segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

SLEEVE - Vive Y Deja Vivir (2015)






































A banda SLEEVE! Natural de Charqueadas está em atividade desde 2009, e apresentou seu primeiro trabalho no verão de 2014. Lançou nessa última Quarta-Feira, 23/12, mais um registro de seu trabalho, o segundo em 2015.

O grupo já havia lançado um CD esse ano, que recebeu o nome "O Karma de Scarllet". O novo trabalho intitulado "Vive Y Deja Vivir" mostra uma leve variação na sonoridade da banda, apresentando timbres mais orgânicos.

O EP está disponível para streaming: 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Piauiense desponta na música independente brasileira com faixas de disco solo


























''Núcleos de um Romance Engavetado'' é a segunda faixa do disco solo de Valciãn Calixto. A música está no limite entre gêneros artísticos, tanto por se tratar de vários “micro storytellings” reunidos sob a forma final de Spoken Word como por ter um fundo musical único.

Com pouco mais de sete minutos, a música divulgada Na última quinta-feira (10) é o oposto do single “Teoria do Abacaxi”, lançado em outubro. Apenas duas guitarras fazem fundo para as seis vozes que podem ser ouvidas e que de alguma forma parecem dialogar entre si. Para esta faixa o piauiense contou com participação de Heitor Matos (Cianeto), Joniel Santos (Flores Radioativas), Ronnyel Seed, João Pedro (Cidade Estéril) e do escritor Agostinho Torres, cada qual com sua própria interpretação, seus vícios de dicção e entonação.



















Junto com Valciãn, os cinco contam estórias baseadas em vivências reais com algum exagero e toques de ficção, para no final repetirem de maneira inorgânica uma espécie de mantra: “nunca entregar os pontos”, em contraposição aos relatos negativos que o antecedem. 

As vozes abordam de maneira escancarada e direta temas tão relevantes e atuais que alguns deles recentemente foram campanhas de sonoridade nas redes sociais como #meuprimeiroassédio e #meuamigosecreto, além de tecer análises sobre o defasado modelo de ensino ocidental.

A seu modo, todos os seis participam do coletivo de artistas visuais, músicos e escritores do Piauí conhecido por Geração TrisTherezina, que tem previsão de lançamento para mais dois discos em 2016, além do álbum solo de Valciãn.

Com a divulgação de mais esta faixa, Valciãn Calixto, música a música, vai revelando seu potencial como compositor de fôlego seja de maneira resumida (vide o single Teoria do Abacaxi), seja de modo extenso (vide Núcleos de um Romance Engavetado), inserindo assim o Piauí no mapa da música independente brasileira.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Banda sorocabana Incesto Andar lança EP pelo selo carioca Bichano Records


























Em meio às retrospectivas e listas de melhoresalgumacoisadoano há um murmúrio interior-paulistano. No último domingo, 13 de dezembro, a banda Incesto Andar lançou seu segundo EP, intitulado "Deusverno", pelo selo carioca Bichano Records. Gravado por Jon Hassuikeo registro apresenta duas faixas -"Sensacional" e "Wasabi"- que insistem em camadas de fuzz e letras interpessoais.

Natural de Sorocaba SP, a banda conquistou destaque no cenário independente local com o registro de estreia "Noz" (2014). Composta atualmente por Ariel Machado (guitarra/voz), João Maresia (guitarra/voz), Igor Machado (baixo) e Jefferson Viteri (bateria).

"São duas músicas pra quem gosta de grunge/grungemo na linha do Superheaven e Nirvana, letras em português e guitarras dignas de J. Mascis e do Sonic Youth." Bichano Records (RJ)

"Seria difícil classificar a Incesto Andar dentro de um estilo musical, rock alternativo não é suficiente pra traduzir o que eles fazem. São uma banda de garagem, distorcida pelos anos 90 e, principalmente, muito barulhenta." Sorocaba: A Cena e O Som

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Grande Ogro - Fujam para colinas (web vide-o)‏


























O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')”.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Badhoneys molda a estética do grunge da velha escola com um brilho stoner, que cria uma atmosfera incrivelmente única





















Apresentando novas provas para a alegação de que os anos 90 estão de volta, pós-grunge, os roqueiros Badhoneys entram novamente em cena com seu primeiro álbum full, ‘’Ghost’’. Admito que amo até hoje (profundamente) o disco anterior com seus sons de guitarra da banda, muitas vezes em pânico, bem como a voz agridoce da talentosa vocalista Giana Cognato. Eles possuem uma certa complexidade que não é comum dentro do estilo de música que trabalham. Ghost é sobretudo um disco que veio para colocar a banda como uma aposta real do novo rock, uma espécie é identidade coletiva apurada.  Claro, existem os momentos de silêncio, inquietantes, assustadores, que a banda tende a colocar cuidadosamente em suas canções, mas que são geralmente apenas alguns momentos em que eles começam a oxigenar, em particular, a capacidade do trio para fazer o ouvinte se sentir desconfortável.

Quando ‘’Sheep skinned wolf’’ me bate pela primeira vez, eu lembro claramente de uma sensação de medo rastejando sobre mim, como se a música estivesse prestes a dar uma enorme volta para o pior. Isto, junto com alguns momentos bastante assustadores na segunda metade do disco, prova que o grupo é ainda capaz de brincar com as emoções do ouvinte através de nuances musicais e líricas. Uma vez que este aspecto particular da sua composição foi uma das minhas peculiaridades favoritas sobre Ghost, eu estou feliz de ver que eles são ainda mais do que capazes de trabalhar esse aspecto em sua música. Talvez a coisa que mais gostei sobre o disco, no entanto, foi a forma como a banda não só foi capaz de afetar o estado mental do ouvinte, mas se conectar com eles em um nível emocional tão verdadeiro e intenso. 

