segunda-feira, 29 de junho de 2015

NOSSO QUERIDO FIGUEIREDO - EU NÃO ESTOU EM SINTONIA (2015)


Eu Não Estou Em Sintonia” é o segundo lançamento do músico porto-alegrense Nosso Querido Figueiredo em 2015 (o primeiro foi o EP “Introspective Summer”). No entanto, não poderia ser mais diferente de seu antecessor. Para além da óbvia constatação de que o álbum é inteiramente cantado em português, Figueiredo apresenta aqui canções temática e estruturalmente diferentes daquelas lançadas no início do ano.

As letras melancólicas foram substituídas pela zombaria generalizada. Se “Introspective Summer” trazia canções lentas e contemplativas, aqui o tom é outro: são canções diretas, com batidas rápidas e de duração menor (a faixa mais curta tem 1m08s e a mais longa, 3m37s). E se o conteúdo das letras está mais abrasivo, não se pode falar o mesmo da forma. São crônicas adaptadas às convenções da música pop. Cada faixa é um breve ensaio musicado a respeito de algo.

Figueiredo deixa aflorar seu gosto pela primeira fase do post-punk e essa cooptação se manifesta no uso da voz, na instrumentação e no aspecto geral da produção: as músicas foram gravadas como se viessem de um passado distante, como se fossem transmitidas de dentro de um submarino.

O álbum se encontra disponível para streaming e download gratuito logo abaixo

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cosmic Ship lança seu primeiro single e marca estreia do selo caxiense Mito Records


A Cosmic Chip está lançando o seu primeiro single, “Conto Praiano”, pelo selo caxiense Mito Records, que também estreia suas atividades. O lançamento está sendo feito através do perfil do Soundcloud da banda. A música fará parte de um EP que ainda não tem nome definido, mas que poderá sair na segunda quinzena de julho.


O quarteto começou suas atividades em meados de 2013, sendo formada por Guilherme Fraga Leite, o Chula (Contra Baixo), Marcio Locatelli Schitezky (Bateria), Christian Locatelli Menes, o Titi (Guitarra Solo e Voz) e Allison Locatelli Menezes (Guitarra Base e Voz). Os mesmos somam a sua sonoridade diversas influências do rock e até do reggae. O single em questão traz em sua levada o surf rock, com base nos timbres do que era produzido na década de 70.


O selo Mito Records, escolhido pela banda para a publicação online do single e que inicia seus trabalhos a partir desse lançamento, será integrado inicialmente por bandas de Caxias do Sul e do Vale dos Sinos.
https://www.facebook.com/cosmicshiprock
https://www.facebook.com/mitorecords

Capona solta prévia do álbum Adults Are The Young Who Failed

Foto: Vanessa Mota
O selo alagoano Gangue do Beijo chega ao seu 4º lançamento: após Super AmareloShe Was a Boy e Karaokê Holanda, chegou a vez do trio de grunge místico Capona. A banda é formada por André Evangelista (bateria), Marcos Cajueiro (vocal e guitarra) e Victor Hugo (baixo), todos nascidos na cidade do ASA de Arapiraca.

O som do trio traz influências de rock clássico (Pink Floyd, Dire Straits, Queen) e rock alternativo dos anos 90 (Pixies, Pavement, Radiohead, Slowdive, Blur), dentre outras.


Seu primeiro single “John Hughes” está sendo lançado como vídeo e foi dirigido por Gabriel “O Gondry Alagoano” Duarte (Super Amarelo). Esta música faz parte do álbum  Adults are the young who failed  que terá cinco faixas e está com lançamento previsto para os próximos dias.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Enxaqueca é o primeiro disco cheio da LuvBugs


Formada por Rodrigo Pastore (guitarra/voz) e Paloma Vasconcellos (bateria), a LuvBugs lança Enxaqueca, seu primeiro disco cheio com o consistentemente e maravilhoso lo-fi- indie- alternativo.

Suas melodias cativantes e letras enganosamente simples trazem à mente os burburinhos radiofônicos dos anos 90, notas baixas de ressonância, linhas macias de bateria e um vocal bastante singular, que, misturada com a natureza extremamente pessoal de suas letras, faz sua música soar perfeitamente em casa na era do Twitter e Tumblr, onde os jovens estão mais à vontade para discutir suas inseguranças com seus seguidores do que eles estão com seus amigos da vida real.



O poder da música da banda vem de sua capacidade de ser altamente pessoal e quase universalmente relacionável. ”Não há nenhuma tragédia neste álbum, para salvar as pequenas tragédias que experimentamos na vida diária”. As relações disfuncionais, brisas florais de verão, sentimentos dos mais difusos são os principais temas líricos.

