quinta-feira, 20 de julho de 2017

Novo Lançamento: Ideias, etc - Estrelado





































Foi lançado em (17/07/17) o quarto trabalho da Ideias, etc, praticamente uma one man band do jovem Evandro Depiante, nascido em Vitória no Espirito Santo, mas que atualmente reside em Pelotas - RS.  No disco de oito faixas (com + 2 de bônus no download) ouvimos em breves pérolas pops relatos sobre a solidão, alucinações e outras noias da cabeça do músico.

Estrelado é um registro bagunçado, ruidoso e frustrante. Também é maravilhoso, por todas as razões pelas quais me afastei ouvindo as duas primeiras faixas, mas agora abraço de todo o coração. A vida, acontece, é bagunçado, ruidoso e frágil e, por isso, é lógico que aqueçamos as coisas que refletem esses sentimentos, e o Ideias, etc certamente faz isso. 

Da triste restrição da trilha de abertura ( noise,noise,noise ) para a maravilhosamente contemplativa Conversas,  é o tipo de disco que o acompanha; Rastejando debaixo da sua pele, apenas fica ali, um reflexo rígido e honesto de uma mente enlameada perdida no confuso nevoeiro do dia a dia.

Para saber um pouco mais sobre o projeto, acompanhe a entrevista do músico AQUI 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ouça "Emotional Inception", novo single da Missing Takes




























A Missing Takes acaba de lançar ‘Emotional Inception’, novo single de ‘Uneven Tides’, segundo EP da banda com lançamento previsto para este semestre. A faixa foi gravada na Casinha, em Porto Alegre (RS), por Bernard Simon Barbosa e Rodrigo Messias, que também é baterista da banda, e masterizada em Los Angeles, na Califórnia (EUA), por Brian Lucey, vencedor de seis Grammy Award e reconhecido pelas parcerias com The Black Keys e Arctic Monkeys.

É marcante a referência ao rock alternativo das décadas de 1990 e 2000 também neste novo trabalho. Até porque a banda tem se aproximado cada vez mais das origens do gênero após a California Tour, realizada entre abril e maio de 2017, com nove shows em diferentes cidades do estado norte-americano. Uma nova viagem para fora do Brasil já está marcada para novembro. Em breve, a banda vai anunciar as novidades.

Sobre a banda

Formada em 2015, a Missing Takes lançou seu EP de estreia, ‘Superfriend Going Down’, no Dia Mundial do Rock - 13 de julho - do ano seguinte. A primeira formação contava com Mateus Zuanazzi (vocal e guitarra), Pedro Mello (baixo), Caio Mello (guitarra solo) e Tony Zambon (bateria). Após a gravação do disco, o baterista saiu e Rodrigo Messias, sócio do estúdio Casinha, de Porto Alegre (RS), que já havia acompanhado a produção do EP, assumiu a vaga.

Em 2017, com a saída de Caio Mello, a Missing Takes assumiu uma formação temporária de trio. Ao mesmo tempo, surgiu a oportunidade de tocar em Los Angeles (CA), nos Estados Unidos, dando início a um projeto que virou realidade: a primeira turnê internacional. A California Tour aconteceu entre abril e maio deste ano.

Com a volta ao país, chegou também o lançamento primeiro single do novo EP. A faixa ‘Pulling Back’ teve aparições em listas de melhores lançamentos de maio de 2017 e apresenta o amadurecimento da banda, com mais participações especiais e unidade autoral. ‘Emotional Inception’ dá continuidade a esse processo, que levará ao segundo EP da banda porto-alegrense, intitulado ‘Uneven Tides’.

Missing Takes é Mateus Zuanazzi (vocal e guitarra), Pedro Mello (baixo), Tito (guitarra solo) e Rodrigo Messias (bateria).


Fotos: Gustavo Faria

Ouça logo abaixo "Emotional Inception" e "Pulling Back", os dois singles já liberados do novo EP.

