sábado, 10 de setembro de 2016

Aurata - Selftitled_2k16 - (2016)

Foto: Patrícia Almeida

Aurata incorpora diferentes paisagens progressistas dentro da moldura frouxa do noise. Os vocais são fornecidos em explosões incríveis de letras embebidas em emoções distintas na sua entrega. Há interessantes breaks  de jazz saltando em todo o disco, e as progressões de acordes inundados pelo gosto do jazzcore.

Selftitled_2k16 passa por cada faixa com a mesma rapidez, uma vez que leva o seu tempo para explorar cada conceito, musicalmente e liricamente, fazendo uma tentativa de ser transmitida incondicionalmente. Antes que eu percebesse, todos os 4 minutos tinham passado pelo tempo da primeira faixa. Apesar disso, eu não poderia obter minha mente fora do disco, mesmo enquanto a segunda faixa, igualmente incrível, estava rolando. E essa é a parte surpreendente: de alguma forma, eu não conseguia superar a primeira faixa, mas encontrei-me incrivelmente tomada pela 2ª. Isto continua ao longo de toda a audição das 7 faixas.

As letras são, como eu disse, rajadas coloridas de sentimentos presos que parecem serpentear vocalmente, mas em um bom caminho, que o ouvinte possa apreciar. a poesia e experimentalismo encontrado nele é maravilhoso. No geral, o disco consegue desempenhar sua função e é extremamente simples e sincero, é muito bem pensado na sua fluidez, e uma imersão emocionante. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário