quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Boogarins relança "Plantas Que Curam" em edição especial

Foto: Marcos Hermes 
Sucesso no Brasil e no exterior com sua mistura de rock e psicodelia, o Boogarins traz pela primeira vez para o público brasileiro seu disco de estreia, o elogiado "Plantas Que Curam". Com influências que vão de riffs do rock sessentista a Elephant Six e a psicodelia intrincada do Tame Impala, o disco conta com hits como "Lucifernandis", "Infinu" e "Doce", que acompanharam a banda em inúmeros shows pelo Brasil e pelo mundo e agora ganham uma edição especial pela Skol Music. O álbum conta com a adição de três faixas extras - as inéditas "Refazendo" e "A Sua Frente" (gravada em Los Angeles no estúdio da Lolipop Records) e uma versão de "Doce" registrada no festival Bananada 2014. A edição especial será vendida em dois formatos separadamente: CD e um vinil duplo, que conta com o álbum completo mais um LP de sete polegadas com as faixas extras.

"Refazendo" e "A Sua Frente" quase passaram no corte e entraram na primeira edição do disco, mas chegam agora em versões especiais que completam ainda mais a linguagem rica do universo de Benke Ferraz, Dinho Almeida, Rapahel Vaz e Ynaiã Benthroldo. A versão física com CD e vinil chega em breve às lojas, fazendo aquecimento para "Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos", novo álbum da banda gravado na Espanha, que será lançado pela Skol Music no dia 30 de outubro. O primeiro single do novo álbum, "Avalanche", acaba de ser lançado em um vídeo ao vivo gravado no Centro Cultural São Paulo durante uma apresentação lotada da banda.

Para apresentar ao público o novo repertório, o Boogarins fará um show especial em São Paulo, dia 25 de outubro no Mirante 9 de Julho, pouco antes de embarcar para uma turnê europeia que passará por Portugal, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Suíça e França.

SALA ESPACIAL LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA EM HOMENAGEM A ‘CASA MOXEI’

Foto: Patrícia Caggegi
Depois do incêndio em fevereiro de 2014 causado por um curto-circuito, que assolou a 'Casa Moxei' - propriedade na capital paulista que servia como moradia, estúdio e casa de shows - e destruiu entre outras coisas, instrumentos, computadores, mobílias e gravações em andamento, surgiu a banda Sala Espacial.

Formado por músicos moradores da 'Casa Moxei' com intenção de transformar a tragédia em um momento de reconstrução, o Sala Espacial é um grupo que se define “livre de limitações de gênero, idade, classe social, raça ou religião e que se destaca pela riqueza cultural e pela habilidade em misturar diferentes ritmos e influências musicais”. Os shows da banda contam com intervenções artísticas, pirofagia, teatro e performances de danças. “Um verdadeiro ritual que vai dos ancestrais aos alienígenas, do mundano ao inefável. Terra, fogo, água, ar, éter, corpo, mente e espírito reunidos através da harmonia e da força do amor e da arte”, explicam os integrantes do Sala Espacial.

Após três anos trabalhando de maneira coletiva, a banda lançou, no último Domingo (27), o álbum duplo de estreia intitulado “Casa Moxei”, em homenagem ao lugar onde o grupo se formou, morou, construiu um estúdio no quintal e compôs, produziu, gravou e mixou suas músicas. O toque final foi dado fora da casa, no Estúdio Costella, por Alexandre Capilé e Chuck Hipolitho, responsáveis pela masterização.

O disco lançado pela gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB), já em pré-venda, tem 18 faixas, algumas com mais de 10 minutos ou 120 canais, que captaram além de instrumentos, canto de pássaros, latido de cachorros, chocalho de cascavel e sons variados.

Sala Espacial é formada por Teco Martins, Toni Rastan, Rodrigo Caggegi, Alexandre Iafelice, Pedro Iafelice, J.Valença, Amanda G. Nogueira e Leo Ahau. 

Escute “Casa Moxei” na íntegra

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Feito para uma longa caminhada no meio do inverno


Há sonhos estranhos que não são pesadelos terríveis, mas de vez em quando é a realidade que prova ser mais estranha do que o normal. Do Rio Grande do Sul, sob o pomposo nome The Cult of The Dead Bird , o hiperativo Régis Garcia detalha uma existência incrivelmente estranha em seu mais recente projeto instrumental homônimo. A totalidade do disco é preso nesses momentos fugazes de acordar do sono; onde se tem conhecimento que está acordado e ainda assim, ainda sonhar acordado enquanto naturalmente, se faz o caminho para a consciência.

Cada faixa do registro parece estar a transferir esporadicamente em equilíbrio e consciência, muitas vezes perdendo o controle sobre a intenção de pleno direito, pensativo, logo que as coisas começam a fluir naturalmente. Em alguns álbuns, essa pode ser uma falha crucial; às vezes, a linha entre coesão e imprevisibilidade é simplesmente muito tênue. Esculpido de forma menos ‘comercial’, porém, tal aversão à constância serve como o triunfo de Régis sobre aqueles que duvidaram de sua capacidade para capturar a visceralidade da natureza sob estes termos menos-que-orgânicos. Parece óbvio no início do disco que as texturas são combinadas para ficarem irritantes como o diálogo instrumental – fraturado - confessional na faixa de abertura, mas logo começa uma rápida transição para a cintilação, sinos lo-fi-noise-ambient. ‘’humdrum’’ é uma faixa onde fui consumida por forças externas, antes de voltar bruscamente para a incandescência de trinta segundos antes.

