quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Filipe Alvim - Beijos




























Do outro lado de Juiz de Fora, até agora, aqueles que conseguem manter um olho afiado na cena ‘’quarto-pop’’ vão provavelmente estar cientes do talentoso Filipe Alvim; um daqueles atos precoce, prolíficos que o país parece ter em abundância de, agora e para sempre.

É reconfortante saber que Filipe faz uma proposição ao vivo notável, porque a sua música, tanto no novo álbum ‘’Beijos’’ e a abundância de lançamentos que o precederam, raramente é esculpida e bem afinada - duas coisas que nem sempre equivale a um desempenho memorável, mas pode ajudar de inúmeras formas. É verdadeiro dizer, porém, que há certamente uma cepa enterrada de magia implacável ao seu trabalho, o tipo de coesão cheia de intrigante encanto, enviesada que mais do que merece algumas banalidades mais batidas e te lança em um mar de incertezas que não se sabe de onde veio, ou onde ele pertence, mas que constantemente puxa a do coração suas canções estranhamente maravilhosas.



O novo disco faz isso desde o início. Abrindo caminho’’ Vida Sem Sentido ’’é uma faixa de quase três minutos liderada por melodias preguiçosas  e formada por um cenário sempre mutável das letras e picos ocasionais de adições coloridas que saltam dentro e fora de foco como explosão radiante de cor através da nebulosidade imponente de tudo. Dando o tom para o resto do registro, persuasão de sonho de migalhas é indicativo do tom over-riding, mesmo nos mais curtos momentos, mais imediatos que também estão presentes. ‘’ Miragem ‘’é minha preferida do álbum e uma onda  pungente ao seu deslocamento sentimental, uma trilha sonora nebulosa, saudosa à aventura de fim-de-semana, quer exuberante ou algo muito mais letárgico, enraizado nas fibras do seu próprio dia.

Não há nada particularmente confortável sobre os mundos que Filipe cria e convida-nos, mas isso não significa que eles não podem ser reconfortantes. Como se de repente encontrar um recanto tranquilo na mais irregular das rochas, existem lacunas dentro desta paisagem bem-tecida onde tudo de repente cai no lugar, onde essas esquisitices apresentam-se quente e abraçando tudo ao invés de queimada e distorcida - e se não são aquele doce, breves momentos de prazer entre a confusão que torna este disco proibido de nunca ser deixando dentro das paredes  do qual foi produzido, é um novo sopro de vida calorosamente cativante.

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