quinta-feira, 4 de maio de 2017

Victor Mus - Chão de Terra






















Chão de Terra é o primeiro projeto solo da carreira de Victor Mus . Nascido e criado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o músico traz no EP de estreia suas raízes e influências que derivam do Rock, passando pelo Soul, Reggae, Folk e Música Regional. Referências variadas que convergem numa MPB de linguagem pop e bem pessoal, aproximando elementos de ritmos diferentes e explorando contrastes e variações interessantes dentro de cada música.

Em 5 faixas compostas pelo próprio artista, o amor, as relações humanas e as raízes africanas são mote principal das letras que refletem diversas etapas do amadurecimento de Victor Mus : se apaixonar novamente, aprender a lidar com isso, agradecer à saudade que existe como lembrança, aceitar a raíz e sua origem, celebrar o desafio das relações sem se amedrontar, assuntos abordados de forma poética em letras repletas de metáforas e referências visuais, maneira potente de ilustrar os sentimentos e questionamentos.



O EP Chão de Terra é o primeiro trabalho depois de um pulo no escuro. É o primeiro passo seguindo um caminho ao invés de correr pelo desconhecido. É o primeiro EP, é a estreia de forma profissional e a prova do amadurecimento do artista, tanto no jeito de sentir, quanto no de compor e transformar a realidade em notas e arranjos. Chão de Terra é, acima de tudo, o produto de 3 anos de aprendizado, de um trabalho feito entre Victor Mus e Rebuliço, além de todos aqueles envolvidos. É muito de cada pessoa envolvida no trabalho. É bastante Rodrigo Miguez, também ­ que produziu não só pensando em inserir o EP no mercado, mas em adicionar peculiaridades para torná-lo único.

As faixas são diferentes entre si, sim. Isso porque cada pessoa tem camadas, e demonstra cada experiência de uma forma. E foi um desafio transformá-las em algo homogêneo que, ao mesmo tempo, valoriza a heterogeneidade. Por fim, o EP Chão de Terra é muito suor, muito amor, muita alegria e, principalmente, vontade.

Faixa a Faixa

1. Chão de Terra é uma música de desafio. É sobre alguém que tem uma vida atribulada, um jeito meio peculiar de lidar com o amor, mas que aceita o desafio de relacionar-se com um outro alguém, mesmo sabendo que a relação pode acabar dando errado. Tem referências em bandas como Metá Metá e artistas como Alessandra Leão, numa construção de violão que alia swing e tensão, inserida num arranjo de intensidade crescente.

2. Preguiça é a faixa que mais mostra a veia pop do artista. É uma declaração de amor de Victor Mus a sua noiva, em uma descrição de tudo o que são individualmente e também do que querem ser juntos. Com referências em Armandinho, soa como música para relaxar, apostando em um violão simples e uma guitarra leve. A música é crescente, mas ganha peso e um arranjo completo sem perder a suavidade.

3. Encrespa é uma celebração do reencontro do artista com sua negritude, que passou a maior parte da vida negando sua raiz negra, e nada melhor que cantar ícones do poder negro: a religião de matriz africana e os cabelos crespos. Encrespa é uma tentativa de fazer algo mais brasileiro. O peso da música se adéqua à necessidade e força do tema, numa mistura de pop com referências afro-brasileiras, como Metá Metá. É uma das músicas mais originais do EP e traz uma pitada de rock'n'roll, parte da construção do artista. A faixa conta com participação de Luciane Dom , cantora carioca cheia de africanidade, que, com sua voz suave, traz um contraste potente para os vocais.

4. Castelo fala sobre a aceitação e a recepção de uma nova pessoa após um término. Um momento crítico entre amar mais profundamente possível e mesmo assim sentir um certo receio ao receber uma nova pessoa. Mais puxada para o folk é uma música mais versátil, que pode ser tocada com ou sem banda e aposta em uma letra mais metaforizada, com tons mais leves. O violão divide o protagonismo com a voz, e traz também algum estilo único para a música.

5. Carambola foi lançada originalmente em 2015 e completa o EP como faixa-bônus. É a síntese de como deveríamos encarar términos. Não é porque acabou que não deu certo. É a música que mais alia a brasilidade e o tradicionalismo da MPB, sem perder a originalidade na construção do arranjo. Tem uma construção de bateria mais folclórica, um violão ao mesmo tempo simples e com um arranjo um pouco mais fora do quadrado. O timbre da guitarra é profundo, claro; o baixo caminha junto com a bateria na brasilidade folclórica.

SOBRE VICTOR MUS

Victor Mus começou sua trajetória na música há 11 anos atrás, em bandas de Rock, nas quais participou como vocalista. Há 5 anos, iniciou seu trabalho solo, buscando eventos e criando uma rede que o ajudasse a disseminar sua arte.

A partir do envolvimento com produtores culturais da cidade, passou a ser convidado a tocar em diversos eventos do Rio de Janeiro. O destaque na nova cena independente da MPB carioca chamou atenção da Rebuliço, produtora/selo da cidade, que veio a convidá-lo para integrar seu casting de artistas, profissionalizando sua carreira.

Em 2016, foi um dos selecionados pela Secretaria de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro para integrar a programação cultural oficial das Olimpíadas 2016, além de ter sido convidado pelo Brasileiríssimos, maior portal de música brasileira da internet, a integrar a coletânea “Garimpo”, que reuniu 11 novas apostas da MPB para lançarem faixas inéditas.

Ouça abaixo e faça o download AQUI

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