Alguns álbuns imploram para serem devorados rapidamente, tentando passar pelo crivo dos bons ouvidos, a "experiência álbum completo" pode muito bem não ter acontecido. Todavia, The Cult of The Dead Bird amarra o ouvinte, que descobre com ele, tanto os momentos de dolorosa precisão, que são necessários para criar algo tão original, mesmo que ainda tão intrinsecamente familiar. É nessa finalidade anteriormente mencionada que uma grande obra de arte, ou realmente qualquer experiência única e gratificante, pode ser totalmente medida para o seu valor, e acaba premiando o ouvinte com uma dose de clareza e devaneio. Também é consistente e sedutor, aproveitando seus momentos de entrega consistente por toda parte, emprestando uma conexão emocional em alguns momentos, e uma conexão puramente estética em outros. Independentemente de saber se o ouvinte está se conectando emocionalmente a sentimentos de solidão e auto aversão, ou simplesmente ouvir e pensar junto.  Ponto forte do disco é a forma como o músico mistura gêneros enquanto ainda conseguindo parecer acessível. Por toda a sua intimidade agonia e dor, o disco já é uma das coleções mais vividamente belas e totalmente enriquecedoras de música para ser ouvida este ano.

Intencionalmente nostálgico, sujo e melódico, o duo gorduratrans lança primeiro disco pela Bichano Records


O gorduratrans é um duo carioca de shoegaze cantado em português, formado em junho de 2015 por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz). O primeiro disco da banda, “repertório infindável de dolorosas piadas”, foi lançado no último domingo, 27 de setembro, pelo selo carioca Bichano Records.

Gravado (com exceção da bateria), mixado e masterizado por eles mesmos no quarto do Luiz, na Baixada Fluminense, o álbum apresenta influências de cânones do shoegaze britânico, como Ride e My Bloody Valentine, somados a características de nomes fortes do underground brasileiro, dentre os quais se destacam a Ludovic e a Lupe de Lupe, principalmente pela atitude DIY.

As sete canções, que variam entre melodias lentas (“confusão”, “você não sabe quantas horas eu passei olhando pra você”) e agressivas (“sozinho e babaca”), têm como norte as complicações da juventude ao lidar com amores e relacionamentos que ficaram pelo caminho, mas que jamais foram esquecidos.

A instrumental “hércules quasímodo”, que soa como o J Mascis compondo a trilha sonora da Guerra de Canudos, abre espaço para “vcnvqnd”, que foi lançada como single em versão diferente da do álbum. A leveza angustiante do número final, “artes”, põe fim à agonia.

Faça o download AQUI 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Nenhuma Ilha divulga versão ''demo'' do primeiro EP


A banda Nenhuma Ilha surgiu em Brasília há pouco mais de um ano, nasceu de uma ideia despretensiosa de tocar alguns covers de bandas que os integrantes se identificavam. Com o tempo a formação se consolidou, Lucas Lopes (guitarra e voz), Gabriel Simas (guitarra), Nilton Marques (baixo), Vinícius Almeida (bateria) e as primeiras composições acabaram surgindo, juntamente com os primeiros shows, a banda chamou a atenção nos pequenos eventos por onde passou e chegaram a se apresentar duas vezes na Chapada dos Veadeiros no "Sarau Psicodélico" e em alguns Festivais como o "Móveis Convida" e o "Fuleragem" nas cidades satélites do DF.

O nome surgiu de uma frase do poeta inglês John Donne "Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra..." e as principais influências são um paralelo entre nomes do indie rock dos anos 2000(Strokes, Arctic Monkeys, The Vaccines) e clássicos dos anos 60 e 70 (Pink Floyd, Beatles, The Who e Led Zeppelin).

Atualmente a banda está preparando o seu primeiro trabalho em estúdio, um "EP" homônimo com cinco faixas, que será lançado na segunda quinzena do mês de outubro e enquanto isso não acontece, decidiu liberar algumas faixas de um ensaio gravado em seu soundcloud e a versão demo da canção "Conversas Descontentes" que fará parte do EP.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Marrero mistura rock e horror em novo clipe e anuncia turnê com o Fear Factory‏

Foto: Rui Mendes 
Formado por Anderson Kratsch (voz e rhodes), Estevan Sinkovitz (guitarra) e Felipe Maia (bateria), o Marrero chega com seu stoner rock cantado em português lançando o clipe da música "Quem Será". O clipe foi gravado no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e dialoga com estéticas do cinema de horror nacional.

A direção é assinada por Fernando Rick e Dennison Ramalho, que assinou o filme mais recente de José Mojica Marins, “Encarnação do Demônio”. “Foi uma produção de cinema mesmo, toda gravada em um dia. Os diretores criaram uma história bizarra na qual uma vila teve sua água modificada por algum motivo. Por causa disso, os homens e mulheres agem de forma estranha, ficando separados dentro da aldeia: as mulheres ficam pela floresta, como se fossem entidades da tentação, e os homens ficam coletando a água e adorando as imagens delas. Tudo isso entremeado por imagens da banda tocando na floresta e na vila”, explica Felipe Maia.

“Quem Será” faz parte do disco de estreia do Marrero, lançado recentemente pela Skol Music sob a direção artística de Carlos Eduardo Miranda. O grupo resolveu realizar o sonho de gravar de maneira analógica e fez uma imersão total no estúdio durante dois dias, reunindo dez faixas de rock pesado que resumem a sonoridade forte e cheia de influências da banda. No repertório, o riff cadenciado de “Au”, a pesadona “Desdém” e a soturna “Rei”.

Em outubro, o Marrero vai para os palcos abrindo para a banda Fear Factory, que chega ao Brasil celebrando os 20 anos de lançamento do clássico “Demanufacture”. Os shows passam por Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, e logo em seguida o Marrero embarca para Natal para o festival DoSol.



