sexta-feira, 30 de setembro de 2016

"Falsas Promessas", clipe do Não Há Mais Volta, faz crítica a situação política brasileira

Foto: Rodrigo Pitorri

A banda de rock Não Há Mais Volta antecipou, no álbum de estreia lançado em 2015 pelo Semper Adversus, subselo de streeet punk da Hearts Bleed Blue (HBB), a sensação de descontentamento da população brasileira com a política atual. Dias antes das eleições municipais em todo país, a banda divulgou o videoclipe de “Falsas Promessas”, faixa que questiona a capacidade dos políticos de cumprir as propostas apresentadas em campanha. 

Questionado sobre o momento político atual, o guitarrista Ricardo Galano é categórico: “O cenário político brasileiro sempre foi uma grande merda, pois a forma como é feita a política por aqui - do conchavo e da propina - não nos agrada”, e completa “Eu posso falar por mim, não pela banda. Porém, não acredito em político com boas intenções. O sistema é podre, mesmo se o candidato X tiver boas ideias, a gente sabe que ele vai ter que fazer parte do sistema para governar”. 

“Falsas Promessas” tem direção do também vocalista Fernando Lamb e Renato Pocinho e é o quarto videoclipe da banda, que conta também com vídeos das canções “Nossas Memórias”, “A Velha Rua” e “Nada Pra Nós”. 

Ricardo Galano já adianta os planos do Não Há Mais Volta para o futuro: “Tocar, fazer novas músicas, novo álbum, novos clipes e principalmente nos divertirmos como uma banda de punk rock num país como o Brasil, onde apenas letras sobre bunda, balada e traição tocam nas programações das grandes rádios. Vivemos num país onde muitas pessoas são alienadas e a música é uma boa forma de expressarmos a nossa insatisfação com o que vemos por aí”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Laura Lavieri é a voz que anuncia nova temporada do Superdose






































A websérie musical Superdose, realizada pelo coletivo audiovisual Pomar (RJ), retoma a missão de criar conteúdo para bandas independentes. O primeiro gosto da temporada 2016 chegou nesta pela voz de Laura Lavieri.

A cantora paulistana apresenta no Superdose a canção Quando Alguém Vai Embora, seu primeiro registro solo. Sob a produção do carioca Diego Strausz, a música traz contornos de um jazz contemporâneo guiado por guitarras e baixo funkiados e instrumentos de sopro. Laura atualiza e ressignifica a melancolia da composição de 1942, assinada por Ciro Monteiro e Dias da Cruz.

Antes da carreira solo, Laura compartilhou seu talento em palcos de amigos, sendo parceira fiel dos trabalhos de Marcelo Jeneci desde 2007 e a voz que conduz o primeiro álbum do artista Feito Para Acabar (2010).

O encontro com Diego Strausz despertou o nascimento do projeto solo, ainda sem data de lançamento, mas previsto para 2017. A canção Quando Alguém Vai Embora é fruto das primeiras experimentações solo nos palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo, que ocorreram em 2015 ao lado dos parceiros Jeneci e Strausz, e dos músicos João Erbetta e Patrick Laplan.

O Superdose

São artistas como Laura Lavieri, que se montam de forma puramente criativa, autoral e cheia de identidade artística, que dão forma à temporada 2016 do novo Superdose. Unem-se à Laura cantores e bandas como Cosmos Amantes, Os Camelos, Gustavo Tibi (Banda Jamz), Gabriel Cavalcante e Sound Bullet.

O Superdose é uma websérie independente que divulga o trabalho de novos artistas. Em cada episódio, cria-se uma nova possibilidade de fazer circular o som de bandas independentes. Com duas temporadas já publicadas e tendo desmembrando-se no Festival Superdose em 2015, o projeto ganha novo fôlego e nova cara para 2016. O coletivo Pomar conta com o apoio do Estúdio Superfuzz, que gravou e mixou todos os registros, e da 220 Decibéis nesta edição do Superdose.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

[LANÇAMENTO TBTCI Rec.] Winter Waves - Bee and Bee






















Formada em 2014 por Jeff Augusto (guitarra e voz), Renan Cortez (baixo) e Iza Martuchelli (bateria), a banda carioca Winter Waves tem como principais influências a psicodelia dos anos 60 e o rock alternativo das décadas seguintes.

