sábado, 31 de outubro de 2015

Overfuzz - Bastard Sons of Rock 'n' Roll

Foto: Gabriel Lara 
A Overfuzz surgiu em meados de 2010, quando Brunno Veiga (guitarra/vocal), Victor Ribeiro (bateria) e Pedro Henrique (baixo) se uniram sem maiores pretensões, apenas para beber cerveja e tocar Motörhead. Em poucos meses já contavam com algumas músicas de própria autoria e alguns shows em pequenos eventos locais. 

Em junho de 2011, já com nova formação (Bruno Andrade assumiu o baixo), a banda gravou seu primeiro single no estúdio Rocklab. Daí então começou a conquistar cada vez mais espaço no cenário local, consolidando um estilo forte, energético e bastante característico.

A banda possui 2 EPs físicos lançados (um homônimo, de 2013, e o "You Die Tonight", de 2014), um single virtual, um Split em vinil 7" (juntamente com a Corazones Muertos de São Paulo) e vários vídeos circulando na internet. Acaba de lançar seu primeiro álbum, "Bastard Sons Of Rock 'n' Roll", com 12 faixas. O trabalho foi gravado no Rocklab Produções Fonográficas, em Pirenópolis (GO), durante janeiro de 2015. 

O álbum contém doze faixas, sendo dez músicas e duas vinhetas. Inclui tanto velhas conhecidas do público como também faixas inéditas. O disco funciona como uma "historinha": todas as músicas são emendadas, a sequência cria diferentes climas, passando por sonoridades insanas, outras mais calmas e macias, e outras extremamente lúdicas. No decorrer das faixas, o ouvinte viaja por várias texturas e timbres diferentes. Uma experiência completa, feito para se ouvir de cabo a rabo.

A banda é conhecida pela forte energia e sintonia nas apresentações, e por tocar alto, muito alto! Um show da Overfuzz é a certeza de três caras insanos no palco fazendo uma sonzeira no talo.

JUÇARA MARÇAL & CADU TENÓRIO: “ANGANGA”


A cantora Juçara Marçal e o músico e experimentador carioca Cadu Tenório apresentam "Anganga", reinterpretações contemporâneas de vissungos recolhidos por Aires da Mata Machado Filho em São João da Chapada, município de Diamantina (MG) —, além de cantos do Congado Mineiro.  

Anganga é a entidade suprema do povo banto (“Anganga Nzambi”). A palavra consta do canto do congado “Grande Anganga Muquixe”, cujos versos indicam reverência àquele cuja “gunga não bambeia”, o mestre, o mais velho. Trata-se de uma expressão que diz respeito à reverência ao passado.  

Os Cantos II, III, VI e VII, presentes neste álbum, são vissungos (cantos de trabalho) recolhidos por Aires da Mata Machado Filho na década de 1920. Filólogo e linguista, Machado registrou 65 partituras desses cantos no livro "O Negro e o Garimpo em Minas Gerais".  

Em 1982, Aires autorizou a gravação de catorze deles no álbum "O Canto dos Escravos", interpretados pelas vozes de Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Tia Doca da Portela.  

“Eká” e “Taio” são composições de Cadu Tenório com a colaboração de Juçara Marçal.


Ouça | Veronika Robotika soa como uma trilha sonora de fliperama

A palavra prolífica realmente não vai ser mencionada por acaso, ainda que seja bastante segura para descrever o som da Der Baum desta forma. Desde, ’’We Already Live In The Future’’ eles têm completamente destruído e reconstruído o conceito de post punk, empurrando-o para todos os cantos dos seus sons possíveis, evoluindo para uma banda completamente diferente, registro para registro. 

Contudo! Todas as canções de "Veronika Robótika" parecem ter sido renovadas, resultando em um recorde de profundidade, polido que de alguma forma se sente mais do que o seu tempo de execução de 10 minutos. O registro é embalado com conteúdo, abrangendo gêneros de post punk para dark wave. A combinação perfeita de sons e ideias resulta no tipo de som que não pode ser estigmatizado em um gênero sem deixar algum aspecto de si mesmo para trás.

O EP recém-lançado de três músicas e terceiro lançamento da banda atua como um ‘aquecimento’ para o seu próximo corpo inteiro. As canções são as matérias-primas, cativantes, melodias do post punk com influências pop da new wave de bandas como She Past Away, Soviet Soviet , The KVB , e Cinema Strange. Por sinal, a faixa ‘’Glasseye’’ lembra muito ‘’Sadist Sagittarius’’ do Cinema Strange. Se essas três canções são destinadas exclusivamente para desenhar emoção para maiores lançamentos futuros, então eles conseguiram maravilhosamente.

Reef O' Sinnes - You Just Forgot to Take Your Meds Again - (Full EP) 2015

Foto: Matheus Lima 
Como a maioria das formas artísticas, a música é cíclica. Ela vive em novidade e criatividade, sim, mas retirar-se completamente do contexto de suas influências ao escrever uma canção de rock de garagem é muito mais difícil do que escrever uma canção guitar rock sem apêndices.

