quinta-feira, 28 de julho de 2016

Dharma Samu - Oratório 3400 (2016)






































“Oratório 3400” é o 5° álbum do grupo instrumental Dharma Samu. O som do quarteto liderado pelo instrumentista, compositor e produtor Dharma Samu passa pelo jazz e pela experimentação com outros gêneros como o rock, o fusion, ritmos latinos e música moderna. O álbum lançado em julho traz seis composições autorais do grupo e tem como principal característica o uso de uma formação não tão usual, com bateria, baixo e diversos tipos de saxofones (além de flauta e clarone), deixando de lado instrumentos harmônicos como a guitarra e o piano. O resultado é um som onde a força e a melodia dos instrumentos de sopro se contrapõem ao ritmo hipnótico do baixo e da bateria bem marcada, criando temas poderosos e improvisos catárticos, alternando entre momentos singelos e apocalípticos. O flerte do jazz com o rock e com a música eletrônica é constante (o baixo quase loopado nos leva constantemente ao frenesi tribal da música eletrônica, mesmo sendo o mesmo o único instrumento eletrônico usado no disco), o que faz de Oratório 3400 o trabalho mais dançante e moderno do grupo.



DHARMA SAMU é o pseudônimo do músico, compositor e produtor Alex Cruz. Nascido nos subúrbios da violenta e esquecida zona leste de São Paulo, o músico superou a estatísticas e nadando contra a correnteza iniciou em 1998, com o grupo Flaming Salt, uma fértil carreira na área da música instrumental. Fundador dos grupos Lejonti Trio e Mama Gumbo, Dharma Samu vem trilhando de forma independente os caminhos tortuosos da nova música instrumental brasileira, tendo auto produzido cerca de 17 álbuns de diferentes gêneros nesses quase 20 anos de carreira. Estudou piano no Conservatório Vila Mariana e saxofone na Fundação das Artes de São Caetano e na Universidade FMU. Em 2010 inicia sua carreira solo com o disco ZEPPELINIANAS VOL 1, onde fez releituras instrumentais dançantes do grupo Led Zeppelin. Em 2012 lança BAILANDO COM SEÑORITA B, trilha sonora para um espetáculo de ballet moderno. Em 2014 sai BLACK PRINCESS – um EP com duas músicas e em 2015 o álbum CABEÇA DE TERRA. No mesmo ano sai o disco VIVO que traz o registro de uma apresentação como quarteto. Em 2016 lançam seu quinto e mais novo trabalho intitulado ORATÓRIO 3400. Sua formação atual e em apresentações ao vivo conta com Dharma Samu – sax tenor, soprano e barítono, Pedro Rocha – sax tenor, Douglas Carvalho – baixo e Pedro Leo – bateria.

Gentrificators lança novo single






























As duas canções são fruto da nova configuração da Gentrificators, que agora toca como banda completa. Ao lado de Marcelo B. Conter juntam-se André Araujo (baixo), Demétrio Rocha Pereira (guitarra), Guilherme Maschke (guitarra) e PH Lange (bateria).

Salted Crack Caramel segue a pegada do disco anterior, State:Province, ao unir melodias pop com as guitarreiras noventistas na voz inconfundível de Conter. O tema da canção, uma virada reflexiva sobre as sutis formas de opressão que povoam desde a configuração das cidades até nossas mais íntimas relações.


Já T5 descreve o cotidiano do usuário de transporte público porto-alegrense, onde a malha viária da cidade se abre como uma metáfora para as condições cada vez mais áridas de convívio social.

A Gentrificators promete o lançamento de seu álbum até o fim desse ano, com composições coletivas e, como era de se esperar, gravação totalmente caseira.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Odradek lança split com banda de post-rock singapurense Sphaeras


Após a trilogia de EP’s Homúnculo, o Odradek retoma as atividades com o lançamento de um split – álbum dividido por dois ou mais artistas – bem acompanhado dos singapurenses do Sphaeras, grupo que a banda conheceu pela internet em 2015, época em que os dois planejavam gravar um EP. “A gente conversava muito sobre música e, com ambos se preparando pra lançar material, a ideia de um disco colaborativo de duas bandas em lugares opostos do mundo soou muito boa. O baixista da Sphaeras, Axel Serik, mandava partes de bateria e baixo e eu gravava uma guitarra em cima e mandava de volta, então foi um processo bem lento”, conta Fabiano Benetton, guitarrista do Odradek. Ao vivo, eles mostram a potência de Sun Seeker em show de lançamento, dia 5 de agosto, no Z Carniceria (São Paulo). A noite, comandada pelo selo Freak, conta ainda com o apresentação do Raça, com seu recém lançado disco “Saboroso”, o segundo do grupo.

Já no título, “Sun Seeker” mostra a que veio ao mundo (o nome foi inspirado na arte que a ilustradora de Singapura Dawn Ang fez para a capa). Trabalhar as nuances sombrias, alternadas com o lado cômico da vida, é um dos prazeres do trio piracicabano. Em conjunto com Sphaeras, que também aposta no post-rock como motor, o split conta com três faixas de cada artista e mais duas criadas em parceria pelas bandas. Quebras de tempo, distorções e uma instrumentalidade visceral perpassam as músicas como um mar – ora calmo, ora revolto.

Triscaidecafobia contrasta versos hipnóticos com refrão melódico e final explosivo. É a primeira música feita com letras inteiramente em português e se baseia na obsessão do compositor austríaco Arnold Schoenberg pelo número treze. Orla é a música tradicional ao estilo da banda, frenética e com dissonâncias. Ambas tem poucos vocais e bastante abertura nos instrumentais, levando a ideias rítmicas e obscuras. Tétrico narra a história de uma jovem professora – mais especificamente, a avó do baterista Caio Gaeta – em sua experiência ao lecionar numa pequena vila rural, distante de qualquer cidade. Mais preenchida com vocais, a música deixa o macabro na letra, trazendo um instrumental mais objetivo do que o convencional.

