quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mindgarden divulga novo single e detalhes sobre lançamento do segundo álbum

Foto: Mixi de Quadros & Flora Simon


























SINGLE: Após ter revelado o trailer do novo álbum com exclusividade pelo site Monkeybuzz a Mindgarden, de Caxias do Sul, lança agora o primeiro single “Cellophane pela Revista Noize.


CAPA: O quarteto que mistura diversas referências musicais, como Rock Alternativo, Psicodelia, Post-Rock e Stoner Rock, revelou também a arte da capa criada por Leo Lucena, que além de ilustrador e artista gráfico, é membro das bandas conterrâneas Catavento e Descartes. A capa apresenta uma montanha que é atingida por uma energia que vem de cima e, ao mesmo tempo, emana sua própria energia. “A montanha representa a cidade de Caxias do Sul, enquanto a variedade de cores representa sua cultura plural e multifacetada, que se mistura e se transforma a cada encontro, gerando novas cores.” explica Marcelo Moojen, vocalista e guitarrista da banda, que além de gerar o conceito, fotografou o processo. “A técnica usada para o design da capa foi um pouco incomum: foi feita uma colagem com celofane transparente, fita adesiva e filtros. Assim, a luz branca dividiu-se em outras cores através do fenômeno conhecido como birrefringência” complementa Marcelo.

Capa: Arte de Leo Lucena, foto e conceito de Marcelo Moojen
ÁLBUM: O álbum físico lançado em CD pelo selo Honey Bomb Records no dia 11 de novembro foi fomentado pelo Financiarte, uma política pública de incentivo à cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

SHOWS DE LANÇAMENTO:

04/11 | Pré-lançamento Casa Paralela @ Caxias do Sul/RS (evento só para convidados)
11/11 | Lançamento oficial Sesc @ Caxias do Sul/RS
19/11 | Lançamento oficial Monumento ao Imigrante @ Caxias do Sul/RS
24/11 | Teatro Moinho da Estação com Mahmed (RN) @ Caxias do Sul/RS
10/12 | Lançamento oficial Casa de Cultura Mario Quintana @ Porto Alegre/RS
12/12 | Festival RockZona no Marechal Rock Bar @ Caxias do Sul/RS



SOBRE AS LETRAS:

O álbum essencialmente trata de questões existenciais e do cotidiano, trazendo também algumas críticas à sociedade contemporânea. A faixa título do álbum, "Cellophane", fala sobre a rotina muitas vezes sem sentido que nos aprisiona, sem fazermos qualquer questionamento ou até mesmo sem perceber a sua existência e o que está por trás dela. "Open" fala sobre o medo de mudanças, tanto por julgamentos externos quanto internos. "Empty Days" chama a atenção para o tempo, finito e por vezes desperdiçado em dias banais, como se a vida fosse eterna. Divagações e analogias da existência humana e do astro-rei, o Sol, aparecem em duas músicas, "The Silence of the Sun" e "Solstice". "Brand New Seven" talvez seja a faixa mais existencial do álbum, falando sobre a busca de força interior e a vontade de descobrir o mundo e a si. "Psycho" tem como tema o egocentrismo nas relações humanas. "Bossa Velha" fala sobre despedidas, sobre o que podia ter sido, mas não foi: sentimento comum no amor e na morte. "Life in Vain" traz uma reflexão sobre o uso de drogas, prescritas ou não, para suportar a rotina e a vida contemporânea: é mais fácil tomar um comprimido do que fazer uma mudança. "Exile" trata sobre a dor da emigração forçada por conflitos (disputas de poder, basicamente: ego).



Conceito, sonoridade e produção do novo álbum:

O sucessor do homônimo EP, lançado em 2012, foi batizado de Cellophane, palavra em inglês que nomeia a película feita de celulose que possui fácil moldagem, é sensível ao corte e protetora ao mesmo tempo. Esse paradoxo permeia o inusitado conceito como um vetor de orientação estética e visual para o álbum. Segundo a banda serão dez faixas, com letras que relatam vivências cotidianas, existencialismo e questionamentos à sociedade moderna. Sua sonoridade varia entre influências e timbres vindos das diferentes vertentes do Rock Alternativo, como o Post-rock, o Stoner rock e a Psicodelia contemporânea. Já a produção do álbum foi uma construção minuciosa, começando pelo local onde foi realizada a maior parte das gravações: uma antiga residência rural em meio à natureza, que abriga os ensaios da banda desde seu surgimento. “A sugestão veio do produtor musical Carlos Balbinot, com o conceito de captar a banda ao vivo, na sua mais pura essência” relata o vocalista e guitarrista Marcelo Moojen. Para isso, a Noise Produtora de Áudio instalou 20 microfones pela velha casa de madeira e, em dois dias, o instrumental estava captado.



Mindgarden

Formada em 2009, compõem atualmente a banda: Marcelo Moojen (vocal e guitarra), Luis Fernando Alles (vocal e guitarra), Mateus Mussatto (bateria) e Mairo Ferreira Ramos (baixo). A Mindgarden (em tradução literal, jardim da mente) nasceu como uma banda de música instrumental e inseriu vocais pouco tempo antes de lançar seu primeiro EP, em 2012. Desde a sua formação inicial, tocou em diversos festivais e alcançou a mídia tradicional e independente em muitos cantos do país, tendo inclusive sua música executada em rádios estrangeiras. O som é uma profusão de influências que passam pelas ondas psicodélicas e progressivas dos anos 1960 chegando ao rock alternativo atual. A banda confessa que a região da serra gaúcha e seu clima de montanha do extremo sul do Brasil também influencia naturalmente no som: a música rural-contemporânea-psicodélica, como sugerem os integrantes. Em 2013 a Mindgarden lançou seu videoclipe “Up in the Sky”, com a direção do cineasta Daniel de Bem. No vídeo, a paisagem rural da região e a paisagem urbana se misturam em uma road trip, traduzindo a dualidade de uma cidade nesses tempos de desenvolvimento acelerado.

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