Ventre e EATNMPTD lançam documentário sobre show no Bananada

Foto: Rodrigo Gianesi

Um dos shows mais aclamados pela crítica especializada durante o festival Bananada 2017 acaba de virar documentário. O encontro das bandas E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante (SP) e Ventre (RJ) foi realizado em maio, durante showcase do Dia da Música, no festival goianiense. O curta de nove minutos foi produzido no melhor estilo “do it together” pela Moment, que acompanhou as bandas desde o desembarque no aeroporto, no ensaio e durante a apresentação. O resultado é uma troca de energia intensa, revelando a forte amizade que há entre os músicos.

"A gente é power trio, então a gente sempre fica fazendo mais pra preencher a falta de um quarto membro. E agora a gente tem que fazer menos, dar espaço, abrir o espaço e ouvir o outro. Mas pra mim, pelo menos, isso significa diversão", relata Larissa Conforto, baterista da Ventre.

Duas das bandas mais explosivas da atual cena independente, o trio carioca Ventre e o quarteto paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante tornaram aquela apresentação histórica. No repertório, canções das duas bandas em uma performance que uniu duas baterias, dois baixos, três guitarras, e ainda teclados e programações. Nos últimos anos, as bandas são presença marcante em festivais de todo o país e também trazem em comum os seus trabalhos dentro do casting da Balaclava Records.

A combinação de letras intimistas com o indie rock dos anos 2000 e a psicodelia dos anos 70 são a fórmula da Ventre, que traz em sua trajetória a participação em outros  festivais importantes no circuito alternativo nacional, tais como Bananada (GO), Do Sol (RN), Coquetel Molotov (PE), Transborda (MG), Vaca Amarela (GO), MoLA (RJ), SIM São Paulo 2016 e MECAInhotim (MG). A Ventre é Hugo Noguchi (baixo), Larissa Conforto (bateria) e Gabriel Ventura (voz e guitarra).

O quarteto instrumental E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante marca o público pelo entrosamento. Os guitarristas Lucas Theodoro e Luden Vianna e a cozinha representada por Rafael Jonke Buriti e Luccas Villela mostram que o rock independente está mais forte do que nunca. Formado em 2013, na capital paulista, eles apresentam no show o repertório dos seus discos "Nem Tanto, Nem tão Pouco" (2013), "E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante" (2013), "HIP 13044b" (2014), "Luz Acesa" (2014) e "Vazio" (2014), além do single “Medo de Morrer | Medo de Tentar” (2016).

Ficha Técnica

Concepção e produção artística: Katia Abreu

Produção local: Chrisley Hernan Ximenes e Edimar Filho
Som PA: Bernardo Pacheco
Som Monitor: Gustavo Mendes
Roadie: Fabiano Benetton
Luz: Chrisley Hernan Ximenes

Vídeo produzido por Moment

Imagens, montagem e finalização:
Diogo Fleury, Rodrigo Cunha, Victor Souza

Realização: Dia da Música + Festival Bananada + SESC Goiânia

Apoio: Balaclava Records, Breve, Cafofo Estúdio

Assista ao documentário:


Distúrbio Feminino reúne música e mídia feminista para terceira edição de festival

Arte: Ana Beatriz Rezende 
O Riot Grrrl BR tem encontro marcado no dia 22 de julho durante a terceira edição do Distúrbio Feminino Fest!

A velha e a nova Escola do Punk Feminista Nacional vêm muito bem representadas com:

Dominatrix! Em apresentação dos 20 anos do primeiro álbum, Girl Gathering, o quarteto, fundado em 1995 e fundamental para o punk brasileiro, se reúne especialmente para tocar este clássico de 1997 e muitas outras essenciais de seu precioso catálogo. Apenas imperdível!

Foto: Alvaro Rodrigues

Charlotte Matou um Cara! Vem pra mandar a real sobre ser Mulher Punk no Underground atual e mostrar ao vivo toda a porrada do álbum de estreia, lançado em abril. Minas cospem fogo: vai ser explosivo. Ouça.

Foto: Larisa Zaida

Soror! O ressoar ancestral ecoa lá de Brasília e chega com densidade através do quarteto. Invocação, rituais. Sonoros. Experimentais. Explorar e extrapolar os instintos. Abstração. No repertório, faixas do primeiro EP (2014) e muitas inéditas. Ouça.

