sexta-feira, 31 de março de 2017

Lançamento: single "Brise", de Eduardo Barretto

























Eduardo Barretto é um músico, cantor e compositor avesso à felicidade efêmera. Sua escrita é fortemente influenciada pelo lado obscuro da personalidade humana, explorando temas controversos e viscerais de maneira poética e bastante particular. A sonoridade transita livremente entre delicadeza e caos absoluto, folk e rock psicodélico, mas sempre com os dois pés firmes na genuína música brasileira contemporânea.

O isolamento social, típico dos grandes centros urbanos, é o tema do single “Brise”. A canção desnuda a rotina misantrópica de um personagem que vive sem qualquer contato humano e acaba desenvolvendo um comportamento obsessivo. O único ponto de conexão com o mundo exterior é o brise-soleil do seu apartamento, que se tornou um local estratégico de constante observação da vida alheia. Embora trace planos obscuros envolvendo qualquer um que consiga avistar, ele sabe que suas expectativas torpes jamais serão concretizadas devido à incapacidade de deixar o conforto do lar e interagir com as pessoas.

A música faz referência a um dos maiores símbolos da cidade de São Paulo, o icônico Edifício Copan. A estrutura de concreto armado corta a paisagem urbana com sua magnitude sinuosamente modernista. Projetado por Oscar Niemeyer, o prédio é contornado pele brise-soleil, elemento arquitetônico que tem como função proteger os apartamentos da incidência de raios solares. Eduardo Barretto escreveu a música inspirado nos momentos em que ele mesmo, sentado no brise, observava do alto a movimentação frenética no coração da metrópole.

O single é um lançamento do selo Mono.Tune Records, que já havia apresentado o trabalho de estreia do artista, o EP “FracassoExtraordinário”, de 2015. A faixa foi selecionada pelo projeto Converse Rubber Tracks e gravada no estúdio Family Mob, em São Paulo. O baixo, guitarras e vozes foram executadas pelo próprio Eduardo, que também contou com as performances de Ricardo Cifas (FingerFingerrr), na bateria; Fernando Freire (Garotas Suecas), no teclado; Guilherme Castilho (ZambaZim), na percussão e a participação especial de Tomaz Paoliello (Garotas Suecas), que executou o solo final de guitarra. Já a mixagem ficou a cargo do produtor Filipe Consolini. O fotógrafo Diego Serres assina a capa e as fotos de divulgação.

É hora de conhecer melhor o encanto inconfundível e sincero de Lucky Lupe




















Lucky Lupe é um duo instrumental que faz das suas músicas paisagens sonoras e cenários psicodélicos, uma viagem elétrica entre o alternativo e o eletrônico. Com influências do indie, post rock e pop experimental, seu repertório é construído com a utilização de um doubleneck, bateria acústica e eletrônica, synths, pedais de efeitos e loopstations, tudo tocado em tempo real. Tudo isso traz uma sonoridade bem interessante e torna o trabalho do Lucky Lupe complexo e, ao mesmo tempo, agradável aos ouvidos.

‘’ Lucky Lupe ‘’ talvez seja mais importante do que você imagina. Na superfície é uma jóia indie-pop, o tipo de registro gracioso e encantador que parece existir fora da vida do dia-a-dia como a conhecemos. Cavar um pouco mais profundo ainda e as raízes do registro oferecem algo completamente mais essencial. É uma encarnação punchy pop-alternativo onde você sente a sua tensão correndo em seus olhos, no teto de sua boca, através dos nervos crus em seus dentes.

Este é um registro que explora a qualidade de sonho de emoções, bem como lançar uma perspectiva sobre as relações que é ao mesmo tempo nostálgico, doloroso e implacavelmente forte. O disco do duo luso-brasileiro oscila sem esforço entre a sensibilidade ondulante e um desafio quase encantado, como em "Delay Song MP3". Tais imagens surrealistas encontram seu caminho, transformando as abstrações em objetos vívidos e insistentes. Se isto é, como a banda se descreve em seu Facebook, viagem elétrica entre o alternativo e o eletrônico, então os significantes da emoção estão sempre em fluxo, derretendo entre tons de escuridão e momentos de cor cega. 

O resultado é um disco revigorante, que salta sobre, tons e texturas caindo e girando à vontade percorrendo as sete canções, mas que se sente desafiadoramente, há um certo movimento em direção a uma luxuriante febrilidade, jubilantemente, vivo, apesar de tudo.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Luan Bates lança versão acústica de "A Kind of Life"

Registro: Diogo Ferreira

Meses depois do lançamento de seu primeiro EP, "Listen Up, Mates", Luan Bates segue divulgando o trabalho com shows em sua região e, agora, com uma versão crua de "A Kind of Life", faixa que encerra o trabalho lançado no final de 2016.