Em janeiro de 2015 gravaram seu EP de estreia, intitulado “Blue Memories”, lançado em fevereiro daquele ano pelo selo TBTCI Records. EP que rendeu à banda diversos shows em algumas das principais casas do underground carioca.

Em julho de 2015 participaram do tributo "Killyour idols - A brazilian tribute to Sonic Youth", onde fizeram uma releitura da música "Diamond Sea".

Em setembro de 2016 lançaram seu disco de estreia, intitulado “Bee and Bee.

domingo, 25 de setembro de 2016

Tendre - Guia Prático Contra o Bloqueio Criativo | Nightbird Records






































Segundo lançamento da NightbirdRecords, o EP "Guia Prático Contra o Bloqueio Criativo", do Tendre, projeto paralelo de Luan Régio, integrante da banda natalense Seu Ninguém e que também toca sob o nome de LuanBates, é o resultado de uma insistência em revitalizar seu senso criativo, aproveitando também dos limites de seus recursos para elaborar outro rumo musical, com uma estética caseira/lo-fi, quase "mid-fi". 

"Como o título sugere, as faixas deste EP servem como tentativas de reaprendizado de composição: é uma busca pelo nicho criativo que se afunilou na minha cabeça nos últimos meses. Faixas gravadas em casa ao longo deste ano, no esquema one man-garageband, que também envolveu produção e mixagem. Instrumentos mal gravados, notas mal executadas, vazamento de metrônomo, reverb, secura e os prazeres de um aplicativo de gravação e produção de música estão nestas quatro canções, que alternam dinâmicas acústicas e elétricas."


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Lançamento - Post Solis, novo álbum do Borealis






































Está no ar Post Solis, o segundo álbum do Borealis, projeto carioca de música eletrônica ruidosa -- pensem em drone, noise rock e post-rock, com doses de shoegaze-de-fundo-de-quintal e krautrock. São nove faixas produzidas e gravadas tendo apenas um laptop como instrumento e estúdio. O disco foi masterizado com a ferramenta online LANDR, que promete (e entrega) masterização de qualidade profissional em tempo real, por uma fração do custo de um estúdio "de verdade".

Quem faz

Meu nome é Marco Antonio Barbosa. Sou jornalista profissional (conheça mais sobre meu trabalho clicando aqui desde 1996 e músico desde que me entendo por gente. Borealis é o nome do meu projeto musical, desenvolvido desde 2010. O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em dezembro de 2015 e pode ser ouvido/baixado aqui

Todas as nove faixas também ganharam clipes no YouTube

Lançamento: errorama, Todas as Coisas que eu acho que sei | Nap Nap Records


























Formada em uma cidade paranaense com menos de 20 mil habitantes, o errorama surpreende em vários aspectos. O primeiro deles, sem dúvida, é o fato de sustentar canções autorais influenciadas pelo rock introspectivo de bandas como Radiohead e The National em uma região dominada por artistas cover e baladas sertanejas.

Como se não bastasse, o quinteto da pequena Araruna (município da região de Maringá, no noroeste do Paraná) teve de superar a distância física entre o vocalista e guitarrista do grupo, Gustavo Ferreira - que atualmente se divide entre as cidades de Maringá e Rio de Janeiro-RJ - e o resto da banda, formada por Saulo Giovane (Teclados, guitarras e outros), Fabio Silva (Guitarra), Tiago Silva (Bateria) e José Jr (Baixo), para pré-produzir e agora lançar seu primeiro disco completo intitulado “Todas as coisas que eu acho que sei”.

Gravado no estúdio Audiostamp, em Curitiba, e produzido pelo guitarrista da banda Charme Chulo, Leandro Delmonico, “Todas as coisas que eu acho que sei” mostra em 12 faixas o que o errorama tem de melhor; indie rock de sonoridade aberta, com espaço para guitarras noventistas e levadas que podem lembrar grupos de épocas distintas como: Joy Division, Modest Mouse, Interpol ou mesmo Los Hermanos. Tudo isso, incrementado em estúdio por sanfonas, metais e participações especiais de Layara Maizi em “Pra dizer” e Igor Filus (Charme Chulo) na faixa “É que eu tenho que manter a minha reputação”.



Desde 2009, o errorama, luta bravamente para encontrar seu espaço numa região que outrora foi chamada de “Seattle Brasileira”, mas que hoje premia com ostracismo bandas que tenham um som diferente das bandas covers que sempre tocam na região.

Eles que já tocaram por todo Paraná em eventos como a Virada Cultural Paranaense, Bienal do Livro de Campo Mourão e fizeram turnê como banda de abertura do Charme Chulo, vem produzindo esse disco desde o ano passado. A escolha de ter um produtor “de fora” da banda se deu pela busca de uma pluralidade maior nas composições, e principalmente trazer uma nova voz criativa contraposta às ideias da banda.

Outro ponto importante na consolidação da identidade sonora do errorama são as letras, dessa vez todas as composições são em português. A banda que começou principalmente escrevendo em inglês e no segundo EP dividiu-se entre as duas línguas. Em “Todas as coisas…” ficam com o português nas 11 músicas do disco.

Todas essas escolhas, desde composições mais abstratas e abertas, as letras em português e uma produção mais profissional foram as formas que a banda encontrou de se posicionar no cenário independente, de se aproximar ao máximo do que a banda é e do que ela quer ser e alcançar um público além do interior. “Todas as coisas” é um disco para as horas de desconforto, de desencanto, mas também fala sobre amadurecimento, que é reflexo de toda produção do disco.

A arte do disco foi feita por Álvaro Sasaki.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Agressivo e contestador, "Ninguém se importa" é o novo single de Theuzitz


























Quem teve contato com o Theuzitz no fim do ano passado com o disco Parque da Luz, e ouve a sua nova canção já encontra uma diferença notória tanto em som quanto conteúdo. A produção lofi permanece, porém muito mais agressiva e direta, assim como seus versos que gritam contra o conservadorismo e negligência cultural vigente (reforçado já na capa e suas referências, como a ironia em Rock N’ Roll - Dave Grohl, na família Kardashian, ou aos mortos expostos na chacina em Osasco-SP, por exemplo.

Com a arte do single, do disco, e novamente com o processo todo de produção conduzido por Matheus, o EP Peso das Coisas terá seu lançamento realizado numa parceria entre a Banana Records e Lixo Records.

Molodoys - TROPICAOS | Lezma Records

























Diretamente da caótica São Paulo para o resto do mundo, Molodoys lança seu primeiro álbum, Tropicaos,​ com apoio do projeto Converse Rubber Tracks e distribuição Lezma Records. 

No seu mais recente trabalho, o grupo – que já conta com um EP lançado em 2014, Metamorphic Fragments, – define sua identidade visual utilizando referências como a cultura psicodélica sessentista, a tropicália, a atual cultura vaporwave e o movimento manguebeat dos anos noventa. 

Com Tropicaos​, Molodoys ​propõe ao público uma experiência sonora sinestésica e introspectiva, fazendo uso de texturas contemporâneas em conjunto com releituras de ritmos e sonoridades regionais. Evocando a rica cultura brasileira em um link com nosso contexto histórico atual. Do folclore em meios ao caos da cidade grande. Com letras essencialmente lúdicas, com críticas irônicas que buscam atiçar o imaginário do ouvinte. Uma Ode – ou réquiem ­ ao mundo moderno em transição.

Institution representa o hardcore no HBB Live Sessions






















Os  paulistanos do Institution divulgaram, nesta quinta-feira (15), a participação do grupo na segunda temporada do HBB Live Session, projeto onde as bandas do catálogo da Hearts Bleed Blue se apresentam ao vivo no escritório da gravadora. 

“Desde que saiu o primeiro vídeo, vimos o profissionalismo que tem o Live Sessions da HBB, então, como banda do selo, ficamos ansiosos para chegar a nossa vez de participar e quando recebemos o convite nos preparamos bem para tentar mostrar o que é o Institution para quem não conhece e nunca viu um show da banda”, conta o baixista Rodolfo Duarte.