Mundo Alto faz pré-venda do novo álbum e disponibiliza todas as faixas no site Tenho Mais Discos Que Amigos


Com influências que vão de Chico Buarque a Nirvana, a banda paulistana Mundo Alto anunciou, na última terça-feira (22), a pré-venda do disco de estreia “A Interminável Necessidade de Ser”, que será lançado no final do mês pela Hearts Bleed Blue (HBB).

O Mundo Alto, formado por Paulo (Guitarra e Voz), Alexandre (Baixo), Leonardo (Bateria) e Aline (Teclados), se define como uma banda de rock não muito acelerado, e carrega na bagagem um CD EP de 2014 com seis canções em português e arranjos reforçados por sintetizadores e instrumentos menos comuns, como a escaleta.

Segundo o baixista Alexandre M., desde a sua formação em 2013, o Mundo Alto tem mudado a maneira de se enxergar, já que no início não havia tanta expectativa em torno do grupo. “Nos dedicamos muito na produção deste álbum, bem mais do que na produção do EP, onde a banda vivia outro momento, bem menos voltado ao pensamento de realmente ser uma banda. Tenho certeza que A Interminável Necessidade de Ser fará o Mundo Alto entrar com o pé direito no cenário rock do Brasil”, acredita o baixista.

O novo disco conta com a arte de capa enigmática criada por Antônio Augusto e inspirada no design gráfico americano dos anos 50/60. “A capa cria uma atmosfera complementar a temática do álbum ao relacionar a nossa inteligência emocional as nossas relações interpessoais, deixando para que cada indivíduo tenha sua própria interpretação sobre A Interminável Necessidade De Ser”, explica o artista.

“Nada Parece Valer a Pena” foi o single trabalhado na divulgação do álbum e ganhou um lyricvideo em stop motion. Nesta semana o site Tenho Mais Disco que Amigos disponibilizou o disco completo para audição, junto com um faixa a faixa feito pela banda.

PRÉ-VENDA: www.hbbstore.com
Escute o disco completo no TMDQA: www.tenhomaisdiscosqueamigos.com 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Luiza Meiodavila lança seu disco de estreia, ''Florescer''

Foto: Marcos Feittosa

Luíza nasceu e cresceu na zona sul de São Paulo, em um bairro residencial e rodeado pela natureza, aflorando seus sentidos e traduzindo-os desde cedo através da música. Filha de Rita Selke, artista plástica, e Klaus Mitteldorf, fotógrafo, o rumo não podia ser outro. Iniciou sua jornada musical aos 4 anos, quando começou a tocar flauta doce na escola. Aos 10, optou por se aprofundar na sonoridade das flautas, passando pela contralto e chegando então à flauta transversal. Em paralelo, Luíza iniciou suas aulas de canto com o tenor Etor Rivero. 

Filha única, Luíza sempre teve a música como grande companheira. Com seu discman para lá e para cá, viagens de carro para o litoral com a família eram sempre acompanhadas de muita cantoria. Fez sua primeira gravação com 12 anos - em uma viagem de final de ano com amigos da mãe - liderada por Luiz Bueno, do duo instrumental Duofel. Seus pais, sempre apoiaram e incentivaram muito seu dom, que já é claramente perceptível nas singelas gravações de “Como Uma Onda” (Lulu Santos/Nelson Motta) e “Dia de Domingo” (Michael Sullivan/Paulo Massadas). 

Por incentivo da escola, decidiu aos 15 anos acrescentar o estudo do violão, aptidão que impulsionou seu canto. Muito tímida, sua relação com a música foi sempre muito particular. “Sempre tive a música como uma terapia, algo que entendia meus mais profundos sentimentos, e dividir isso com um público não era muito fácil.”, lembra. 

O caminho no canto se estabeleceu quando aceitou fazer parte da primeira banda da escola. Com ensaios regulares, e um grupo de amigos com interesses parecidos, Luíza ampliou mais ainda seu repertório e passou a ler e estudar muito sobre tudo que dizia respeito à música. Passou os 6 meses seguintes à formatura do Ensino Médio em uma profunda imersão nas mais diversas sonoridades, fazendo um intensivo de aulas de canto, guitarra e práticas de banda na escola de música do saxofonista Derico. 

Aos 18 anos ingressou no curso de Produção Cultural, na FAAP e no Conservatório Souza Lima, onde passou a ter aulas de teoria musical, percepção, canto e guitarra. No final de 2011 tomou a decisão de seguir seu coração, saindo da FAAP e ingressando então na Faculdade Souza Lima & Berklee, no curso de bacharelado em performance. 

Inspirando e expirando música em seu cotidiano, se apaixonou pelo mundo do jazz e da música brasileira, que acrescentou um grande vocabulário para sua identidade, que também carrega grande afinidade com o rock, soul e pop. Participou de práticas de banda lideradas por mestres como Sizão Machado, Nenê, Jarbas Barbosa, Vitor Alcântara e Pedro Ramos, absorvendo muitas dicas e opiniões que modelaram seu estudo. Ainda na faculdade, participou de workshops com Didier Lockwood, Débora Gurgel, Guilherme Ribeiro, Casey Scheuerell, George Russel Jr., entre outros. 

Passou a fazer aulas de técnica vocal com Tutti Baê, que lapidou sua voz para traduzir sua alma. O papel da professora foi além do conhecimento da voz, segundo a cantora: “A Tutti abriu meus olhos. Uma das primeiras vezes que eu cantei para ela, ela pediu para que eu parasse e me disse uma coisa que sinceramente, mudou minha carreira. Ela me explicou que meu papel como artista é passar essa emoção para o público, e que se, pelo menos uma pessoa da plateia tivesse se emocionado, ou se eu tivesse feito pelo menos alguém esquecer dos seus problemas pela duração da música, eu tinha sucedido. Passei a encarar o canto de outra forma, vi uma beleza na profissão que não consigo colocar em palavras...Ainda, pelo menos.” 

