segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O bom e velho rock presente no segundo EP dos Savages

Foto: Natasha Durski

Som cru, trash, sujo e muito dançante com reverberações Rockabillyanas. Estamos falando do trio os SAVAGES, banda de punk de garagem de Curitiba, PR. Seu segundo EP é uma montanha russa emocional que gera perfuração na cara das pessoas mais do que elas chorando no sofá. Ele incorpora vocais, bateria, guitarra e baixo, uma banda de rock padrão com cada membro oscilando entre muito bom e sub-par. Os vocais começam a cair após as primeiras faixas, mas são trazidos de volta à vida até durante a ‘’Meu Amigo Virou Crente’’ (um fio de esperança branca) e continuam poderosos em todo o resto do álbum. A guitarra e baixo não são ruins eles não apresentam nada de especial, cativante, mas não perdem a jovialidade cavernosa do som garageiro. O rufar por outro lado, continua a ser satisfatório ao longo de todo o EP e facilmente se prova a parte mais consistente deste disco.

"O verão é tão quente e eu só quero fazer sexo com você". Simples e direto ao ponto. Em geral, o EP definitivamente atinge a marca. É alto, doente, e primitivo. Um encapsulamento perfeito do que um punk de garagem deve ser e como e eles fazem isso sem soar obsoleto. Existe alguma coisa neste álbum que realmente me faz querer sair e assistir a um show em um porão bebendo cerveja e chutado rostos. Ideal para amantes de Wau y los Arrrghs, The Enfields, Back from the Grave comps, The Incredible Staggers e The Fuzztones.

Nenhum comentário:

Postar um comentário