É quase demasiado fácil, então, falar de coisas que são "revivais" ou trazendo de volta e, possivelmente prejudiciais, também, porque não é como guitar rock adolescente e sim um power trio genuíno, amantes de guitarras altas e intensas.

Ainda assim, há um certo charme para bandas que se sentem um pouco fora de seu tempo, especialmente no caso de grupos como Reef O'Sinnes  que não estão ligando ou tentando trazer uma coisa específica para um determinado gênero de música. Eles estão puxando uma gama diversificada de influências passadas e presentes para criar algo que, em muitos aspectos parece antigo, mas nunca perde o seu sentimento de novidade.

O trio de Belém(PA)  consiste em Filipe Alencar (Guitarra e Voz),  Renan Matos (Guitarra e Voz) e Mateus Estrela (Bateria). Com uma mistura impressionante /perfeita de  blues-rock, punk e garage rock, eles são o tipo de banda que iria satisfazer a todos em um bar na noite de sábado. ‘’You Just Forgot to Take Your Meds Again’’, seu debut EP, mostra grande potencial  e um som que permite muitas direções a crescer.

Na sua essência, o trio construiu com maestria um registro garage rock ou pop dos anos 90 com influência de The Electric Prunes, Radkey, Muñoz e  Le Butcherettes. Mas, há sensibilidade aqui, também, na resolução de linhas suaves, em "Quick N' Easy" e as pausas full-band ligeiras em "I'm Old, You're 17", onde tudo fica mais lento por um segundo.

Baixe e ouça “Teoria do Abacaxi”, single do piauiense Valciãn Calixto‏


O piauiense Valciãn Calixto está gravando seu primeiro disco solo, do qual já divulgou um single, a música “Teoria do Abacaxi”, mostra do que está vindo nesse trabalho. O debut terá dez faixas e trará participações de integrantes do GeraçãoTrisTherezina, coletivo do qual o artista participa no Piauí.

Com exceção da bateria, gravada por Marciano Calixto, todos os instrumentos harmônicos estão sendo colocados por Valciãn no Estúdio ATM, sob direção de Arthur Raulino, músico piauiense. “Teoria do Abacaxi fala um pouco da dificuldade que é criar laços afetivos, de amizade e o principal, mantê-los por uma vida inteira numa época onde tudo acontece e se dissolve sem que nossos olhos acompanhem, sem que nossa percepção perceba mudanças de comportamento no outro, no próximo, quando estamos o tempo todo focados em nós mesmos, em nosso egoísmo”, comenta.

Talvez por isso a música encerre com um longo vocal melancólico, talvez por isso a música inicie com guitarras perturbadas, quem sabe o modo de cantar do Valciãn expresse alguma apreensão, sentimento de quem hoje sabe que nada, além da música, dura para sempre.

Natural do Piauí, Valciãn Calixto (24), é conhecido na capital do sol pela atuação junto à banda Doce de Sal, por ter lançado no primeiro semestre o livro “Reminiscências do caseiro Genival”, por ter se destacado e vencido concursos literários dento e fora do seu Estado, por integrar o coletivo Geração TrisTherezina e colaborar no site Diretório Literário.

Ouça o single:

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Primos Distantes estrelam clipe absurdo ao lado do músico Rafael Castro


Feio é o que ela fez comigo /Pior que pesadelo/ Festival de atrocidades/ Maldades/ Ninguém vai acreditar/ Se eu contar”, diz a letra do rock pop com tempero de ska do duo paulistano Primos Distantes. “Feio”, canção assinada por Juliano Costa - um dos Primos - em parceria com o músico Rafael Castro, soa como um rancoroso desabafo de amor. Espontâneo, ácido, pouco explicativo. Seguindo a temática, a faixa acaba de ganhar videoclipe produzido por Clara Izabela e Zê Inlê - ou .

A equipe da Iê se aproximou da gente e pensou em fazer um clipe sem nem saber qual seria a música. Fechou em ‘Feio’ e um mês depois eles apareceram com o roteiro pronto, essa doideira. Na hora a gente curtiu.”, comenta o vocalista e guitarrista Caio Costa. O vídeo tem ainda a participação de Rafael Castro, que também produziu o primeiro álbum da dupla, lançado no ano passado. A performance ao vivo do disco foi, inclusive, indicada ao prêmio de Melhor Show Nacional de 2014 pelo jornal Folha de S. Paulo.


O tom non sense e abstrato do clipe dá indícios do que esperar do novo disco dos Primos. “Será bem diferente”, antecipa Caio. A experiência de mergulhar no circuito da cena independente de São Paulo, conta ele, transformou os artistas e vai se refletir no próximo trabalho, “mais estranho e mais barulhento”. Castro será novamente o produtor do álbum, previsto para o ano que vem, com dez faixas inéditas. Enquanto isso, o público pode conferir a versão ao vivo de seu disco de estreia, lançada em outubro pelo selo EAEO.