Apresentou-se em diversos barzinhos exercitando o contato com o público, até que no fim do primeiro ano de faculdade, conheceu Lipe Torre, imediatamente se identificando com suas composições e sonoridade. Junto com seu namorado Zé Victor Torelli, guitarrista e engenheiro de som, se uniram a Lipe em busca de fazer música que a traduzisse. Tentando cada vez mais otimizar seu foco, saiu no segundo ano da faculdade, mantendo em sua rotina somente aulas de técnica vocal com Tutti Baê e Wagner Barbosa, e aulas de piano/harmonia/percepção com a pianista Sílvia Góes, 
passando também a ter mais tempo para escrever e estudar. 

Adotou o nome artístico Luíza Meiodavila e idealizou seu primeiro disco, que simboliza acima de tudo, a concretização de tudo que viveu e aprendeu. A beleza deste processo, no entanto, é tão emocionante quanto o produto final... Por isso o disco leva o nome “Florescer”. 

Dividindo a produção com Lipe Torre e Zé Victor Torelli, o disco é formado por seis músicas, dentre as quais uma é de autoria própria, quatro são de autoria do Lipe, e a sexta é uma releitura de um chorinho de Jacob do Bandolim, gravado em ska. Antes mesmo de gravar o disco, o single “Romance de Novela” (Lipe Torre) levou o terceiro lugar no Prêmio Sorocaba de Música, além de muitos elogios dos então presentes, entre eles o compositor e pianista Francis Hime. 

Com os músicos Cuca Teixeira na bateria, Gabriel Gaiardo no piano, Felipe Galeano no baixo, Lipe Torre e Zé Victor Torelli nos violões e guitarras, Renan Cacossi no saxofone e na flauta, e com participações de Jarbas Barbosa na guitarra e Walmir Gil no flugel, toda expectativa é pouca. A mixagem foi feita pelo grande Luis Paulo Serafim, e a masterização leva a assinatura de Mike Couzzi, vencedor de diversos Grammys. Para finalizar, a arte é assinada pela talentosa kaju.ink. 

As músicas falam sobre o amor e permeiam em uma reflexão de como as pessoas encaram a vida hoje em dia, assunto que Luíza pretende abordar mais futuramente. Entre uma sonoridade rica, harmonias muito bem trabalhadas e arranjos coloridíssimos feitos também por Lipe Torre, a voz de Luíza docemente nos cativa. A afinação impecável e a suavidade com que nos conta as histórias caem como luva em uma época que a música costuma estar repleta de exageros e bombardeios de informação. 

O lançamento ocorreu no  final de 2014 em formato digital, e teve seu lançamento físico no começo de 2015, através da Gravadora Galeão – antiga Velas, fundada por Vitor Martins e Ivan Lins - que apoia sua carreira. Após o lançamento físico do disco, a cantora também pretende lançar uma remessa do álbum em vinil.

LANÇAMENTO #PD06 - Piêit feat. Lizandra - Tudo que já foi e não é (SINGLE)‏


A verdade é um fato contado por uma pessoa “Assim é (se lhe parece)”. Dessa maneira, a banda Piêit usa suas canções para traduzir emoções, mastigar todo ocorrido e transformar isso em uma obra coesa, misturando o Indie rock dos anos 00’s e a lírica mineira.

Seu último single “Tudo que já foi e não é” é uma parceria com a cantora e compositora Lizandra, e a produção foi assinada pelo Estúdio DaumRec (Patos de Minas). Lançado há um mês, o single marca o começo da parceria entre a banda e o selo independente Polidoro Discos.

Piêit é Raphael, mas também é Breno Vinícius - Guitarra, Marcelo Martins - Baixo, Henrique Lima - Bateria e Alexandre Rosa - Teclado/Guitarra.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

TBTCI Records - Lançamento "Último Adeus", Céus de Abril


Conexões e referências óbvias com o shoegazer clássico leia-se MBV e Slowdive aliado a nova geração de gazers como Ringo Deathstarr, Asalto Al Parque Zoológico e Heavïness, o casal Wilson Alencar (guitarras e vozes), Stéfany Martins (sintetizador e vozes) e Renato Araújo (baixo) formam a banda, que como característica peculiar, compõe suas canções em português gerando nuances diferenciadas ao estilo, trazendo uma sonoridade oras sutil em outras poderosa, melodias e letras que remetem ao universo particular da banda, todas as quatro faixas compostas pelo casal Wilson e Stéfany. 

Em 31 de agosto de 2015 vem ao mundo o debut do Céus de Abril, o EP, ‘’Último Adeus’’. O Registro foi lançado pelo selo paulista The Blog That Celebrates Itself Records, do hiperativo Renato Malizia. Uma união mais do que certeira, o shoegazer do Céus de Abril na “casa” do shoegaze nacional, o TBTCI.

Sara Não Tem Nome apresenta álbum de estreia produzido no Red Bull Studio São Paulo





























“É esse mesmo o nome dela?”. A pergunta recorrente dá indícios da autenticidade de Sara Não Tem Nome, mineira que começou a compor aos 15 anos. Agora com 22, ela promove um resgate de suas primeiras canções, que abordam a adolescência passada em Contagem (MG) e suas implicações: solidão, conflitos familiares, desilusões amorosas, questões existencialistas e territoriais. Se os temas soam corriqueiros, não se engane ao pensar que sua representação o é. Em seu álbum de estreia, Ômega III, Sara Não Tem Nome apresenta o cotidiano jovem de maneira irônica, non sense e niilista.