Ghost é um disco cheio que mostra o verdadeiro talento e paixão pela música honesta. com saborosas progressões de acordes apoiados por um bom leque de ranhuras graves (The Hot Cross Buns, Metz, Pissed Jeans, Shunkan, Speedy Ortiz, Pop). As músicas são organizadas de forma suficiente para manter o ouvinte interessado. Eu posso dizer com segurança que esse lançamento soa tudo o que já foi e o que será a Badhoneys.  Algo que reconhecemos imediatamente como deles, mas deu-nos algo mais para refletir sobre. "Essência e Raiz" era exatamente o tipo de semelhança que flutua incondicional/ necessário para ficar mais verdadeiro à suas origens do que tem sido nos últimos tempos. É um lembrete de que o punk/grunge não está morto, e não vai morrer. É um lembrete de que a banda não é apenas um trio barulhento. É um lembrete de que Ghost é e será uma força e fonte de influência para trabalhos futuros. 

Baixe o disco AQUI 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Magabarat: Música instrumental do mundo em primeiro álbum da banda caxiense

Foto: Paulo Pretz

A cena musical de Caxias do Sul não cansa de surpreender. Sons inusitados saem a todo tempo do alto das montanhas do Sul. Dessa vez a grata surpresa vem do som instrumental, altamente experimental e cheio de referências da banda MAGABARAT, formada por Guilherme Santin (sintetizadores e programações), Guido Bracagioli, (contrabaixo e flauta transversal) e Felipe Girotto (bateria e percussão), que lança seu primeiro álbum homônimo.

À luz de nomes como Azymuth, Hermeto Pascoal, Emerson Lake & Palmer, caminhando figurativamente do Oriente à New Orleans, da Jamaica à velha Inglaterra, das veredas do sertão brasileiro até pousar na Serra Gaúcha e sua confluência cultural, perpassando pelo universo astrofísico, surge a Magabarat com extenso referencial nas músicas mais bem elaboradas criadas mundo afora.  

Estilos como funk, soul, jazz, chamamé, salsa, baião, reggae, milonga e tango dão graça ao som progressivo quase psicodélico, cheio de samples eletrônicos e etnicidade da Magabarat, que, de acordo com os músicos, a amálgama de referências pode tanto ser uma característica marcante quanto o seu desprendimento. "A referência pode caracterizar o som de uma banda, mas pode, também, descaracterizar ele, como aconteceu no nosso caso. Somos tão abertos à música do mundo que somos uma junção de tudo isso, e gostamos muito!", afirma Guilherme Santin, com aval de Girotto e Bracagioli.

O álbum físico, homônimo, lançado pelo selo musical caxiense Retrola Discos, foi fomentado pelo Financiarte - política pública de incentivo à cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul -, e é formado com oito composições próprias. Gravado no inverno de 2015, no estúdio Noise Produtora de Áudio, o trabalho contou com as participações especiais dos músicos Rafael De Boni (acordeon), Luciano Balen - Projeto Ccoma - (derbak) e Marcos De Ros (guitarra).

A produção musical ficou a cargo de Luciano Balen. A produção executiva é da De Guerrilha Produções Artísticas e para mixagem e masterização, o nome responsável é Marcelo Generosi.


Pelas mãos do publicitário e designer Alisson Andrighetti surgiu a identidade visual deste trabalho da Magabarat. Na capa pode-se visualizar um robusto elefante entre montanhas e serração - característica climática da Serra Gaúcha -, ladeado por araucárias. A escolha dos componentes foi feita correlacionando pilares que sustentam a produção musical da banda: a regionalidade/identidade de seres que habitam as montanhas do sul do Brasil e a etnicidade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O bom e velho rock presente no segundo EP dos Savages

Foto: Natasha Durski

Som cru, trash, sujo e muito dançante com reverberações Rockabillyanas. Estamos falando do trio os SAVAGES, banda de punk de garagem de Curitiba, PR. Seu segundo EP é uma montanha russa emocional que gera perfuração na cara das pessoas mais do que elas chorando no sofá. Ele incorpora vocais, bateria, guitarra e baixo, uma banda de rock padrão com cada membro oscilando entre muito bom e sub-par. Os vocais começam a cair após as primeiras faixas, mas são trazidos de volta à vida até durante a ‘’Meu Amigo Virou Crente’’ (um fio de esperança branca) e continuam poderosos em todo o resto do álbum. A guitarra e baixo não são ruins eles não apresentam nada de especial, cativante, mas não perdem a jovialidade cavernosa do som garageiro. O rufar por outro lado, continua a ser satisfatório ao longo de todo o EP e facilmente se prova a parte mais consistente deste disco.

"O verão é tão quente e eu só quero fazer sexo com você". Simples e direto ao ponto. Em geral, o EP definitivamente atinge a marca. É alto, doente, e primitivo. Um encapsulamento perfeito do que um punk de garagem deve ser e como e eles fazem isso sem soar obsoleto. Existe alguma coisa neste álbum que realmente me faz querer sair e assistir a um show em um porão bebendo cerveja e chutado rostos. Ideal para amantes de Wau y los Arrrghs, The Enfields, Back from the Grave comps, The Incredible Staggers e The Fuzztones.