As três faixas tiveram bateria gravada no estúdio Family Mob Studio durante a Converse Rubber Tracks – em São Paulo – por Jean Dolabella, Bruno Lafaza, André Sangiacomo e Estevam Romera. A gravação rendeu à banda um convite para abrir o primeiro show do Ego Kill Talent, projeto dos donos do estúdio e que foi inaugurado ali, no próprio espaço. Guitarra, baixo e vocais foram gravados no Casarão Music Studio em Piracicaba, onde também foi feita a mixagem e masterização por Franco Torrezan.

My Wish is Your Command sela a parceria entre Odradek e Sphaeras com experimentalismo e um toque extra de beleza. “Surgiu a ideia de chamar uma vocalista amiga dos integrantes da Sphaeras, a Weish, para cantar. Ela já tinha experiência em bandas de rock experimental como a sub:shaman e hoje canta em loops e toca synth na gif, que tem chamado atenção na cena alternativa asiática. Weish surpreendeu a todos nós na maneira que compôs com naturalidade em uma música tão torta, longa e dissonante como essa”, relata Fabiano, com um entusiasmo que só o caos é capaz de gerar na banda.

Sun Seeker, faixa que leva o nome do álbum, é completamente instrumental e combina a definição da banda de Singapura com a fritação brasileira. Uma história contada por timbres, pulso e altura das notas, que dispensa a necessidade de guia vocal para orientar o ouvinte. As músicas feitas em parceria foram gravadas nos dois países: bateria e guitarra no Brasil, baixo e vocal em Singapura.

Sobre Odradek:

Odradek é um trio de Piracicaba-SP formado por Caio Gaeta (bateria), Fabiano Benetton (guitarra) e Tomas Gil (baixo). Tem como referência os gêneros math-rock / pós-rock / punk / progressivo / experimental. Depois de viajar divulgando sua trilogia de EP's “Homúnculo”, eles lançam o split “Sun Seeker” em parceria com a banda de Singapura Sphaeras.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Taunting Glaciers lança a inédita "What Comes Tomorrow Comes Then"

Foto: Rodrigo Cedric

Depois do lançamento do álbum de estreia, “Threshold”, a banda de Blumenau Taunting Glaciers liberou em todas as plataformas digitais, a faixa inédita “What Comes Tomorrow Comes Then”.

A música foi gravada durante o projeto Converse Rubber Tracks por Jean Dolabella e David Menezes no Estúdio Family Mob e mixada e masterizada por Roberto de Lucena no Takeout Studio. “Coincidentemente foi a primeira vez que gravamos uma música da banda como banda”, conta o vocalista Roberto, que até então, além de compositor, era o responsável pela gravação de todos os instrumentos da Taunting Glaciers. “Foi uma experiência gratificante e inesperada. Com o convite do Converse Rubber Tracks, tivemos a oportunidade de gravar o single semi ao vivo e ter acesso a conhecimentos e equipamentos que fizeram uma diferença no processo ao qual estávamos acostumados e isso pode ser sentido no single, que parece mais solto e orgânico”, explica.

''What Comes Tomorrow Comes Then’ representa um momento único onde nossas vidas estão enlaçadas por um amor pleno que nos faz acreditar, independente dos planos, num futuro tão incrível quanto o dia de hoje'', conta o baixista Antonio Augusto. Já segundo Roberto, a canção fala sobre conseguir equilibrar a vida e “entender reciprocidade ao mesmo tempo em que se vive o altruísmo”.

O vocalista ainda explica que a nova faixa sinaliza o que virá nos próximos trabalhos do grupo. “Esse novo single já traz um pouco dos ares de mudança que a banda respira em nossa constante mutação”.

No próximo dia 14 de agosto, a Taunting Glaciers será responsável pela abertura do show dos americanos do Our Last Night em Curitiba.


























“Plantinha” aquece o lançamento do próximo disco da banda Catavento

Foto: Tuany Areze

O novo trabalho da banda gaúcha Catavento está sendo preparado. CHA será lançado oficialmente na web no início de agosto e, ao vivo, em show no dia 2 de setembro no Z Carniceria (São Paulo). Uma das faixas do disco, "City's Angels", já ganhou videoclipe e convida você a sobrevoar as ruínas de Caxias do Sul, cidade natal do grupo. Agora, mais uma faixa do novo trabalho está disponível para degustação: “Plantinha”.

A música conta a história de uma planta que Eduardo Panozzo, baixista da banda, tinha na sacada da sua casa e que morreu por falta de cuidado: “Essa música é dedicada às plantinhas tiradas da natureza pra viverem (e morrerem) em todas as janelas desse mundo afora. Também rola um paralelo entre a plantinha e os planos que a gente traça pra nós: como a gente às vezes abandona eles no meio do caminho por falta de cuidado ou preguiça até”.

A música foi originalmente composta em inglês e depois ganhou letra em português. ''É muito legal pensar que antes era ‘not in the nature’ e acabou virando ‘não é de boa’ na tradução livre”, conta Panozzo, que nessa música deixa o baixo de lado para cantar e tocar guitarra. Pra engrossar o caldo, Tagore Suassuna e Caramurú Baumgartner, da banda recifense Tagore, participaram da gravação.

“Estávamos eu e o Caramurú passando uns dias a mais em Caxias do Sul logo depois que a última tour terminou. Tínhamos várias tardes livres e numa dessas fomos à casa do Francisco Maffei, produtor responsável pela gravação da Catavento, pra tentar contribuir em algumas canções. Chegando lá foi tudo uma festa, celebramos muito e gravamos umas três músicas, dentre elas, ‘Plantinha’. Essa, em específico, nos chamou muita atenção pela escala melódica que eles usaram, com extensões bem harmônicas, diferentes do que estávamos acostumados a ouvir nos trabalhos anteriores”, relembra Tagore.

