terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Marchioretto e seus fantasmas em seu novo EP, "Um Dia A Gente Esquece Tudo Isso"






















Com violão em punho e a energia que um garoto de 16 anos ostenta, Marchioretto analisa os fantasmas de erros passados que voltam para assombrar quando tudo está quieto. "Um Dia A Gente Esquece Tudo Isso" é seu terceiro EP, com influências do Eliminadorzinho, Theuzitz e Title Fight.

Com melodias reconfortantes e melancólicas que flutuam por camadas confusas de som envolvente e não refinado, Marchioretto oferece uma coleção confidencial e íntima de reflexões que de alguma forma são muito tranquilizadoras em sua melancolia. Dentro do esplendor frágil do EP há um calor acolhedor que nos lembra que às vezes é bom ter pequenos pensamentos tristes e inseguros.

Carbo - The In-Between - 2017
















Carbo é um power trio composto por Leonardo Moore (guitarra e voz), André Leal (bateria) e Maria Mergener (baixo/voz). A banda é de Volta Redonda (RJ) e traz influências de psicodelia e hard rock ao stoner/heavy rock que marca o novo disco, The In-Between, e também o vídeo clipe lançado em 2016 para o single Mama.



As queixas padrão sobre stoner / doom / psych / sludge são aplicáveis ​​aqui, mas as maneiras pelas quais o trio se move dentro da estrutura estabelecida para criar algo tão deliciosamente sujo é realmente admirável.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Santos lança session para versão de Ava Rocha





































Após de ter lançado seu primeiro EP e seu primeiro clipe, Santos começa 2017 lançando  seu segundo vídeo, uma sessão acústica de sua versão de “Esferas” e disponibilizando duas faixas inéditas, que estarão presente em seu próximo disco – com previsão de lançamento para o segundo semestre.



A sessão foi gravada no estúdio carioca Camelo Azul e a mixagem e a masterização ficaram por conta de João Carvalho, artista mineiro que comanda os projetos Sentidor e Rio Sem Nome.

A versão foi lançada em vídeo e disponibilizada para download no bandcamp, as faixas inéditas se encontram no soundcloud do artista.

A Montanha Sagrada, novo single da BIKE, abre caminho para viagem eterna da banda


1943”, disco de estreia da BIKE, foi um dos álbuns mais celebrados pela imprensa especializada em 2015. Pelas mais de 40 cidades de 14 estados por onde a banda passou entre festivais grandes e shows em pequenas casas, um público crescente foi se formando. Agora, a BIKE adentra um novo momento – a busca pela viagem que dure pela eternidade. Abrindo os caminhos, o single “A Montanha Sagrada”, dá indícios do que está por vir.

A ideia do disco surgiu em torno da vida na estrada que é característica da banda. As faixas foram gravadas entre viagens e as letras acompanharam essas transições pelos estados do país. Com pouco tempo pra ensaiar, “A Montanha Sagrada” foi um dos poucos momentos da banda reunida em ensaio durante esse período. “Toquei o riff despretensiosamente e em poucos minutos a bateria e o baixo foram criados. Na sequência, cantei uma frase que estava guardada faz um bom tempo e deu muito certo ali”, conta Julito, vocalista da BIKE.

“A Montanha Sagrada” foi gravada no Estúdio Wasabi em São José dos Campos por Diego Xavier (guitarrista da BIKE) e Hugo Falcão. A mixagem analógica e a masterização, passada pela fita de rolo, ficaram nas mãos de Rob Grant (Poons Head Studio, Austrália), que já trabalhou com artistas como Tame Impala, Miley Cyrus e Death Cab for Cutie. A arte que acompanha o single, feita pela artista Juli Ribeiro, foi inspirada em cartas do Tarô de Marselha, usado por Jodorowsky no filme "Holy Mountain".

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Lançamento: Diptych, Spirit Desire // Mixtape em fita cassete da NapNap






































Lançado em (12/01/17) o primeiro disco da Diptych, projeto home made do paulistano Sávio Lopes, que como o nome do álbum entrega tem influencias de Sonic Youth, mas também de Cat Power e Velvet Underground, PJ harvey, Folk, a até um pouco de Blues você vai encontrar nas 11 faixas. 