As três faixas apresentadas, “Unwelcome Exile”, “Practice of Freedom” e “Fiery Uprising” fazem parte do álbum de estreia
“DesolationTimes” lançado pela HBB em três formatos: CD, LP e K7. Rodolfo explica como foi feita a seleção: “Escolhemos essas músicas por terem potências diferentes, que sempre estão em pontos fortes de nosso show, cada uma delas tem uma velocidade e peso diferentes, são músicas que juntas não deixam tempo para respirar, foi uma forma de mostrar toda a potência do disco e principalmente dos shows”.

Apesar de o baixista atribuir ao público grande parte da energia de um show de hardcore, Rodolfo acredita que a banda conseguiu dar o recado. “Para nós o resultado ficou perfeito, conseguimos mostrar o que é nosso trabalho, então acreditamos que quem assistir vai curtir”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Wolken - Caos Calmo | Aquagreen Records

































Wolken é uma banda de Alto Benedito Novo (SC). Seu primeiro EP, Caos Calmo, lançado em 06 de junho, está a poucos minutos de pura bondade nebulosa dreampop.

O disco, sonoramente semelhante a seus contemporâneos como Mac DeMarco , Jeff & The Goldbloomers, e Algebrahs, traz à mente imagens de final de noites de verão com amigos que só parecem existir em filmes. 



As letras são menos superficiais e mais introspectivas do que se poderia esperar de um grupo pop indie. A calma, instrumentais de sonho e comportamento geral do disco, por vezes, obscurece algumas das letras tristes e nostálgicas, como aqueles apresentados em "Asthmatic". Muito do que na primeira audição pode soar como uma canção de amor é realmente um grito de originalidade em um dia frio de chuva.

Escalier - "Quando Os Ombros Não Suportam Mais o Mundo"






































O Escalier é uma banda de Belo Horizonte, que mistura sons, imagens, ruídos, palavras e corpos. Formada em 2011 com ex-integrantes de bandas representativas da cidade como Hold Your Breath, Overstate, Backbreaker, Possuídos, Prozac Nation, Piedad, See More Glass Project e Incerto.

O nome da banda vem da expressão francesa "L'Eesprit de l'escalier", criada por Denis Diderot. A expressão significa o pensamento tardio em um contra-argumento que nos aflige quando saímos de uma discussão perdida, ou seja, é apenas descendo a escada que elaboramos alguma resposta que poderia vencer o embate.

O Escalier elaborou em seu álbum "Quando Os Ombros Não Suportam Mais o Mundo", uma pequena narrativa. A história é situada em único dia na história de um sujeito sem rosto, que sai de sua casa e anda pela cidade, confrontando suas próprias escolhas e erros.

O Escalier tem influências de bandas como Neurosis, Godspeed You! Black Emperor, The Espectacle, Refused, Converge, LibertinagemExplosions In The Sky, Cult of Luna e Catharsis. Não se limitando a buscar referências apenas musicais, as letras são influenciadas por escritores como Sarah Kane, James Joyce, Samuel Beckett, Charles Bukowski, Carlos Drummond de Andrade, dentro outros. Utilizando para a confecção das músicas-letras-vídeos-imagens collages e détournements. 

O cinema também se mostra como uma forte influência, já que desde o inicio da banda houve o intuito de aliar música a um projeto narrativo e imagético.O uso de vídeos, plágios e texturas alinhadas à música demonstram que não só o aspecto sonoro é importante para a banda, além disso, o Escalier tenta dialogar com outras formas de arte como a performance art, literatura e artes visuais.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Chalk Outlines apresenta single e clipe de Yellow Lights and Yellow Lines

























Chalk Outlines escolheu um dos cenários mais agregadores de conversas e situações aleatórias para rodar seu novo clipe: a cozinha. “Yellow Lights and Yellow Lines” é todo ambientado no cômodo da casa do guitarrista Pudim e é praticamente um personagem por si só. É lá onde a banda passa momentos sóbrios, alcoolizados, místicos e famintos.