CHA

Sucessor de LYATR, esse novo trabalho também levou mais de dois anos pra nascer e tem criações de quatro integrantes da banda. Os arranjos também foram pensados coletivamente; muita experimentação e energia guiaram as gravações do álbum. “Os shows que rolaram desde o primeiro disco até agora nos fizeram sentir de perto como a troca e o momento coletivo podem ser muito intensos e transformadores. Talvez amanhã tudo mude, mas hoje essa é a nossa fé”, afirma Leo Lucena, vocalista e guitarrista da banda. 
































sexta-feira, 22 de julho de 2016

Transtorninho Records - Lançamento #15 - "Bear Fight - X-Mas City Boardwalk Riders"


Por Shilton Roque

''Seriam os anos 90 o novo hype? Parece que no eterno "Meia-noite em Paris" que a gente vive, descemos do carro na última década do século passado, a estética, os relógios Casio, os bigodes, camisetas com temas do verão californiano, até o grunge e o que chamamos de "real emo" parecem ter ganho espaço novamente. Mas dane-se essa epígrafe na introdução para falar do álbum de estréia da Bear Fight, que só faz sentido para quem não conhece o caminho até aqui.

X-Mas City Boardwalk Riders é tanto um retrato dessa estética anos 90 quanto o resultado da soma da vida de cada um dos garotos que compõem a banda. As seis músicas do disco passeiam entre o grunge e o hardcore, bebendo da origem das bandas que os influenciam. Nesse disco é possível encontrar Samiam, Garage Fuzz, Jawbreaker, mas também Kerouac, Bukowski e, para os iniciados em Natal, o cheiro da maresia da Praia do Meio, a lama de um sábado chuvoso na Ribeira, ou o sabor da meladinha de "Tem Coragem".

Inclusive é daí que se explica o título, algo extremamente local, mas que se refere a um sentimento que pode nos ligar a qualquer lugar do mundo, a tantos outros jovens como nós.

Mas o tempero desse disco não é nem a maresia, nem a panela velha, mas a forma com que esses rapazes produzem sua própria vida e sua banda, e consequentemente esse disco, com toda a essência do "Do it Yourself". Gravado entre o estúdio e o quarto de casa, porém mixado pela dupla correria que captou essa essência e a despejou na mix Danilo Sousa e Fernando Uehara, do Bullet Bane. Um disco natural, espontâneo, autobiográfico, necessariamente real, que faz a diferença hoje em dia.

Com toda certeza um dos álbuns mais sinceros de 2016, que já pode fazer fila às produções do seu naipe no Brasil como Betterman, Kill Moves, Please Come July, sem dever nada a ninguém e mesmo que devesse pouco se importando em pagar.''

Faça o download do disco AQUI 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

[LANÇAMENTO] Ouça o primeiro disco da Inner Kings(PE)


Formada no fim de 2013, a Inner Kings, ou IK - como preferir - se define como uma banda de rock and roll. O som é moderno e com uma pegada forte, resultado da enorme gama de influências. A ideia de formar a banda surgiu da cabeça de Jaime e Diogo, amigos de longa data e com um desejo em comum: fazer um rock sincero e de qualidade. Não demorou muito e logo apareceram Thiago e João para agregar e completar a banda.

Durante o ano de 2015, a banda participou de alguns eventos no Recife, tendo sido selecionada para participar do Mix Festival, competição realizada pela Rádio Mix, onde ficou em segundo lugar. A participação no festival abriu a porta para convites para shows de produtores independentes da cidade, circulando pelo cenário local ao lado de bandas novas. Em 2016, após meses de produção em casa, a IK concluiu a gravação do primeiro disco. Captado, mixado e masterizado pela própria banda, com o mínimo de equipamentos e a garra do Do It Yourself. "High" é o primeiro registro da banda, um álbum intenso e explosivo que remete a emergência do grunge e o peso do stoner rock. Em junho, a Inner Kings fará para shows de lançamento do High no Recife, em Maceió, Natal e João Pessoa.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Não Ao Futebol Moderno - Vida Que Segue (full album)


Escrever canções divertidas que graciosamente balançam de um lado para o outro. É como se a banda tivesse se perdido da música moderna. Lembra quando você comprou o seu primeiro disco e seu pai deu-lhe a sua coleção de discos dos anos 60? Lembre-se de ouvir esses registros e pensar que eles eram para pessoas de idade? Bem, depois de ouvir o primeiro álbum da Não Ao Futebol Moderno, você pode encontrar-se mais capazes de apreciar a coleção de discos do seu pai.

Então, é indie pós-moderno? Nostalgia do punk? Powerviolence Sinatra-core? Não, não é nenhum desses. É apenas Vida Que Segue. O que mais há de entender, certo? Bem, é uma questão de digressão, dissecção, e reflexão. Leva apenas 43 segundos para a banda deixar punhais melodramáticos em seus lábios enquanto se forma uma reminiscência de melancolia e nostalgia.

Liricamente, Vida Que Segue tem uma maneira de se conectar com o ouvinte em um nível extremamente pessoal. Talvez uma forma da banda expressar inseguranças particulares, navegar relacionamentos, e os desafios da vida em geral  de maneira inigualável. Eles sempre encontram uma maneira de dizer algo que é diretamente em paralelo com os meus próprios pensamentos e sentimentos, ou dá uma imagem tão clara que eu sinto que eu estou passando a mesma coisa. Não importa como as coisas acontecem, geralmente há um sentimento de positividade silenciado logo abaixo da superfície.

