segunda-feira, 22 de junho de 2015

Banda paraense lança o tão aguardado segundo disco, ''Eu sou Spartacus''


    Por: Fernando Rosa/Senhor F


Eu sou Spartacus” é o segundo disco do Turbo, banda de Belém do Pará, ao Norte do Brasil. O disco foi gravado em Gotemburgo, na Suécia, por Chips Kiesbye, o cara por trás de gente como Hellacopters, Millencollin e Sahara Hotnights. A banda ficou 18 dias no país, no inverno passado, trabalhando 12 horas por dia no estúdio Music-a-Matic, um dos mais importantes do país. O disco foi mixado e masterizado por Henryk Lipp.


Antes de mais nada, um feito, mas algo bem razoável quando sabe-se que à frente do Turbo está um cara chamado Camillo Royale. Desde os tempos de sua banda anterior, a lendária Eletrola, ele construiu uma trajetória de superar desafios, mantendo-se fiel às suas ideias musicais. Um grande guitarrista, compositor e também cantor, Camillo é um dos heróis da cena independente local.

Gravado por Camillo Royale (guitarra e voz), Wilson Fujiyoshi (baixo) e Netto B. (bateria), “Eu sou Spartacus” traz oito faixas com um pop elétrico pouco visto por aqui. As guitarras nervosas e os refrões ganchudos traçam uma imaginária conexão com o clássico pop sueco. Se algum lugar no Brasil tem essa mesma vocação é Belém, ainda por afirmar nacionalmente essa inequívoca qualidade musical.


A música “Bem-Vinda” dá o tom do que segue nas demais sete faixas, gemas do moderno rock brasileiro que ainda resiste na independência. “Gibson”, com um refrão espetacular, é um tema carregado de um tom editorial, que de certa forma sintetiza a experiência vivida pela banda e seu resultado, o ótimo “Eu sou Spartacus”. “Foi a melhor coisa que já fiz na vida”, diz Camillo. O rock agradece pela ousadia.

O disco está disponível para download gratuito AQUI  

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