Sávio nos contou um pouco sobre o disco, sua ideia "era fazer um álbum simples: som lo-fi, sem muitos recursos, sem elaborar demais e com um pouco de improviso. Os temas das letras surgiram de uma tentativa de ver as raízes de algumas experiências e cenas do cotidiano: os protestos promovidos por jovens no Brasil (Spirit Desire); a alienação em trabalhos desgastantes (I Hate My Job, Sad Affair); assédio (She Said); e a rejeição (Better Person)". 

Segundo ele, a inspiração para criar o álbum veio ‘’do desejo de fazer as coisas do meu próprio jeito, a maior parte sozinho. Eu também toco na banda de sintetizadores e guitarra ‘The Radio Droids’, e por mais que dividir o palco e o processo de gravação seja algo empolgante, a ideia de fazer um álbum do jeito que eu quiser também é bastante atraente’’

[LANÇAMENTO] Sereno: singles antecipam novo EP pela Violeta Discos







































"Ao Oeste do Sol" e "Se Tudo Der Errado" são os primeiros singles dos cariocas da Sereno, lançados via Violeta Discos. Formado pelos irmãos Victor e Vinícius Damazio, o duo aposta nos elementos essenciais do rock alternativo viajado para tecer seu som: licks de guitarra letárgicos, vocais doces e atmosfera lo-fi. 

A Sereno está prestes a lançar seu primeiro EP, "Adivinhar o Futuro das Estrelas", um trabalho fundado em camadas de garage-rock pesado e altas doses de reverb em uma mistura nostálgica. O lançamento em K7, CD e digital marca também a estreia do selo Violeta Discos, fundado por eles em parceria com a LuvBugs, veterana banda de indie rock do Rio de Janeiro. 

A arte de capa fica por conta da ilustradora australiana Carla McRae, autora de "Still".

Ouça e baixa "Ao Oeste do Sol" e "Se Tudo Der Errado" no Bandcamp:

Guilhé - A Lagoa (Demos)


























Após lançar seu EP "Radio Waves and Thoughts" pelo selo carioca "Lixo Records" em 2016, o músico carioca "Guilhé" (Guilherme Meirelles Martins) começa o ano de 2017 lançando 6 demos instrumentais de seu novo álbum chamado "A Lagoa", que deve sair até o mês de julho.

Amadurecido e com ideias mais consolidadas o projeto é embebido em uma fusão de referências como: Homeshake, King Krule, Lô Borges e Calvin Voichicoski.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Rotina Abstrata // EP- Lezma Records

Rotina Abstrata é o primeiro lançamento de 2017 da Lezma Records, um projeto audiovisual de Pauline Crais, Ícaro Estivalet e José Fonseca e projeto gráfico com artes do cartunista Diego Gerlach.

EP é o registro de experimentações sonoras estimuladas com elementos sintéticos carregados por corpos orgânicos em um formato fechado de quatro canções. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Emerald Hill lança clipe da música "Nos Seus Braços"


“Produzir clipes de maneira independente é um desafio, e no caso de Emerald Hill não foi diferente: o trabalho foi feito com uma equipe e orçamento reduzido, mas isso de maneira alguma afetou a qualidade do produto final”. Essa é a realidade da produção independente na cena atual no Brasil - bons trabalhos com boa execução, mas ainda pouco incentivo de maneira geral.

O clipe de “Nos seus braços” se encaixa muito bem nessa descrição, e se tornou uma ideia assim que Béatrix, idealizadora e co-diretora, do clipe foi num show da banda, juntamente com Bruna, que ficou responsável pelas maquiagens.

Com a primeira conversa já feita, faltava apenas completar a equipe, uma vez que ambas não possuíam experiência com audiovisual, então Béatrix chamou Kaio - também produtor independente, responsável pela direção dos trabalhos audiovisuais de Augustine Azul, além de ter produzido materiais também para banda-forra e Hazamat, todas bandas da cena local de João Pessoa. A partir disso, dupla produziu o clipe inteiro: desde roteiro até a finalização, com o auxilio de Bruna e Gabriel (baixista de Emerald Hill), além de ajudas de amigos próximos e contatos na cidade.