ASSISTA “FEIO”:

Electric Lo-fi Seresta - Noites Brancas (2015)






















Algumas músicas possuem a capacidade de capturar estações. Com o inverno chegando, eu só posso salientar o quão perfeito ‘’Noites Brancas’’ vai ser. Sua música é como deitar na neve por horas, enquanto se observa para as ranhuras e bordas de cada floco de neve deforma individual. Pensei em Frankie Cosmos, Weatherbox, mas preso em, um inverno gelado infinito ponderado por Manchester Orchestra, The Arctic Flow, The Bilinda Butchers e o seu coração quebra, enquanto que congela no frio e, embora triste, esse sentimento é tão cativante que faz você continuar voltando para mais. 

O registro circula em volta de melodias cruas para culminar cigarros e angústia adolescente. Se você nunca foi um adolescente que sentiu qualquer tipo de sentimento por causa de Beach House, então este disco é para você. Há passagens delicadas na instrumentação e conteúdo lírico intensamente pesado demais, este é um disco que apenas seu coração mergulha no mais piegas sentimento vivido de diversas maneiras. Acho que Guilherme Almeida é honestamente o artista mais subestimado do indie nacional. Sua rica combinação dos aspectos íntimos de lo-fi com camadas entrelaçando luxúrias de harmonias e instrumentação faz cada faixa soa acessível e cativante. Os conceitos que orientam essas músicas são feitas de situações diferentes, mas todos eles terminam por se distanciar de canções “comerciais” e atos grandiosos.

A sonoridade de Noites Bancas é naturalmente composta de alguns elementos que constituem sua espinha dorsal. Com12 faixas, suas canções geralmente alternam entre passagens suaves e fortes, momentos catárticos; dentro desses movimentos são turnos menores, com uma linha de guitarra adicional, ou uma mudança no padrão vocal, que mantêm cada música variada. As letras de Guilherme caem em uma veia semelhante à de Bradford Cox , relacionando uma narrativa ao custo de estrutura lírica tradicional e frases repetidas. Mais importante ainda, naturalmente tem um dom para a injeção de paixão e emoção em cada aspecto de suas composições, de modo que as seções mais suaves podem ser tão poderosas quanto os mais altos. Electric Lo​-​Fi Seresta leva esses elementos, embeleza-os ligeiramente em certos lugares, e transforma minuciosamente em um todo coeso, cuidadosamente criado. Não só cada uma das doze faixas tem um propósito, mas todas elas são honestamente dignificantes. Não há uma única canção neste disco que não vale a pena escutar. 

A introdução de Everything She Does permanece fresca e interessante ao longo dos seus quase 3 minutos de deslocamento, ritmos ondulantes e linhas tímidas de guitarra deslizam em ranhuras indie com harmonias e trabalho de guitarras melódicas, trabalhando com as mesmas ideias musicais em diferentes cenários de uma forma muito agradável. As dinâmicas são o verdadeiro punch - elas estão sempre a temperar as partes mais tranquilas com preenchimentos de tambor ativo, mantendo o retalhamento equilibrada com uma seção sonora mais simples.

Faixas como ‘’Always On My Mind’’,’’ Positive Vibrations’’, ‘’Beach Party Fail’’ e ‘’Anybody's Fool’’ mostram a capacidade da banda para  misturar gêneros de forma fascinante. É como  escrever o que poderia ser uma canção indiepop encantadoramente desiludida e, em seguida, traduzi-la para uma configuração incondicional

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Peixefante - Lorde Pacal (Full EP) 2015


























Peixefante é um amálgama. A alcunha exemplifica a mutação constante pela qual as propostas musicais dos integrantes estão sempre passando. Da psicodelia imersa em efeitos sintéticos de fendas profundas e ondas gigantes ao apelo pantanoso de um rock ébrio, todas as influências da banda têm o seu espaço. 

Lipito e Ornelas, apreciadores das teclas brancas e sons extraterrenos, compõem a vertente espacial do projeto com seus pulsos sintetizados e modulados. Waltim, aquele cuja guitarra cospe fogo, contribui com um polimento rude, vociferando com seus pistões o manifesto informal dos seus timbres, Luique engrossa a composição com a porrada de graves  e Erick move as ondas ritmicamente na bateria. 

O grupo se formou nos primórdios de 2015 e a afinidade e proximidade dos amigos alavancou o processo de composição e amadurecimento do primeiro EP, intitulado Lorde Pacal. O disco conta a estória épica do encantamento do homem com o universo e a busca de respostas para os seus indecifráveis mistérios. 

As músicas se interligam para contar a aventura de um “herói”, desde sua vida terrena, passando pelo descobrimento e sobrevivência no vasto vazio do espaço, até seu retorno para onde ‘era’ seu lar. O primeiro single, “Por Baixo da Blusa”, apresenta o início dessa saga. Um breve mergulho na mente humana que começa a se dar conta do infinito que há em si. O segundo single, "Cruzada Moderna", documenta a busca por meios de se lançar ao espaço, de conhecê-lo e conquistá-lo.  A música transcende e a banda goiana entra no cenário para contagiar e conduzir àqueles que aceitam a passagem de ida. E ainda não se sabe o caminho da volta.

HBB Live Sessions com Mundo Alto


Depois do lançamento de “A interminável necessidade de ser”, disco de estreia do Mundo Alto, a gravadora Hearts Bleed Blue disponibilizou o vídeo do “HBB Live Sessions” com o grupo paulistano. 

