quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Nasceu TEMPERAR, o primeiro EP da Dom Pescoço via Bigorna Discos

Foto: Jaíne Lima
A banda Dom Pescoço é de São José dos Campos, interior de SP, nasceu em 2014 e em 2015 lançou diversos trabalhos na internet, sendo o mais importante o seu primeiro single e videoclipe 'Cuba Corazón'. Este foi um marco na carreira do grupo, oferecendo uma ótima visibilidade em sua estreia, como: tocar no programa Metrópolis da TV Cultura; na concorrida Semana Internacional de Música de SP; em diversas unidades do Sesc e Sesi SP; Virada Cultural; festivais vários; no Memorial da América Latina, entre outros.

No ultimo dia 08 de agosto, a banda lançou publicamente em suas redes sociais e canais de streaming o primeiro disco de estúdio, Temperar, título da segunda música do EP, num total de 05 faixas. Este nome tem como princípio traduzir e valorizar a pluralidade do som feito em toda trajetória da Dom Pescoço. Mistura tropical com psicodelia, pós-tropicália. Tropsicodelia

O lançamento tem a parceria com o selo BIGORNA DISCOS, referência no vale do Paraíba em descobrir e valorizar talentos artísticos.

Neste trabalho eles "temperam" melodia e letra em arranjos carregados de experimentações e junções rítmicas vindas de todo o canto. Novas visões de mundo. Tudo no intento de dar mais cor, mais vida, mais luz a um caminho já tão marcado como é o musical.

Na primeira faixa "Não Vou Mais", por exemplo, encontramos numa letra quase mântrica de um rapaz solitário um reggae raiz, envolto em variantes ora dubwise, ora dubstet até desaguar no clássico rockers

Na segunda "Temperar" um funk no estilo James Brown - do sertão - onde falam da Bahia, da importância de viajar o mundo e a si mesmos para que flores nasçam na caminhada da vida.

A terceira "Não Quem" trás num samba hardcore uma espécie de poesia "quase" concreta, onde brincam com a sonoridade dos fonemas passando uma mensagem de amor ou de sua entrega: a quem o protagonista conseguirá entregar seu amor? Toma uma flor, toma meu amor. Quem quer?

Na quarta canção "Tupinambáfrica" - quase um manguebeat - falam da população nativa brasileira, a indígena. Sabemos que é das populações mais marginalizadas pelo sistema elitista em vigor. Índios lutando desde sempre por seu direito à terra e à vida. Nada mais justo que fazer o indígena como protagonista de uma canção. Nesta ele junta-se à população negra tradicional fazendo festa. Que a vida seja uma, com justiça e pé em seus territórios livres da mão oligárquica elitista. 

Na quinta e última canção do EP trazem "Manhã", numa letra falando sobre o dia, o olhar, o sol, e dentro do arranjo mais trabalhado do álbum uma profunda reflexão subliminar: "somos, de alguma maneira, a forma como o Universo possibilitou ter consciência própria de si". Vivamos!

Faça download do EP AQUI

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