quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O som básico do lo-fi rock, tratados com as costeletas de composição de Jeff Mangum, o ecletismo estilístico de Beck, e a ambição temática de Radiohead e Pink Floyd


























MENEIO foi formado em 2013 por músicos que já possuem um histórico de trabalho em diversas bandas e outros projetos dentro da cena instrumental, além de trabalhos solo como músicos e produtores musicais e a criação de trilhas sonoras. A banda trabalha em músicas autorais que partem de narrativas sensoriais, construídas através da mistura de instrumentos orgânicos e eletrônicos, com influências de trilhas sonoras, soundscapes, elementos de post-rock e trip-hop. Através da colaboração com vjs, fotógrafos e videomakers, as apresentações possuem visuais específicos, criando um ambiente sinestésico que potencializa a experiência do show.

A música do Meneio é tudo de uma vez simplificada, épico, ambicioso, de partir o coração, coçar a cabeça, divertido, instigante, psicodélico, excessiva, e bonita em sua densidade meticulosa e unidade conceitual. Este primeiro álbum, homônimo, é a mais recente oferta da arte do quarteto; ele faz jus a todos os seus triunfos passados ​​e, simultaneamente, introduz novos sons e estética para a já enorme, e sempre crescente, miscelânea maximalista do grupo.

Como um pedaço de música, o disco é uma adição maravilhosa para amantes de Mahmed, Morcheeba e Portishead. Se está na hora de qualificar o que deveria ser a música de definição de carreira ou simplesmente considerada uma "oferta sazonal" e "um longo álbum", então eu não posso sequer imaginar o que o próximo registro será. Esperemos que (na verdade, o mais provável) a espera não será muito longa e continuaremos sendo tragados pelo Meneio e sua bela arte.

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