Foto: Ianni Luna

 Katze! De Curitiba, Katze é uma sensação. Trabalho solo de Katherine Zander, integrante do duo Cora, vamos celebrar as fases da Lua com ela e o repertório de Moon Phases of a Relationship, primeiro - e badalado - EP que saiu em março. Minimal jazz com o brilho das guitarras lo-fi e um marcante downbeat para acompanhar o mergulho nas estrelas. Ouça.

                                                                 Foto: Jonah Emilião
                                                                                    
Nas paredes, arte poética e guerrilheira com expo de lambes de Ryane Leão/Onde jazz meu coração.

Ainda na programação: roda e encontro sobre Mídia Feminista no mundo virtual e fora dele ::: como e porquê comunicar é empoderar ::: mulheres produtoras de conteúdo que usam meios variados como ferramenta para o Novo Feminismo. Com participação de:
PapodeMulher - canal no YouTube
Beliza Buzollo/Na Ponta da Língua - quadrinhos
Ryane Leão/Onde Jazz Meu Coração - lambe/poesia
Monique Dardenne - Women's Music Event
Cris Rangel/Lôca do play - livro/poesia
Maria Luísa Lopes/Delirium Nerd - blog cultura pop
Luciana Roedel e Marina Marchesan/PPKdanada - zine
Camila Visentainer/Melão Cólica/Coletivo Cósmico - zine
+ a confirmar

Bazares e comidas também fazem parte:
Expositorxs:
Coletivo Cósmico - bordados, desenhos e outras produções manuais do coletivo artístico de Santo André
PPKdanada Zine (RJ)
Pedra - joias de prata de Luciana Roedel
Bertha Lutz - merchs especiais da banda mineira
L'oiseau Acessórios Vintage - acessórios raros de toda parte do mundo
Empodera Distra - camisetas, moletons, bottons e mais artigos lindos de nossas bandas feministas preferidas!
Camisetas da XXT Power
Pussy Art - bijuterias artesanais de ppks
Atitudiyane - bijux de bucetinha
+ a confirmar

Cozinha:
Fernanda Gamarano, guitarrista/vocalista da Der Baum e fotógrafa talentosa, vem trazer as delícias de seus quitutes da Fefas Massa.

Discotecagem 101% Distúrbio Feminino Hits e Grrrl Germs Essentials!
                                                                            





















segunda-feira, 17 de julho de 2017

Conheça a misteriosa e sensual A Band Called Love

































Quem é você? Essa é a pergunta que ecoa na cabeça de quem escuta A Band Called Love pela primeira vez. O projeto-banda de identidade não revelada, mas nuances de sensualidade trash que lembram um Serge Giansburg quase decadente, mostra um pouco de seu universo obscuro na faixa Carne Viva - e no clipe com ares de filme B dos anos 80.

Entre versos como “libere sua libido mais intensa” e paredes de veludo, com um tom lisérgico e sexy, Carne Viva te convida a uma viagem sem excessos de efeitos. Algo entre “The Felt velho e Connan Mockasin novo”. O vídeo dá indícios de quem, ou o que, está por trás de ABC Love: um velho vouyer que se realiza filmando fantasias alheias.

Carne Viva estará no álbum de estreia da banda, ABC Love e o Álbum do Prazer, que será lançado pelo selo paulistano Balaclava Records no próximo semestre. Quem quiser entender mais sobre a banda pode conferir a performance ao vivo durante o MusicVideo Festival, no Museu da Imagem e Som (MIS, São Paulo), onde também será apresentado seu próximo videoclipe. A entrada é gratuita.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Supervibe - Sonido (WEBCLIPE)

























À medida que o Hemisfério Norte se move através de uma primavera preguiçosa em um verão muito aguardado, é bom estar imerso em música que se inspira na magia da natureza. ‘’Sonido’’ pode ser o que você precisa para conhecer a Supervibe, mas, como todas as coisas boas, demorou-se a criar e desenvolver. Foi em 2016, de fato, com as primeiras ideias emergentes como poesia e caindo em pedaços de papel.