O disco traz uma suavidade refrescante, há algo incrivelmente interessante sobre a conexão que a banda cria para trazer este sentimento para fora em seus ouvintes e enche o ar com um curto e doce soneto remetendo às memórias de infância. Suas canções parecem ser perpetuamente presas na primeira queda de neve do inverno, onde a neve é ​​apenas algo caindo e tudo é bonito e sombrio. 

Stone House on Fire - [Neverending Cycle] (2016)



Influenciada pelos sons do deserto e pela lisergia sessentista, Stone House on Fire combina peso, riffs poderosos que alternam entre rápidos e psicodélicos e fuzz oitavado, que cria uma sonoridade ímpar e propícia para desruptar ouvidos, o que surpreende nas enérgicas e ousadas performances ao vivo, criando experiências imprevisíveis, explosivas e viajantes.



Lançado em Junho de 2016, o seu segundo full lenght "Neverending Cycle" foi gravado ao vivo e direto em fita no estúdio Jukebox em Volta Redonda. É um disco que gira no conceito cíclico de que o universo é um eterno retorno. O disco foi lançado em k7 pelo Cachalote Records e será prensado em LP.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Morte & Vida é o primeiro álbum de Paula Cavalciuk


































                            Capa de Morte & Vida (foto: Camila Fontenele | Arte: Daniel Bruson)


Morte & Vida é o novo trabalho da artista sorocabana Paula Cavalciuk. A obra é seu primeiro disco cheio e vem na sequência do EP Mapeia, lançado em 2015. Gravado no estúdio Minduca e mixado no El Rocha, ambos em São Paulo, Morte & Vida recebeu os cuidados de Gustavo Ruiz e Bruno Buarque na produção musical, responsáveis por lapidar as canções de um pop fresco e planetário.

Com Paula à frente das composições, letras e interpretação, o novo trabalho tem onze faixas ricas e atuais, inspiradas pelas idiossincrasias do cotidiano: uma pessoa que vai embora, a escassez do tempo, a superficialidade das relações virtuais, amores platônicos.

Morte & Vida mostra um vasto leque de gêneros, dos latinos tango (em “O Poderoso Café”) e guarânia paraguaia (em “Morte e Vida Uterina”, primeiro single lançado) à música africana e muito da brasileira de raiz. Essencialmente psicodélico, o álbum é um ato de experimentos, gravitando ora por um samba vagaroso e triste (“Sumiço”, com participação de Kiko Dinucci no violão) ora por um rock sessentista (“Jezebel”).

Uma passagem por pontos distintos, o disco busca sonoridade no carimbó (em “Pará”) e também nos ritmos jamaicanos (na balada “Don’t Wanna Let You Down”) - coisa de quem sabe que música e criatividade não combinam com fronteiras. Um pop radiofônico, como “Ruína”, ou um groove funkeado, como “Colecionador de Opiniões” (que tem participação da rapper Fernanda Teka), são alguns dos climas propostos por Morte & Vida, que chega até “Inefable”, de inspiração mexicana e dialeto inventado.

Guardando surpresa nos detalhes, o disco é moldado por arranjos originais feitos com sucata, synths, mellotron e instrumentações diversas. Os trabalhos vocais harmoniosos garantem à Paula versatilidade igual a outras grandes vozes da música popular.


























                                        Foto: Camila Fontenele | Arte: Daniel Bruson


Com estreia marcada nos palcos para 23 de julho, Morte & Vida anuncia a chegada de uma artista pronta para correr trecho sem perder o fôlego.

 Faça o download do disco AQUI

Ouça o primeiro EP da Mona


Após campanha de crowdfunding Mona e Outros Mares lança o seu primeiro EP, chamado Entre Espelhos. O trabalho possui quatro músicas onde Mona usa sua música e a performance como linguagens para dar forma a experiências abjetas, buscando desesperadamente um contato, uma dança, um oásis, uma sala de estar onde se possa viajar junto. Suas influências podem ser encontradas na música pop e eletrônica, indo de Skrillex a Björk.

O EP "Entre Espelhos" começou vontade, do sexo de um anjo caído, do artifício dos bebês ciborgues, da estranheza de alienígenas androides. Pelo pré, pelo pós e pelo não humano: o demasiado humano. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

[LANÇAMENTO] - Moldragon (Natural Drive)


Após lançar o primeiro single do seu novo EP, a banda Moldragon disponibiliza as quatro faixas do trabalho. O EP intitulado ‘’Natural Drive’’ foi todo captado e mixado pelo vocalista e compositor Daniel Rosemberg, com gravações na sala, cozinha, quarto e banheiro do seu apartamento em Porto Alegre. 

Os recursos flertam indiscriminadamente com gravações analógicas e digitais, amparadas na importância de uma música ser executada do início ao fim. Com trocas de instrumentos em meio às canções, tempos pouco usuais e uma anormal fidelidade ao método lo-fi, a banda acabou optando por utilizar apenas violões acústicos com distorções nas gravações, alcançando assim uma sonoridade lo-fi única que lembra Girlpool, Florist, Colleen Green e the mineral girls.

Formada em Porto Alegre em 2013, a Moldragon  é Daniel Rosemberg (guitarras /voz), Mádger Moreira Barte (bateria) – das bandas EX e Siléste - e Leandro Kern (baixo). 

Geração TrisTherezina lança plataforma com discografia de bandas piauienses


Produzindo arte de maneira colaborativa, a Geração TrisTherezina do Piauí disponibilizou no seu Bandcamp  toda a discografia musical das bandas que integram o coletivo cultural para download, desde CDs demo, EPs a discos cheios. Os trabalhos podem ser baixados gratuitamente ou com contribuição de qualquer valor, de zero ao infinito.