A importância das letras não deve sublinhar a música pura do álbum. ''Enxaqueca'' é uma pequena joia de um álbum pop, e que é ao mesmo tempo familiar, refrescante e original. As músicas são incrivelmente cativantes, as melodias têm uma certa doçura, dando a entender que  foram escritas para amigos próximos e constantes. Um emocional violente de ideias e sentimentos, e você provavelmente vai ter pelo menos alguns bons versos presos em sua cabeça depois de ouvir o álbum. Enxaqueca ajuda a acentuar a urgência da música.

Lindberg Hotel - Cotton Chains Entrelaça dentro e fora diferentes frases e melodias com facilidade


É preciso uma quantidade incrível de devoção para que um artista coloque cada bit de coração sem machucar sua música, mas é preciso uma quantidade ainda maior de trabalho para se certificar de que soa dessa forma também, especialmente dentro de uma banda. Dito isto, a quantidade de devoção e trabalho duro por trás de um homem só é muito óbvio.

Depois de uma estreia agradável com o autointitulado, o Lindberg Hotel, a banda de um homem só comandada por Claudio Romanichen traz em 2015 a confirmação do seu talento confortável e inquieto. A opção por composições fáceis focadas em arranjos comportados e melodias básicas se faz presente neste que é um EP de sobras e com algumas faixas inéditas lançadas pelo selo Som e Fúria Records.

'’O EP é uma coleção de 5 faixas que não foram lançadas nos LPs anteriormente: a faixa é uma regravação de "Cotton Chains", do disco "Lindberg Hotel II". A faixa 2 originalmente apareceu na coletânea “Natal Lo-fi Vol. 1”, organizada e lançada por Vinícius Dias para a Polidoro Discos em 23 de dezembro de 2014. A faixa 3 é do tributo “Leave Them All Behind: A Tribute to Ride”, organizada e lançada por Renato Malizia para a The Blog That Celebrates Itself Records em 16 de Março de 2015. As faixas 4 & 5 são improvisações gravadas em um mp3 player circa 2008/2009.’’ 

Liricamente, o EP contém uma honestidade devastadora e sentimentos contidos em cada faixa, dão ao ouvinte a ideia que se quer passar através de tudo isso. Começa com uma vibração positiva, mas no meio da terceira música, o conteúdo e o clima geral torna-se notavelmente mais grave. A diferença entre a primeira e a última canção do EP é firme, mas em nenhum momento fez essa mudança se sentir forçada, ou até mesmo intencional. A progressão entre as músicas é tão natural, uma habilidade que será útil para LPs e EPs por vir.

Cotton Chains é a trilha sonora perfeita para distância entre o eu e alguns em outro lugar abstrato, corações etéreos de outro mundo, a estimulação melancólica, e som lo-fi atmosférico. Uma espécie de remake de revelações com o dia do juízo iminente espreitando cada canção. É uma reminiscência de Elliot Smith e sua despojada verve DIY com ritmos cativantes e um tom bucólico. Se isso não é um resumo perfeito da condição de ser um jovem artista em um mundo totalmente fodido que obriga as pessoas a passar os seus dias fazendo coisas que em última análise são sem sentido e desgastante, mas encontrar alguma razão para continuar em frente e encontrar importância em outras partes da vida, eu não sei o que é. No geral, este é um registro que certamente vale a pena ouvir. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

Coletânea reúne artistas da cena musical independente pernambucana


Duas coisas todos sabem - Pernambuco sempre foi um grande celeiro de músicos e a internet possibilitou novas formas de divulgar projetos artísticos de maneira genuinamente independente. Entretanto, muitas bandas/artistas do estado acabam trabalhando como se fossem fenômenos isolados do meio em que transitam e a falta de mídias de referência locais (sejam elas a rádio, TV, portais, sites ou blogs) dificulta a vida, tanto de quem produz música, como de quem quer ter acesso a isso tudo. 


A coletânea "Os 14 Mais" acaba sendo uma alternativa a isso. O nome faz uma alusão direta as antigas coletâneas de artistas populares, a forma da época de divulgar vários trabalhos diferentes. Utilizar esse formato, com o acréscimo das possibilidades dos dias atuais, acaba sendo uma forma de apresentar um panorama mais amplo de novos artistas pernambucanos.


A forma coletiva como o trabalho foi feito também vale ser salientada. Todos os músicos envolvidos colaboraram de forma efetiva para a realização concreta da coletânea, seja na escolha da ordem do repertório, na parte gráfica, na masterização e demais coisas. E podem aguardar, pois isso é apenas o começo de uma série de realizações que ainda devem ser feitas em nome desse projeto.

Na "Os 14 Mais", é possível encontrar uma gama variada de bandas e artistas de diversas gerações que representam um pouco a atual produção Made In PE. Passando do blues rock ao regionalismo progressivo, de sonoridades acústicas a ruidosidades assumidas, de canções palatáveis, climas viajantes, instigantes, intrigantes, dançantes e o escambau; um pouco de tudo você encontra aqui. 