Com imagens e áudio gravados no Estúdio D&S, o trabalho é mais um fruto da parceria com o estúdio, a Odara Produtora e Jefferson Soares (Sonoro Studio e co-produtor de "Listen Up, Mates"), este último acompanhando Luan na guitarra neste registro.

Após este lançamento, Luan Bates deve começar os preparativos para seu segundo single/EP e seu primeiro álbum, a serem lançados durante o ano.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Salgueirinho - Estudos Terráqueos - 2016





































Enquanto as informações para Salgueirinho possam ser intencionalmente inacessíveis, há uma sensação de admiração quase obscurecida pela música de Estudos Terráqueos que age como uma canção de ninar distorcida, seduzindo-o silenciosamente dentro das paredes que o musico construiu em torno desse novo projeto musical. E esta é certamente música que se assemelha à inquietude noturna, apesar do calor geral, ou talvez do toque hábil, que transmite a produção e as melodias submersas e suavizadas.

Esse sentido de partida também faz sentido, quando apresentado no contexto do passado de Salgueirinho. Parece a história do garoto que ‘’ roubava  as fitas de musica eletrônica dos anos 90 do irmão mais velho e as usaria como linhas de vida ’’. Para todas as correntes submersas do escapismo hedonista que sustenta muita música eletrônica, há também uma indicação de outra coisa, a ideia de que isso talvez signifique muito mais do que os signos do $$$ e a postura ígnea pode levar um observador casual a prever.

Download do disco AQUI

Nosso Querido Figueiredo - "Michel Temer versus Fantasma do Alvorada"





































EP contém duas versões da mesma composição, "Michel Temer versus Fantasma do Alvorada".
"Espírito Forte Mix" é um tema atmosférico de horror inspirado pela aversão de nosso presidente ao mundo etéreo.

"Carne Fraca Mix" é seu contraponto dançante (carnal). Teve como plano de fundo os desenvolvimentos da Operação Carne Fraca e o registro aterrorizante da visita de Temer a uma churrascaria.


Jonathan Tadeu lança novo single





















O compositor mineiro Jonathan Tadeu lançou nessa segunda-feira o clipe da música ”Sorriso Amarelo", segundo single de seu terceiro disco.

Em “Sorriso Amarelo" Jonathan retrata o seu relacionamento como músico negro dentro de uma cena majoritariamente branca.

Intitulado "Filho do Meio", o disco tem produção de João Carvalho (Sentidor/ElToro Fuerte/Rio Sem Nome). As faixas narram de forma direta e bastante íntima acontecimentos recentes de sua vida - as turnês com os amigos, o casamento recente, elos de amizade perdidos e sua relação com a cidade de Belo Horizonte. O lançamento está previsto para o dia 4 de Abril.

Decreto Federal - Festim dos Renegados [Vídeo]





























Formada por João Barros (vocal), Álvaro Piraciaba (guitarra), Gabriel Filgueira (baixo) e Felipe Miranda (bateria), a banda Decreto Federal traz características de diversas vertentes do rock. Stoner, clássico e metal alternativo são os temperos mais fortes e perceptíveis na sonoridade do grupo. Com letras totalmente em português e a mistura entre melodias calmas e fortes, a Decreto Federal sempre foi conhecida no cenário alternativo por suas performances intensas e calorosas. Durante seu primeiro ano de existência buscou o fortalecimento do cenário independente desenvolvendo o projeto "Invasão Festival" e produziu seu primeiro álbum "O Fabuloso Mundo Inteligível" (já disponível em todas as plataformas).

A faixa "Festim dos Renegados" faz um diálogo entre duas formas de ver as pessoas que não são o esperado pela maioria. De um lado a visão predominante que renega a forma que escolhemos para viver (no entanto.....só vivemos). De outro nós que aceitamos ser os renegados já que sabemos que a vida é feita pra ser vivida. Sem estarmos presos a nada. Em busca da máxima liberdade de ser.

terça-feira, 28 de março de 2017

Vinicius Mendes questiona se sobreviverá ao tempo em "Corpo Incorrupto"






























Assim como um corpo incorrupto, a arte tem o poder de resistir ao teste do tempo. Vinicius Mendes, cantor e compositor de Taboão da Serra/SP, lança hoje "Corpo Incorrupto", single de seu segundo disco "Mercúrio", produzido e mixado por Lucas Silva (LVCASU).

Em sua nova faixa, Vinicius pergunta se um dia sobreviverá a esse teste também. O violão cresce a cada acorde, em direção à uma resposta que parece não existir: "Como pode alguém sobreviver um cedro?"

"Mercúrio" marca uma mudança em sua carreira: é seu primeiro trabalho totalmente em português. Em retrospecto, suas composições demonstram um amadurecimento claro em relação à "Home is ______" (2016), seu primeiro álbum. 