Sara é, acima de tudo, uma artista. Estudante de Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais veio parar em São Paulo em fevereiro de 2015, quando integrou o programa de residência artística do Red Bull Station. Foi lá que o antigo desejo de gravar Ômega III foi levado a diante, junto à equipe artística e musical do espaço de criação. “Decidimos que o disco seria feito no estúdio do Red Bull e, no mesmo período, conheci o Julito Cavalcante (BIKE e Macaco Bong), que topou produzir o álbum comigo e gravar os baixos”, conta Sara. A partir dai, integraram as gravações as guitarras de Haffa Buleto e Gustavo Athayde (BIKE), a bateria de Daniel Fumega (Macaco Bong), os teclados e sintetizadores de Fábio Gagliotti, violino e violoncelo de Marcelo Nunes, trompete de Vanessa de Michelis (Post) e a participação especial do parceiro Guto Borges (Dead Lovers Twisted Hearts).

Gravações e a mixagem ficaram por conta de Rodrigo Costa, ou Funai, engenheiro de som do Red Bull Studio São Paulo  A masterização foi feita por Rob Grant (que assina as masters de bandas como Tame Impala, Pond, Death Cab for Cutie e, no Brasil, da BIKE) no Poons Head studio, na Austrália. O resultado remete à melancolia de artistas como Elliot Smith, Beck e Andrew Bird, ao folk de Karen Dalton e Bob Dylan e ao surrealismo de Connan Mockasin. Outras referências de Sara vindas de seu trabalho com video e performance, como Werner Herzog e  Harmony Korine, ajudaram a compor a atmosfera sensível e abstrata do disco. O artista Pedro Veneroso fecha o “pacote” de Ômega III assinando o projeto gráfico da obra.

As faixas “Ômega III”, que dá nome ao disco, e “Dias Difíceis” já podem ser ouvidas no perfil de Soundcloud da artista Para acompanhar o restante do projeto com exclusividade, basta comparecer ao evento de pré lançamento do álbum, que acontece no dia 22/09, terça-feira, no auditório do Red Bull Station. A abertura fica por conta da banda BIKE, que apresenta o elogiado “1943”. Na sequência, Sara Não Tem Nome nos provoca com o estimulante e curioso Ômega III.

SERVIÇO
Abertura com a banda BIKE
22/09 - 20h30
Red Bull Station – Praça da Bandeira, 137 - Centro, São Paulo.
(11) 3107-5065
Entrada gratuita
PRÓXIMA PARADA
Festival Paraty em Foco 2015 apresenta Sara Não Tem Nome
24/09 – 20h30
Casa da Cultura de Paraty – Paraty - RJ
Entrada gratuita

domingo, 20 de setembro de 2015

Ouça o novo EP da dupla de synthpop S.E.T.I.

Foto: Thiago Vilha / Rebecca Oliveira
Há um sentimento de admiração no S.E.T.I, um sentimento familiar de nostalgia misturado com calmantes synthpop que atravessa o EP de seis faixas que soa mais como um precioso artefato gerado em sequencia 2012/2015, sem se perde no mar inchada da música moderna. No topo da produção estelar cada faixa é trabalhada para ser pessoal e identificável, tornando o duo um casal profundamente comovente. Com tudo o que se tem feito na música indie nacional, é fácil falar sobre as pequenas nuances que apimentam um lançamento de uma forma doce, mas sem perde a crueza e distanciamento entre si.

S.E.T.I tem muito em comum com os novos grupos  dos anos 80 e os artistas Chillwave do final dos anos 2000's, e ao mesmo tempo é quase uma armadilha comparado aos tradicionais nomes de gêneros como trip hop e dream pop, isso não os torna menos tradicionais ou interessantes. Há um senso de ironia nos sintetizadores e vocais mais otimistas solenes que realmente se fundem em conjunto para realmente fazer o EP mais envolvente, melancólico e divertido de se ouvir (claro, se isso for possível).

Roberta Artiolli e Bruno Romani  realmente sabem como brincar com sons amplos e vocais pessoais, o que torna o duo um favorito para circular pelas listas de melhores do ano já. Mesmo que o sentimento enérgico provocado pelas duas primeiras músicas diminua um pouco no final, Êxtase ainda é grande para se ouvir. S.E.T.I traz um som que é altamente reminiscente de uma era passada, mas não deixa de ser bonito e pensativo.

sábado, 19 de setembro de 2015

Zurdo apresenta novo single


Foto: Aquiles Pitanga 
Ao contrário de muitas bandas mais jovens, que às vezes podem vir transversalmente um pouco mais estereotipadas, a música do quarteto potiguar Zurdo tem um significado muito diverso. Este single, do seu próximo EP via Bichano Records,  soa completamente diferente de suas demonstrações anteriores, como o homônimo de 2013

Abastecidos por toda a carga de referencias do afrobeat, tonalidade reforçada no manuseio dos sintetizadores, experimentos harmônicos e guitarras repetitivas, mostram a capacidade de inovação do grupo. De igual modo, a distorção complementa em um cenário pulsante e que parece caminhar por linhas menos óbvias. Mais uma prova de que os zurdos são realmente promissores, e também uma banda que tem seu próprio som distintivo. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Bichano Records lança a coletânea Diários Emocionais Vol 4


Já foi comprovado que ouvir música triste quando você está triste, na verdade, faz você se sentir melhor? Se não, então há um outro caso que, fazer justiça como uma compilação de bandas fodonas é ainda mais difícil de negar. 