Guarde um tempo livre, abra algumas cervejas geladas e, se quiser, chame uns bons amigos para apreciar "Os 14 Mais". Afinal, em conjunto, as coisas fluem de uma maneira rápida, divertida e eficiente.

Ouça os novos sons de Pernambuco

Britônicos - Onde a Estrada Vai (2015)

Foto: Marina Morena 
A constante busca de inovação e renovação faz da Britônicos uma daquelas bandas que absorvem, transformam e reverberam influências e gêneros – do rock tradicional ao britpop – em um som próprio, focado em boas canções que reflitam os novos tempos.

O lançamento do segundo EP “Onde a estrada vai” (2015) consolida a maturidade visual, pessoal e sonora que já ecoava desde “Cinco” (2014), afirmando uma identidade mais completa e dinâmica da banda, expressa nas letras e melodias inspiradas nos pensamentos e situações do cotidiano. Com o EP, a banda lançou também o clipe da primeira faixa chamada "My Acid Love". Confira logo abaixo.

Streaming e Download gratuito do EP AQUI 

Somewhere Between The Space Shines Like An Antenna To Life lança Vídeo para a faixa ''No''


Somewhere Between The Space Shines Like An Antenna To Life é um projeto musical que nasceu no inicio de fevereiro de 2015 em Curitiba. Idealizado por Davi Dornellas e Sayuri Kashimura. A ideia da banda e das músicas surgiram em parte da influência de filmes e de bandas como Slowdive e GY!BE.

Davi começou a criar e gravar as músicas, logo após os dois se juntaram para fazer as letras e a parte da produção do primeiro EP, ‘’SBTSSLATL’’. O seu debut serve para introduzir o duo como indivíduos que amam o subterrâneo oitentista. No entanto, como muitos DIY, o apelo aqui reside no estilo do que na substância. 

O disco narra uma história que se passa na terra e no espaço, fala sobre avida e futuro dela, sobre o amor e a morte. A gravação foi feita todo em casa de forma independente por ambos acreditarem que o processo assim seria mais autêntico e fiel ao estado de espirito no qual se encontravam.

Repleto de ambiente lúgubre, acordes dissonantes, e muita distorção, o EP oferece melodias inteligentes e muitas vezes sufocantes. Um misto de Dream Pop/Shoegaze de seus pares em algo mais sombrio e mais experimental. Ele bate em você com um nível semelhante de intensidade emocional ao dizer claramente que eles estão aqui para ficar. É realmente muito impressionante como a magnitude de tantas influências pode criar algo tão pensativo como "SBTSSLATL".


Confira logo abaixo o vídeo da faixa ‘’No’’ e ouça o EP com download gratuito



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Banda paraense lança o tão aguardado segundo disco, ''Eu sou Spartacus''


    Por: Fernando Rosa/Senhor F


Eu sou Spartacus” é o segundo disco do Turbo, banda de Belém do Pará, ao Norte do Brasil. O disco foi gravado em Gotemburgo, na Suécia, por Chips Kiesbye, o cara por trás de gente como Hellacopters, Millencollin e Sahara Hotnights. A banda ficou 18 dias no país, no inverno passado, trabalhando 12 horas por dia no estúdio Music-a-Matic, um dos mais importantes do país. O disco foi mixado e masterizado por Henryk Lipp.


Antes de mais nada, um feito, mas algo bem razoável quando sabe-se que à frente do Turbo está um cara chamado Camillo Royale. Desde os tempos de sua banda anterior, a lendária Eletrola, ele construiu uma trajetória de superar desafios, mantendo-se fiel às suas ideias musicais. Um grande guitarrista, compositor e também cantor, Camillo é um dos heróis da cena independente local.

Gravado por Camillo Royale (guitarra e voz), Wilson Fujiyoshi (baixo) e Netto B. (bateria), “Eu sou Spartacus” traz oito faixas com um pop elétrico pouco visto por aqui. As guitarras nervosas e os refrões ganchudos traçam uma imaginária conexão com o clássico pop sueco. Se algum lugar no Brasil tem essa mesma vocação é Belém, ainda por afirmar nacionalmente essa inequívoca qualidade musical.


A música “Bem-Vinda” dá o tom do que segue nas demais sete faixas, gemas do moderno rock brasileiro que ainda resiste na independência. “Gibson”, com um refrão espetacular, é um tema carregado de um tom editorial, que de certa forma sintetiza a experiência vivida pela banda e seu resultado, o ótimo “Eu sou Spartacus”. “Foi a melhor coisa que já fiz na vida”, diz Camillo. O rock agradece pela ousadia.

O disco está disponível para download gratuito AQUI  

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O EP impressiona em termos de melodia vocal e conteúdo temático | Uma coleção coesa de músicas que ressoam em um nível muito pessoal


Do desejo de compartilhar com o mundo os pensamentos, sensações e sentimentos antes apenas reservados ao domínio do próprio quarto, surgiu, em maio de 2012, o projeto Winteryard. Tal qual um jardim de inverno, a sonoridade da banda, influenciada por Sharon Van Etten, PJ Harvey e Warpaint, é claramente Intimista, essencialmente pelo uso da guitarra, forte e ao mesmo tempo delicada, percebida nas composições e no vocal.