"Mercúrio" sai dia 11/04 pela Pessoa que Voa, selo independente que busca lançar novos artistas em São Paulo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Lançamento: Unbelievable Things - Wasted Time EP

























UnbelievableThings é uma banda de rock formada em 2016 dividida entre as cidades de Maringá, Mandaguari e Curitiba no Paraná. Atualmente é formada por Tim Fleming na Guitarra, Jun Hirota na Bateria e Fernando Parreira no baixo. Com menos de 1 ano, tem dois EPs lançados, contando o recém lançado “Wasted Time” e uma música para a compilação de Natal da NapNap Records.

A sonoridade da banda é bastante influência por bandas dos anos 90 como Pavement e Superchunk, além de outras bandas brasileiras que seguiram os passos dessas mais adiante como a mineira Top Surprise, Superguidis e The John Candy. Bandas mais atuais como o Joyce Manor, Amandinho e os conterrâneos do No Crowd Surfing também fazem parte das influências da banda.

No começo a banda era só Tim que queria tirar algumas gravações do papel e gravá-las do jeito que fosse possível. Depois de uma viagem aos EUA em que comprou uma guitarra nova, trancou-se na edícula da casa dos pais em Mandaguari e gravou o primeiro ep da banda chamado Tributo a Laura Palmer com 3 músicas.

Nessa mesma edícula também foi o primeiro show da formação atual da banda abrindo para o músico mineiro Jonathan Tadeu em Novembro de 2016. A banda também já se apresentou em outras cidades da região como Maringá, Londrina e Curitiba.

O EP “Wasted Time” foi praticamente também todo gravado no mesmo lugar durante o carnaval de 2017, a única exceção foi a bateria gravada no quarto da casa dos pais de Jun. A mixagem do EP também foi feita pela banda, a masterização ficou por conta de Michael Wilseque.

Os temas explorados nas letras são principalmente o mundo do jovem adulto que ainda não largou a juventude, a sensação de não pertencimento a lugar nenhum e outras nóias. Tudo de uma forma bem pessoal e crua.

A banda é totalmente adepta do lema “Do It Yourself” e preza pela autonomia em todos seus processos, desde as gravações, turnês e confecção de merch. Tim também comanda o selo NapNap Records, um selo voltado ao nicho das gravações caseiras e das bandas do norte do paraná que investem numa sonoridade alternativa que dialogue com a do selo.

Theuzitz libera vídeo para a canção Sinédoque, SP



























Dirigido pelo próprio músico, o vídeo tem a sua narrativa dividida em três partes, sendo a última delas um minicurta de humor com direito a reprodução de jutsus do Naruto.

Segundo Theuzitz, o vídeo tem a intenção buscar de maneira singela dentro desses três momentos algumas expressões naturais, construídas e forjadas de si mesmo na sua relação entre a capital paulista em parâmetro à cidade onde trabalha e reside, Jandira (na grande São Paulo) e em como essas influências um tanto distantes têm a possibilidade de diálogo.

domingo, 26 de março de 2017

Sites de Fantasmas é o segundo artista lançado pela Transtorninho Records em 2017






































Em algum lugar entre a loucura e a falta de educação, Diablo 2 e suor adolescente, o misticismo da grande rede mundial de computadores e a TV ligada sozinha na sala de estar. Daquele lugar da sua mente em que você não sabe se inventou ou se é lembrança mesmo. O passatempo grudado no molar superior e a acidez da Coca-Cola no fundo da sua língua implodindo seu paladar num fractal de lembranças e associações malucas e uma verdade muito secreta que um dia você quase entendeu e hoje em dia vive na parte dos seus sonhos, que você não lembra mais.  

É dessas coisas que “Quais São Os Verdadeiros Monstros da Meia Noite?”, primeiro registro do projeto Sites de Fantasma, é feito. Composto de forma solo por Felipe Soares (Amandinho, 151515) retalha nostalgias, agrega sensações, coexiste entre opostos e encontra numa rede de lembranças que pensamos íntimas e intransponíveis. 




O romantismo abstrato do começo do milênio, da primeira geração que cresceu mais dentro da internet do que fora e agora não sabe o que fazer e que principalmente não sabe diferenciar as coisas que acredita das coisas em si. De quem não viu o fim do mundo, mas conheceu o fim do Polara que é bem pior. O perfil do seu amigo que tem filho trabalha e não liga mais tanto assim pra internet. É sobre esse oceano de onde vocês saíram e agora separa vocês que esse disco fala. 