“Estudando alguns selos do Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados, vendo documentários sobre o modo como eles trabalham, concluímos que é melhor não estipular um preço e permitir que as pessoas que acompanham nossas bandas paguem pelo nosso trabalho o quanto elas acreditam que merecemos ou o quanto elas podem no momento, inclusive nada, se for o caso”, conta Heitor Matos, vocalista da banda Cianeto HC, que lançou no início do mês o EP Decair.

Formado por artistas visuais, músicos e escritores do Piauí, os integrantes da Geração TrisTherezina começam a ter seus trabalhos reconhecidos fora do Piauí e até do país. Joniel Santos lançou ano passado sua HQ autoral chamada Beeline no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) de Minas Gerais. 

Entre os lançamentos mais recentes está "Decair", o EP da Cianeto cuja sonoridade agrega ritmos como ska ao hardcore. O disco “Foda!”, de Valciãn Calixto foi lançado pelo Selo 180 Fonográfico do Rio Grande do Sul e legitima a mistura de ritmos como identidade desse coletivo piauiense. Recentemente o coletivo apoiou o lançamento do livro  “O Que Acontece Quando Não Estamos Olhando”, obra de ficção e literatura fantástica do historiador Agostinho Torres.

O trabalho da Geração TrisTherezina é apenas uma parte do todo cultural piauiense que dia após dia busca trabalhar de maneira organizada, conquistando a cada lançamento um raio maior de pessoas interessadas nessa produção artística e que com o lançamento do pretende viabilizar com melhor qualidade projetos futuros.

Entre os discos disponíveis para download, o público poderá baixar CDs das bandas Flores Radioativas, Orquestra Bimotor, Doce de Sal, Valciãn Calixto e Cianeto HC. O próximo lançamento aguardado do coletivo é o trabalho de estreia da banda Old School Kids. Para acompanhar nas redes sociais toda a produção da Geração TrisTherezina, basta seguir a fanpage do coletivo no facebook.

Confira os lançamentos do coletivo AQUI




[LANÇAMENTO] Concreto Morto - "Medo da Astrologia"


“Repetição”. Ritmo. Repetição. Passos maquínicos. Repetição insignificante. O som para. As engrenagens quebraram, ou só desencaixaram? De qualquer forma, o trabalhador surta, soca a máquina, se desespera e se dá conta de que precisa esperar a análise do especialista. Só lhe restam duas alternativas até o fim do expediente:

1) fazer o trabalho manualmente;  

2) aguardar entediado até que o especialista solucione o problema da máquina.

As situações são igualmente cansativas. O horóscopo dizia algo sobre ter um dia ruim mesmo. O fim do expediente chega, e, junto a ele, o tédio. O céu de Curitiba é como uma passagem de Neuromancer. é cinza, como a cor de uma TV fora de sintonia. A cor do tédio faz com que o trabalhador busque alternativas; vive coisas proibidas pela lei, grita, bebe, vive algo proibido pela moral, se espanca, sente culpa por ser de um signo que ninguém quer ser.

Os velhos, que já atingiram os 25 anos, não produzem mais nada além de festas que incitam passos parecidos com os da máquina que quebrara em algum momento entre as 13:45 e as 18:00, pois também estão quebrados. Com as mãos sujas de fuligem, graxa ou algo do gênero, percebem que as mudanças jamais aconteceriam graças a pessoas que possuem as mãos limpas, mas ainda assim, nada podem fazer, pois tudo é sobre o cansaço, o esgotamento, a inanição. A frustração por não poder fazer algo é maior em um mundo que nos diz que podemos tudo.

O trabalhador grita, o narrador ouve, mas não sente, a mensagem é vazia, repetida, esquecida, ignorada, a mensagem contém códigos, mas tanto faz, ninguém ouve além do narrador. O trabalhador não ouve o narrador, mas o sente o tempo todo. O texto acaba nada mudou. Repetição insignificante. “O narrador e o trabalhador desaparecem.”

A Concreto Morto foi formado em Curitiba por Yuri, Vinicius, Daniel e Felipe. Mais tarde, Michael passou a fazer parte do grupo. As referências são bandas do fim dos anos 90 e início dos anos 2000, como Orchid, Converge. “Medo da Astrologia”, o segundo álbum da banda, é como um mau presságio previsto pela astrologia, e o medo dele realizar-se.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Transtorninho Records - Lançamento #14 - "Máquinas - Lado Turvo, Lugares Inquietos"


"Uma atmosfera distante se ouve junto a outros ruídos e experimentações. Instrumentações borradas se misturam e vão se acumulando até o primeiro sinal de bateria, onde tudo se torna mais claro. “Quarto Mudo”, a faixa de abertura (e, curiosamente, a única com refrão) de ‘Lado Turvo, Lugares Inquietos’, ajuda a entender o nome do disco e dá um vestígio do que pode se esperar pelos próximos 50 minutos, divididos em 6 faixas.

''Mal-agradecido'' segue com notas de baixo pontuais, ora dissonantes, erguidas por uma batida desordenada e um som de guitarra ruidoso e agudo, traduzindo o sentimento de angústia de um narrador que tem “saudades da miséria” e reforçando a escolha da banda por letras mais cruas e impactantes. Temáticas oníricas e sobre devaneios então sempre presentes nas letras deste disco.

“Zolpidem”, terceira faixa do disco que faz clara referência ao uso de hipnóticos para sono. As primeiras notas de guitarra de introdução desta faixa são objetivas, bem características, e refletem as influências de algumas das bandas de rock da vertente mais introspectivas que surgiram no fim da década de 80 e início da de 90. As dinâmicas neste disco mudam o tempo todo, passando por momentos de calmaria para explosões de massa sonora clipadas, como se fossem aqueles segundos que antecedem a tempestade. Lugares inquietos são também lugares de desconforto e ansiedade.

