quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ouça - Capona: Adults Are The Young Who Failed @ Gangue do Beijo



Por: Francis Silvestre

Salve, salve jovens de alma! Já não é mais novidade que Alagoas se tornou um dos maiores berçários do indie rock do nordeste. Nessa ultima década vimos florescer uma carrada de bandas legais e carregadas de influencias da cena que esteve em voga no universo pop do final da década de oitenta pra cá, bem como o nascimento de selos, coletivos e outras organizações especializadas no gênero e é aproveitando esse gancho que pegamos pra te explicar um pouco da origem da Capona

Formada em 2011 em Arapiraca - AL, a capona é uma banda de indie rock, influenciada por vários gêneros do rock mundial. Muito space rock, britpop, algumas pitadas de jazz e até mesmo de stoner se encontram nessa sopa de influencias que permeia toda a banda, que se define como “Grunge Místico”. Também não é de se estranhar, a formação da banda conta com músicos já conhecidos localmente e integrantes de diversas escolas do gênero: Marcos Cajueiro (My Midi Valentine, Super Amarelo, Karaoke Holanda, entre outras bandas) nas guitarras e vocais, Marcos Evangelista (também conhecido Sarda) na bateria e Victor Hugo no baixo. 

Lançado pela Gangue do Beijo, o álbum é o quarto lançamento do selo que conta com discos das bandas Super Amarelo, She Was a Boy, Karaoke Holanda que fazem parte do seu cast. Gravado e mixado em Magic Room Studio (AL) e masterizado pela Toca do Lobo Estúdio entre 2014 e 2015, o disco é uma produção do selo alagoano Gangue do Beijo e conta com fotos da fotógrafa Amanda Pietra em seu encarte. Confira o vídeo da faixa ''John Hughes'' AQUI 

“E como que é o som da banda hein?” 

Então cabeça, quando falamos de indie rock na atualidade logo vem a mente aqueles sons derivativos e já manjados, mastigados e deglutidos das mesmas formulas que foram utilizadas exaustivamente por toda a década de 00. Pois esqueça esse lance agora. As referencias da Capona passam por muitas variáveis e em grande parte foge dessas referencias óbvias, fazendo um som com contornos próprios e se mantendo interessante ao fugir de derivações escancaradas. 

Agora só falta você ouvir e tirar suas próprias conclusões. 

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