Seu debut EP, intitulado “The place where i've beenbefore”, nasceu como um projeto pessoal, um convite ao público a extrair a simplicidade contida no “jardim”, o íntimo, de cada um de nós. Hoje, como banda, a Winteryard explora a delicadeza dos detalhes, mas mantém sua identidade minimal.

O novo material, composto por cinco músicas, mantém a alma intimista, os dedilhados de guitarra e as melodias suaves, herança do EP de estreia lançado em 2012, porém com momentos de explosão de guitarras sujas e distorcidas que parecem ter vindo de algum lugar dos anos 90.

Como o nome mesmo anuncia, o interminável inverno no qual a banda se diz submersa, tem relação direta com o amor e seus altos e baixos. O tema, já presente no DNA da banda, ganha neste novo trabalho outras texturas e atmosferas intensificando a relação sinestésica com o ouvinte.


As letras de alto teor confessional soam como um desabafo, algo fácil de identificar logo no início do EP na frase repetitiva “Do not love you anymore” da faixa “Intro (Reminder)”, que mostra o fim de uma história prestes a começar. História que passa por uma relação bipolar em “Gray Skies”, o medo da entrega total em “Break and Fall”, o cansaço sobre a dor de um amor que insiste em não cessar em “Endless Love Song” e termina na autoexplicativa“Frustration”.

O download gratuito do EP pode ser feito AQUI 

Guilherme Granado - Homeless Loops (Prop Recs)‏


O músico paulistano Guilherme Granado, lançou seu novo trabalho, em parceria com a Propósito Records. Depois do elogiado Glaciers of Nice Vol 01, com premiere pelo excelente Tiny Mix Tapes, Guilherme retorna com Homeless Loops. Nas palavras do próprio, o novo trabalho pode ser resumido assim:

''Em algum ponto de 2010, por diversos motivos, me vi sem acesso ao meu estúdio ( a toca do conart), meus discos, e quase tudo da minha vida pessoal e musical. essa coleção de loops e canções documenta uma parte desse período. tudo foi feito com o que eu tinha na mão:  basicamente um sampler, um pequeno sintetizador, uma vitrola portátil e mais ou menos 25 discos.''

Guilherme é membro da banda paulistana Hurtmold, integrante do trio São Paulo Underground, Black Cube SP, Exploding Star Orchestra, além de colaborar com músico como Pharoah Sanders, Rob Mazurek, Prefuse 73, Dan Bitney (Tortoise), Bill Dixon, Naná Vasconcelos e Marcelo Camelo (Los Hermanos)

Aldan - Terceiro disco do quarteto é expressivo e bebe na fonte do experimentalismo eletrônico



Com suas letras tragicômicas, melodias divertidas e shows empolgantes, a Aldan vem se destacando na cena independente de Belo Horizonte. Em atividade desde 2006, o quarteto formado por Marcus Vinícius Evaristo (voz e guitarra), Davi Brêtas (guitarra), Bruno Carlos (bateria e voz) e Fernando Bones (baixo e voz) apresenta canções mergulhadas em sentimentos nada politicamente corretos, como vingança, inveja, ira e indiferença. Tudo isso com ironia e senso pop.

Em 2010 a banda lançou o EP “Você já roubou hoje?” e o disco "Uma nova humilhação" (2012) agora apresenta seu terceiro trabalho, um disco cheio de samplers e elementos eletrônicos, intitulado “Pode Ser que Daqui um Tempo Eu Tenha 30”. Gravado por Fabrício Galvani, no Estúdio Casa Antiga; Lucas Mortimer, no Estúdio Mortimer; e Fernando Bones, o novo disco traz uma banda mais experimental, intensa e madura.

O elogiado desempenho da banda ao vivo esteve presente em festivais renomados do cenário mineiro, como o Circuito Conexão Vivo (BH), Alternativo Rock Fest (Itabirito), Grito Rock (Poços de Caldas, Andradas e Sabará), Festival Mamute (Lagoa Santa), OutroRock (BH), Festival Fora do Eixo (BH) e Transborda – Festival de Artes Transversais (BH). Especialmente em 2011 a banda alcançou grande destaque com o lançamento de seu primeiro videoclipe, da música “Chá-Chá-Chá”, que mescla animação e realidade, e com a seleção, através de votação popular, para o Edital de Seleção Artística Conexão Vivo 2011/2012, como a segunda banda mais votada do país. Por esse edital, a Aldan se apresentou para mais de cinco mil pessoas na edição do Conexão Vivo em Belém do Pará.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Maglore apresenta mais duas novas músicas que estarão no álbum "III"‏


A uma semana da première do álbum “III”, o Maglore oferece mais duas prévias do CD produzido por Rafael Ramos (Pitty, Titãs), que será lançado pela Deck: "Se Você Fosse Minha" e "Invejosa".