“Contramão” é a faixa mais breve do disco, e nela, as guitarras dão um tom distante. Um protagonista arrependido e desiludido, culminando em um final chuvoso, com clima de filme ‘noir’. As influências neste álbum fogem do que se espera de um álbum tradicional de rock. Traços do Jazz e do Dub também são contemplados, e em “Drive By”, a faixa mais longa do disco, abraça com ainda mais força essas transições da dinâmica sonora.

A última faixa do disco, “Heitor”, dá uma ideia de um caminho que a Maquinas pretende seguir nas próximas composições. Tempos quebrados, arranjos minimalistas e desconstruídos e (mais ainda) experimentações e improvisações. “Lado Turvo, Lugares Inquietos” pode ser visto por muitas pessoas como um álbum carregado, sombrio e até deprimente, mas defini-lo assim seria insuficiente. Se trata de superar ansiedades e estar disposto a enfrentar e espantar nossos sentimentos negativos."

Sobre a banda:

Maquinas é uma banda de Fortaleza formada em 2013 por Allan Dias (baixo/voz) e Roberto Borges (guitarra/voz). Junto com o guitarrista Eric Catunda e Tomás Dahas, a banda lançou o primeiro EP homônimo em 2014, ganhando notoriedade pela cidade e pelo país. Em 2015, o grupo se renovou, com a entrada do guitarrista/vocalista Samuel Carvalho e do baterista Ricardo Guilherme Lins, formação esta que se consolida com o lançamento do álbum Lado Turvo, Lugares Inquietos, debut da banda lançado pela Bichano Records (Rio de Janeiro) e pela Transtorninho Records (Pernambuco).

A sonoridade do maquinas é difícil de nomear apenas com um gênero musical. Fruto da criação em conjunto de músicos cujas influências passam por diversos estilos que vão do shoegaze, o noise-rock, o jazz, o emo, o experimental, sem criar delimitações ou fronteiras, o maquinas canta sobre a modernidade indiferente, os sentimentos reprimidos, a nostalgia e os sonhos de noites pesadas. O primeiro EP com sua roupagem mais dream rock deu lugar a um maquinas mais “climático” com os lançamentos dos singles zolpidem e mal-agradecido, ambos lançados pelo selo carioca Bichano Records, seguindo por um caminho próprio de experiências musicais e identidade.

Com apostas na resistência do rock, "Carteiro" é o 1° álbum da banda Edifício Garagem






































Edifício Garagem é o encontro entre músicos desconhecidos que decidiram experimentar um rock lo-fi pulsante, sujo e mínimo com pequenas crônicas e poesias que fazem recortes e críticas à sociedade contemporânea. O grupo é formado pelo quarteto imaginário e transnacional da mineira Cinara no baixo, do paulista Leone na bateria, do cearense Pepe nas guitarras e do paraibano Toni nos vocais. O conceito, as músicas e a produção musical são do artista multifacetado TucA. Tudo produzido e gravado intensamente no estúdio caseiro do Colégio Invisível.

"Carteiro" é o álbum de estreia da banda paulista. As canções foram criadas e organizadas como pequenas cartas sobre amor e política. As letras surgiram da inquietação com a crescente onda de ódio e de intolerância que se alastrou pelo mundo. Tudo muito visível quando falamos principalmente das redes sociais, da Internet e de atitudes extremistas que se manifestaram publicamente também no mundo real: ressurgimento de ideologias e seitas reacionárias e violentas; religiões que perseguem implacavelmente outras; atos de preconceito e agressões a grupos étnicos, aos pobres, às mulheres, aos gays, lésbicas, transexuais e transgêneros. Um rancor que só gera violência e ignorância. Estamos na era do vapor. O dinheiro é a nova igreja. Os fiéis seguem seus milagreiros econômicos e suas promessas publicitárias. Um retrocesso inimaginável para a humanidade. Especificamente no Brasil esta situação é gritante. Os ânimos da população brasileira se exacerbaram com os últimos acontecimentos políticos do país, que se dividiu praticamente em dois polos extremos. Por isso há presença constante da urgência no álbum.  A urgência da poesia, da resistência e do rock brasileiro. Somos um grupo de músicos e indivíduos que rejeitamos qualquer tipo de discriminação, de violência e de exclusão. Retrocesso jamais.
Ouça e faça o download AQUI

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Um single e clipe feitos no isolamento do Alasca


Fruto do isolamento e do cotidiano em uma inóspita ilha no sul do Alasca (EUA), o projeto Soundlights – cujo nome faz alusão ao fenômeno da aurora boreal -, lança agora seu primeiro clipe, “Dimensões”. O vídeo e a música buscam expressar as místicas paisagens dos fiordes através de guitarras estridentes aliadas a vozes flutuantes e sintetizadores. O projeto surgiu de uma experiência vivenciada quase que por acidente, na qual Arthur Valandro (compositor) acabou indo parar em um vilarejo com apenas 48 habitantes do outro lado do mundo, voltando, com histórias que beiram a psicodelia e desafiam a realidade. 

O projeto tem seu início datado em 2013 e passou a ganhar corpo em 2015 com o single “Escuramente” (composto e gravado por Arthur Valandro com Nychollas Cardozo na bateria). Em 2016 passou a ganhar a contribuição de André Garbini (bateria, sintetizadores), Bernard Simon (mixagem, masterização e sintetizadores), Juliano Lacerda (sintetizadores), Gabriel Burin (sintetizadores) e Rodrigo Messias (mixagem, masterização), sendo gravado por Arthur Valandro em seu home studio e mixado, masterizado na Casinha, em Porto Alegre.

