, o tecladista Chicão e Quique Brown (Leptospirose) completam as participações.

O álbum renova a verve particular do Porcas, cutucando tabus das relações na contemporaneidade e buscando acessar uma problemática mais ampla em torno da definição do ser, com seus questionamentos, paradoxos e medos. Há alguns dados recorrentes, como a figura masculina imersa em momento de impasse. Em CARA PRA CASAR, por exemplo, esse homem revela-se perplexo diante da suposta heterodoxia sexual da parceira. Já MOMENTO ÍNTIMO, faixa-título do disco, apresenta a situação de um homem que tem vergonha do seu corpo.

Momento íntimo pra mim é vexame / Eu não gosto de tirar a roupa / Isso não é normal pra mim / Eu tenho vergonha do meu corpo / Se eu pudesse esconder / Era melhor assim - Momento Íntimo

“É como se a velha postura de vida desse homem se revelasse insuficiente diante do momento em que vive”, reflete o vocalista Danislau. Isso tudo pode gerar a suposição de que se trata de um disco sobre a masculinidade, mas é importante perceber que, ao mesmo tempo, esse é também um disco sobre o feminino. Ao longo das narrativas, é a figura da mulher que age em favor da superação do que já não mais satisfaz. Nessas canções, “o impasse masculino passa por um processo de conversão redentora, sempre pelas mãos da mulher que, dona de si, já transformou os tabus em totens”, conclui.

De uma forma geral, certo niilismo pode estar presente no disco. Não há muita fé no que diz respeito à estabilidade do ser das coisas. Em VAMOS DANÇAR, a promessa de felicidade do convite para a dança se converte em revoltosa frustração esbravejada em canto catártico. PIMBOLIM é o menino-palhaço em formação que se transforma no homem do globo da morte. Maguila foi um derrotado ou um vitorioso? Se os parâmetros de definição do ser são flutuantes, MOMENTO ÍNTIMO é um álbum sobre o pairar nesse mundo - com toda sua graça, poesia, impasse e redenção.

A tudo isso,  junta-se a sonoridade pop-inventiva do sexteto, que ganha, desta vez, o tempero da musicalidade de Ruiz. Para o produtor, se misturar ao Porcas veio em boa hora: "É um novo momento para a banda - a chegada do baterista Pedro Gongom e a premissa de concebermos juntos os arranjos e a sonoridade do álbum. Temos códigos em comum, sacamos a vanguarda paulista e crescemos em Minas. Dito e feito: um disco pop, croc, empoderador". O álbum foi gravado nos estúdios da YB Music, em São Paulo, com lançamento pelo selo Matraca Records.

HISTÓRICO

O Porcas Borboletas surgiu no final da década de 1990 nos corredores da Universidade Federal de Uberlândia, MG. De lá pra cá, consolidou-se com uma das bandas de maior circulação no cenário da música independente nacional. O grupo se apresentou em 21 estados nas cinco regiões brasileiras, entre festivais e casas de shows. O exterior também entrou na rota da banda, que foi a Londres tocar no Southbank Centre e no Lovebox Festival, além das passagens por Paris e Buenos Aires.

Entre os convidados célebres de seus shows estão Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Otto, Arrigo Barnabé, Paulo Barnabé, BNegão e Helio Flanders. É também do Porcas Borboletas a música tema do premiado filme Nome Próprio, de Murilo Salles, protagonizado por Leandra Leal (que participa do segundo disco da banda). Com o espetáculo Às próprias custas S.A., a banda fez uma releitura do segundo disco do compositor Itamar Assumpção para a temporada de shows de lançamento da Caixa Preta, discografia completa do artista.

Momento Íntimo completa a discografia iniciada pelos discos Um Carinho com os Dentes (2005), A Passeio (2009) e Porcas Borboletas (2013), que emplacou faixas como Tudo que eu tentei falhou e Todo mundo tá pensando em sexo. Curiosamente, o grupo mantém a regra de lançar um novo disco a cada quatro anos.





























Banda pernambucana Kalouv une forças com seu público para finalizar álbum

























Elã é paixão, intensidade, entusiasmo. Essa é a energia que guia os músicos da Kalouv, banda expoente da cena pernambucana que se prepara para lançar seu novo álbum, fruto de uma imersão no Sítio Santa Fé, em Carpina, interior do estado. Envolvendo os fãs nessa sintonia, a banda está em campanha de financiamento coletivo para finalizar o projeto, já antecipando o que se pode esperar de seu próximo lançamento.