Sites de Fantasma acessados clandestinamente no computador dos pais de seus amigos. Os monstros da meia-noite entre compras não finalizadas e aquela mensagem que você nunca respondeu. Conspirações, terroristas e o mito da liberdade. Agora em ritmo jovem.


por Smhir Garcia.

quinta-feira, 23 de março de 2017

hæve - Maceió, AL (Alternativo, Rock, Shoegaze, Noise Rock)


































Hæve é uma continuação do que poderia ter rolado com a falecida Flowed, banda em que Mário Alencar (Sketchquiet, Softporn, Mario The Alencar) liderava junto com Pablo Wilard (Sedna, Ethereal, Halley) e Davis Sampaio, mas nada deu certo entre eles durante 5 anos. Depois de um hiato, Mário e Pablo se reúnem para criarem algo mais denso e atmosférico - Mário com suas muralhas de guitarras pesadas e Pablo, executando uma bateria espalhada de reverbs. Para quem curte Jesu, The Sky Drops, Boris, Swervedriver, Sonic Youth - mistureba (...)

O single Weak é a chave de muitos portais que a banda abrirá daqui por diante, e você pode ouvir agora na íntegra.

BIKE quer ver sua mente viajar pelo clipe Do Caos ao Cosmos

























Sem caos não há cosmos. Foi a partir dessa premissa que os diretores Matias Borgström e Rodrigo Notari decidiram transmitir uma grande viagem ao centro da mente, com suas turbulências e prazeres. Assim nasceu o clipe Do Caos ao Cosmos – terceiro single a ser lançado pela BIKE antes da vinda do álbum “Em Busca da Viagem Eterna”, sucessor do prestigiado “1943” (2015).

“Estamos em caos quando trazemos o passado ou criamos um futuro inexistente; um conflito interno que gera ansiedade descontrolada” comentam os diretores. “Mas é do caos que vem o cosmos, através de uma viagem atemporal que culmina num infinito de sensações e dimensões lisérgicas”. Para que esse caminho fosse transmitido em videoclipe, foram usadas imagens que Matias Borgström captou na Índia e Nepal ao longo de oito meses. Como resultado, um verdadeiro convite às transições da mente.

O clipe antecede “Em Busca da Viagem Eterna” chega após o lançamento das faixas A Montanha Sagrada e Enigma dos 12 Sapos, que já estão disponíveis para audição. Outras novidades podem ser conferidas nas apresentações ao vivo da banda, que também se prepara para sua primeira turnê internacional.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Acidental lança o terceiro EP

Foto: Chuim 

Comandado por Alexandre M., também baixista da banda MundoAlto, o Acidental lançou nesta sexta-feira (10) um novo EP com duas faixas: “Alguém” e “Texto De Um Blog Qualquer”.

O EP foi gravado por Paulo Senoni, entre junho de 2014 e fevereiro de 2017. “Estas duas faixas são músicas feitas para o Acidental. Ou seja, não são coisas velhas que eu tinha guardado há 10 anos, mas mesmo assim elas já têm algum tempo. De lá pra cá muita coisa mudou na minha forma de pensar e, de certa forma, é bom poder aplicar estas mudanças nestas músicas, mostrar um pouco mais da fase atual da banda”, explica Alexandre M.

Depois de lançar os EPs “Frio / Prata” (2016) e “Eu Venci / Teste” (2015), Alexandre afirma que “Alguém / Texto De Um Blog Qualquer” é o trabalho mais pop já lançado pelo Acidental e deve ser lançado em fita cassete ainda neste ano. O novo EP será o terceiro da série de quatro K7s, com o projeto gráfico desenvolvido por Antônio Augusto. “Estou bem feliz por estarmos quase finalizando o projeto dos quatro EPs. É muito legal poder ver as três capas juntas, seguindo a mesma identidade visual”, diz Alexandre.

O Acidental promete também, para este ano, colocar a banda na estrada e revela que já estão sendo negociadas algumas datas no Sul do país que serão divulgadas em breve.


Valciãn Calixto explora silêncio e indiferença no clipe de Cerimonialista





















O músico piauiense Valciãn Calixto lançou o clipe para a música Cerimonialista, do álbum de estreia FODA!, Dirigido por Fábio Christian (Eletrique Zamba). Filmado no Balde, ambiente e bar voltado para performances artísticas em Teresina, o vídeo contou com atuação da atriz Yasmin Moura numa filmagem que durou apenas meia hora.

O vídeo revela quanto o silêncio e indiferença podem ser usados como ferramenta de opressão e manipulação contra a mulher em um relacionamento, chegando ao ponto de ela tentar chamar atenção do homem de todas as formas possíveis, ora sensualizando, ora beirando a loucura quando nada disso seria necessário numa relação, diferente da música que em sua letra apresenta alguém questionando uma mulher sobre seu autossilenciamento relacionado aos abusos e agressões de um ex-namorado.

