sexta-feira, 3 de julho de 2015

Entrevista - Turbo

Foto: Diego Marcel 
A banda Turbo foi formada após o termino da Eletrola em 2004 e ficou conhecida por seus shows performáticos e cheios de energia. Já sofreu algumas mudanças em sua formação ,mas vem gravando, tocando e lançando seus trabalhos sem parar. Até criaram um selo para isso chamado Rajada Records.
Atualmente a banda conta com Camillo Royale na voz e guitarra, Netto B. na bateria e voz, Wilson Fujiyoshi no baixo e Bruno Cruz na guitarra.
Tendo tocado em várias edições do Festival Se Rasgum em Belém, pelos interiores do Pará, em São Luís do Maranhão e em festivais de Manaus e Macapá. A banda decidiu que era hora de lançar material novo e contatou o produtor sueco, Chips Kiesbyie e embarcaram no início do ano de 2013 em uma aventura de 18 dias de trabalho intenso, durante o inverno nórdico no estúdio Music A Matic na cidade de Gotemburgo para a gravação de seu novo trabalho ‘‘Eusou Spartacus’’.


Confira nossa entrevista com o vocalista Camillo Royale e o baterista Netto B.


Pra começar, apresente a banda: quem é quem, o que cada um toca...

Camillo: Atualmente a formação é Wilson Fujiyoshi no baixo, Netto B. na bateria, Bruno Cruz na guitarra e Camillo Royale voz e guitarra.

Qual é a história da banda?

Camillo: A banda começou com o fim da Eletrola. Encontrei com a Vanja e o Francisco e montamos o power trio que gravou o primeiro disco. 

Por que Turbo?

Camillo: Um amigo chegou com esse nome e achamos legal na época e com o tempo vemos que tem a ver com o tipo de som e a nossa performance durante os shows.


Finalmente, ‘’Eu Sou Spartacus’’ é uma realidade. Lembro bem da correria que vocês tiveram para gravar o disco, tentando até financiamento coletivo. Fale um pouco sobre esse ‘’Perrengue’’. Qual a dificuldade que vocês mais enfrentaram pra lançar o registro?

Camillo: A grande dificuldade foi conseguir a grana e meio que explicar para as pessoas mais próximas que o que estávamos fazendo era a coisa certa. Estamos falidos por uns 10 anos, mas muito felizes com o resultado. 

O nome do disco... Eu Sou Espartacus... Qual é a ideia? Como vocês decidiram por esse titulo?

Camillo: A Eletrola tinha acabado e vi um filme no qual a banda do ator principal tinha acabado também e numa jam ele falava essa frase. Achei legal e guardei.

Vocês gravaram com Chips Kiesbye, produtor que gravou o "By the Grace of God", dos Hellacopters. A viagem à Suécia exerceu que tipo de influência no som de vocês?

Camillo: Tudo que vivenciamos nos influenciou e era isso que o produtor queria. Trabalhar com o Chips e o Henryk foi além das expectativas. Agora são nossos rajs do peito. 

Vocês concordam em dizer que há uma forte ligação da música contida aqui com a Superguidis e seu auto-intitulado de 2006 ou há mais influências a serem notadas. Quais?

Camillo: Atualmente são grandes amigos e uma grande influência pra gente. O Lucas ajudou nas primeiras demos do disco novo.



Falando sobre as músicas, numa descrição simples e reducionista, a Turbo se resume a guitarras altas e letras melódicas. No processo de composição o que vem primeiro: a letra ou a música? Quem compõe as músicas da banda? Como funciona o processo de criação?

Camillo: Hoje em dia o instrumental tem vindo primeiro. Faço o esqueleto e a banda trabalha junto depois. 

Pra vocês, essa etapa de composição e criação é mais difícil ou mais prazerosa?

Camillo: Hoje em dia tem sido bem mais tranquila pelo fato desta formação já ter um certo tempo junta.

Quais os problemas que vocês sentem em pertencer ao cada vez mais populoso grupo dos ‘’Independentes’’? Existe relevância nesse cenário?

