terça-feira, 26 de julho de 2016

“Plantinha” aquece o lançamento do próximo disco da banda Catavento

Foto: Tuany Areze

O novo trabalho da banda gaúcha Catavento está sendo preparado. CHA será lançado oficialmente na web no início de agosto e, ao vivo, em show no dia 2 de setembro no Z Carniceria (São Paulo). Uma das faixas do disco, "City's Angels", já ganhou videoclipe e convida você a sobrevoar as ruínas de Caxias do Sul, cidade natal do grupo. Agora, mais uma faixa do novo trabalho está disponível para degustação: “Plantinha”.

A música conta a história de uma planta que Eduardo Panozzo, baixista da banda, tinha na sacada da sua casa e que morreu por falta de cuidado: “Essa música é dedicada às plantinhas tiradas da natureza pra viverem (e morrerem) em todas as janelas desse mundo afora. Também rola um paralelo entre a plantinha e os planos que a gente traça pra nós: como a gente às vezes abandona eles no meio do caminho por falta de cuidado ou preguiça até”.

A música foi originalmente composta em inglês e depois ganhou letra em português. ''É muito legal pensar que antes era ‘not in the nature’ e acabou virando ‘não é de boa’ na tradução livre”, conta Panozzo, que nessa música deixa o baixo de lado para cantar e tocar guitarra. Pra engrossar o caldo, Tagore Suassuna e Caramurú Baumgartner, da banda recifense Tagore, participaram da gravação.

“Estávamos eu e o Caramurú passando uns dias a mais em Caxias do Sul logo depois que a última tour terminou. Tínhamos várias tardes livres e numa dessas fomos à casa do Francisco Maffei, produtor responsável pela gravação da Catavento, pra tentar contribuir em algumas canções. Chegando lá foi tudo uma festa, celebramos muito e gravamos umas três músicas, dentre elas, ‘Plantinha’. Essa, em específico, nos chamou muita atenção pela escala melódica que eles usaram, com extensões bem harmônicas, diferentes do que estávamos acostumados a ouvir nos trabalhos anteriores”, relembra Tagore.

CHA

Sucessor de LYATR, esse novo trabalho também levou mais de dois anos pra nascer e tem criações de quatro integrantes da banda. Os arranjos também foram pensados coletivamente; muita experimentação e energia guiaram as gravações do álbum. “Os shows que rolaram desde o primeiro disco até agora nos fizeram sentir de perto como a troca e o momento coletivo podem ser muito intensos e transformadores. Talvez amanhã tudo mude, mas hoje essa é a nossa fé”, afirma Leo Lucena, vocalista e guitarrista da banda. 
































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