O resultado são cinco faixas de musicalidade requintada, tão frescas que poderiam ter sido escritas ontem, ainda assim tão eternas como a luz do sol. Esta música deliciosamente relaxada é para os momentos em que o silêncio é muito severo, mas o som não precisa mais do que se misturar com a respiração. 

O tempo, bons sentimentos e uma fonte de talento se combinaram para criar Autóctone e talvez perdure nele  uma deliciosa mistura de poesia e música. Preciso respirar, tirar tempo e lembrar que há mais vida do que a moagem diária? Sente-se e deixe Sonido transportá-lo para uma floresta nas montanhas onde a natureza se desenrola a um ritmo mais lento. Então, talvez pegue sua mochila e vá para lá de verdade.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ventre lança vídeo ao vivo para “A Parte”, gravada no Inhame Sessions

























“Sonhos não compartilhados são sonhos enterrados”. Um dos mais marcantes versos de “A Parte”, da Ventre, define a fase atual do grupo. A canção, presente no álbum de estreia do grupo, acaba de ganhar um vídeo ao vivo produzido no Inhame Sessions, trazendo uma iluminação intimista que dialoga com a rotina do casal representado na letra. Longe de enterrar os sonhos, a Ventre compartilha o clima de cumplicidade entre os integrantes no vídeo.

Em turnê nacional com o álbum de estreia lançado em 2015, “Ventre (抱きしめ キス)”, o power trio já passou por alguns dos festivais mais importantes do país, como Coquetel Molotov (PE), DoSol (RN), Bananada (GO) e este mês se apresentará no MECAInhotim (MG). Enquanto conhecem o país visitando cidades de Norte a Sul, os três músicos ganham força para trabalhar no próximo disco, ainda sem data de lançamento.

O vídeo foi gravado no Inhamestúdio, também conhecido como QG da banda Vladvostock, em Cotia (São Paulo). No começo de 2017, o local se transformou em um espaço para ensaio, gravação, mixagem e produção, e o projeto audiovisual se tornou uma consequência deste novo momento. Localizado a 30 minutos da capital paulista, o estúdio é um recanto com grande espaço em área verde preservada, oferecendo um ambiente rico em sensações. Já participaram do Inhame Sessions os músicos Neiva, João Viegas e Papisa.

O vídeo teve a captação de áudio feita por Ablan Namur e Rubens Adati; enquanto a mixagem e masterização foram de Rubens Adati. A captação de vídeo é Yasmin Kalaf, e a fotografia de Rubens Adati e Yasmin Kalaf. A edição de vídeo ficou sob a responsabilidade de Rubens Adati, enquanto a arte é de Thaïs Jacoponi.

Ventre é Larissa Conforto (bateria), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (voz e guitarra).

Fotos por: Hannah Carvalho

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A energia no indie da Quasar em "Nada de Novo Sob o Sol"

     Foto: Carolina Brandão

A banda paulista Quasar lança "Nada de Novo Sob o Sol", single inédito pela Banana Records e Pessoa que Voa. A faixa é potente, tanto sonora quanto emocionalmente, pulsando do começo ao fim até alcançar um tipo de apogeu indie, influenciado pela Ventre e Bloc Party. Gravada em casa pelos próprios integrantes, "Nada de Novo Sob o Sol" aponta a direção do primeiro disco da banda, "Coruja", que deve sair no segundo semestre desse ano.

De São Paulo/SP, a Quasar é formada por Caio Gonçalves, Felipe Meneses e Guilherme França. Psicodelia, distorções e muita influência do cenário musical atual marcam o estilo da banda, que conta com o EP "Enquanto o Futuro Não Vem", lançado pela Banana Records.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ouça "Embracing the Sun", o novo álbum do The Bombers

Foto: Roberto Gasparro

A banda santista The Bombers liberou nesta sexta-feira (7) o streaming do quarto álbum de estúdio, "Embracing the Sun" lançado pela Hearts Bleed Blue (HBB). O disco foi produzido e mixado por Gustavo do Vale em São Paulo nos estúdios Bocaina 72 e Porto Produções Musicais. A masterização ficou por conta de Ricardo Carvalheira.