Eva´s Silo - "Primeiro Vacilo"



Com influências de shoegaze, claro, mas não apenas os clássicos leia-se MBV, Slowdive, etc, mas também com referências e conexões aos atuais 93MMFTS e Deafcult e incluindo no contexto a nova geração do shoegaze nacional como, Gorduratrans, JNKTR, Loomer, Céus de Abril sem esquecer logicamente do predileto The Cigarettes. Diretamente de Brasília, o trio (Bruno Moreira, Gilberto Rodrigues e Mateus Yoshinari) se trancou literalmente sob a aura gazer e assim nasceu a Eva´s Silo

Mesclando ambiências, proporcionada pela injeção de litros de reverb nas veias, resultando na experiência única de ouvir/sentir através dos sons e proporcionar alucinações em viajar e voar apenas fechando os olhos. 

A gravação? Bem, os produtores dos estúdios poderiam e ficaram malucos, "Mais reverb na voz?, - "Vocês estão doidos". Afinal, isto é shoegaze, e cantado em português, como assim? 


O resultado não poderia ser diferente, o nascimento do "Primeiro Vacilo" de muitos. "Primeiro Vacilo" o EP, um híbrido, com duas músicas trazendo bastante distorção e as outras, digamos mais clean. As letras, são as mais verdadeiras possíveis, pois ditam exatamente como nós nos sentimos. 


sexta-feira, 8 de julho de 2016

El Toro Fuerte - Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo - 2016






































El Toro Fuerte é a junção dos gritos íntimos de Diego, João e Gabriel. O grupo é um dos expoentes de uma geração mineira que, seguindo nomes como Lupe de Lupe, Jonathan Tadeu e Fábio de Carvalho, busca, aos tropeços, definir novos caminhos do torto cenário independente belo-horizontino.

Depois de inúmeras reformulações, despedidas e reencontros, a banda lança o primeiro disco cheio, um trabalho entre o emo, o noise, o math e a mpb, que pinta justamente os fantasmas, mudanças e dores que mantiveram os três mineiros acordados durante os conturbados dois anos de preparação do álbum, lançado pela Bichano Records.

"Um Tempo Lindo Pra Estar Vivo", o disco, é uma torrente quase adolescente de emoções: entre o não pertencimento, a depressão e o ímpeto de se reerguer, o disco tem gosto da madrugada no centro de Belo Horizonte, de subidas solitárias na João Pinheiro e do asfalto quente do Santa Mônica. 

Entre explosões e silêncios, o álbum é mais que um retrato da Belo Horizonte que inspira a El Toro Fuerte; é também um manifesto e uma defesa da insistência e do eterno esforço para acreditar e fazer com que cada tempo seja memorável.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Baixe e ouça “Foda!”, a estreia Axé Punk de Valciãn Calixto


O cantor e compositor piauiense, Valciãn Calixto, lançou seu primeiro disco solo, intitulado Foda!, Com dez faixas de poesia lamurienta e imbricações rítmicas, aliando a agressividade do rock com formas melodiosas do axé e swingueira numa denominação cunhada pelo próprio artista de “Axé Punk”, variante do Afropunk.

Com o debut, o músico visita o Experimental, a Marcha-Rancho, o Space Rock, a Jovem Guarda e faz uso do Spoken Word para dar vazão às suas lamúrias. O disco conta com participações de integrantes da Geração TrisTherezina (coletivo de Artistas Visuais, Escritores e Músicos do Piauí) e foi gravado no ATM Estúdio, tendo sido mixado por Arthur Raulino. Quem assume as baquetas é Marciano Calixto, irmão de Valciãn, que gravou todos os instrumentos de harmonia como baixo, guitarras, sintetizadores, teclados e violão.

Tal qual o livro de poesias Reminiscências do caseiro Genival, lançado pelo artista em 2015, o disco aborda temas como suicídio, assédio, abuso de autoridade, loucura, assuntos que ora são tabus, ora são tristes estatísticas em uma cidade como Teresina que sofre o paradoxo do desenvolvimento urbano versus o provincianismo moral em todas as camadas sociais.

As gravações para o álbum tiveram início ainda em setembro de 2015 e foram finalizadas em fevereiro deste ano. A palavra “foda”, que dá nome ao disco ganha, entre outros, valores positivos e negativos com esse lançamento, tendo em vista as dificuldades para se produzir e lançar, fazer a música circular, criar público bem como a superação de todos esses e outros limites, artísticos ou estruturais, realizando aquilo que se acredita sem fazer concessões que comprometam a qualidade da obra. Isso fica claro citando versos de uma das faixas do próprio disco de Valciãn, onde o músico canta como numa espécie de mantra a frase “nunca entregar os pontos”.

Em síntese, o título do disco resume toda a evolução e batalha de um compositor piauiense para colocar sua música no cenário musical independente do Brasil, de alguém que cresceu em meio a um abismo cultural sem medida em Teresina no Piauí e que do fundo do abismo ensaia um salto com esse disco.

Foda! ganha lançamento em cerca de 30 plataformas digitais pelo 180 Selo Fonográfico, incluindo todas principais lojas online e serviços de streaming, como iTunes, SpotifyDeezerGoogle PlayTidal,Amazon, entre outros. O disco também está disponível para download grátis no site oficial do artista e no bandcamp.



Nāda lança vídeo de gravação ao vivo

Foto: Diogo Carvalho 
Nāda é um projeto autoral do músico Rafael Inácio. Resultado de seu processo livre de estudos, pesquisa e composição, o trabalho absorve influências da música caipira, folk e rock, a partir da viola de 10 cordas.

Em 2015 lançou “O Que Você Vem Procurando”, uma compilação com cinco faixas instrumentais que se apresentam em duas versões. A versão original, executada somente na viola dinâmica de 10 cordas, e uma versão adicional, que propõe uma nova composição a partir da intervenção de músicos convidados.

