quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pratagy estreia seu disco "Pictures" pela Lixo Records


Depois de gravar o primeiro álbum com sua banda Zeromou, o paraense Leonardo Pratagy entrou na tarefa nada fácil de colocar para fora, pela primeira vez, seus sentimentos em relação ao amor, à música e à vida. Impulsionado por questões de relacionamento, Pratagy criou músicas sinceras sem medo de se expor, nas quais mistura a música pop influências musical de sua infância com trechos de jazz, reggae e dream pop — todo o arsenal do inconsciente de uma vida musical.

"Pictures" conta com sete músicas, em inglês e em português, de sua autoria. Foram compostas e gravadas no seu próprio quarto, com a co-produção de Lucas Estrela e Diego Fadul. Pratagy bebe da fonte mágica de artistas como Phoenix, Whitest Boy Alive, Toro y Moi e Air. O lançamento é pelo selo lo-fi Lixo Records, responsável por lançamentos também de Neiva e Semente de Maçã.

O mundo é um lugar bonito, você estragou tudo atirando nas estrelas






































MÓNÓ é uma expressão cunhada coletivamente pelos integrantes das bandas BLUES DRIVE MONSTER, Chabad, Hollowood, Vapor e We Are Piano, cujo significado busca expressar o entrelaçamento de ideias, anseios e experiências de cada um dos envolvidos, proporcionando algo que tivesse um pouco de cada um e simultaneamente representasse todos.

Esbarrando-se com frequência nos mais diversos espaços voltados à música autoral no underground paulista, notaram que havia mais semelhanças entre eles do que as suas propostas musicais poderiam denunciar. Esta constatação, somada a uma empatia que já existia entre as bandas, resultou no desejo de trabalharem juntos, o que desencadeou a produção de um split, o MÓNÓ.

Cada banda contribuiu com três canções inéditas que traduzem o melhor de um determinado momento de cada uma delas. Os grupos compartilharam estúdios, custos, informações, complicações, soluções, conceitos sobre música e expressão artística até finalmente atingirem seu objetivo.

MÓNÓ ganha à luz do dia exibindo face, cores, sons e linguagens próprias, expressando os sonhos, as verdades e as esperanças de cada pessoa envolvida em sua criação. Sem pretensão alguma, é a materialização de uma forma de ver a vida, através dos acordes, ritmos, palavras, gritos e melodias de uma pequena parcela da sua geração.

As bandas apresentam reflexos específicos dos momentos em que vivemos: complexidade, confusão, frieza, agitação, sentimento, medo, esperança, ódio e amor - mó nó. Cada música a seu modo.

O conceito do disco é confuso, porém também é específico, trata-se de iniciar sua própria vida nesse mundo cão, as celebrações e angústias de fases importantes. Passando por pensamentos de cabeceira, reflexões no busão, discussões, sensações de alegria, pertencimento, não pertencimento, dores, egoísmos e paixões, o disco possibilita a imersão na vida do jovem sonhador, não só de São Paulo, mas do mundo inteiro, que se depara com um mundo onde todos fazem aquilo que não querem. 

Apesar dos diferentes estilos abordados em seus temas, cada banda cumpre seu papel naquilo que se propôs a encarnar e ajudar a construir nesse projeto que vem sendo planejado desde 2012. Aqui tudo foi construído coletivamente entre os membros da banda e seus parceiros. 

Após muita pesquisa, o disco foi gravado por entre os estúdios Kalundu (Tiago Babalu) e Subway (Anderson Lima e Hugo Costa), priorizando nossas identidades até então. O disco é um prato cheio pra quem curte música alternativa brasileira, pois transita em diversos estilos que rolam por aí nos mais sombrios covis e fones de ouvido. Rock, garage rock, punk, pós-punk, hardcore, pós-hardcore, grunge, emo, pós-rock, psicodelia, música progressiva, música tradicional brasileira, música experimental, música avant-garde e música pop são alguns dos universos decifráveis da obra. 

Tudo somado, este split é um desdobramento notável. Ele detalha duas extremidades muito distintas do aspecto alternativo, e faz isso perfeitamente. Eu recomendo que você confira essas 5 bandas.

Faca o download com encarte completo, letras, agradecimentos e artes bônus AQUI

Water Rats faz pocket show visceral no HBB Live Sessions


A banda curitibana Water Rats visitou o escritório da Hearts Bleed Blue (HBB) e apresentou versões ao vivo de três músicas de seu primeiro álbum, “Ugly By Nature”. “Muito legal poder tocar dentro da nossa gravadora e ao lado do estoque da mesma, parece um show no quarto de casa, super intimista”, conta o guitarrista Alexandre Capilé.