Ao lado de "Mantra" e "Dança Diferente", as canções que a banda libera no canal do YouTube da gravadora, reforçam a verve pop do terceiro disco de Teago Oliveira (voz e guitarra), Rodrigo Damati (voz e baixo) e Felipe Dieder (bateria e percussão).



Gravado ao vivo em fita de rolo, entre janeiro e maio deste ano, no Estúdio Tambor (Rio de Janeiro), “III” conta com onze faixas marcadas por texturas setentistas, letras reflexivas e referências de rock e música brasileira.

A turnê do novo trabalho começa no Nordeste, no início de julho — em casa, na capital baiana, eles se apresentam no Pelourinho no dia 05. Radicado em São Paulo, o Maglore toca na capital paulista em 02 de agosto, no Auditório Ibirapuera. Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre recebem o grupo no mesmo mês (detalhes a seguir).


Em boa parte das apresentações, o trio Dingo Bells divide a noite com o Maglore.

Agenda:
03/07 — República (Aracaju/SE)
04/07 — Antiquário (Feira de Santana/BA)
05/07 — Largo Pedro Arcanjo/Pelourinho (Salvador/BA)
02/08 — Auditório Ibirapuera (São Paulo/SP)
20/08 — Opinião (Porto Alegre/RS)
21/08 — Jokers (Curitiba/PR)
22/08 — A Autêntica (Belo Horizonte/MG)
03/10 — Theatro Treze de Maio (Santa Maria/RS)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Quarto Negro lança segundo disco, Amor Violento | O disco é esperançoso e cercado de saudosismo

Foto: José Menezes
O duo Eduardo Praça e Thiago Klein formaram o Quarto Negro em 2009 e desde então lançaram dois EPs e o aclamado álbum "Desconocidos", gravado em Barcelona, Espanha. Após ser considerado pela imprensa brasileira como um dos melhores discos do ano de 2011, a banda decidiu realizar uma turnê pelo Brasil e se distanciar por um tempo dos estúdios. Em 2013, começaram a trabalhar em "Amor Violento", álbum que foi lançado no primeiro semestre de 2015 com o documentário PDX-GRU, que mostra filmagens da gravação da dupla num estúdio em Portland e diversas bandas da cena da cidade americana.

Eles consideram que o tempo entre os discos foi necessário. “Foi um processo feito com muita calma e grande respeito às composições”, conta Thiago. Essas composições são onze, e serão acompanhadas de um documentário em longa metragem. GRU-PDX será lançado logo após o álbum e mostra a viagem e rotina de gravações no Oregon. A direção é do “integrante honorário” Daniel Barosa.



A gravação levou cerca de um mês e conta com participações especiais de Benjamin Weikel da banda Helio Sequence (Sub Pop Records) na bateria, Justin Harris da Menomena no baixo, além da ajuda de Kathy Foster dos Thermals. A sonoridade do novo trabalho remete a artistas como Grizzly Bear e Wilco, um trabalho sônico, com bastante brilho e consistência.


Ouça o segundo disco do Quarto Negro, ‘’Amor Violento’’

Monte Resina - E quando você pensa sobre isso, é o que a música faz, leva você a uma viagem através de coisas que surgem na vida


Ao adentrar a Masmorra Verruga, esteja armado com um Projétil e tenha cautela com as infames Formigas do setor P13, do Semi-Império de Lontras. – Lucas Miranda

A banda Monte Resina de Florianópolis (SC) iniciou suas atividades no final de 2010, quando o guitarrista Paulo Douglas e o baixista Cainã Almeida (que era o baterista na época) começaram a experimentar sonoridades influenciadas pelo stoner rock, metal alternativo e afins.

Desde lá, o grupo passou por algumas transformações e, em meados de 2014, firmou-se como um trio instrumental, com Ricardo d’Almeida na bateria.

Pouco depois disso, em novembro do mesmo ano, lançou seu EP de estreia. Produzido de modo totalmente independente, o álbum foi gravado, mixado e masterizado por Paulo Douglas em seu quarto.

Em março de 2015 a banda tocou ao lado do grupo americano The Flying Eyes no show realizado em Florianópolis da turnê sul-americana desta banda, organizado pelo Treze e Música Ofensiva em parceria com a produtora Abraxas, que geriu a turnê como um todo.

Atualmente, a Monte Resina segue fazendo apresentações ao vivo enquanto termina de produzir o seu primeiro LP.

Download do EP gratuito AQUI 
https://www.facebook.com/monteresina

terça-feira, 16 de junho de 2015

FONES: Banda de garage rock sorocabana anuncia mini-turnê pelo RJ‏


O FONES - quarteto garage rock da zona industrial de Sorocaba-SP - anunciou que fará uma mini-turnê pelo RJ neste fim de semana. O grupo se apresenta em São Gonçalo na sexta-feira (19), no Escritório (20) e em Realengo, no domingo (21). Em duas apresentações a banda será acompanhada pelos cariocas da Milhouse.    