Para dar mais singularidade ao projeto, as apresentações ao vivo têm contado com uma banda de apoio formada por músicos e produtores experientes e atuantes no cenário do rock na região sul fluminense, são eles: André Leal (Stone House on Fire / Buzz Driver) na bateria, Júlio Victor (Sasha Grey asWife / Eu, Você e a Manga) no baixo, Kleber Mariano (Stone House on Fire) na guitarra e Maylson Pereira (Eu, Você e a Manga) nos teclados. Com uma gama variada de influências oriundas da particularidade de cada integrante, o show do Nāda apresenta uma roupagem ousada que transita tranquilamente da música caipira raiz à psicodelia, do indie ao pós-rock, de Tom Zé a Fugazi.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

fiRULA - fRAUDINHA {prop recs 021) out now via THUMP






































fIRULA é um projeto de música instrumental/experimental/eletrônico de formação livre de Goiânia, Goiás. O projeto nasceu da busca de se conectar diferentes experiências e influências musicais e artísticas, em momentos e ambientes diversos. Funcionando como um coletivo de ideias trabalhando de forma colaborativa, o fIRULA combina a produção de sons, artes, vídeos e fotografias de forma livre e experimental. 

No maior estilo Taking Drugs to Make Music to Take Drugs To, o disco proporciona uma viagem sinestésica, mas com um certo pé no chão e ligação inevitável com a realidade; graças aos instrumentais, muitas vezes crus, singelos e pontuais, e pelas ambientações sonoras da cidade e do campo presentes no disco. Não é todo dia que a gente se depara com tamanha despretensiosidade criativa e precisão técnica. Escute fRALDINHA, que saiu pela Propósito Records.

gorduratrans lança vídeo para a faixa "vcnvqnd"


A gorduratrans lançou o clipe de “vcnvqnd”, faixa de seu disco de estreia, “repertório infindável de dolorosas piadas”, lançado em setembro de 2015 pela Bichano Records.

Filmado durante a turnê da banda e do selo pelo Nordeste, o clipe foi dirigido por Jônatas Carvalho, baterista dos grupos Talude, Ruído de Máquina e vela, que também organiza o Transtorno Fest, em Natal, e a Transtorno Filmes, produtora pela qual o vídeo saiu.

Com imagens feitas por ele mesmo e por Hannah Carvalho, responsável pelo projeto fotográfico Bands on Frame, o registro acompanha parte da viagem do duo carioca pela região, mais especificamente Natal, Recife, Fortaleza e Santa Cruz do Capibaribe. Além dessas cidades, a turnê também passou por Maceió e Campina Grande. 

CATAVENTO VAI TE LEVAR PARA VOAR NO CLIPE DE CITY’S ANGELS

 Foto: Tuany Areze

Depois de ver o clipe, você provavelmente deve estar com vontade de jogar tudo pro alto, vestir uma roupa azul-amarela e ir dançar nas ruínas de Caxias do Sul como se não houvesse amanhã. O vídeo traz essa atmosfera livre e despretensiosa, como uma alucinação no meio da cidade, um oásis de amigos-anjos capazes de transcender a falta de cor do dia-a-dia. Essa é cara e coração dos caxienses do Catavento. “A música é sobre esse pessoal meio alienígena que ajuda a salvar a população do medo de ser quem se é. Apresentar essa música com um clipe caiu como uma luva, pois era a oportunidade de ilustrar, com um ar de fantasia, a cara dos anjos”, complementa Leo.

O cenário escolhido pra gravação foi o antigo Moinho Boca da Serra em Vila Seca, Caxias do Sul, que sofreu um incêndio em 2014. O prédio, construído entre 1920 e 1930, é patrimônio histórico tombado do município. Sobre ele, Leo conta: “A locação traz uma estética pós-apocalíptica. Pilhamos em fortalecer esse link porque essa coisa de compartilhar o corre, viver em bando, na simplicidade, é o que falta pra transformar a cidade, o mundo. Esses são os anjos da cidade. Todo mundo tem um dentro de si, maluco pra sair contaminando geral".

Mas calma aí que City’s Angels é só o primeiro single de “CHA”, álbum que será lançado em agosto. Sucessor de LYATR, esse novo trabalho também levou mais de dois anos pra nascer e tem criações de quatro integrantes da banda. Os arranjos também foram pensados coletivamente; muita experimentação e energia guiaram as gravações do álbum. “Os shows que rolaram desde o primeiro disco até agora nos fizeram sentir de perto como a troca e o momento coletivo podem ser muito intensos e transformadores. Talvez amanhã tudo mude, mas hoje essa é a nossa fé”. O chá está quase pronto para ser servido e todos os seus amigos estão na sala de estar. Prepare-se para pegar um tapete e sobrevoar as ruínas da cidade.

Catavento - neo-hippismo gaúcho:
Nascidos na fria e industrial Caxias do Sul, na serra gaúcha, seus integrantes começaram a criar, no ano de 2012 uma espécie de fusão entre a psicodelia melódica e reverberante, com as distorções sujas e barulhentas vindas do garage e do noise rock - “...quase como um filhote de Os Mutantes com Sonic Youth” - como escreve Pedro Antunes pro jornal Estadão de São Paulo. Em janeiro de 2014 o grupo soltou na rede o resultado dessas experimentações: o álbum “Lost Youth AgainstThe Rush”, primeiro full album do selo independente Honey Bomb Records, produzido por Francisco Maffei, em seu home studio. O disco rendeu à banda menções em listas de melhores álbuns do ano, firmando seu nome entre as bandas da nova cena psicodélica brasileira. O grupo se apresentou em importantes festivais independentes, como Bananada (GO), Vaca Amarela (GO), Morrostock (RS) e Fora da Forma (PR). Atualmente, está em processo de finalização de seu segundo disco, intitulado "CHA", que será lançado em vinil em agosto de 2016.