terça-feira, 30 de maio de 2017

Adentre o espaço sideral com Cosmos, estreia da banda My Magical Glowing Lens

Crédito: Felipe Amarelo e Bárbara Carnielli

Tudo começou com um sonho. Nele, a musicista, compositora e cantora capixaba Gabriela Deptulski vislumbrou um ambiente escuro e vazio, que aos poucos foi sendo preenchido de cores e sons, numa melodia nunca escutada por ela. “Aquele foi o ‘om’ primordial, o som do todo, a melodia dos cosmos daquele espaço sideral”, explica Gabriela sobre a principal inspiração temática e musical atrás de Cosmos, primeiro disco de seu projeto psicodélico e experimental My Magical Glowing Lens. A viagem começa agora  e o show de lançamento está marcado para dia 15 de junho (quinta-feira), na Sala Adoniran Barbosa, no CCSP. A entrada é gratuita. Na sequência, a banda retorna ao charmoso palco da Casa do Mancha para apresentação ao lado da banda goiana BRVNKS no dia 17/06.

Em Cosmos, Gabriela experimenta a música a partir de sons analógicos e eletrônicos, que a cada apresentação podem se transmutar, personificando em seus próprios arranjos a ideia do todo que se move constantemente. Sintetizadores, amplificadores, guitarras, baixo e bateria contrastam entre si, formando um indie-pop de inspirações oníricas, utilizando elementos que hora seguem para um rock progressivo, hora se encaminham para um pop lisérgico.

“Eu tinha as demos de onze composições, algumas com arranjos já prontos, outras, só voz e violão. Levei tudo para a banda que, recebendo a ideia dos cosmos e do ‘om primordial’, compôs arranjos e novas partes para as músicas. Esse processo todo, além das gravações, rolou na Casa Verde, sede da gravadora Subtrópico, em Vitória”, conta Gabriela em relação ao desenvolvimento criativo do álbum. A produção do disco foi feita pela banda, com ajuda de amigos da cena capixaba, como Alexandre Barcelos, que emprestou um compressor analógico e André Prando, que cedeu um amplificador.

Entre as 11 faixas do álbum, a artista destaca duas que estampam bem a sonoridade do trabalho: ‘Raio de Sol’, que nasceu de uma trilha que fiz com amigos para uma cachoeira, em 2014. A música, nessa época, era um beat de bateria eletrônico com vários sintetizadores e vozes, mas a versão final veio durante as pré-gravações do álbum. É uma canção sobre o que sentimos quando estamos em contato com a natureza”, continua Gabriela. “Já ‘Sideral’ foi nosso primeiro single e uma das primeiras composições feitas para Cosmos. Ela traz pensamentos e sentimentos sobre a ligação entre mente e espaço sideral e sobre transformação e libertação do eu/ego mediante a ideia de infinito”.

Ainda em 2013, Gabriela fez de seu quarto, em Vitória (ES), o primeiro palco para suas ideias, quando começou a gravar sozinha. Inspirada por grupos e artistas como Mutantes, Catavento, Flaming Lips, Trem Fantasma, Céu, Boogarins, Tame Impala, Bike, Neutral Milk Hotel, Carne Doce, King Lizard and the Gizzard Wizard, Beyoncé e Rihanna, a capixaba passou a tocar em outros lugares – tendo passado por eventos como Festival Bananada (GO), Festival PicniK (DF) e Festival DoSol (RN) – e, atualmente, se apresenta ao lado dos músicos Gil Mello (baixo), Henrique Paoli (bateria) e Pedro Moscardi (sintetizador).

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