Netto: Acho que o grande problema ainda é fazer tudo na banda, as vezes sentimos falta de parceiros para fazer o negócio continuar andando, as vezes se torna cansativo fazer tudo é legal e é isso que o diferencial de ser independente, ele te dá autonomia total ao seu trabalho, mas as vezes sentimos falta disso. Acho que cada banda trabalha de uma forma, acho que uma banda quando começa não tem escolha tem que começar a ser independente e fazer com que as pessoas escutem sua música, siga sua página e acompanhe você nos shows, é uma forma legal de ir conquistando espaços pouco a pouco, mas como falei cada banda trabalha de uma forma, queremos conquistar mais e mais pessoas.

Muito se fala dos percalços que uma banda enfrenta por ser independente. Em sua opinião, quais são os principais fatores que ‘’estragam’’ o nosso cenário atual e quais formulas de sobrevivência artística podem ser usadas pelos que buscam e batalham (literalmente), por espaço, tal como vocês?

Netto: Acho que os principais fatores que atrapalham e que estamos enfrentando em nossa cidade (Belém) e de não ter espaços para tocar, cada vez menos abrem espaço para bandas autorais. Casas, pubs com shows cover e tributo continuam lotadas, existe público, mas as vezes é impossível marcar um show ou se você quiser tocar tem que alugar um local e organizar tudo. As coisas já foram melhores em questão de espaços, esse ano está bem complicado. Muito se fala que a banda que não consegue formar público, mas sem espaços para tocar não se forma público não se constrói uma base de pessoas que possam curtir sua banda e fazer com que ela sobreviva, acho que esse problema não é só aqui não. Ser Independente é difícil como qualquer artista que tem que bancar TUDO do Bolso para se manter e que a banda possa sobreviver e existir, acho que cada banda tem sua fórmula de trabalhar e vão de acordo com as pretensões que ela tem, respeitamos isso. Acho que o lance é esse “sobreviver” sempre está compondo, ensaiando, gravando coisas novas, lançando novidades, viajando, mantendo sua banda viva e cada vez mais conquistando espaços e público é um processo lento sendo independente, mas é muito prazeroso.

Não é de hoje que Belém vem se destacando com bandas bem legais em ascensão. Quem você recomenda da cena local?

Netto: Existem bandas muito legais por aqui, é uma cena muito interessante mesmo ainda pouco vista e divulgada. Agente pode recomendar várias, “Aeroplano” é uma delas 2 discos muito bons 10 anos de estrada, “Molho Negro” acho que é a banda que mais circula aqui do Pará estão conquistando espaços legais e tem uma safra nova muito legal como o Duo “Blocked Bones” que faz um lance em inglês, muito bem feito. Saquem essas três vocês vão curtir.

Ainda falando sobre o disco, vocês pretendem fazer algum outro vídeo desse disco novo?

Netto: Sim, estamos pensando muitas coisas, seria lindo fazer bem mais vídeos, mas ainda rola um custo e queremos fazer algo legal, não de qualquer jeito. Mas são músicas que tem “roteiros prontos”, são situações que dariam Clipes legais, estamos pensando no que fazer. Vai rolar em breve!!

Como tem sido a recepção do disco? Quais os planos futuros e imediatos da banda? Shows, novo disco?

Netto: Está sendo ótima, desde que quando lançamos estamos recebendo bons elogios e boas críticas também, esse disco é para as pessoas por isso disponibilizamos tudo pra Download Gratuito e isso está sendo muito positivo. Queremos tocar, tocar, tocar (rs) tocar muito esse ano, viajar bastante, conhecer lugares e pessoas que não conhecemos ainda, estamos planejando muitas coisas, novo show também, são muitas músicas então temos que escolher bem para os shows. Novo disco ainda não, vamos trabalhar bem esse e temos muita coisa a fazer ainda com ele. Ano que vem temos uma surpresa para a galera também. 

O álbum está disponível para streaming e download gratuito AQUI 

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