sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Electric Lo-fi Seresta - Noites Brancas (2015)






















Algumas músicas possuem a capacidade de capturar estações. Com o inverno chegando, eu só posso salientar o quão perfeito ‘’Noites Brancas’’ vai ser. Sua música é como deitar na neve por horas, enquanto se observa para as ranhuras e bordas de cada floco de neve deforma individual. Pensei em Frankie Cosmos, Weatherbox, mas preso em, um inverno gelado infinito ponderado por Manchester Orchestra, The Arctic Flow, The Bilinda Butchers e o seu coração quebra, enquanto que congela no frio e, embora triste, esse sentimento é tão cativante que faz você continuar voltando para mais. 

O registro circula em volta de melodias cruas para culminar cigarros e angústia adolescente. Se você nunca foi um adolescente que sentiu qualquer tipo de sentimento por causa de Beach House, então este disco é para você. Há passagens delicadas na instrumentação e conteúdo lírico intensamente pesado demais, este é um disco que apenas seu coração mergulha no mais piegas sentimento vivido de diversas maneiras. Acho que Guilherme Almeida é honestamente o artista mais subestimado do indie nacional. Sua rica combinação dos aspectos íntimos de lo-fi com camadas entrelaçando luxúrias de harmonias e instrumentação faz cada faixa soa acessível e cativante. Os conceitos que orientam essas músicas são feitas de situações diferentes, mas todos eles terminam por se distanciar de canções “comerciais” e atos grandiosos.

A sonoridade de Noites Bancas é naturalmente composta de alguns elementos que constituem sua espinha dorsal. Com12 faixas, suas canções geralmente alternam entre passagens suaves e fortes, momentos catárticos; dentro desses movimentos são turnos menores, com uma linha de guitarra adicional, ou uma mudança no padrão vocal, que mantêm cada música variada. As letras de Guilherme caem em uma veia semelhante à de Bradford Cox , relacionando uma narrativa ao custo de estrutura lírica tradicional e frases repetidas. Mais importante ainda, naturalmente tem um dom para a injeção de paixão e emoção em cada aspecto de suas composições, de modo que as seções mais suaves podem ser tão poderosas quanto os mais altos. Electric Lo​-​Fi Seresta leva esses elementos, embeleza-os ligeiramente em certos lugares, e transforma minuciosamente em um todo coeso, cuidadosamente criado. Não só cada uma das doze faixas tem um propósito, mas todas elas são honestamente dignificantes. Não há uma única canção neste disco que não vale a pena escutar. 

A introdução de Everything She Does permanece fresca e interessante ao longo dos seus quase 3 minutos de deslocamento, ritmos ondulantes e linhas tímidas de guitarra deslizam em ranhuras indie com harmonias e trabalho de guitarras melódicas, trabalhando com as mesmas ideias musicais em diferentes cenários de uma forma muito agradável. As dinâmicas são o verdadeiro punch - elas estão sempre a temperar as partes mais tranquilas com preenchimentos de tambor ativo, mantendo o retalhamento equilibrada com uma seção sonora mais simples.

Faixas como ‘’Always On My Mind’’,’’ Positive Vibrations’’, ‘’Beach Party Fail’’ e ‘’Anybody's Fool’’ mostram a capacidade da banda para  misturar gêneros de forma fascinante. É como  escrever o que poderia ser uma canção indiepop encantadoramente desiludida e, em seguida, traduzi-la para uma configuração incondicional

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