O FONES nasceu em 2012 e se destacou rapidamente pelos shows potentes e comportamento desregrado no palco. O grupo é formado atualmente por Renan Pereyra (guitarra/vocal), Ariel Machado (guitarra/vocal), Paulo Augusto (baixo/vocal) e Jefferson Viteri (bateria).


  
O primeiro EP da banda, ‘’Revólver’’ (2012), teve grande repercussão no meio underground, rendendo comparações a bandas como Nirvana, Sonic Youth e The Vines, além das brasucas Volpina e Cachorro Grande. Após um hiato não declarado, o grupo está de volta aos palcos apresentando canções do seu próximo disco, intitulado Minha Existência É Um Crime. O álbum será lançado ainda em 2015.
https://www.facebook.com/fonesoficial  

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Forest Crows - Mistakes Are Requirements For Hits - 2015


Das indiferentes salas de aula da Universidade Anhembi Morumbi, alunos do curso de Produção Musical motivados pela mesma temática experimental e contemporânea, iniciam um processo de busca à porta de entrada para sua vestimenta artística, propondo a fuga do clichê e do conveniente.

O resultado foi que em menos de três meses, eles conseguiram compor, mixar e masterizar seis músicas, que enquadram o EP “Mistakes are Requirements for Hits”. Lançado em janeiro de 2015, alcançou visibilidade internacional em menos de 24 horas, recebendo uma resenha na “Forksterocks” que definiu sua sonoridade como “uma banda elétrica que realmente caminha por entre as extremidades do rock alternativo, tanto do experimentalismo psicodélico, quanto a agressividade grunge e o sofisticado ritmo blues, em uma atmosfera frenética e atordoante”.

A banda está atualmente em um tour de divulgação do seu EP por São Paulo e também tem apresentado uma perspectiva ao vivo bem convidativa, com canções inéditas e conceituais.


Download grátis do EP AQUI 

Vespas Mandarinas lança compacto com participação de Mark Arm do Mudhoney‏


Chega às lojas nessa semana, o novo compacto em vinil do Vespas Mandarinas, “O Ovo Enjaulado” (Polysom), com duas faixas: “A Man Without Qualities” e “Estrada Escura”.  

O Vespas Mandarinas, que tem se destacado no cenário pop rock brasileiro com uma poética bastante peculiar, aproveitou o que eles chamam de uma espécie de 'janela', enquanto não gravam o novo álbum, para experimentar novas formações e estilos dentro do amplo universo de referências do rock. O proto-punk e a psicodelia deram o tom nas gravações.

“A Man Without Qualities”, a faixa do lado A, é uma versão em inglês para “Um Homem Sem Qualidades” música já aclamada pela crítica especializada e apontada como a 20ª melhor música de 2013, segundo a lista de “Melhores do Ano” da revista Rolling Stone. De autoria de Thadeu Meneghini e Adalberto Rabelo Filho, este também responsável pela versão em inglês, a faixa conta com a participação especialíssima de Mark Arm, vocalista da banda norte-americana Mudhoney, no vocal. Mark foi um dos responsáveis pelo embrião do movimento grunge, que teve seu ápice nos anos 90 e reconhecimento internacional através de bandas como Nirvana e Pearl Jam. Trata-se do lado de referências proto-punk do compacto. Produzida por Chuck Hipolitho e Thadeu Meneghini no estúdio Costella, a faixa conta ainda com a participação de Lee Marcucci no contra-baixo.

“Estrada Escura”, faixa do lado B, é uma canção escrita por Taciana Barros (Gang 90/Solano Star) e Michel Kuaker (Yo Ho Delic). A faixa evoca uma espécie de elo perdido no rock paulistano/brasileiro. Algo como se Mutantes e Violeta de Outono entrassem num túnel do tempo e montassem um novo grupo em 2015, nos porões do Centro Cultural São Paulo (CCSP), transformando-se no que o poeta Roberto Piva definiria como 'um grupo com a noção perfeita da cloaca primitiva', que varresse da consciência 'nossos sonhos medíocres' e nos libertasse 'desta última hipnose chamada civilização'. Nos versos da canção, Thadeu derrama: “onde a loucura é amiga da lucidez”, trazendo à tona o desvio psicodélico/surrealista do compacto. Produzida por Thadeu Meneghini & Michel Kuaker no estúdio Wha Wha, a faixa traz a participação de Rodrigo Bourganos (Bombay Groovy) no sitar.