Segundo o vocalista Matheus Krempel, "Embracing the Sun" se difere dos trabalhos anteriores, já que todos os integrantes participaram do processo de composição. “As composições não ficaram centradas em mim. Todo mundo contribuiu com ideias, letras e bases, o que fez com que o som soasse mais orgânico, mais coeso, no entanto sem perder a característica experimental, que sempre foi o que nos motivou a tocar desde o início. Estamos nos sentindo mais banda do que nunca e acredito que isso tenha sido nossa grande conquista”.

Depois de “All About Love” (2014), um disco inteiro cantado em inglês, três faixas em português aparecem em "Embracing the Sun", sendo uma delas uma versão de “Mestre Jonas”, clássico do rock nacional baseado no conto bíblico “Jonas e a Baleia” e composto pelo trio Sá, Rodrix e Guarabyra em 1973.

O disco ainda conta com as participações especiais de Henrike Baliú (Blind Pigs), Jay Bone (Mafia Red), Jhow “O Grande” (Shark Attack), Zé Pitoco e Olivio Souza Filho.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

“Vacilos”: single de Valciãn Calixto antecipa nova fase da carreira

























O cantor piauiense Valciãn Calixto é conhecido por ser um dos fundadores do movimento Geração TrisTherezina, que divulga a cena independente do estado. Em nova fase, mais solar, ele lança o single “Vacilos”, com arranjos sofisticados, compassos compostos e forte influência das love songs da década de 70. A canção escrita em 2012 retrata uma fase melancólica vivida pelo cantor e compositor.

“Não a lancei antes, pois não combinava com o som que eu fazia na Doce de Sal, minha antiga banda. Também não tinha muito a ver com o clima arisco do FODA!, meu primeiro disco solo. Nesse, como será um trabalho mais solar, de personagens que tentam se restabelecer perante circunstâncias diversas, finalmente tem espaço para essa música”, analisa Valciãn Calixto.

Para toda travessia melancólica, canções lamuriosas são a trilha sonora perfeita. E foi ouvindo “Summer Holiday”, de Terry Winter, “The Are The Songs”, do Tim Maia ou “Loving You”, de Minnie Riperton, que Valciãn inspirou-se para compor a letra de “Vacilos”. A canção, que foge da sonoridade e temática vistas em “FODA!”, é uma reinvenção do artista, que inova em sua própria obra fazendo algo que não é absolutamente novo: cantar sobre a famigerada “dor de cotovelo”. O single se afasta da estética pesada do disco anterior e investe em delicadeza. Saem as guitarras, entra o aspecto mais dócil de uma balada.

“Vacilos antecipa um lado mais sutil e leve em algumas das canções que estarão no meu segundo disco. Com presença maior de teclados, piano e arranjos sofisticados, melhores elaborados e mais trabalhados especificamente para esses instrumentos. Até para o baixo, que em geral é instrumento mais de acompanhamento, estamos elaborando arranjos mais melódicos e com maior presença no andamento das músicas”, explica.

O single traz um time de peso para a sua construção. Os irmãos de Valciãn, Marlucio e Marciano Calixto, marcam presença tocando teclados, além de bateria e bongô, respectivamente. A música foi gravada no Calistúdio (PI), com mixagem e masterização do músico jandirense Theuzitz (SP). O baixo e os arranjos do teclado são de Valciãn Calixto.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Rock alternativo e indie pop se unem no disco de Marinho

























Descrença no presente e esperança no futuro guiam as oito faixas do disco “Sombras”, de Marinho. As canções refletem os pensamentos e vivências de Rodrigo Marinho, cantor, baterista e compositor que assina a produção do álbum junto de Victor de Almeida e Joaquim Prado (também responsável pela mixagem e captação). O trabalho já está disponível para audição no Soundcloud e chega às plataformas de música digital na próxima semana.

O trabalho atual demonstra um amadurecimento em relação ao anterior, o homônimo EP de estreia, lançado em 2015, que o levou a participar do Festival DoSol (edição Maceió), e a abrir apresentações de Wado e Maglore.