Outro detalhe é que Valciãn é um dos integrantes da Geração TrisTherezina do Piauí e no clipe é possível ver livros publicados por autores do coletivo e ainda iguarias da culinária piauiense como a paçoca e cajuína.

quinta-feira, 9 de março de 2017

ORCHESTRA BINÁRIA - EP#02




























Após um hiato de quatro anos, a Orchestra Binária lançou seu segundo trabalho no dia 21/11/2016. Intitulado “EP#02”, a obra exibe cinco músicas, assim como em seu antecessor "EP#01", de 2012. O grupo formado na Cidade de Deus, periferia da cidade do Rio de Janeiro, novamente apostou na distribuição das etapas e das tarefas que envolvem a produção de um disco independente.

Como expressão de progresso, em particular dos fundadores Dutra, Silva e Oliveira, nota-se as contribuições como as do produtor musical, conceituado na cena independente do Rio de Janeiro, Emygdio Costa (Sobre a Máquina / Fábrica / Anganga / Juçara Marçal), da artista plástica Carolina Ochotorena que assina a arte visual do EP e que dá contribuição vocal à primeira faixa do disco e do escritor e poeta da Baixada Fluminense, Brayan Carvalho, que volta a somar com a apresentação textual que conceitua e posiciona artisticamente o trabalho proposto pelos músicos.



A banda permanece buscando nesse EP#02 uma fusão entre o Samba-Rock de Jorge Ben, o Funk Carioca da periferia e as influências do Radiohead. Há também referência ao Afrobeat de Fela Kuti e as guitarras de Sonic Youth.

Após as devidas apresentações, é necessário dizer que a história da Orchestra Binária se repete, quanto a realização de sua própria obra - sempre contando com o trabalho em conjunto para a concretização plena de sua arte, assim como destacar a importância das participações, que foram essenciais para a (re) construção da identidade e (re) organização do conceito artístico da banda.

Renato Inácio apresenta "Limbo", seu segundo álbum






















Nascido e criado em São Paulo, RenatoInácio - cantor, compositor e produtor - morou durante dois anos em Buenos Aires antes de iniciar sua jornada em solo paulistano. Guitarrista majoritariamente influenciado pela fúria de Nirvana, os ruídos perfeitos de Pixies, a poética urbana de Lou Reed, a vanguarda de Sex Pistols e o alternativo-inventivo de Smashing Pumpkins, o músico debutou no cenário independente paulistano com o álbum "Porão", de 2013. Produzido pelo próprio artista, gravado/mixado/masterizado no Estúdio Aton e com ilustrações de Anderson Gomes, o disco retrata o retorno de Renato ao Brasil, seu processo de estranhamento e reambientação e, ainda, seu despertar sonoro para suplantar parte da impessoalidade presente em seu cotidiano.

Após shows em casas autorais centrais na rotina da cidade, como o Espaço Cultural Puxadinho da Vila e Sensorial Discos, Renato imergiu na criação de seu segundo disco para que, assim, conclamando a catarse presente em suas maiores referências musicais, voltasse à cena em 2016 com "Limbo". Calcado no surrealismo paulistano, seu barulho-silêncio, ideais de liberdade, o cinema, a literatura e seu ritmo devorador, o álbum - também produzido por Renato - foi gravado no estúdio Family Mob, mixado por João Cruz no Estúdio A e masterizado por Chris Hanzek, em Seattle. Cru, crítico e amargo, "Limbo" - que não contém ajustes de afinação ou sobreposições - tem Gledson Gomes na bateria, Ricardo Blane no baixo e o registro em pouquíssimos takes. Com capa de Soshana, artista austríaca.

Visceral, latente e até indigesta, a obra do cantor e guitarrista relata não só suas buscas criativas, mas - acima disso - seus desencantos e reinvenções diante do cenário alternativo. Livre de retoques, Renato Inácio tem em "Porão" e "Limbo" suas crônicas beatniks em que inconformismo e solidão permeiam sua reinvenção.

terça-feira, 7 de março de 2017

Paquetá - Surfadelic Dreams é imediatamente alucinante, brinca e explora ritmos alongados que você nunca pode identificar onde ele vai parar ou começar de novo

























Surfadelic Dreams é o primeiro EP da Paquetá, banda de Canoas (RS), lançado em janeiro de 2017. É também o resultado do primeiro ano de banda e também da primeira onda. Paquetá é uma banda para dançar de uma forma desengonçada. O som passeia por algo entre o surf e o punk com doses de psicodelia. Neste curto período de vida já foram cerca de 50 apresentações pelo Rio Grande do Sul e uma breve tour por SC, durante janeiro de 2017.