A capa escolhida para o compacto é um capítulo à parte. O desenho criado pelo artista Theo Castilho - punk de nascença e criador de uma das casas de punk rock mais emblemáticas de São Paulo, o já extinto Carbono 14 - representa de maneira quase exata a intersecção dos dois universos citados logo no início: o proto-punk e a psicodelia. A direção de arte é assinada por Taciana Barros.

No contexto atual, onde o rock nacional não tem censura, mas também não se atreve, o compacto “O Ovo Enjaulado” se apresenta como um banho de lua, ou apenas como um remédio pra livrar-nos do tédio. O resto é história.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Entrevista - Fevereiro da Silva | O Baile Sonhador


Texto por: Rubens Herbst   


‘’Ainda estou aqui’’, canta Riccardo Borges no inicio e no desfecho de ‘’O Baile Sonhador’’, e a veemência com que faz isso conecta o segundo disco da Fevereiro da Silva com aquele primeiro, de 2011, em que a banda  de Joinville perguntava no titulo: Posso ser o Autor?. É como se ela celebrasse o vigor de sua opção pela música autoral e reafirmasse a crença na veia criadora. Mas o quinteto não o faz como parte de uma simples sobrevida – o que o novo trabalho mostra é uma banda amadurecida, mas determinada a ‘’viajar’’ dentro de sua identidade musical.

Sonhar, no vocabulário desses Silvas, é alimentar os princípios de liberdade criativa e permitir-se formular paisagens sonoras surpreendentes e até oníricas. Porque o bailado propriamente dito não está entre as prioridades do grupo desta vez. A rigor, apenas 50mg – que inaugurou os trabalhos de divulgação como single e um videoclipe acoplado – tenta conduzir o ouvinte à pista de dança. As outras 10 faixas mapeiam os experimentos com o rock e o groove abrasileirado.


Confira a entrevista com Lucas Machado, baterista da Fevereiro da Silva. 


Como foi o processo de formação da banda? 

Tudo começou com o fim do ammusia, antiga banda em que Ricardo (voz) e Lucas (bateria) participaram e resolveram continuar o projeto com outra formação, integrantes e nome. Assim, de 2006 pra 2007, nasceu o Fevereiro da Silva.

Teve muitas mudanças no decorrer desses dois álbuns? 

Mudança na formação somente o Hélio (trompete) que saiu oficialmente este ano. Mudança nas composições e em nossa maturidade como musico, bastante. Considerando os quase 4 anos entre o lançamento do primeiro para o segundo álbum.

Quais as influências de vocês? 

Somos fãs de rock, de samba, de rap, de reggae e somos influenciados por artistas como Raul Seixas, Chico Buarque, Racionais e Paralamas.

Qual a origem do nome da banda? 

Queríamos um nome que remetesse a mistura. Logo veio o nome Fevereiro, mês de carnaval e de saudosas canções, e o sobrenome Silva, de tantos foliões.

Como funciona o processo de composição? Todo mundo contribui? 

Sim. Nosso processo de composição é bem diverso. Não seguimos uma única forma de compor. Há composições com letra de um, harmonia de outro e melodia feita em conjunto. Como também rola musica de um só compositor ou outro que pega a letra de um e "musica".

Por que demoraram tanto para lançar o segundo disco? 

Ficamos quase dois anos fazendo shows do " Posso ser o autor?", nosso primeiro disco, e quando resolvemos compor o segundo, nos submetemos a um processo diferente do primeiro, onde fomos produzidos pelo nosso amigo Rafael Zimath (banda Somaa) desde as composições no violão, passando pelas gravações em estúdio e por fim edição e  mixagem. Demos o tempo necessário para que o resultado atendesse nossas expectativas. Acabou excedendo.

Durante esses anos devem ter rolado muitas composições. Como foi o processo da escolha do repertório do novo trabalho? 

Na verdade estávamos muito envolvidos com os shows do primeiro álbum e pouco produzimos pra o segundo até o final de 2013. Parece desculpa rsrs, mas na verdade não temos tempo pra se dedicar integralmente a banda, pois todos tem uma ocupação profissional formal, e por isso levamos mais de um ano, desde os primeiros meses de 2014, pra compor e registrar nosso segundo álbum.


Quais são as diferenças entre “Posso ser o autor?” e ‘’ O Baile Sonhador’’? 

A gente acredita que o registro de uma obra é consequência de como você está no momento, o que você esta vivendo, passando, escutando e claro, tocando. Esta "fotografia do momento" também influência nas letras, embora algumas delas sejam antigas, todas são nossas leituras para este momento. Outra diferença determinante foi o trabalho de composição que falei acima, isto refletiu nas estruturas das novas músicas, onde, por exemplo, surgiram refrões, pouco ou nada comuns no primeiro álbum.

Ainda falando sobre o novo disco, por que a escolha de ‘’O Baile Sonhador’’ para titulo? A arte gráfica da capa do disco remete alguma coisa? 