O pocket show, que acontece no escritório do selo, tem pouco mais de dez minutos e repete o formato já conhecido de três canções. Para a apresentação do Mundo Alto foram escolhidas as faixas: “Nada Parece Valer a Pena” e “Pé atrás”, que fazem parte do novo álbum e “Planetário”, do primeiro EP da banda.

Para divulgar “A interminável necessidade de ser”, o Mundo Alto viaja para o Nordeste no próximo mês a convite do Festival Dosol 2015, importante evento de música com sede em Natal/RN. O grupo também fará uma mini turnê ao lado das bandas Medulla, Magüerbes e Water Rats, em uma rota itinerante do festival que passará pelas cidades de Mossoró/RN, Campina Grande/PB, João Pessoa/PB, Recife/PE e Maceió/AL.

Assista o “HBB Live Sessions” com o Mundo Alto: 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

THE AUTOMATICS - DIAGRAMMA (2015)


Sabemos que é uma guitar band de Natal (RN) e que lançou seu décimo álbum. Foi muito difícil colocá-los em um gênero exato por causa da vasta gama de influências listada em sua página no Bandcamp e o pequeno documento de informação que descobrimos sobre eles, mas depois de algumas pesquisas, fica fácil falar desse lastro particular de lançamentos em que Diagramma fica cada vez mais audível.

Confesso que tive duvidas sobre a "legitimidade" deste registro, porém, foram apagadas cerca de 15 segundos para a faixa de abertura, ‘’The Outsider’’. A qualidade da produção  funciona tão perfeitamente para destacar o quão talentosos os músicos do The Automatics realmente são, e parece como se cada faixa trabalhasse para afirmar ainda mais essa noção. Os tambores no elegante compasso rítmico são ainda mais intensos , enquanto a guitarra cintilante e baixo se fundem para criar uma teia insuflável para os vocais apaixonados a contorcer-se quase sem fôlego por diante. 

Independentemente do misterioso zumbido alternativo post punk, o álbum é realmente doce. Não é doce como o açúcar revestido ou necessariamente repugnante, mas sincero. Eles descrevem suas músicas de forma "honesta" e com a velha amargura juvenil que aqui contrasta com o doce.  É o tipo de álbum que faz uma pessoa dizer: "Eu quero continuar a ouvir esses caras para o resto da minha vida". Eles parecem ter muito mais talento do que estas dez canções acabam mostrando. Eu acho que se resume à mistura e qualidade de gravação apresentados no disco.  Então, como eu disse, eles merecem mais do que o que temos aqui. Ainda sem saber o tipo de gênero, os vocais jogam o ouvinte para fora do trem guitar band, mas os instrumentais acabam por si só colocando os mesmos de volta em um emaranhado caos alternativo atmosférico. 

MOS - Novas desculpas para novos interesses - (2015)


De Búzios (RJ), MOS  lançou seu primeiro EP, Novas desculpas para novos interesses, mixado e masterizado por Bruno Kayapy. O resultado foi um projeto bem polido que empurra ouvintes de cabeça em uma viagem emocional através de um álbum que é satisfatoriamente urgente e fresco.

‘’Tengri, o senhor do céu azul’’ congratula-se com uma introdução escolhida a dedo lento que caminha rapidamente até uma forte explosão de jazz infundido melodias progressivas, causando uma intensa e surpreendente experiência de audição.

"Ô o boi" mostra a banda explorando caminhos mais arejados e instrumentais alegres com melodias introspectivas e interminavelmente encorpado em sua entrega. No decorrer do EP, o trio se sente mais à vontade, prestando muita atenção às disposições que a música instrumental exigi.

"Mãos" e "Samambaia" encerram o registro com uma vibração precoce, com um toque moderno e progressista. Há um senso de urgência presente nas músicas que os diferencia de seus homólogos de décadas passadas.

Um detalhe importante na banda reside na complexidade de sons e influências sobre o álbum.  Novas desculpas para novos interesses  soa como pedaços de 100 bandas unidas para criar algo novo, que reverbera vagamente familiar, mas diferente de qualquer outra coisa. É difícil definir a sonoridade ou suas influências.

MOS não decepcionou. O EP agrada e conecta som otimista e progressivo, instrumental chapado, melodia quase falada, há algo sobre este álbum para todos. A banda injetou nuances do psicodélico e acrescentou seu próprio toque exclusivo para ele, com vários sons e estilos que se sobrepõem.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sulfürica Billi - Para acalmar a mente fora de foco em um estado de escuta sem compreensão


Segundo disco do duo de São Luís (MA), que se apresenta sob o nome de Sulfürica Billi, e dança como uma representação sonora entre Zerifina Bomba e Buzzcocks. Fantasias e pesadelos iguais deitaram juntos em toda a sua glória fragmentada neste conglomerado de 6 canções punk n roll. Músicas individuais estão em desacordo com si - nada é certo em um universo de duas cabeças insanas, onde melodias arranjadas podem descer em ruído fuzzed-out no espaço entre as batidas. 