“‘Elã’ é um projeto que estamos trabalhando desde dezembro do ano passado, quando fizemos uma espécie de retiro para pensar as músicas e o que gostaríamos de passar com o novo álbum. Isso se estendeu até março, entre idas e vindas para o sítio em Carpina. Foram quatro meses ininterruptos de pré-produção buscando referências e revisitando tudo que já tínhamos feito até então. E esse processo trouxe uma nova forma de compor e enxergar a Kalouv, mudou até a maneira como nos vemos individualmente. Fortaleceu bastante nossa amizade e a união musical. Com certeza é o projeto que mais nos dedicamos nesses últimos sete anos e que melhor representa nossa verdade como banda’, conta Túlio Albuquerque, guitarrista.

Fundada em 2010 na cidade de Recife, a banda é composta - além de Túlio - por Basílio Queiroz (baixo), Bruno Saraiva (teclado), Saulo Mesquita (guitarra) e Rennar Pires (bateria) e já passou por palcos e festivais importantes como Abril pro Rock, Festival de Inverno de Garanhuns, Festival DoSol e Prata da Casa, projeto do Sesc Pompeia/SP. A discografia da Kalouv, muito bem recebida pela crítica especializada, conta com dois álbums (“Sky Swimmer”, de 2011 e “Pluvero”, de 2014) e o compacto “Planar Sobre Invisível”, com faixas gravadas dentro do projeto Converse Rubber Tracks.

“As duas últimas turnês da Kalouv foram muito representativas para nós, trouxeram a certeza que nosso público está cada vez mais próximo e curte com a gente todas as conquistas, torce mesmo para que a banda vá pra frente e apareça sempre em palcos importantes e com trabalhos novos. Essa conexão parece ser cada vez mais forte e nos deu a certeza e tranquilidade que o financiamento coletivo era uma alternativa viável para desenvolver esse álbum e tornar ele um retrato fiel dessa relação. Por isso mesmo chamamos a campanha de ‘Construindo Elã’”, conta Túlio.

O disco, com sua cuidadosa pré-produção, será guiado agora por Bruno Giorgi, um dos mais promissores produtores musicais da nova geração, responsáveis por premiados discos de artistas como Lenine, Vitor Araújo e Baleia. Bruno assinará a co-produção junto com a Kalouv, além de ser responsável por toda a parte de engenharia de som.

“O Bruno Giorgi já começou a fazer o trabalho de edição e pré-mixagem e pretendemos partir para a finalização em agosto. Também já foram gravadas algumas participações, como a de Sofia Freire, que criou vozes para duas músicas e Hugo Noguchi (Ventre), que compôs uma série de texturas para a música que fecha o álbum. Existem mais algumas participações engatilhadas, que serão registradas nas próximas semanas. Toda a verba arrecadada na campanha servirá para custear a produção do álbum, gastos com projeto gráfico, prensagem do disco e confecção dos novos materiais, além de pagar todos os envolvidos com o projeto. Caso tudo dê certo, a expectativa é lançar o trabalho em outubro”, explica Túlio, que adianta que logo depois os colaboradores receberão seus prêmios especiais.

Pensando nessa conexão formada com o público, a Kalouv criou experiências novas nas recompensas do disco, indo além de fazer o CD. Entre as opções para quem investir na campanha de financiamento coletivo estão uma festa para audição do disco com a banda, produtos criados por Thais Jacoponi (responsável pelo projeto gráfico do disco), obras exclusivas feitas por artistas recifenses, um kit de CDs de bandas amigas, uma oficina sobre pedais de guitarra e até aulas para iniciantes.

“Esse é um ponto muito importante da campanha. Temos, por exemplo, as aulas de baixo, bateria e teclado para iniciantes. Já vínhamos fazendo isso nos últimos anos e sempre são momentos muito legais. É tudo baseado em troca, em entender onde a pessoa quer chegar e em como podemos ajudar pra fazer isso acontecer. Então acabamos aprendendo bastante e temos a oportunidade de passar um pouco do que nos faz músicos”, conta Túlio.

Com mais da metade da meta já atingida, o financiamento coletivo da Kalouv está disponível em https://www.catarse.me/kalouv e pode receber contribuições até o dia 24/08.

Fotos por Maria Medeiros