O nome surgiu no final das gravações, como uma sugestão do nosso  produtor Rafael Zimath. Pelo que lembro era um nome gigante, algo como "banda larga de um baile sonhador" kkk por aí. Gostamos do conceito e adotamos "O Baile Sonhador", que juntamente com a arte da capa, tem a intenção de criar uma atmosfera de sonho, de constante movimento, e porque não, do nosso sonho de viver pra música e pra ela dedicar todo o tempo que ela merece.

E como tem sido a recepção do público quanto a esse álbum? 

Está muito bom! Temos lido e ouvido muitas coisas legais, principalmente de quem acompanha a gente desde o "Posso ser o autor?". Estamos bem animados com a possibilidade de alcançarmos outras regiões do país e desde já agradecemos de coração a atenção que vocês estão nos dando. Gostaríamos muito de levar o baile pra Belém.




Como é a cena independente de Joinville? Quais bandas indicam para o blog? 

É bastante movimentada e fértil, com varias bandas produzindo EPs, albuns, clipes e fazendo shows. Nossa, é muita responsabilidade citar nomes, com certeza vou esquecer de alguém, mas vamos lá. Todas as bandas que citarei estão ativas, tem ou estão produzindo material próprio... Os Depira, Sylverdale, Somaa, Vacine, Uhul, Coletivo das Flores, Miopia e... (vou lembrar de mais alguém quando pressionar o botão enviar).

Quais os próximos passos da Fevereiro da Silva? 

Bem... Estamos na correria pra organizar nossa própria festa de lançamento aqui em Joinville, no próximo dia 4 de julho. Também estamos divulgando nosso clipe do single 50mg. Disponibilizamos o baile pra download gratuito em nosso site (www.fevereirodasilva.com.br), venda no google play, iTunes, streeming no spotfy, deezer, rdio. Isso tudo pra tocar pra caramba e levar nosso baile pra onde for possível levar.

Ouça ''O Baile Sonhador'' com download gratuito AQUI
 

Plástico Lunar - Banda sergipana lança segundo disco | Confira Dias Difíceis no Suriname


Por: Werden Tavares

A longa jornada dos que não desistem com facilidade começa muito antes dos problemas. Sim, pois muito antes, existia A esperança. A resistência veio depois, pra provar o extremo da vontade. Grilo City, certa feita, era a capital surreal do, também fantástico ou fantasioso, Suriname. De seus heróis pouco se conta, pois este lugar fica nos limites da realidade. Era difícil sair desse território, pois esse país era como uma ilha, cercada de um mar de leite azedo. Pois a verdade é longe.

Nesse longo rio da vida, passados nesse país fantástico existiam filmes imprescindíveis e shows em num cinema, lançamento de clipes, pessoas fumando e provando que o sistema de incêndio precisava ser revisto e, principalmente, um louco, sim amigos um louco... Alias 4 loucos!! Que se uniram pela musica e a vontade de fazer acontecer. Que um dia já foi solar, mas depois virou lunar. “Ah, vai lá...”. Para alcançar essa valsa, todos tomaram Algo Forte, para que fosse a hora e a vez dessas madeixas brotarem. Combinação explosiva.

Nossos heróis juntos se passaram muitas vezes como Persona Non Grata. Nem Aí, eles continuaram a iluminar o caminho das pedras com as cores que tinha em mãos. No mapa, esse era o caminho dos prodígios. Eles que já haviam encontrado Todo Pecado do Mundo, em uma de sua coleção de viagens espaciais de ida e volta, até a lua, em naves, que como o amor, era feitas de plástico.

Quem Diria? A Esperança era o que restava para que nossos heróis voassem por aí, do Suriname, de Sergipe, de suas próprias cabeças, para o mundo, para encontrar uma forma de espalhar seu Cancioneiro multicolor por toda a galáxia e além. Mesmo que os zineiros do Gambiarra não gostassem. Mophados que eram, entre quase besouros que, às vezes, se movessem como pedras na sala de jantar. Com seus raios coloridos entre acordes e camadas, entre synths e órgãos. E todos viraram conquistados fáceis e fluidos.

Confesso que de nossos heróis uma vez Quase Desisto, mas só seria possível se eu nunca tivesse provado do veneno que entorpece a cada vez que me vem à certeza de que Amanheceremos tão pouco preocupados em nascer e morrer.
Esses Dias Difíceis (e polêmicos) no Suriname, sempre irão existir. Afinal, foram eles que criaram está moldura para o quadro derretido em desencanto que às vezes são a aquarela sem traço dessa vida. Serão dias de lembranças de almas desencontradas por gerações que vagam arengueiros por certos labirintos de jovens com idades aproximadas. Talvez sejam tão desencontradas que às vezes assumem posições bipolares de idades discrepantes. E quem nunca se sentiu assim? “A realidade fere. Fere até você e eu. E além do mais eu sei bem... Não há lei em Grilo City!”.
Mas nesse lugar, com certeza, a mágica aconteceu e o rock era EXPLOSIVO!
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