O quarteto é formado por Bruno Palma (guitarra e voz), Erick Barros (guitarra), Eduardo Zampolo (baixo) e Samuel Malentacchi (bateria), e sabe medir os toques de indie rock com música e cultura pop. O Chalk já tinha mostrado bom gosto para fazer vídeos (assista ao anterior, “Gold”, aqui) e tem apostado em lançar singles. Nesta terça-feira (13), eles fazem o lançamento de mais um, com duas faixas: a inédita “Commerson” e a do clipe, “Yellow Lights and Yellow Lines”.






















Com mais este trabalho, agora são cinco singles lançados pela banda desde o início da formação, em 2013. Até outubro, um novo par de canções deve chegar aos ouvidos da galera e outros sons (e vídeos)  ainda saem até o final do ano.

Chalk Outlines tem apoio da Howlin’ Records e faz show de lançamento nesta sexta-feira (16), na Casa do Mancha, em São Paulo.

Home Is ______, primeiro disco de Vinicius Mendes, é lançado pela Fiasco Records

Foto: Talita Takeda

"Home Is ______" é o primeiro álbum do músico paulistano Vinicius Mendes e abre com uma faixa homônima, lançada anteriormente como single.

Ambientado em meio à uma estética lo-fi, traz em suas 7 faixas um exorcismo de sentimentos, explorando temas como ansiedade e depressão de maneira sutil.

Concebido em um meio caótico de forma harmoniosa, "Home Is ______" resulta em um disco honesto e bem ambientado, definitivamente algo a ser ouvido com atenção.

domingo, 11 de setembro de 2016

Igor Anti-Projeto - Tenho Que Ir? | Transfusão Noise Records

FotoLuan Gesteira

Igor Freitas não é novo na cena musical. Já fez parte da banda A Cidade de Duque de Caxias e atualmente divide seu tempo com Hero-Beat Jack e seu Igor Anti-Projeto. Em seu novo disco, Tenho Que Ir?, Igor Freitas assume o papel ambicioso de cantor e compositor, como muitos têm diante de si. Ele combina elementos do rock alternativo de The Raspberry Heaven, melodias com a sensibilidade lofi  de Deer Scout  para produzir uma genuinamente nova perspectiva sobre seu trabalho. 

Lançado pela Transfusão Noise Records , Igor coloca para fora um dos desdobramentos mais interessantes de sua carreira. Ele é sincero. Ele é humilde. Suas canções variam de sonetos taciturnos de amores perdidos para, assim, ainda mais cercado de encontros com os dilemas da vida, mas a maneira em que ele se aproxima de tudo isso deixa o cabelo na parte de trás do seu pescoço de pé algumas vezes. 






















sábado, 10 de setembro de 2016

Aurata - Selftitled_2k16 - (2016)

Foto: Patrícia Almeida

Aurata incorpora diferentes paisagens progressistas dentro da moldura frouxa do noise. Os vocais são fornecidos em explosões incríveis de letras embebidas em emoções distintas na sua entrega. Há interessantes breaks  de jazz saltando em todo o disco, e as progressões de acordes inundados pelo gosto do jazzcore.

Selftitled_2k16 passa por cada faixa com a mesma rapidez, uma vez que leva o seu tempo para explorar cada conceito, musicalmente e liricamente, fazendo uma tentativa de ser transmitida incondicionalmente. Antes que eu percebesse, todos os 4 minutos tinham passado pelo tempo da primeira faixa. Apesar disso, eu não poderia obter minha mente fora do disco, mesmo enquanto a segunda faixa, igualmente incrível, estava rolando. E essa é a parte surpreendente: de alguma forma, eu não conseguia superar a primeira faixa, mas encontrei-me incrivelmente tomada pela 2ª. Isto continua ao longo de toda a audição das 7 faixas.