A banda tinha acabado de voltar de uma turnê quando gravou o “HBB Live Sessions” e, segundo Capilé, “estava quente”. A apresentação conta com André Déa na bateria, substituto do Renê Bernuncia na época. As faixas escolhidas para o registro ao vivo foram “Butterfly”, “Forever Vacation” e “Dope”, todas do disco de estreia.

Recentemente o Water Rats lançou o EP "Hellway To High" em três cores diferentes de vinil dez polegadas, pela HBB e Laja Records em parceria com a Placenta Records. O disco de seis faixas foi gravado e mixado em apenas quatro horas em Seatle por Bryan Pugh e Jack Endino, que já trabalhou com nomes como Nirvana, Soundgarden e Mudhoney, durante o projeto Converse Rubber Tracks.

Acabamos de voltar da tour de lançamento do nosso novo EP na Europa e agora estamos começando os shows dele pelo Brasil, temos planos de ir pra América Latina no segundo semestre. A banda está num ótimo momento, viajando bastante, conhecendo novas cidades e países, fazendo um show mais coeso e cada vez mais encontrando nossa personalidade”, acrescenta Capilé.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Alberi - ''Clausura'' produz um som que é partes iguais melancolia e nostalgia


Há um dicionário de possibilidades para escrever sobre este álbum: a escolha do êxtase de palavras e melodia, o humor ambíguo, a forma como cada nota define-se poeticamente dentro de si mesma. Isso muito se deve ao preciosismo lírico, no entanto: ALBERI não está apenas satisfazendo a cabeça de jovens indefesos expondo os seus pontos fracos para descansar, mas eles também estão se provando como uma banda capaz de deixar uma marca dentro de seus sentidos mais fortes. 

Clausura é um álbum mais maduro. As linhas de guitarra e bateria, especialmente, estão muito mais descontraídas do que frenéticas, embora a energia nunca falte. Ele soa triste em determinados momentos com um talento especial para tirar melodias que lembram Cold War Kids , ou American Football  e levá-los para as alturas do indie banger-dom a la Algernon Cadwallader, LVL UP, Pity Sex e Ovlov  . É uma fórmula forte, e uma que é visível em todas as quatro músicas do registro.

Apesar de ter posto para fora uma grande EP de estreia, a banda tem espaço para crescer cada vez mais. Muitas de suas melodias vocais ecoam nas linhas de guitarra, um truque que nem sei se fazem propositalmente. E, como mencionado anteriormente, todas as músicas seguem um padrão bastante semelhante, algo que não iria voar alto em um registro full-length, ou mesmo outro EP.

terça-feira, 28 de junho de 2016

LANÇAMENTO: Bad Rec Project - The Dirty Smoke Years


O Caíque é uma das pessoas mais envolvidas com música rock que Maceió (AL) já teve a chance de ter. Entre as bandas que ele fez/faz parte estão a Baztian, Dad Fucked and the Mad Skunks, Ximbra e o Jorg que é o projeto dele que deve sair com pelo menos um disco cheio ainda esse ano. O Bad Rec Project é um projeto em que ele resolve gravar por conta própria e com recursos caseiros, lá em 2010 ele lançou um disco cheio pelo selo alagoano Popfuzz Records e foi uma das coisas mais importantes do mundo pra gente na época. Porque o foda disso tudo é que mesmo que você nunca tenha sacado nada que o Caique gravou antes, mesmo que lo-fi não seja seu lance, o Bad Rec Project soa como uma quarta feira no paulista ouvindo grunge noventeira calça larga num fiesta todo fodido procurando o que fazer. 

The Dirty Smoke Years é o segundo álbum da Bad Rec Project, tem cover de Guided by Voices, tem violão, tem guitarra, tem sintetizador, tem cover da Cross the Breeze que acabou antes de alguém ouvir falar dela, tem grito, tem choro e tem saudades pra caralho de um monte de coisa que poderia ter sido. Vocês sempre foram amigos sendo que às vezes a gente fica bem confuso mesmo e perde a noção das coisas. Esse é o 15º lançamento da Transtorninho  e está sendo realizado em parceria com o selo carioca Transfusão Noise Records.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Salvage lança EP de estreia pela Bichano Records



































Salvage é um quarteto do Rio de Janeiro formado por Marcel Motta (bateria), Herbert Santana (guitarra), Victor Cardoso (guitarra) e Ingo Lyrio (baixo), que tem como referência os gêneros math-rock e post-rock, com influências de bandas como Toe, Pele, Linda Martini e Don Caballero. O primeiro EP, "MΔE", foi lançado já faz um certo tempo pela Bichano Records e é composto por intro + três faixas.