“O “Sombras” surgiu de uma necessidade de me colocar de fato como artista. O trabalho anterior não refletiu o que eu queria e eu precisava mudar, pra poder mostrar alguma coisa, de fato, minha. Ainda no processo de finalização do EP, eu comecei a compor novas músicas, que foram entrando naturalmente num novo repertório e fazendo a ponte para a conclusão do novo trabalho.  Algumas delas entraram no disco”, conta Rodrigo.

Foi a partir da vontade de escrever um novo capítulo de sua história que o músico passou a criar músicas e apresentá-las aos amigos Victor de Almeida (guitarra) e Joaquim Prado (guitarra). Com estas trocas, os três passaram a arranjar e produzir, e assim foi praticamente o disco inteiro: Marinho gravou voz e bateria; Joaquim tocou guitarra, baixo e synth; enquanto Victor ficou com a guitarra, com participações de Bruno Rodrigues no baixo, Pablo Gustavo no teclado e Daniel Nunes no vibrafone.

“A idealização do projeto foi de nós três. Eu apresentei as músicas e fomos trabalhando nelas. Na maioria das vezes, os caminhos eram escolhidos como unanimidade. Houve um cuidado maior e um envolvimento que só poderia ter acontecido com pessoas que tinham a mesma linha de pensamento, em razão da presença muito forte deles e de nossos gostos reunidos”, reflete Marinho.

O projeto solo de Marinho traz uma sonoridade que se inspira no new wave e no indie experimental, com uma melodia soturna, que contrasta com a atmosfera agridoce das letras. As oito faixas podem variar de uma leve descrença, como na faixa “Sombras”, ao niilismo de “Colecionamos Danos”, chegando até a declarações de amor disfarçadas, na faixa “Coragem”. Ainda que as letras reflitam um desacreditar, o álbum termina com a confiante “Vai Amanhecer”, mostrando que as sombras mencionadas na canção de abertura do disco são passageiras, apenas.

“A identidade se refez e desde que iniciamos a nova experiência de produção, enxerguei um caminho muito maior a ser traçado sem a necessidade de lapidação de uma pessoa de fora, como foi o caso do primeiro. O disco tem um sentimento forte, embasado na amizade e com intenção muito fiel e verdadeira de passar algo, de fato, real. O disco sou eu”, analisa Marinho.

Foto: Lucas Nóbrega
Arte e Projeto Gráfico: NEEMS

Repelente de Tubarão - EP (Homônimo)

Capa: César Lima

Vamos encarar - o que sabemos sobre rock and roll, vivemos na era de engenheiros de música, bibliotecários de vinil e fusões de gêneros. O rock foi modificado, redefinido e exagerado nos últimos 60 anos ... e, a mente, a diversidade é uma coisa linda, mas em algum momento devemos perguntar: Qual é a essência do rock como a conhecemos?

Talvez eu não seja o melhor especialista sobre o assunto, mas isso eu sei: rock and roll é a juventude, e toda a impaciência, paixão e exuberância de olhos arregalados, apaixonando-se, cruzando a cidade com amigos a reboque, dançando toda a noite. E, por definição, o rock and roll é o comércio experimentado de Repelente de Tubarão, uma banda nova da cena calorenta de Belém. Esses caras contestam o espírito bronzeado do punk e dirigem-no de volta ao apogeu do rock, quando os filmes de festa da praia ainda eram hip e Dick Dale construía resquícios de Surfers' Choice.

O EP de estreia do trio é o tipo de som minimalista que você poderia imaginar em um filme de Sophia Coppola. Suas guitarras turvas, surf-rock e harmonias de bandas dos anos sessenta evocam uma sensação de movimento lento ao longo de uma avenida californiana, as melodias balançando contra um céu feito de bubblegum rosa pela luz do final do verão, alguém soprando um fumo de vapor doce em seus olhos. Está descontraído, sensual e irresistivelmente nostálgico. The Beach Boys ouThe Ventures  com as bordas do Hockey Dad manchadas com pôr-do-sol "flat".

