quarta-feira, 1 de julho de 2015

Aloizio - Esquina do Mudo (2015)


Aloizio não chegou aos 30, mas há tempos passou dos 18. Cresceu no samba, se aventurou no pop e descobriu o blues ao olhar para o passado quando tentava chegar ao futuro através do rock. Descendente de uma família circense cresceu em Brasília e se reinventou já adulto, em São Paulo. Fez e refez pontes, amizades e bandas, e se permitiu chegar ao fundo do abismo para descobrir se quem havia sido até então era quem ele realmente era e queria ser. E esse processo de reimaginação de si, através de espelhos e olhares externos, é o eixo de Esquina do Mundo, primeiro disco solo de Aloizio.

Criado em São Paulo e gravado em três cidades diferentes - Rio de Janeiro, Los Angeles e Nova Iorque - através de um projeto bem-sucedido de crowdfunding, Esquina do Mundo absorve o espírito nômade de seu criador em dez faixas emocionalmente cruas e intensas, de arranjos caprichosos orquestrados pelo produtor carioca Felipe Fernandes (Baleia, Iara Rennó, Caetano Veloso). A versatilidade do álbum, que passeia com naturalidade por um leque generoso de estilos, ganha unidade através de um power trio registrado pela primeira vez em disco, que além da voz e das guitarras de Aloizio, se completa com o baixo marcante de Pedro Broggini e pelas levadas criativas do baterista Samyr Aissami.

Esquina do Mundo começa com “Mudado”, um indie rock cadenciado que apresenta o conceito do álbum e abre as portas para a potência de “Baile das Ondas”: uma das faixas mais imponentes do trabalho, com elementos percussivos que dão força e dinâmica à canção. Em seguida, o álbum se revela sabiamente introspectivo em “Coleção” e “Dorme a Cidade”, ambas com participação do arranjador, saxofonista e flautista Zé Luís Segneri (Cazuza, Gilberto Gil, Bebel Gilberto), que guiou as gravações realizadas em Nova Iorque. Aos poucos, o disco se aprofunda em “Perfeição”, “Pode Vir” e “Me Movo”, trinca que explora os dilemas de Esquina do Mundo sem perder a acessibilidade dos ganchos inerentes ao talento de Aloizio como compositor. Depois da entrega, “Barco Vazio” apresenta um novo capítulo que encerra o disco, com o pop experimental e abstrato de “Mito do Herói” e a energia de “Versos do Acaso no Infinito do Verão”, a única das dez músicas já lançadas anteriormente (no EP Stereo Músicas de Amor, 2013), mas agora com nova roupagem e novos timbres.


Esquina do Mundo pode ser baixado gratuitamente AQUI. O álbum também apresenta versões em CD e fita K7, à venda nos shows, e disponível nos principais serviços de streaming: Spotify, Deezer, Rdio e iTunes.
https://www.facebook.com/aloiziomusica 

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