sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Poltergat lança Blanka - Primeiro full chega para dar um rasante em 2016

Foto: Deco Vicente

 Blanka cresceu em estúdio por um ano nas mãos e ouvidos do Poltergat, trio criado em 2012 nos redutos de SP. Um reduto de fato, compartilhado por algumas bandas noise de influência punk garageira, adolescentes da década de 90 subvertidos pelo grunge, britpop e shoegaze e que depois caíram na farra do rock festeiro dos anos 2000. Essas bandas não se encaixam propriamente em nenhum desses gêneros, apesar disso (e por osmose) formaram um nicho que produz e movimenta um próprio circuito de música autoral na capital paulista, a Howlin’ Records.

Poltergat é embrião da Howlin’ e sempre teve a personalidade da metrópole paulistana. Agitado, sem pausa, criativo, urgente e white trash, Blanka é um álbum aguardado, dada a fama conquistada por Gabriel Muchon (guitarra e voz), Dudu Lourenço (baixo) e Guilherme Migliavaca (bateria) num currículo de shows e festas que se estenderia por muitas linhas.

A capital pode ser uma inspiração, mas a referência punk britânica também é e está presente na qualidade mestra do Poltergat: ser supersônico, inconsequente. A isso ainda pode se acrescentar delinquência e paixão por refrões sujos, característica da geração Madchester. Poltergat é a banda que estaria tocando às 6h da manhã no clássico Haçienda, na entrega e instiga por mais.

Todo esse espírito de festa interminável, noites em claro, caos urbano, fobia pela monotonia e fumaça está condensado em Blanka, primeiro álbum cheio do trio, lançado após trabalho esmerado em estúdio. No repertório são 10 faixas que passam na velocidade da luz. O disco chega ao fim com sede pelo próximo som, pelo ao vivo e por aquela sensação de querer curtir a vida em cada segundo.

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