Todas as faixas, gravadas em novembro de 2014, foram captadas por Ingo Lyrio, baixista da banda, e editadas por Marcel Motta, baterista. As mixagens de "Pele" e "ganhardepoisperder" foram feitas por Pedro Garcia, baterista do Planet Hemp, e as de "Voz Forte" por Fabio Campos. Quem assina a arte do EP é Henrique Vital. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Em Busca da Paz - A Psicodelia Pueril do Semente de Maçã (Homônimo)





































Quem ouve alguma das músicas do Sementes de Maçã, tem a impressão de que a banda é constituída por integrantes experientes que já tem noção de onde vem e onde querem chegar devido o cuidado com a produção de timbres, melodias e harmonias vocais. As surpresas  acontecem quando se descobre que a banda, na verdade, é: 1° constituída por uma pessoa! 2º de 21 anos!!! 3º no norte do país!!!

Semente de Maçã é o projeto de José Moreira, jovem de Belém, no Pará, que define seu som como Psychedelic Rock, Jazz Fusion, Psychedelic Pop, Dream Pop, e começou a tocar e gravar seus sons já aos 18 anos em seu quarto. Vindo de uma família que trabalhava no ramo, tocando em festas, seu gosto e influências nítidas se dão desde a música pop como Michael Jackson, Destiny's Child, Commodores e Bee Gees, ao rock clássico dos Beatles, Led Zeppelin e bandas recentes como Tame Impala e King Gizzard & The Lizard Wizard.





























José, como músico auto didata tem no Ableton Live um dos seus principais instrumentos musicais desde a primeira etapa de composição. E “Em Busca de Paz” é o perfeito exemplo disso, em seus cortes, colagens e ambientação etérea que leva o ouvinte inúmeros lugares.

Composto, produzido, e mixado por ele o disco completo “Semente de Maçã” foi lançado pelo selo Lixo Records no Rio de Janeiro, com distribuição física a todo o país.

Giant Gutter From Outer Space - "Set Adrift" (2015)

fOTO: Bruna Torrezani

Eu não posso enfatizar o suficiente o som amargo e cru deste álbum. É pesado, é estilo excêntrico e apenas soa tão natural. Estes dois caras têm orgulho no tom e no ambiente que eles criam, é verdadeiramente barulhento e intrínseco. O álbum inteiro consiste no som que você começa ouvindo profundamente no pensamento e sozinho em uma floresta. Você está batendo nas árvores, ouvindo a folhagem farfalhar, e cavando as mãos na terra fresca. Tudo flui, como o som de água em um riacho raso, junto do início ao fim. Você percebe que está em algo muito mais experimental como fundir e tecer de dentro para fora em um reverb complexo. Baixo pesado, mas reservado, juntamente com uma bateria abundantemente criativa.

Com “set adrift”, Giant Gutter From Outer Space continua sua estética barulhenta e complexa, e eu recomendo fortemente qualquer um dos lançamentos da banda para quem está entediado com a música. Espero que, no futuro, eles expandam a sua já ampla/necessária teia musical. Se isso acontecer, acredito que o duo pode fazer algo realmente grande, em oposição a apenas refrescante.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

The F.Ray - "ParaL-NoiD UniversE"






































The F.Ray é um projeto solo de Felipe Espindola de Borba, de Capão da Canoa/RS (litoral norte gaúcho), que trás uma sonoridade que mistura rock, musica eletrônica e noise através de uma ambiência caótica e lofi.

Para a estreia do projeto, o EP conceitual "ParaL-NoiD UniversE" foi desenvolvido em um período de 2 anos de forma totalmente independente e em home studio. Durante o período de desenvolvimento do mesmo, as músicas foram disponibilizadas uma a uma assim que ficassem prontas, com a finalização do EP e lançamento final no dia 01/01/2016.

O EP "ParaL-NoiD UniversE" é composto por 6 faixas que juntas exploram através de um rock eletrônico lofi conceitos de multiplas personalidades, universos paralelos e paranoia, criando um conjunto coeso de começo-meio-fim de uma mente perturbada.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

[LANÇAMENTO] Def - "Sobre os Prédios que Derrubei Tentando Salvar o Dia (Parte 1)"






































A sonoridade do EP é norteada principalmente pelos anos 90. Percebe-se, aqui, a influência de gigantes do rock alternativo daquela década, como Pavement e Sonic Youth. Mas há, também, ecos do rock independente brasileiro, com destaque para Jennifer Lo-Fi e Superguidis.

Retomado no fim de 2015 com uma demo caseira, o projeto surgiu a partir de canções engavetadas da vocalista e guitarrista Deb, que começou a trabalhar nelas com o baterista Dennis Santos. Ambos são ex-integrantes da Colombia Coffee. Hoje, além deles, a banda conta com Matheus Tiengo (guitarra) e Nathanne Rodrigues (baixo).



Apesar de estrear agora com um trabalho de estúdio, desde fevereiro a Def vem fazendo shows com frequência na capital carioca e em outras cidades do estado. No último fim de semana, o quarteto esteve no Bichano Fest Nova Iguaçu e na Audio Rebel. 

Ouça: