domingo, 30 de abril de 2017

Vacilant é uma trilha doce e hipnótica que lembra o charme bêbado de Flying Lotus e Jon Hopkins





































Vacilant é um projeto de música eletrônica idealizado e construído pelo músico Yuri Costa, ex-integrante da banda Voyage Roset. O protótipo do projeto surgiu em 2015, após o lançamento do álbum Dissonia (2015 – pelo selo Ruído B), e desenvolveu-se ao longo dos dois anos seguintes com o auxílio de músicos convidados como Leo Fabrício, Marcus Au Coelho, integrante da banda Casa de Velho e Gabriel Oliveira, também ex-integrante da Voyage Roset.

Vacilant teve seu nome escolhido ao perceber as similaridades entre o termo de raiz no verbo vacilar que tem por significado estar irresoluto, oscilar por falta de firmeza, estar ou ficar indeciso, hesitar, tremer e a estética originada no processo de criação musical.

O projeto foi germinado, gravado e mixado no estúdio criado no próprio quarto do artista com a colaboração dos músicos Leo Fabrício e Marcus Au Coelho. A concepção do EP perpassa batidas eletrônicas e a exploração de rítmicas quebradas. Com influências que transitam entre Aphex Twin, John Frusciante, Flying Lotus e João Donato, a Vacilant se propõe a ser o local de fronteira entre a sensação de diástase da realidade e a tentativa de criar uma percepção no caos. As músicas do álbum investigam as possibilidades rítmicas e dialoga com a experiência de uma paisagem rítmica por meio da música eletrônica;

Vacilant é sobre se sentir deslocado e procurar um eixo.

Em 2016, foi-se proposto uma criação visual em diálogo com a visão da fotógrafa Taís Monteiro. Ao longo do processo, o videoclipe da música Furtivo foi produzido e filmado com o artista Netinho Nogueira como protagonista. A narrativa foi construída a orbitar na ideação de deslocamento, de oscilação, de desterritorialização. Em seguida, as imagens que transitam o imaginário visual do álbum foram compostas a partir do conceito de Antônio Conselheiro em um futuro distante, em outro planeta com o modelo João Vital em constante conversa com a fotógrafa Taís Monteiro. O conceito é de uma imagem de som eletrônico que dialogue não só com uma estética de retrô futurismo, mas com uma identidade cearense e local. Propõe-se que o visual transite no mesmo espaço da música em uma eterna troca de sensações.

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