A banda foi formada em abril de 2015, em Canoas (RS), após os integrantes assistirem uma apresentação da banda As Aventuras, em uma festa promovida pelo Coletivo Arruaça. Da festa já saíram com a formação definida e também com o nome da banda. Uma homenagem ao balneário de Canoas, também conhecida entre os locais como prainha de Paquetá. O local acaba remetendo algumas características do grupo. Afinal, Paquetá é uma praia que não é bem praia, não tem onda e a água é imprópria para banho. Tipo o som da banda que é surf music, mas não é bem surf music.

Arte: Daniel Hogrefe

Neste período já foram cerca de 60 apresentações. Muitas delas em Canoas e Porto Alegre, mas também vale citar os delírios ao vivo em Venâncio Aires, Capitão, Sério, Cruzeiro do Sul, Osório, Esteio, Sapucaia, Caxias do Sul, Pinhal, Santa Cruz do Sul e também uma breve passagem no estado de Santa Catarina, durante janeiro de 2017.  

Além das constantes apresentações, a Paquetá já conta com duas demos divulgadas, um single, um split lançado via Punch Drunk Records, com a Mary O and The Pink Flamingos, e este EP, primeiro trabalho “oficial” que leva o nome de Surfadelic Dreams. Todo o material da banda pode ser conferido através do seu Bandcamp.

Influenciados por bandas como Man or Astroman?, Ramones, Dead Kennedys, Neu!, Stooges, The Mummies, Pink Floyd e pelas coletâneas “Back From the Grave”. Paquetá também é uma palavra com origem na língua tupi, significa "muitas pacas", pela junção de paka (paca) e etá (muitos). As pacas são: Bruno Fogaça (bateria), Daniel Hogrefe (guitarra), Vinicius Dagger (guitarra) e Wender Zanon (baixo). 




































Ouça o dream pop da estreia de Juna


Enquanto o sonho-pop rigoroso é ainda um vislumbre coletivo, a coleção de cinco faixas abriga as canções mais variadas e deslumbrantes que eles produziram até agora. Muito como eles conseguem entregar um conjunto tão sólido de blocos de construção aparentemente básicos, provavelmente tem muito a ver com o escopo talentoso  que a dupla possui e também um pouco a ver com a magia simples da música pop. Seja qual for a resposta,  é o tipo de registro que os diferencia de seus contemporâneos através da visão inabalável que o guia.

Marina Goes To Moon é o nome do primeiro EP do duo Juna de São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Formada por Victória Appollo e Thomas Almeida as músicas foram todas compostas, gravadas e mixadas pelos dois inacreditavelmente no verão de 2017, trazendo um suspiro de melodias suaves em tempos tão conturbados. Ao longo dos 22 minutos de música você poderá ter uma pausa e aproveitar o mais puro do dream pop do promissor duo.

Sempre há trepidação quando um registro de estreia leva um pouco mais do que o esperado para tomar forma, especialmente quando o compositor principal é tão conspícua prolífico como a dupla é, mas por todo o tempo gasto à espera, Marina Goes To Moon mais do que oferece. É uma coleção robusta, envolvente e extremamente encantadora que irá drapejar um raio de sol através do mais lento dos dias.

Novo Lançamento na NapNap: Melies, Ephemeris






















Melies é um duo formado por Danna e Giovanni Caracho, ambos com 21 anos, que se conheceram pela internet e após conversar muito sobre suas referências e produção musical, perceberam uma ótima afinidade e começaram a parceria que resultou nesse disco. Danna mora em Panambi, no RS e Giovanni em São Paulo (SP) sendo o disco totalmente gravado em casa e enviado de um ao outro pela internet.

"Ephemeris" é uma enorme e arrebatadora epopeia cheia de atmosfera escura. Ele é nervoso, é lindo e é tenso e é mesmo flutuante. Faixas como ‘’Sea Of Stars’’, ‘’Fireflies’’e ‘’Abyss’’ dão uma outra beleza lenta que é apenas a mistura certa de doçura e beleza, a melodia percussiva sobe lentamente em intensidade entre diferentes, mas sempre presente texturas escurecidas, adicione programações lo-fi em cascata e guitarra chocante e logo ele vai comandando sua atenção completa até sua conclusão inquietante.

Milocovik lança o álbum “Automatic Complaints”

Foto: Claus Lehmann

Formada em 2006, Milocovik é uma banda integrada por Claudio Dantas (guitarra), Iran Ribas (baixo), Ito Andery (bateria) e Toni Pereira (vocais). Com sua obra inaugurada por “Sex Pack”, EP promissor lançado em 2010, o grupo foi selecionado pela curadoria de projetos como “Converse Rubber Tracks" e “Couch Sessions", festivais como Goiânia Noise (GO), Se Rasgum (Belém), Feira da Música (Recife), Virada Cultural e Cena Musical Independente (tanto na capital quanto no interior de São Paulo) e, por fim, angariou a atenção de Fábio Massari e Miranda, expoentes paradigmáticos do cenário musical.