Na verdade, a coisa mais impressionante sobre Lei é sua variedade: Faixas Intercaladas entre o sujo e o cru e melodias curtas (“INDIO BRABO”, ‘’TRANCA RUA DA CANCELA "," EU GOSTO DA TUA POMBAGIRA PORQUE ELA NÃO USA MARCASSITA ") são a verdadeira carne, coração e tendões do álbum, é plenamente realizado com uma narrativa clara que flui bem com a guitarra e bateria.

Lei é um álbum que faz com que o ouvinte queira saber como a próxima música vai soar, sabendo que ela não vai soar como aquela que o precedeu, mas baseando-se na experiência prévia, que vai ser bom. O álbum não é apenas um registro extremamente forte, mas também um dos mais animais que eu ouvi este ano. Espero que quem esteja por trás deste projeto se mova para colocar para fora outro disco em breve, eu não posso esperar para ouvir o próximo.

Cogere - Começou (2015) full length

Foto: Isabella Menille 
Formada em Dezembro de 2011 na cidade de Torrinha/SP com diferentes vertentes musicais vindas diretamente do rock, com o intuito de mesclar calmaria, técnica e peso retratando contos semelhantes à vida, com elementos distintos da natureza e subjetivos.

Com algumas ideias em mente e muita vontade, entram em estúdio para gravar seu primeiro EP com 3 músicas. Gravado e produzido no JCF Studio (Brotas-SP) por João Cleber Frutuozo  (ex tecladista do cantor Daniel e atual Soul Mundo) e mixado no Estúdio Superfuzz (Rio de Janeiro-RJ) por Gabriel "Bil" Zander (Noção de Nada, Deluxe Trio e Zander). Após o lançamento a banda fez diversos shows pela região divulgando as músicas.

Após a divulgação do EP, lançaram o clipe da música "Máquina do Mal" gravada pelo Studio ROD (Jaú-SP). ‘’Tanto o EP quanto o clipe nos impulsionaram a abrir a cabeça em vários pontos e consequentemente portas se abriram em nosso caminho. Durante o tempo da divulgação do clipe pela região, nos organizamos para finalizar as composições que entrariam no CD a ser gravado em seguida’’.

Voltaram ao mesmo estúdio para gravar mais músicas para lançar o CD full com sete canções conceituais, onde cada música representa um elemento da natureza. ‘’Agora iremos tocar por todos os lugares possíveis para divulgar nosso disco, e passar a força e o sentimento de cada música para o público. Vamos abraçar o mundo’’.

Ouça o disco e faça o download AQUI 


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Lautmusik - ''Juniper'' (2015)


Você já teve aquela sensação quando você ouve um disco novo e ele faz seu cabelo ficar em pé? Esse é o caso de ‘’ The Purples and the Greens ‘’, faixa de abertura de Juniper, novo álbum dos gaúchos da Lautmusik. Não só é a capa do álbum tristemente bonita, mas a banda encontra-se agora trabalhando em uma direção mais densa, em um mar lamacento pós-punk. Você pode estar familiarizado (ou não) com ‘’Lost in the tropics’’ primeiro disco cheio da banda que embala muito mais com seu território shoegaze, com baixo pesado e guitarras 90’s. Por outro lado, Juniper tem um ar misterioso, riffs de guitarra atmosféricos, e insufláveis ​​ tambores.

Como eu disse anteriormente a intro (de juniper) realmente me chamou a atenção. Quando o relógio bate 4 vezes para a segunda canção (Die Muse) rola um punch de guitarra que lembra Brighter Arrows, então o baixo vem como um lobisomem bipolar). Você encontra-se quase a meio caminho na música quando entre batidas pesadas é um sussurro indistinto, novamente seu cabelo pode ficar em pé (isto é normal, continue ouvindo). O álbum progride com um teor soturno, perfeitamente colocado,  faz com que você se sinta preso entre o espaço do sonho e sua vida cotidiana real, tropeçando, perdido entre arranjos suntuosos e a levada crua de cada faixa. Esta é de longe a mais longa trilha para se perder em "Eu vi o sol, eu pensei que era o céu, que levou oito anos, mas finalmente chegou".

"Juniper" pode não ser para todos, mas ele preenche a lacuna entre as pessoas que gostam de música mais escura / mais pesada/ e pessoas que gostam de linhas mais suaves/ indie rock e shoegaze.  Lautmusik realmente melhorou e amadureceu a partir de sua última aventura e estou animada para ver o que eles conseguem no caminho a seguir. Eu não tenho quaisquer queixas com o domínio ou a musicalidade... Embora, algumas das partes mais suaves pareçam semelhantes e acabam se misturando, e algumas vezes os vocais podem ser um pouco demasiado bastante, mas a fórmula da banda é demasiado perfeito para o tipo de som que fazem. Vai ser a trilha sonora de seus devaneios durante todo o dia de trabalho chato, como ele carinhosamente sussurra em seus ouvidos que evocam várias escutas desta obra (nem tão prima) mas muito conceitual.

Bichano Records promove rolezinho com bandas lançadas pelo selo


Um de nossos selos cariocas favoritos, Bichano Records, realizará a primeira edição do Fest Bichano (confirme sua presença no Facebook, evento acontece no dia 30/10 sexta-feira, no Audio Rebel  (Rua Visconde e Silva, 55, Botafogo).