Conceitualmente, o clipe segue uma estética de clipe clássico, com uma narrativa não-linear baseada não só na letra, mas também na sensações da musica, intercalada com cenas da banda executando sua peça, construindo uma experiência familiar para quem assiste. As referencias foram as mais diversas: desde clipes de post-rock até clipes 80's, carregados de cores neon. Tudo isso contribuiu para um trabalho eclético, que conversa não só com a música, mas também com quem assiste.

Jude – Ainda Que de Ouro e Metais (2016)





























Você sabe que existe um clássico lançado por uma banda de rock quando bate o ouvido e você vê que houve um sentimento sincero e um trabalho apaixonado por trás de cada onda sonora das faixas que nosso ouvido é capaz de absorver; é quando você percebe que não se trata de apenas música, como se algo estivesse para acontecer em uníssono no momento em que as pessoas derem uma chance.

Este é o caso da Jude, que chega com seu álbum de estreia com uma qualidade absurda nos arranjos e uma proposta sonora outrora saudosa que é atualizada com uma nova geração de músicos experientes, o que faz a gente sentir saudade de um tempo em que nem éramos nascidos. Com uma forte presença de influências de Beatles, Mutantes, Secos e Molhados, Ave Sangria, Som Nosso de Cada Dia, Clube da Esquina, Sá, Rodrix & Guarabyra, a banda, formada por Reuel Albuquerque (Morfina), Fernando Brasileiro e Alexander Campos (Ex-Necro), é recheada de tons psicodélicos e cordas notoriamente bem timbradas que se casam perfeitamente com uma melodia vocal doce – constituindo refrões memoráveis, temos aqui uma coleção de potenciais hits reunidos em uma verdadeira obra-prima do revival em plena Alagoas, um  puro diamante dilapidado e pronto para apreciação. A propósito, a terrinha tem um flerte bem sucedido com grupos musicais que se deleitam no legado de ouro do rock.

Não se sabe se a mística da coisa está na água nordestina (vide a façanha psicodélica dos pernambucanos da Ave Sangria, com seu disco lançado em 1974) ou se o fenômeno sonoro bateu forte aqui pra uma porção de jovens que nasceu bem depois da época em que tais sonoridades eclodiram; o curioso é que o revival na terra dos marechais passou a ter notoriedade nacional com a evidência alcançada pela Mopho, por seu primeiro disco nos anos 2000, onde se vê uma mistura do pop ”beatlemaníaco” com elementos de rock progressivo, com direito a elogios do ex-mutante Arnaldo Baptista, o quilate de ser considerado um dos melhores discos da década e o alcance nas paradas de rádio norte-americana. Tempos depois, em 2009, surge a Necro, capitaneada por uma nova geração de jovens que, conduzindo competentemente o bastão, atualizam o resgate de gêneros sonoros setentistas para uma nova leva de público ao passo que reconquista a memória dos mais ”old-school” com seu som mais sombrio e ”sabático”, fazendo turnê e encantando a cada apresentação ao vivo – entre as bandas nacionais. Mas se o descobrimento dessa fonte de artistas apaixonados vem com tais bandas que automaticamente se tornam referências para todo alagoano roqueiro de gosto refinado, a consolidação de Alagoas como berço da boa música da escola velha vem mesmo com as novidades que passam a existir, e nesse caso a Jude é a bola da vez.

A banda, que lançou timidamente seus dois singles Ainda que de Ouro e Metais e Vá Ser Feliz Como o Arnaldo Baptista no finalzinho do primeiro semestre andou trabalhando nos últimos meses no disco completo, que acaba de ser lançado de forma independente e com o apoio da  da Crooked. Cada música do disco homônimo possui canções diferentes que, entretanto, não saem da pretensão de manter raízes calcadas nas suas referências, sempre apontando para os idos da década de 60 e 70.

Produzido pela própria banda e turbinado com participações especiais de representantes dessa leva de artistas como João Paulo da Mopho, e Pedro Ivo da Necro, é de longe um dos discos – senão o disco do ano mesmo no finalzinho de 2016! Seguindo com a bela arte de colagem para capa feita pelo artista, Elizeu Salazar (a.k.a Lzu).

Recomendamos a audição repetida e sem limites da obra na íntegra! Todo sucesso e devido reconhecimento à Jude!

por Nô Gomes.