Repelente de Tubarão nos dá a centelha que estamos desesperados durante esta tediosa transição para o verão. O deles é uma tomada singular e confiante no surf music, executado com humor malicioso e não deve ser subestimado. Na verdade, é o tipo de som enérgico e infeccioso que faz com que os pés se encaixem e deslizem, sejam eles em trepadeiras, sapatilhas, stilletos, oxfords ou tênis. Cuidado, dentro de 30 segundos, o EP de estreia vai fazer você sorrir, agarrar o companheiro de dança aleatório mais próximo, fazendo com que a areia, os óculos de sol e os furgões Volkswagen aparecessem magicamente na sua sala. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Tertúlia na lua - Dentro do Possível (Clipe)

Foto: Luana Raissa

Tertúlia na lua é um power trio de rock psicodélico experimental, formada no Gama DF, cidade satélite de Brasília no ano de 2014. Músicas com variações rítmicas, letras em português, a banda tem como característica um som cremoso e transcendental, com influências que vão do tropicalismo ao mangue beat, da música brega ao stoner rock. Instrumentais regados a muita fritação, e camadas sonoras que podem te levar a lugares jamais imaginados. O trio que é formado por, Christian Caffi - Guitarra e Voz, e os irmãos Thierry Sacramento – Baixo e Jones Sacramento – Bateria.

Em 2016 lançamos nosso primeiro EP ‘’O Eu Além de Mim’’ trabalho que nos rendeu várias críticas positivas e oportunidade de tocar em festivais locais bem legais (Picnik festival, dia das boas ações, Festival da Lagoa, entre outros). Dividimos palco com várias bandas importante da cena nacional e internacional (The Holydrug Couple, Winter, Carne doce, Black Drawing Chalks, Catavento, Luziluzia, B.negão, entre outras. 

Dentro do Possível é uma brisa psicodélica e prog rock com elementos de pós-punk e em tempos remotos lembra uma costeleta do King Crimson, para criar um pedaço perfeito de pop que é desafiador e facilmente digerido. A faixa está presente no último disco lançado pela banda em 2016 que você pode conferir aqui

Ficha Técnica:
Direção e Edição: Marcos Alexandre
Imagens: Luian Valadão (Dia das Boas ações, PQ. da cidade DF)
Produção: Rapa do Tacho Produções

Bia Castilho and The Riders - Predictable (EP)

Foto: Maia Fotografia

Às vezes, ele se resume apenas às músicas. Às vezes é tão simples como isso. Bia Castilho and The Riders escreve músicas, como fazem muitas bandas, usando guitarras, bateria e suas vozes, e ainda assim, apesar desta mais convencional mistura, o trabalho que eles produzem fica na sua cabeça. Ele fica em algum lugar perto do seu intestino, naquele lugar que ganha vida quando você ouve algo que importa, realmente importa, e faz um pequeno parêntese sobre a insipidez da normalidade.

Predictable é o primeiro EP da banda de Caraguatatuba-SP e, como você provavelmente pode avaliar a partir do parágrafo anterior, é algo bastante brilhante. Tirando seus adereços de uma variedade de " bandas de guitarra " (desculpe), o EP tem uma série de pontos de contato - da beligerância restrita do pop-punk americano, até o balanço do hc - mas o que a banda conseguiu é criar um registro, se não um som, que é completamente de sua própria criação. Quatro faixas que envolvem lentamente o ouvinte, que desmaiam e se inundaram em direção a algo muito maior do que a soma de suas partes. Um registro focado, arrojado e constantemente agradável para trilha sonora dos meses de verão iminente.

Alles Club - Eclipse





































Há algo brilhantemente sedutor sobre Maxi singles, como a própria banda que parece forjar alguma forma de aliança que nos traz um novo espetáculo deslumbrante e vigoroso. Quão profunda essas noções realmente funcionam não está aqui nem lá, pois o meio continua a entregar gamas emocionantes em todas as formas e tamanhos, como excursões radicais da normalidade do dia-a-dia.