Confira as bandas:

Raça (SP): uma das bandas mais ativas do atual cenário independente de São Paulo, a Raça transita nas principais casas da capital paulista junto de nomes como Terno Rei, Quarto Negro, Zimbra, etc. São um dos principais nomes dessa nova geração paulista filha do Gigante Animal, com o diferencial de contar com algumas referências e passagens mais pesadas em seu som.



Ombu (SP): Banda irmã da Raça e frequentadora do mesmo cenário paulistano, a Ombu vem pela segunda vez ao Rio, a primeira com o seu mais recente disco "Mulher". Também herdeiros do Gigante Animal, mas com algumas influências de post rock.



gorduratrans (RJ): os meninos prodígios da gorduratrans farão o lançamento de seu super comentado disco de estreia "repertório infindável de dolorosas piadas", um misto perfeito de shoegaze e noise rock.

domingo, 25 de outubro de 2015

Ouça “Espaço Ciferal”, o novo projeto do vocalista do Carbona

Foto: Ana Schwartz
Música de quarto” é como Henrique Badke, vocalista do Carbona, define “Espaço Ciferal”, seu novo projeto solo, que mistura elementos do rock, folk e pop. Diferente do Carbona, que tem forte presença de guitarras distorcidas, o projeto de Badke é ancorado em violão e voz, com foco nas melodias e letras.

No entanto não são todos os aspectos entre os dois trabalhos que se divergem.  “As melodias grudentas, os poucos acordes, está tudo lá por que é assim a única forma que eu sei fazer. Na verdade, não tive preocupação em me diferenciar ou me aproximar do que fazia. Estas músicas nascem nas horas em que fico tocando violão no meu quarto. E elas nasceram por uma vontade genuína de fazer música. Se eu não às gravasse, elas existiriam do mesmo jeito” explica Badke.



Gravado no Estudio Z, no Rio de Janeiro, por Stanley Zveig e produzido por Badke e Cristina Caffarelli, “Espaço Ciferal” é um EP de quatro faixas que volta o olhar para a rotina na cidade grande - o ir e vir das pessoas de casa para o trabalho, o caminhar, os óculos escuros e o headphone como companhia na rota urbana.

A arte de capa ficou por conta do ilustrador Victor Stephan, que segundo Badke, consegue transformar suas músicas em imagens. “Quando penso minhas músicas em imagens mentais, vejo muito as coisas na forma em que ele ilustra o mundo”.

Cris Caffarelli e Melvin Ribeiro também participam de “Espaço Ciferal”, que para Badke, tem a proposta de fazer da música um ponto de encontro entre amigos.

Ouça o EP na integra

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

LANÇAMENTO - SICK "LIGHT SWITCH" EP (2015)‏

Arte por: folia dos reis 

O instrumental de uma banda define muito os caminhos que a mesma irá tomar. Existem aqueles, que de tão marcantes, nem precisam de um “crooner”, levam a estética “muda” e deixam sua marca para onde vão. 

Sick é doente, mas sublime, e desponta como uma das bandas mais originais do triângulo mineiro. Apresenta pro mundo, seu trabalho de estreia “Light Switch”, gravado no Caverna Estúdio (exceto a musica Light Switch gravada no estúdio (Revolutionair Records)

Faça o download gratuito AQUI 






















Beef disponibiliza pré-venda de "Live True" e faixa inédita pra audição

Foto: Felipe Diniz
Os cariocas do Beef anunciaram nesta terça-feira (20) a pré-venda do disco de estreia “Live True”, que será lançado pela Hearts Bleed Blue (HBB) no próximo mês.

Depois do single com levada folk “Who Are You?”, a banda escolheu lançar na pré-venda a faixa "Turn Me On, Burn Me Up", canção que o vocalista Alexandre Marchi define de uma maneira peculiar. "A vibe dela pra mim é uma blueseira Rolling Stones, e na hora que o Ricardo entra com aquele solo animal a gente já está no deserto bebendo uma tequila com os caras do ZZ Top". 

Alexandre conta, ainda, estar ansioso pelo lançamento do álbum “Live True”. "Quero ver o pessoal curtindo o som, descobrindo as sonoridades diferentes que tem em cada momento do álbum, que foi todo feito com o maior amor e cuidado. Quero viajar pra tocar, conhecer lugares e pessoas, revisitar e rever os que já conheci. Que seja o combustível pra viver as histórias que vão estar nas músicas do próximo disco".

O ponto de partida das aventuras do Beef será São Paulo, onde, na próxima segunda-feira (26), o grupo se apresenta no Showcase HBB ao lado das bandas: Maguerbes, Medulla e Mundo Alto. O repertório contará com grande parte das músicas que compõe “Live True”, além de algumas faixas do EP “Blessed With HolyWhiskey", lançado em 2014.  

Lançamento: "Sem Coração" - TucA (2015)


Batizado de “Sem Coração”, o terceiro álbum do artista multimídia Dellani Lima (TucA) é uma mescla de ritmos, referências poéticas e o retrato dos novos tempos que ancoram transições. Se há uma pedra no caminho, no meio de tudo havia esse disco.

