sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Bruno Faleiro, ex - Câmera, lança projeto Sci F






































Um minuto e vinte de uma pausa instrumental abre  Sci Fi, e é apropriado em relação à liberação propositalmente intitulada. Na realidade, as coisas que nunca se dizem acabam se perdendo (ou se encontrando) naquilo que fazemos, os momentos minúsculos de vida que pode começar a ofuscar tudo. Assim faz sentido que há uma sonoridade pulsante embalada com introspecção, cheio de curvas emocionais e sons familiares. Estou falando de música, de como ela incorpora cada detalhe dentro das nossas emoções diárias.

Canções vêm e vão muito rapidamente através deste disco, certificando-se de se manter fiel ao seu objetivo e dizer o que precisa ser dito. Não há resumos, não demorando para longe do caminho, apenas música embalada com uma honestidade humilde e uma sensação lo-fi. Guitarras de som arranhado, um ligeiro deslize fora de sintonia, mas isso é bom porque aumenta a experiência.  As guitarras são empilhadas como uma parede de tijolos, com a bateria saltando fora deles em seu próprio ritmo intrincado, com os vocais batendo contra as guitarras e não sendo capaz de andar por cima deles, mas se entrelaçam entre eles, tornando-se a argamassa que solidifica tudo.

Projetos como este já apareceram tantas vezes antes, mas como qualquer vício saudável cada um tem um novo brilho para nos manter interessados. É como o cheiro de café da manhã todas as manhãs, é um despertar para um novo dia que nós estimamos e às vezes acho que precisamos; que é parte da rotina de nossas vidas. Bruno Faleiro e seu  Sci-Fi permanece com o mesmo dialogo de Paper Space, I'm Glad It's You, Pill Friends , Suntrodden, são tantas referencias que me saltam a cabeça nesse momento,  crescendo com melodias cativantes e belas realizações; as que nos encontramos e tropeçamos em todos os dias. ‘’Trailer Park Boys’’rola com uma melodia simplista das guitarras e um anseio oco em lembrar as pessoas que saíram das nossas vidas, mas é a nossa própria fachada, porque nós realmente sentimos falta delas.

Uma mostra criativo- indie - pop despojada de sensibilidades que levam acenos no sentido dos anos 90. As 6 canções aqui são alimentadas por versos curtos, melodias brilhantes e uma entrega confortável, provando mais uma vez que menos é muitas vezes mais, cravejado de bons momentos, sensação mínima que deixa uma marca indelével via lo-fi flertando de maneira bem criativa e quente.

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