Alles Club está exorcizando suas ansiedades mais internas para tentar entender o sofrimento irresistível e, ao fazê-lo, tentar encontrar algum elemento de força dentro do controle incontrolável, revelando a compreensão da tristeza. Sua música substancialmente carregada é ao mesmo tempo difícil e talvez inesperadamente encorajadora, uma maneira pequena de chegar a um acordo e entender um desânimo tão inabalável. " Eclipse " é uma imagem envolvente de vazio entorpecido, e a batalha imprevista para tentar sair de sua própria mentalidade - está construindo lentamente fundações e absorvendo o lirismo fazendo uma interpretação impressionante da empatia.

Um single que beira quase seis minutos e que é adequadamente escuro em temperamento, uma exploração hipnótica de visão e som, a banda extraindo a atmosfera inebriada através de guitarras grandiosas, vozes meio enterradas, como figuras escondidas em sombras e um tempo de mudança que faz parte de todo processo de amadurecimento. Embora isso não esteja mergulhando em terrenos particularmente novos,  Alles Club lançou seus próprios ingredientes especiais para criar um som verdadeiramente refrescante que pode ser agraciado no single/vídeo abaixo.



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Turbo - O Melhor Naufrágio (2017)

Foto: Leila Braga

Nestes dias atuais, precisamos de uma trilha sonora com emoção irritada que diz tudo o que estamos segurando em nossos corações, mas nunca tivemos a chance de gritá-las. A Turbo - um quarteto de Belém (PA) que faz música para tudo o que você já pensou, sonhou ou sentiu quando todos e todos estão apenas irritando-se ou somente procurando uma válvula de escape.

A Internet / todos / até mesmo seus melhores amigos são rápidos em decidir o que é considerado socialmente aceitável, tanto quanto a nossa sexualidade. Turbo está aqui para desafiar essas noções e escrever suas próprias regras nas 8 faixas de ‘ O Melhor Naufrágio ‘.

O terceiro álbum da banda atinge o ouvinte sem aviso prévio. Você pressiona play, e você sente imediatamente como se estivesse já no meio de uma música. Você rapidamente percebe que está submerso no álbum da mesma maneira que se torna inconscientemente submerso em problemas e emoções juvenis.

Para dizer que essas músicas existem apenas como relâmpagos de emoções, abraçar o que você faz, mas a vida muda rapidamente, e naquele brilho de cor, naquela efemeridade impressionante de tudo, quando tudo que você já conhecia ou pensou em saber, revela-se como outra coisa, quando o tapete é varrido, quando o vento muda, quando uma luz apagada de repente se aproxima daqueles pequenos bolsos de vida, você pensou que não haveria espaço, essas músicas encontrarão distância para alcançar você, um ao outro, se apenas por um breve momento de exultação sincera em um mundo que muitas vezes recusa essas coisas.






























terça-feira, 27 de junho de 2017

gorduratrans lança seu segundo disco, "paroxismos"

Foto: Lucas Santos

O duo fluminense gorduratrans lança seu segundo disco, intitulado “paroxismos”, pelo selo Balaclava Records. Com nove faixas, o registro sucede o bem recebido “repertório infindável de dolorosas piadas”, que saiu em setembro de 2015 pela extinta Bichano Records e rendeu à banda turnês extensas no Sudeste e no Nordeste.

Produzido no início de 2017, “paroxismos” apresenta faixas mais variadas que seu antecessor, divididas entre dinâmicas leves (“vejo fantasmas em seus olhos”, “quando boas lembranças se tornam torturas”) e pesadas (“problemas psicológicos se tornam físicos”, “linha tênue”, “7 segundos”), além de experimentalismos. Mais completo e plural que o álbum de estreia.

“A principal diferença para o primeiro disco é que tivemos mais tempo para produzir, absorver outras referências. Além disso, conseguimos gravar em estúdio com a grana que ganhamos com o streaming do disco. ‘Paroxismos’ é um disco mais denso, melhor estruturado, feito com mais calma”, avalia Felipe.

Formado em junho de 2015 por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz), o gorduratrans é um duo carioca de shoegaze, noise rock e noise pop com letras em português. O disco de estreia, “repertório infindável de dolorosas piadas”, ganhou destaque em vários veículos da imprensa nacional e internacional e presença em listas de melhores do ano.

O álbum “paroxismos” está disponível para streaming nas principais plataformas e em breve em formato físico.