Em diálogo com seu título, TucA enche o álbum de imagens de um coração em construção, que vagueia por um mundo em constante mudança e dá pulsão aos seus sonhos, aos descaminhos e à realidade de um indivíduo amador, tentando encontrar sua própria trajetória. Como marca de sua produção musical, vozes plurais se fundem por entre as letras, mesclam estilos e marcam o encontro do artista com diversas convidadas de trajetórias profissionais bem diferentes.

Com participações especialíssimas de Luiza Brina (Graveola e o Lixo Polifônico, O Liquidificador), Sara Não Tem Nome, Kícila Sá (Ü, Kiatu, Far Side), Ana Mo (Madame Rrose Sélavy), Nathalia Duarte e Brisa Marques nos vocais. Além dos músicos Daniel Nunes (Lise, Constantina), Fabiano Fonseca e Henrique Roscoe (VJ Impar) em algumas composições.

O título é inspirado no filme pernambucano "Sem Coração" de Tião e Nara Normande e que dialoga com a crítica às relações sociais e afetivas na contemporaneidade presente no álbum. No centro da narrativa, TucA ancora seu navio pirata, abre seu peito, suas veias e suas crises e frui sua própria existência artística, como um grito de liberdade.


Download do álbum ‘’Sem Coração’’ AQUI 

SALA ESPACIAL É DESTAQUE NO BALCONY TV

Foto: Patricia Caggegi 
No último mês, quando o Sala Espacial anunciou o lançamento digital do álbum de estreia, "Casa Moxei", a banda figurou entre os destaques do site Balcony TV, uma série popular de vídeos online fundada em Dublin, capital da Irlanda.

Com bandas que se apresentam em varandas do mundo todo, o Balcony TV tem vídeos produzidos em seis continentes e mais de quarenta cidades, entre elas São Paulo, onde o Sala Espacial filmou, no Centro Cultural São Paulo, dois vídeos que foram parar na privilegiada sessão "Escolha do Editor".

"Chão de Estrelas" e "Conexiom" foram as canções que viraram vídeos no Balcony TV. Através da descrição do Sala Espacial no site, é dada algumas pistas de como a banda conquistou os editores: com riqueza cultural, influências étnicas, misturas sem fronteiras, e a construção da história da música em todas as formas e ritmos, unida em uma vibração: o Amor!


Confira o Sala Espacial no Balcony TV


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

BOOGARINS FAZ SHOW ESPECIAL EM SÃO PAULO DIA 25 DE OUTUBRO - GRÁTIS

Foto: Marcos Hermes 
Prestes a embarcar para a Europa na turnê de divulgação de seu novo álbum, “Manual”, o Boogarins chega a São Paulo para um show especial gratuito no Mirante 9 de Julho no dia 25 de outubro. A banda já soltou duas prévias do novo trabalho: um clipe de “Avalanche” e o single “6000 Dias”, que prenuncia a sonoridade psicodélica e potente de “Manual”.

“Manual” foi gravado em fita no Estudio Circo Perrotti de Jorge Explosion, na Espanha, e posteriormente finalizado no Brasil no estúdio do guitarrista Benke Ferraz. Além do novo trabalho, a banda acaba de lançar no Brasil pela primeira vez seu disco de estreia, “Plantas Que Curam”, lançado originalmente pela Other Music Recording Co e agora no mercado brasileiro pela Skol Music.

Formado por Dinho Almeida, Benke Ferraz, Raphael Vaz e Ynaiã Benthroldo, o Boogarins apresenta agora em São Paulo o repertório de ambos os trabalhos, e logo em seguida embarca para Londres em uma turnê europeia que passa pela França, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Holanda, Suíça, Itália, Espanha e Portugal.

O show de abertura fica por conta do músico e produtor Serge Erege, que já se apresentou em festivais como Tomorrowland Brasil, Meca e Bananada e lança em breve um novo single. Sua apresentação equilibra a doçura e profundidade do synthpop com um vocal forte e misterioso, criando o que gosta de chamar de ‘som de caverna’. Além do single, Serge prepara um clipe ainda para 2015 e futuros lançamentos pela Skol Music.

Ouça ''Manual'' AQUI 

El Conejo - Lo-fi nostálgico arranhado por loops festivos


Tudo começou há cerca de um ano, mas na verdade, eu poderia dizer que começou mesmo quando eu tinha quinze anos. O antigo violão quebrado, herança de meu avô, seria o estopim. 

Meu nome é Bruno Nunes Coelho. O sobrenome Coelho, herdei também desse avô e agora o empresto a este projeto musical. O primeiro que faço sozinho, ou melhor dizendo, que conduzo, pois sozinho nunca estive desde que minha trajetória começou.

Há 11 anos componho com o Constantina, banda que divido entre irmãos e amigos e com os quais realizei meus maiores sonhos envolvendo a música. 

Música, aliás, que não se aguentou em um só lugar. Tão logo percebi comecei a guardá-las em uma pequena caixa. A princípio, eram gravadas em antigas fitas k7, até que tomaram CDs e transbordaram também no meu HD externo.