Produzido e mixado por Edu Recife, gravado entre os estúdios Eletric Garden, 12 Dólares e Family Mob - todos em São Paulo - e masterizado por Arthur Joly na Reco-Head, “Automatic Complaints” é a retomada de um Milocovik influenciado por Beatles, Motown, pós-punk e trilhas de novelas oitentistas.

Ao longo de dez faixas, o álbum autoral proporciona composições calcadas na exposição prolongada dos músicos - todos do interior de São Paulo - em meio ritmo devorador da cidade. Iniciado por “Town Meeting", faixa em que o cinza cotidiano é usado pela banda como convite ao inesperado, o disco segue com divagações sobre automatismos sociais em “Reptile Reaction”, a luxúria cálida de “Fogo Amigo”, insights de curiosidade em “Julie M’a Dit" e rascunhos de pertença em “Safe Island”. Em seguida, o quarteto explora o valor da cumplicidade com “Stay With Me”, confrontos internos em “Trouble”, anseios futuros em “Someone Else”, a perpetuação da vontade em “Never Felt So Sure” e, por fim, a chancela do recomeço em “Muito Mais”.

Assim, “Automatic Complaints’’ versa sobre um Milocovik à vontade com suas provocações sonoras”. Blend de abismos pós-modernos, o grupo faz de sua vertigem musical um fio condutor por concreto/idílico, pungente/reticente e plácido/sinérgico para que grooves, riffs e beats sejam um convite dançante-reflexivo com texturas de ousadia. Stay with us 'cause we never felt so sure.

Download grátis do disco AQUI

segunda-feira, 6 de março de 2017

LANÇAMENTO #21 - 'Ale Amazônia - Falso Protagonismo' (BR/RPC)




























Ale Amazônia é um musico compositor, cineasta, escritor e produtor independente nascido em Curitiba, Paraná e radicado na cidade de Xangai, China. Tem passagem por bandas como Motim (BR), Homunculi (BR), Little Monster (BR-RPC) e Dirty Fingers (RPC). Em Fevereiro de 2017, lança seu primeiro álbum solo, o primeiro elemento de uma obra tríade composta por música, cinema e literatura intitulada “Falso Protagonismo”. 

Respeitando as métricas do situacionismo, aleatoriedade  e restrição, Falso Protagonismo busca explorar sentimentos e percepções psicológicas cruas através de canções compostas, executadas e gravadas uma única vez. Com exceções de  "A made feeling" e "Queria nadar até você pra te ver te beijar te amar". Gravadas de forma caseira e não profissional esse álbum não é um produto artístico, mas, sim, o fim de um capítulo; uma virada de página; É de conteúdo pessoal e revelador.


F (Pairs, Next Years Love e Little Monster)

"Junho de 2014.
Ale Amazônia me apresenta uma demo de um de seus projetos solo, chamado "demônios estrangeiro e espírito de raposa". Eu, jogada em um porão úmido, ouvia o material, um amigo meu imediatamente me disse:"Quem é este? Muito ruim!!”. Dois anos e meio mais tarde, ele me pediu para escrever uma resenha para seu primeiro álbum solo, “Falso Protagonismo”. Escrever algo similar à própria atitude dele: não se importando como as outras pessoas pensam.

Isso me deu grande liberdade para comentar sobre o seu trabalho. Dadas as nossas relações tensas e delicadas, eu não quero pressa, não quero investir muito. Mas este álbum, mais especificamente as 11 músicas que o compõe, é de boa fé, está além dos limites da razão.

Sem arranjador experiente e estrutura musical, mesmo misturado com o erro e discórdia gerada pela improvisação, neste "Falso Protagonismo” não há uma bela voz, e a sua produção não é para dizer o quão perfeito ele é, mas sim, revelar um produto áspero onde a franqueza é o único remédio dentro desse delicado estado cheio de emoções conflitantes. E a maioria dos sentimentos são não inteligíveis, mas, sim, claros e palpáveis. Na verdade, não mais sincero, enquanto movendo para o seu próprio bem.

Melodias simples e emocionais são preenchidas com letras poéticas e extremamente pessoais, como um homem nu em pé na beira da estrada que ignora a atenção de todos. Ele e seu próprio confronto, sem medo de expor a sua vulnerabilidade. Seu ressentimento e conflito são de corpo inteiro, ele ficou no passado em um cruzamento. Seu próprio papel para desabafar a raiva, culpa profunda por seus erros, de ferir as pessoas se desculpando, passado e luta por uma nostalgia melhor e interminável.

Ao contrário de outras bandas de Ale, este "Falso Protagonismo", é de sua própria criação, seus próprios desempenhos, gravando e publicando e decidindo sobre o seu próprio trabalho. Foi um rompimento; o final de um capítulo; algumas nostalgias e registros particulares do passado em seu tipo favorito de forma - a música - para virar a pagina de sua vida.

