segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, Ao Vivo (2016)

Foto: José de Holanda

Algumas coisas são intemporais. Não importa como o passar dos anos e as mudanças do mundo em torno delas vão reafirma sua vitalidade original, afetado pela erosão do tempo. Coisas como o impedimento da Dilma, ou, neste caso específico, o som clássico do punk rock de meados de 90. Com isso é fácil, a orelha captura melodias, cobrando duros ritmos e determinação para usar esse mesmo riff de base de ‘’Wild Thing’’  em cada música, e atingido uma espécie de imortalidade musical e é esse tipo de questionamento que leva a mais um disco dos cearenses Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, Ao Vivo.

A primeira vez que me deparei com Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, eu tinha 26 anos. Naquela época, a música do grupo, predominantemente de seu autointitulado (incrível), estava explodindo com o tipo de energia que vem com a confusão jovem e necessidade de liberação / libertação. Era um som cativante, uma mistura de punk rock, new wave e subversivo, que teve na minha imaginação Sex Pistols bebendo cerveja com New York Dolls ou MC5 discutindo ideias niilistas com Stooges.

O cartão de visita da banda sempre foi uma mistura de tecnicidade prodigiosa e melodias bem cruas. Embora este registro ainda tenha generosas porções de ambos, como um todo, inclina-se muito mais para o punk de raiz, em relação a versões anteriores do grupo. Dito isto, Faixas inéditas como“Cheira Cola”  e Crocodilo” apresentam o mesmo vigor e uma multiplicidade de influencias e estilos. Embora a única novidade seja um ‘’ao vivo’’, o álbum cria alguns momentos memoráveis. 

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