Ficaram quietas por um bom tempo até que em 2014 a vida deu um giro grande. Mudei então de cidade e passei a dividir a vida com uma pessoa especial. Com o Constantina em uma pequena pausa, essas ideias começaram a não caber mais. Na nova casa, caixas, fitas, cds e hds saíram esparramando…tomaram o quarto, a sala e ganharam vida agora com este disco.

As músicas que o compõe estão divididas entre loops de guitarras, violões, muitas gravações caseiras, referências dos antigos discos de folk de meu pai, e, é claro, uma ajuda mais que querida dos amigos.


Não nego que soe mais como uma gravação lo-fi, mas é de coração!

Bruno Nunes


O download pode ser feito pelo bandcamp: O esquema é "dê o seu preço" então, para fazer o download de graça é só digitar 0 e ser feliz! 

Espaço Zé Presidente promove Noite das Bruxas com as bandas Bombay Groovy, Ted Marengos e Hammerhead Blues‏

Ale Marques
O Halloween será repleto de rock and roll no Zé Presidente (São Paulo). O ritual de saudação às bruxas, dessa vez, é conduzido por três grupos paulistanos autorais que tem se destacado na cena experimental.

A banda Ted Marengos abre a noite apresentando nova formação e canções do disco Firstprints, inspirado pelo folk e pelo blues. Com o clipe da música “This Girl” lançando recentemente, a banda se prepara para uma grande excursão. 

Já a Bombay Groovy assume a festa assombrada com seu rock psicodélico pautado no uso do sitar indiano como “vocalista” do grupo, unindo assim oriente e ocidente em uma mistura transcendental. O grupo - atualmente com formação em trio - mostrará músicas de seu primeiro álbum, homônimo, mescladas com releituras de bandas como Focus e Led Zeppelin.

O grupo Hammerhead Blues fecha a noite com seu som direto e lamacento, altamente influenciado pelo 70’s rock. No palco, músicas do seu EP de 2014 e versões de clássicos que inspiram a banda.

A discotecagem ficará por conta de Mariô Onofre, Guta Kratz e Alyson Ferrer, englobando funk, R&B, gótico, psych, garage e fuzz! Noite imperdível para os adoradores de bruxarias e de sons obscuros.

Mindgarden divulga trailer do seu novo álbum

Foto: Flora Simon
A ascendente cena musical caxiense dá as caras mais uma vez com a divulgação do album trailer do novo disco da Mindgarden. O vídeo revela imagens do processo de gravação, além do nome do segundo trabalho: “Cellophane”. A versão física do álbum sairá pelo selo Honey Bomb Records no início de novembro e foi fomentada pelo Financiarte, uma política pública de incentivo à cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.



O sucessor do homônimo EP, lançado em 2012, foi batizado de Cellophane, palavra em inglês que nomeia a película feita de celulose que possui fácil moldagem, é sensível ao corte e protetora ao mesmo tempo. Esse paradoxo permeia o inusitado conceito como um vetor de orientação estética e visual para o álbum. Segundo a banda serão dez faixas autorais, com letras que relatam vivências cotidianas, existencialismo e questionamentos à sociedade moderna. Sua sonoridade varia entre influências e timbres vindos das diferentes vertentes do rock alternativo, como o post rock, o stoner rock e a psicodelia atual. Já a produção do álbum foi uma construção minuciosa, começando pelo local onde foi realizada a maior parte das gravações: uma antiga residência rural em meio à natureza, que abriga os ensaios da banda desde seu surgimento. “A sugestão veio do produtor musical Carlos Balbinot, com o conceito de captar a banda ao vivo, na sua mais pura essência” relata o vocalista e guitarrista Marcelo Moojen. Para isso, a Noise Produtora de Áudio instalou 20 microfones pela velha casa de madeira e, em dois dias, o instrumental estava captado.

Formada em 2009, compõem atualmente a banda: Marcelo Moojen (vocal e guitarra), Luis Fernando Alles (vocal e guitarra), Mateus Mussatto (bateria) e Mairo Ferreira Ramos (baixo). A Mindgarden (em tradução literal, jardim da mente) nasceu como uma banda de música instrumental e inseriu vocais pouco tempo antes de lançar seu primeiro EP, em 2012. Desde a sua formação inicial, tocou em diversos festivais e alcançou a mídia tradicional e independente em muitos cantos do país, tendo inclusive sua música executada em rádios estrangeiras. O som é uma profusão de influências que passam pelas ondas psicodélicas e progressivas dos anos 1960 chegando ao rock alternativo atual. A banda confessa que a região da serra gaúcha e seu clima de montanha do extremo sul do Brasil também influencia naturalmente no som: a música rural-contemporânea-psicodélica, como sugerem os integrantes. Em 2013 a Mindgarden lançou seu videoclipe “Up in the Sky”, com a direção do cineasta Daniel de Bem. No vídeo, a paisagem rural da região e a paisagem urbana se misturam em uma road trip, traduzindo a dualidade de uma cidade nesses tempos de desenvolvimento acelerado.