segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Shark e Os Tubarões (Sorocaba/SP) lança o EP "O inesperado ataque no rio Sorocaba"

Foto: Ednei Horacio Gois

 Por Caio Saviolo

Sorocaba pode até não ter praia, mas nada impede que aconteçam ataques de tubarões nas ondas sonoras de uma boa surf music. A banda Shark & Os Tubarões, após uma maré alta que invadiu alguns botecos da cidade, anunciou um tsunami que virá junto com o seu EP de estreia, “O Inesperado Ataque no Rio Sorocaba”.

Juntos desde o começo de 2016, o entrosamento entre os surfistas musicais Diogo Moraes (baixo), Luís Henrique Dall’ Ava (guitarra) e Bruno Kalash (bateria) veio rápido. O trio conseguiu remar junto para resgatar aquele surf rock que surgiu nos Estados Unidos nos anos 60, principalmente com a influência de lendárias bandas como The Ventures, The Surfaris, The Lively Ones.

A origem dos Sharks começou lá trás, quando Diogo conheceu Luís na primeira série e criaram uma banda de punk rock. Por serem um pouco ruins, as dificuldades para cover eram grandes e assim foram surgindo as primeiras improvisações, que são essenciais numa boa surf music. Épocas de marolinha, mas de muito aprendizado.

Os dois seguiram caminhos distintos, principalmente por tocarem o mesmo instrumento, baixo no caso. Luís começou a encontrar novas vertentes como o blues, tocando nos Albinos e por ritmos brasileiros, onde até hoje participa da Risoflora. Mas Diogo, que já dropava na surf music, trouxe o seu brother das antigas para perto novamente quando entrou na Pato Rouco, que mantinha uma pegada praiana instrumental e com a banda Yolanda e os Balas, com foco nos anos 60. Esse dois projetos já anunciavam o que estava por vir.

Durante um show da banda Os Pontas, Diogo conheceu Bruno (baterista que já atuou em projetos como Tijolo e Monoclub e atualmente toca na Bit Beat Bite Bright) por intermédio de um amigo em comum, que logo percebeu que os dois amavam surf music, filmes trash com boas trilhas sonoras e cerveja barata. Pronto, eles já tinham um ponto de partida para colocar suas pranchas de baixo do braço e caírem no mar.

Foram alguns sons, Luís assumiu a guitarra, alcançando altas ondas sonoras, Bruno logo entendeu a pegada e colocou aquela clássica batida que conversa muito bem com a música e Diogo entrou com o ritmo do baixo marcante que não deixa toda essa sonoridade se perder por aí com muita segurança e qualidade.

O trio se encaixou e era hora de encarar todos os piratas, sereias, jogadores de frescobol, caranguejos, hippies e vendedores ambulantes que se encontram nos botecos sorocabanos. Após conseguirem entrar em um tubo logo na primeira onda, a vitória acabou sendo consequência e nada melhor que um EP para presentear todos aqueles que acreditaram que era possível surfar sem mar.



























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