Há um estado de espírito, não muito especifico não muito bom, não muito preciso, porém muito direto e profundo. Impressionante como é a mente. Os momentos de verdade que não podem enganar. ”

Por Ana Moravi (Cineasta, Escritora, Música e Compositora)

"Olhos abertos num filme, sonhei entrar de gaiata num navio rumo a China. No meio do caminho tinha um produtor independente que me disse estar voltando de uma turnê com uma de suas bandas, Dirty Fingers. Pasmei, foram 31 cidades da China e na sequencia preparava uma viagem com o duo Little Monster para tocar em várias cidades do Brasil, também de forma independente. Pensei, pelo amor de Dadá, quem diabo é esse cara para quem o mundo não tem limite. Alê Amazônia com certeza é alguém que leva às última consequências o modus vivendi Do it yourself. Entre as cidades, encaixamos Belo Horizonte e pude sentir a energia, o humor, o feeling e o tesão com que ele produz e toca. Passados alguns meses, estava eu encerrando ciclos pelas montanhas de cá, quando recebo links de seu projeto solo, "Falso Protagonismo". Bateu na hora, experimental, sujo, descomplicado e libertário. Lembrei de uma personagem de um filme que gritava: não há nada, nada, que saia do seu coração e vai direto para a sua boca? Em Falso Protagonismo há. Como se estivesse em uma das muitas jams que vivenciei com o Em Dias De Surto, mais uma vez ouvia um som capaz de presentificar uma vitalidade visceral, ácida e sarcástica. Por intensos 42 minutos, estive naquele quarto em Shangai transmutando emoções. Um álbum que de fato não é um produto artístico, como nos adverte, é puro punkjass do coração. Afinal, não há o que muda, não há quem mude, só há mudança”






sexta-feira, 3 de março de 2017

BIKE solta “Enigma dos 12 Sapos” e anuncia novo baterista

Foto: Camila Mott

Dando sequência ao percurso de lançamento do seu segundo álbum, Em Busca da Viagem Eterna, a BIKE mostra mais um single: “Enigma dos 12 Sapos”. A faixa abre o disco (com previsão para o semestre vigente) e é a peça chave entre “1943”, o bem sucedido primeiro trabalho, e o novo momento da banda.

“A letra fala sobre o primeiro álbum como algo que aconteceu no passado, nos trazendo, então, para o tempo presente e dando a ideia de viagem, de continuidade, até chegar no futuro”, comenta Julito, vocalista da BIKE. Entre sapos verdes flamejantes, chimpanzés e fumaça roxa, o grupo começa a visualizar seus próximos passos. “Tivemos muitas dificuldades nesse caminho inicial, mas todas elas nos ajudaram a crescer como banda”, completa.

As mais de 50 cidades de 14 estados por onde a BIKE passou serviram de material para as faixas de Em Busca da Viagem Eterna. “Enigma dos 12 Sapos” chega como um diário de bordo dessas andanças - um pouco queimado do astro rei sol, mas ainda molhado pelo refresco elétrico que dá o tom psicodélico do grupo. Em suas páginas, pianos, synths e efeitos lisérgicos de vozes.

BIKE aproveita o clima de novidade para anunciar seu novo baterista, Daniel Fumega (Macaco Bong e Sara Não Tem Nome), que completa o time formado por Julito (guitarra e voz), Diego Xavier (guitarra e voz) e Rafa Bulleto (baixo e voz).

“Enigma dos 12 Sapos” foi gravado no Estúdio Wasabi em São José dos Campos por Diego Xavier e Hugo Falcão. A mixagem analógica e a masterização, passada pela fita de rolo, ficaram nas mãos de Rob Grant (Poons Head Studio, Austrália), que já trabalhou com artistas como Tame Impala, Miley Cyrus e Death Cab for Cutie.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Banda amapaense Twin Speakers lança seu primeiro EP pela Lixo Records





































Twin Speakers é um rock duo amapaense composto por Lucas Ben-Hur e João Amaral, fortemente influenciado por Pavement, The Smiths e outras referências do post-punk. O primeiro EP intitulado “Lovetape” foi lançado pela Lixo Records, o som une o minimalismo à vontade de dançar, somando o vocal arrastado à guitarra melódica e uma bateria vibrante. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

SUPERVÃO estreia novo videoclipe




















A SUPERVÃO acaba de divulgar o segundo videoclipe do seu EP de estreia, Lua Degradê. O vídeo é da música Vitória Pós-Humana e conta com uma produção homemade e independente, dirigida e editada pelos próprios integrantes utilizando os mecanismos estéticos do movimento de arte Vaporwave, o audiovisual apresenta influências dadaístas e antropofágicas.