O lado mais bonito da música é como sua velocidade e distanciamento podem ser derrubados de forma eficaz e relevante, assim como vem fazendo a Bichano Records. Nada separa aqueles que têm uma paixão pela música crua e honesta, nem mesmo as barreiras linguísticas ou territoriais.

Diários emocionais vol​. ​4 é um  Registros independente  de músicas de rock alternativo estelares que mostram  alguns dos melhores tesouros escondidos do deserto sonoro da música nacional. Uma prova que a música é uma linguagem universal e que tal só é preciso paixão e emoção de fazer os outros entenderem o seu propósito ou um lugar para fugir do tédio  de três dígitos por algumas horas.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Der Baum divulga videoclipe de ''Stop Confusion''





















Com suas performances, musicas energéticas e cheias de humor a banda passa com o clipe toda essa temática. Gravado e produzido pela MondoCão Filmes o clipe se passa no icônico 74 Club. O espaço já é conhecido no mundo underground pelo ambiente dark porem agradável é o cenário perfeito para a banda e sentir em casa.

Chuck Hipolitho(vespas mandarinas) co-produtor do segundo e terceiro EP da banda também fez parte do videoclipe.

Medulla, Water Rats, Magüerbes e Mundo Alto fazem turnê juntas em rota itinerante do Festival Dosol‏


A gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB) uniu as forças com o já tradicional Festival Dosol, que acontece no Rio Grande do Norte, e levará as bandas Medulla, Water Rats, Magüerbes e Mundo Alto a 12 ª edição do evento. 

Além de se apresentarem no Festival Dosol, com sede em Natal/RN entre os dias 06 e 08 de Novembro, as bandas farão uma rota de shows itinerantes pelas cidades de Mossoró/RN, Campina Grande/PB, João Pessoa/PB, Recife/PE e Maceió/AL. 

Segundo Foca, produtor do festival, o Dosol sempre teve a característica de trabalhar com “combos culturais” das mais diversas áreas e a ideia de convidar a HBB para uma parceria foi natural. “A HBB é um dos selos mais legais e importantes do momento. Quando vimos a possibilidade de desenvolver rotas para o Festival Tour não tivemos dúvidas em procurá-los. Dosol e HBB são irmãos musicais e culturais”.

Confira a programação completa:


05.11 Quinta-feira: Fortaleza/CE 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Lets Go
Horário e ingressos em breve

06.11 Sexta-feira: Mossoró/RN 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Mamba Negra
A partir das 22h / Ingresso: R$ 15

07.11 Sábado: Natal/RN 
MEDULLA: Palco Centro Cultural DoSol
A partir das 23h30 / Ingresso: R$ 20
Compre online: www.sympla.com.br/festival-dosol-2015-edicao-natal__34549

08.11 Domingo: Natal/RN 
MUNDO ALTO: Palco Petrobrás (Armazém Hall) – 17h30
WATER RATS: Palco Petrobrás (Armazém Hall) – 18h30
MAGÜERBES: Palco Centro Cultural DoSol – 21h
Ingresso: R$ 20
Compre online: www.sympla.com.br/festival-dosol-2015-edicao-natal__34549

12.11 Quinta-feira: Campina Grande/PB 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Extensão Vitrola - Rua Felix Araújo, 151. Centro.
A partir das 21h / Ingresso: R$ 15
Compre online: www.sympla.com.br/festival-dosol-tour-campina-grande__42705

13.11 Sexta-feira: João Pessoa/PB 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Vila Do Porto - Praça de São Frei Pedro Gonçalves, 08. Varadouro.
A partir das 22h / Ingresso: R$ 15
Compre online: www.sympla.com.br/festival-dosol-2015-edicao-joao-pessoa__41978

14.11 Sábado: Recife/PE 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Estelita - Avenida Saturnino de Brito, 385. Cabanga.
A partir das 22h / Ingresso: R$ 25
Compre online: www.sympla.com.br/festival-dosol-2015-edicao-recife__41256

15.11 Domingo: Maceió/AL 
MEDULLA + WATER RATS + MAGÜERBES + MUNDO ALTO
Orákulo Chopperia - Rua Barão de Jaraguá, 717. Jaraguá
A partir das 16h

Boogarins lança clipe de “Avalanche”‏

Pouco antes de embarcar para a turnê internacional de divulgação de seu disco de inéditas, “Manual”, o Boogarins fez um show lotado no Centro Cultural São Paulo mostrando um repertório afiado e muita vontade de tocar. No setlist, sucessos como “Doce” e o novo single da banda, “Avalanche”, que já vem sendo apresentado ao vivo em shows recentes e marca o lançamento do novo álbum.

O vídeo dirigido por Clever Cardoso foi gravado na sala Adoniran Barbosa no último dia 27 de agosto em um show gratuito e festejado pelo público paulistano. O álbum “Manual” chega ainda em 2015 pelo selo StereoMono, da plataforma Skol Music.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Limusine Carioca - Bombardeio (2015)

Foto: May Bandeira de Mello
Bombardeio” é o primeiro CD da Limusine Carioca e sucede os singles “Gatas Extraordinárias”, versão da música de Caetano Veloso, “A Limusine Vai Chegar” e “Mr. Severin Blues”, lançados em 2015 e o EP “Rua Sem Saída” de 2010.