As letras são, como eu disse, rajadas coloridas de sentimentos presos que parecem serpentear vocalmente, mas em um bom caminho, que o ouvinte possa apreciar. a poesia e experimentalismo encontrado nele é maravilhoso. No geral, o disco consegue desempenhar sua função e é extremamente simples e sincero, é muito bem pensado na sua fluidez, e uma imersão emocionante. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A Intriga Noturna do novo EP da Marcapágina



























O grupo de rock alternativo de Florianópolis começou seus primeiros refrões no finalzinho de 2013. E logo em Março do ano seguinte, lançaram seu primeiro EP - ‘Prefácio’ - que atingiu mais de 30 mil execuções no Soundcloud da banda.

Um grande feito para uma banda independente, o que os levou aos primeiros palcos na cena alternativa da cidade. Em 2015, a banda fez mais um lançamento notório com o single “Se Eu”, que já foi visto por mais de 20 Mil pessoas no Youtube.

A vida de banda independente tocando nas noites da cidade trouxeram reflexões intrigantes sobre como as pessoas se conectam. A vida noturna proporciona grandes interações sociais, causando transformações na vida de cada pessoa.

Ao mesmo tempo, tais relações carecem de profundidade e de interesse genuíno. E foi esse o gatilho para o novo trabalho do grupo catarinense, o EP “Sexto Grau, lançado no início de Setembro de 2016, com a promessa de mostrar a maturidade e identidade lapidada dessa que é uma das bandas promissoras de Santa Catarina.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Jamais - Jamais - EP | Bichano Records


























Jamais é um trio carioca que lançou recentemente seu primeiro EP autointitulado. O disco marca a estreia da banda e a despedida do selo independente Bichano Records. ‘’Jamais’’, embora seja curto, prova que a banda é capaz de apresenta um trabalho bem coeso para uma estreia, mas mostra que está faltando um truque que iria separá-los de outras bandas do gênero. O trio claramente não está tentando ser algo que não é, e enquanto isso pode ser uma característica respeitada, as músicas pedem mais originalidade e aquela coisa que só faz um ouvinte "grudar na cabeça!" depois de ouvir. 

A energia crua neste disco é palpável. Ela dispara entre as faixas em uma confusão do math rock de Mountains for Clouds e Shakusky e se espalhando por todo o pomposo e solitário rock alternativo de Growing Up A Ghost  e assim por diante e assim por diante, o que pode realmente ser o melhor e o pior aspecto do EP. Eu gosto desse disco como gosto de café com leite.

Siléste lança vídeo de HIENA


























A banda Siléste de São Leopoldo continua a divulgação do álbum ALIEN/IANSÃ. Após divulgação do videoclipe do single Casmurrice, que gerou uma grande espera pelo próximo vídeo da banda, lança agora o clipe de Hiena, considerada a música mais barulhenta e que encerra o segundo álbum da Siléste. 

O vídeo conta com direção e captação do diretor Israel França e performance do ator gaúcho Thiago Silva, que literalmente ENCARNA em vídeo. A máscara que constitui o figurino foi criada pelo artista plástico e também leopoldense, Sergio Rodriguez.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Supervão anuncia TOUR em SP | Ouça o EP Lua Degradê


























A banda SUPERVÃO chega à São Paulo esta semana pela primeira vez com a tour de lançamento do seu primeiro EP - intitulado Lua Degradê.

Lançado ainda em 2016 por uma parceria inédita entre os selos Honey Bomb Records e Lezma Records o EP apresenta uma música que é capaz de juntar diversas tendências e estéticas contemporâneas, uma produção que caminha entre o indie psicodélico, beats eletrônicos, dream pop e a nova tropicália.


Confira as datas e locais da TOUR e conheça SUPERVÃO:




Unbelievable Things - Tributo a Laura Palmer






































‘’Voltei de viagem dos EUA e resolvi finalmente tirar do papel algumas músicas que eu já tinha há algum tempo, o nome do disco é por conta de que nessa viagem fiquei assistindo Twin Peaks e me apeguei bastante com a série. E é isso, coisas inacreditáveis acontecem, comecem a acreditar. ’’

Álbum gravado em casa no mês de Agosto de 2016. 
Mixado e "Masterizado" por Tim. 
Guitarras e Vocais: Tim 
Baterias Eletrônicas feitas por Daniel F Branco Bezerra e Fernando Parreira. 

