domingo, 7 de maio de 2017

Profundo e sentimental: ouça o EP de estreia das curitibanas do Cora


''Não Vai ter Cora'', esse é o título que batiza o trabalho de estreia do duo curitibano Cora. O lançamento digital do selo Honey Bomb Records (Caxias do Sul-RS) tem parceria com outros dois selos: PWR Records (Recife) e Coletivo Atlas (Curitiba). Em abril a banda já havia soltado o single, “Calandria”, que ganhou seu primeiro clipe. Assista aqui

Com sonoridade que transita entre dream pop e rock alternativo com ares psicodélicos e etéreos, o EP narra uma época e todo um repertório de sentimentos e percepções que já passaram faz um tempo, como explicam as fundadoras da banda Kaíla Pelisser e Katherine Finn Zander: “tem coisas muito importantes que aprendemos no processo de gravar, que levou 4 anos, por isso toda essa coisa de “Não vai ter Cora!”. O disco é deliberadamente uma entrega pras pessoas das histórias que a banda viveu em todo esse tempo, são cinco músicas que ajudaram a superar situações e traumas.

Origem:
Lá por 2011 quando Kaíla Pelisser e Katherine Finn Zander (aka Katze) descobriram a empolgação em comum, porque o Warpaint tava vindo fazer show no Brasil, começaram a arriscar uns covers diversos. Disso veio a banda, também de uma necessidade de fazer um som que envolvesse mulheres, porque esse era o cenário, o universo feminino. Já tendo experimentado diversas mudanças de formação, seus trabalhos de estúdio incluem duas demos lançadas em 2014 e o single “ADA” de 2015. Atualmente, em 2017, as fundadoras se consideram em um “relacionamento aberto” com músicos e amigos diversos que vêm e vão pela banda nos shows, muitas vezes organizados por elas mesmas, dentro das produções do Coletivo Atlas, um grande fomentador de cultura independente da capital paranaense.

Sobre o som:
Suas influências são permeadas por elementos do rock alternativo e do dream pop. Essa fusão cria um ambiente expansivo e harmônico com nuances psicodélicas e escuras, retiradas diretamente do interior da alma feminina em seu processo de descobrimento. “Uma banda de meninas sempre nos pareceu fazer sentido pela força das suas representações e das nossas referências como Warpaint, Grimes, Cat Power, Hole, Pixies entre tantas outras” revela o duo. O título do EP de estreia é irônico, um trocadilho com uma mensagem quase que rindo de si próprio, mas ao mesmo tempo nos traz a esperança de que sim, vai ter Cora.

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