O disco de canções autorais foi gravado ao vivo misturando MPB, blues e rock psicodélico e é um registro transparente de quatro artistas brasileiros interessados em criar e dividir o seu olhar com o mundo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Trio carioca de pós-punk lança o primeiro ato


Feito de forma totalmente independente, este EP mostra o melhor e o pior de cada envolvido no processo de gravação da forma mais honesta possível. A Cïdade Aträs da Neblïna (nome peculiar) é um trio carioca de pós-punk, noise, experimental caralhudo formado por Tiago Abs -Guitarra, Piano, Vocal /Conrado Vasconcelos - Baixo, Piano, Barulho, Vocal /Calvin Almeida - Bateria, Percussão.

Segundo a banda:

‘’Este primeiro ato é dividido em 5 faixas que contam histórias que estão presentes não só nas letras, mas também nos arranjos e detalhes de cada música. Este registro está cheio de histórias que falam muito sobre nós, sobre amor, filosofia, bullying, drogas, sociedade, crença e é também a nossa pequena contribuição para o que nós acreditamos que seja a música independente brasileira, um pouco da nossa forma de enxergar a arte e a música.’’

O som ''Viajadão'' da Tuggeh se harmoniza com doses controladas de experimento


A Tuggeh é de Capão da Canoa/RS e é a união de dois amigos com influências e estilos próprios. Projeto de musica experimental e independente formado por Felipe Espindola de Borba e Henrique da Silva.

Dois humanos que gostam de música, gostam de criar musicas, e de experimentar conceitos novos com a musica. Cada um com seus projetos solos, mas que unem forças neste projeto experimental, ondem dividem uma linha de bateria em comum, e cada um dentro dos seus ideais e estilo, criam musicas diferentes, botam a tocar ao mesmo tempo. O resultado você confere aqui.

Na esquerda, "Circular motion", de Felipe. Na direita, "Turn off lights", de Henrique. Juntas, "Turn off circular motion", primeiro single da Tuggeh!

BIKE lança videoclipe em stop motion de “A Vida é Uma Raposa"‏


Prestes a completar dois meses do lançamento do álbum “1943”, sua estreia, a banda BIKE apresenta o primeiro videoclipe. Seguindo a atmosfera lisérgica da banda, a faixa “A Vida é Uma Raposa” ganhou animação psicodélica em stop motion com desenhos em aquarela.

Na trama do vídeo, Julito Cavalcante (vocais, guitarra e concepção da BIKE), Diego Xavier (guitarra e voz), Gustavo Athayde (bateria e voz) e Hafa Bulleto (baixo e voz) viram animais que, além de tocar, interagem com figuras marinhas e espaciais.

A direção e o roteiro são assinados por Juli Ribeiro e Natália Martins. Juli também é responsável por todas as ilustrações, enquanto Natália assina a edição. "Tentamos criar um pequeno universo imagético com uma linguagem simples e recursos acessíveis, mas que conversasse com o conceito do álbum e principalmente da faixa”, elas explicam. 

O disco “1943” tem recebido atenção especial da mídia especializada, figurando entre os destaques do ano em publicações como a revista Rolling Stone Brasil, o jornal O Globo e o canal Noisey (da revista VICE).

Taunting Glaciers lança videoclipe de novo álbum


Segundo o vocalista Roberto de Lucena, o videoclipe teve baixa produção e não seguiu roteiros pré-estabelecidos, já que a ideia era usar um conceito abstrato que deixasse as imagens livres para a conexão com a música e a interpretação de cada um. As gravações foram feitas em Ituporanga e Petrolândia, no interior de Santa Catarina, por Roberto e Rodrigo Cedric.

O vocalista ainda conta que “Threshold” foi escolhida como single, pois a canção é sobre o seu relacionamento com a guitarrista da banda, Lola. “Estamos juntos há 10 anos e durante esse tempo dividimos tudo. Sonhos, receios, problemas, celebrações, bandas, viagens… E agora estamos passando por um momento que está mudando tudo que esperávamos pro futuro e moldando as nossas personalidades de um jeito totalmente novo”, explica.

A partir de um processo de composição intitulado por Roberto de Lucena como “um pouco caótico”, o álbum “Threshold”, que será lançado no final de Setembro pela Hearts Bleed Blue (HBB), teve algumas mudanças durante a criação detalhista do vocalista, responsável pela gravação de todos os instrumentos do disco. Para Roberto apesar do álbum ter terminado muito diferente do que ele esperava no início, as mudanças foram positivas e podem ser associadas a temática do single e do novo trabalho. “O álbum foi criado em cima do tema de pontos de mutação na minha vida. Threshold em inglês tem alguns significados, sendo um deles, limite. Limites que mudam toda uma vida de um momento pro outro. Eu me sinto muito mais completo com o álbum como ele está hoje, em relação a como tudo começou”.

Saiba mais sobre a Taunting Glaciers:

Com as raízes no hardcore e influências melódicas que vão desde os primórdios do Smashing Pumpkins ao post-hardcore moderno, a Taunting Glaciers mistura energia e peso nas composições com detalhes refinados que referem à música ambiente.

Apesar de pouco tempo de estrada, a banda já se destaca no cenário independente. O primeiro EP autointitulado, com quatro músicas, foi lançado online em 2013 e ficou entre os 100 melhores discos do ano no Bandcamp na categoria post-hardcore. 

Em 2014 a Taunting Glaciers lançou o EP homônimo em CD digipack com duas músicas bônus acústicas. Este ano, a banda disponibilizou um EP digital intitulado Creon's Blight // Antigone's Ordeal e agora se prepara para o lançamento do álbum “Threshold”.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mustache & os Apaches lança segundo disco com ares tropicais


“Queremos ter a liberdade de tocar em qualquer lugar, para qualquer público”. Esse é o desejo que eletrizou o washboard, banjo e bandolim da banda “Mustache & os Apaches” composta por Pedro Pastoriz, Axel Flag, Lumineiro, Jack Rubens e Tomas Oliveira. O resultado é o álbum Time is Monkeyque prova que a sonoridade da banda não está restrita às ruas.