Download em mp3 AQUI 

sábado, 3 de setembro de 2016

Conheça: K.LNG DEE.D - Bonjour Galactic | Lezma Records






































K.LNG DEE.D é o novo lançamento da Lezma Records. Após 7 anos de lives em diversos formatos tendo como conceito fundamental o experimentalismo, permitindo que os arranjos fossem organizados através de um fluxo criativo sem gêneros pré-definidos a K.LNG DEE.D lança seu primeiro EP.

A banda faz parte do Coletivo Banho Maria de Santa Cruz do Sul, RS. e fez todas as etapas de gravação e produção desse trabalho. Ouça agora a estreia de K.LNG DEE.D, o Bonjour Galactic EP. As artes e ilustrações do EP foram feitas pelo artista gaúcho Marcos Coelho. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Casa Vazia - Helena

Foto: Tony Salga

Casa Vazia é uma banda que não faz nenhuma tentativa de esconder ou disfarçar sua linhagem. Através das quatro faixas de Helena, o trio sorocabano é rápido para estabelecer-se como discípulos cometidos do rock alternativo de LVL UP , do power pop de Adult Mom e  Roof Doctor,  o pop punk do Sports (não confunda com os franceses), pintura em traços largos do emo de Annabel e Girlpool para produzir um som que é partes iguais melancolia e nostalgia. Em outras palavras, é 90’s por meio de uma banda moderna.

Uma coisa a destacar é como orgânico todo o álbum soa. Há uma sensação de frouxidão e liberdade para a gravação, especialmente na forma como os instrumentos correm naturalmente. Ouvir o EP é como uma caminhada através de uma trilha de montanha, subindo e descendo, mas tomando cuidado para desviar da obviedade que acompanha certos álbuns.  Helena não é um registro particularmente longo, mas leva o seu tempo. Embora isso possa parecer entediante, às vezes, a paciência da banda lhes permite concretizar as suas ideias, mantendo a maioria das faixas interessante. Casa Vazia é uma banda jovem, sendo este o seu primeiro registro, por isso, com o risco de queimar a minha metáfora anterior, eu diria que o EP soa como uma incursão literal e emocional através das experiências que se sentem mais familiarizados todos os dias.

Uma das qualidades mais marcantes do álbum é a energia que possui. Cada nota parece estar no lado mais jovial de coisas, não importa qual seja a ocasião, que faz até mesmo canções sobre perda e rejeição parecerem felizes e despreocupadas.  É claro, isso também é em parte devido à escrita sólida e talento individual de cada músico para o seu instrumento e o estilo de música que estão construindo. Tudo parece fresco, resultando em um som bom, limpo que é tanto viciante e acessível.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

BUFALO - Pareidolia






































Minha primeira impressão com a faixa de abertura é excelente: a tecelagem do caos através da obscuridade na forma de arranques e passagens frenéticas. O álbum inteiro engolfa o ouvinte a sensação de frustração mental, que de alguma loucura você pode ter sido diagnosticado com que você deixe toda sua raiva, tristeza e medo para fora de seu corpo. A intensidade é carregada por toda parte e, quando se diminui o seu ritmo, não soa com força melódica. A atmosfera da guitarra frenética dança ao redor em dissonância independentemente do ritmo. Os vocais são tão penetrantes como a angustia do dia a dia, puxando um discurso critico, que sempre acertar o alvo nas costas de uma sociedade distópica. A bateria é um cenário coerente em um algoritmo impressionante e interessante.

Em ‘’Pareidolia’’, o Bufalo busca a fusão de suas emoções cruas e histórias cínicas para criar um disco que é por vezes demasiado honesto ​,no entanto, ainda cheio de esperança. O álbum é preenchido com as desventuras vividas e transmite a fusão dos obstáculos que é preciso para chegar a um ponto completamente coerente na vida. Se há uma coisa que a banda faz excepcionalmente bem, é como criar seu som de uma maneira que instigue os ouvintes a pensar sobre o que está ouvindo, enquanto incluindo variedade suficiente para permanecer relevante do início ao fim.