As doze faixas revelam um aumento de pressão sonora, camadas e ruídos, se contrapondo com o primeiro trabalho da banda que era focado em elementos e recursos acústicos.

As letras de “Time is Monkey” contam histórias e percepções através de composições em português que abordam pontos controversos da nossa sociedade, como o individualismo, consumismo e o deslumbre do showbizz, mas sempre com uma linguagem divertida e a ironia característica. Com ares tropicais e influências da psicodelia e muito rock’n’roll, temperado com vaudeville, música latina e africana, “Time is Monkey” foi gravado no Estúdio Canoa por Guilherme Jesus Toledo do selo Risco, no qual a banda integra o cast e foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo | Secretaria de Estado da Cultura | Programa de Ação Cultural 2014 (PROAC).

 Faixa a faixa

“Tá faltando renda, tá sobrando tempo, tá faltando dengo: Time is Monkey”. Foi a partir dessa percepção ressaltada por Jack Rubens que surgiu a faixa homônima “Time is monkey”, primeira do álbum. A letra aborda temas contemporâneos como a introdução visceral da internet no cotidiano das pessoas e como elas desperdiçam a vida real por conta disso. O “monkey” é uma alegoria para a vida natural, sem amarras ou barreiras impostas pela vida moderna. O ritmo dançante unido a um DNA frenético remete ao rock brasileiro mais irônico e politizado, como fizeram “Os Mutantes” e “Raul Seixas”.

“Fumaça” é a segunda música do álbum e aborda a diferença entre uma visão distorcida do mundo em contraponto com a realidade, como se fosse um “véu” que encobre fatos e tece outras verdades. Tudo isso é fruto da mente humana. Tomás Oliveira exemplifica: “Como Dom Quixote ao confundir um moinho de vento com um gigante”. A melodia é uma mistura de influências de conjuntos vocais, como “The Coasters”, ritmos caribenhos e arranjos da música do leste europeu.

A letra de “Quantos em mil” fala sobre encontros e desencontros, probabilidades de encontrar os pares neste mundo imenso. A faixa é perfeita para uma dança a dois em um final de tarde.

“Eco” é a música que mais relembra o primeiro disco: acústica e com elementos gypsy jazz. Foi criada a partir de um jogo de perguntas e respostas, artifício que a banda desenvolveu nas ruas a fim de interagir com os passantes.

Já “Surra de mar” é uma letra de amor que compara a sensação carnal e romântica com a força do mar. “Que vem sem avisar e arrasta tudo o que estiver em seu caminho, ele é quem comanda”, disse Lumineiro. Aborda também o descobrimento dos prazeres cotidianos no âmbito de uma relação apaixonada.

“Albatroz”, sexta música do disco, fala da paranoia que conduz a vida nas grandes metrópoles, um desabafo de como o caos da cidade afeta a mente das pessoas. Questiona o sentido de uma vida bombardeada por informações, trânsito, falta de tempo e foco constante no dinheiro, uma inversão total dos valores. O albatroz é a figura que quer ir para praia e com a liberdade de suas asas sentir a brisa do mar. A melodia é composta por influências regionais da música nordestina e gaúcha e remete a uma mistura de “Secos & Molhados” com “Buffalo Springfield”.

“Figurantes do showbizz” aborda a “corrida maluca” pela fama, a hierarquia que é o verdadeiro showbizz e o comportamento desesperado de deixar sua marca na mídia como uma forma de imortalização.

A letra de “Touro pelos chifres” foi elaborada por Pedro Pastoriz a partir de um exercício de composição, interligando adjetivos que remetiam agressividade e violência, tema nunca abordado pela banda. Ao equilibrar as palavras percebeu que a letra em produção podia ser sobre uma mulher, uma figura feminina forte, dominadora e que sabe o quê faz. “Touro pelos chifres” é a música mais rock’n’roll do disco com sintetizadores e efeitos à la “Syd Barrett” nas guitarras.

A música “Orangotango” revela a forte ligação do grupo com a natureza, em especial com os animais. A letra é uma projeção dos músicos no orangotango (escolhido como porta voz da fauna oprimida) e exprime sua frustração de estar se extinguindo, cobrando do homem seus direitos. A faixa, criada por Axel Flag, foi concebida na viola e possui forte influência nordestina.

A inspiração para fazer “Mambo jambo” veio de outros músicos latinos e resultou em uma das composições mais dançantes de “Time is Monkey” com letra em “portunhol” que fala sobre a vida sob o ponto de vista de um bon vivant. Os ritmos são variados e não se prendem ao panorama latino. A faixa também conta com a participação do percussionista Gustavo da Lua, da “Nação Zumbi”, que também marcou presença em “Orangotango”.

A letra “Sono” foi criada na época em que uns dos integrantes da banda, Lumineiro, estava tendo dificuldades para dormir. Ele sentia que a briga com a insônia era como uma relação com uma mulher sedutora, cheia de contradições: quanto mais ele desejava dormir mais o sono se afastava. O vocal é de Axel Flag e traz contrastes de modulações.

Última faixa do álbum, “Ah, vida errante” é mais uma canção sobre o atemporal, sobre a vida que corre, que erra e que não para. A harmonia mistura elementos da música caipira com rock psicodélico em uma batida slow motion.

Faixas:
1. Time is monkey
2. Fumaça
3. Quantos em mil
4. Eco
5. Surra de mar
6. Albatroz
7. Figurantes do showbizz
8. Touro pelos chifres
9. Orangotango
10. Mambo jambo
11. Sono
12. Ah, vida errante