quarta-feira, 6 de maio de 2015

O EP apresenta um equilíbrio constante de inquietação musical com consistência suficiente para ser fascinante e forte


A banda Circus Boy surgiu em 2008 como um projeto cover. Realizando tributos às suas bandas favoritas e passando por diversas formações, a Circus Boy se consolidou então como um power trio no início de 2011 com Pedro Lopes (vocal/ guitarra), Paulo Button (baixo) e Alexandre Cruz (bateria/vocal) e rapidamente começou a tocar em diversas casas da cidade de Campinas e região.

No fim de 2012, ainda se apresentando como uma banda cover, começou a compor suas primeiras músicas, que foram gravadas entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013 no Estúdio Mustachi em Sorocaba.  Após a produção conjunta com Pêu Ribeiro (banda INI), estas primeiras quatro faixas foram lançadas juntas em maio de 2013 no EP “The Mud, The Blood AndThe Beer”. 


A Circus Boy pode ser resumidamente descrita como uma banda de Stoner Rock. Entre suas principais influência estão bandas como Queens of the Stone Age, Motorhead, Nirvana, Foo Fighters e Metallica, mas críticos e blogueiros musicais já disseram sentir influências também de bandas como Led Zeppelin, Black Label Society, Marilyn Manson e Lynyrd Skynyrd.


Em Fevereiro de 2015, tiveram a honra de dividir o palco do Bar do Zé com mais uma grande banda de stoner rock do Brasil, o Hellbenders, de Goiânia/GO.  Abril foi um mês marcado por dois ótimos festivais: o Grito Rock Adamantina, que ficou marcado como um dos mais calorosos e receptivos shows da banda e o Taddei Fest 2, em Paulínia, ótimo festival independente junto com outras bandas de diversos estilos da região.

Anubis Mt’ey me faz esquecer de respirar, que eu tenho o luxo de fazê-lo, e que eu devo fazê-lo, a fim de sobreviver. Os tambores tribais e os riffs calorosos se tornam difíceis para me lembrar que é apenas um EP com 4 músicas sobre ele, e não um álbum cheio e demorado. Mas a música me faz tremer, como se fosse exatamente isso, como se o ouvinte estivesse sendo dominado por cada milímetro de som, é o paradoxo de estar consciente de seus pensamentos sendo manipulado e controlado. Slacker, stoner, lay-back-core esperançoso, confuso, desesperado, acido, e frenético. Chame de stoner rock , se quiser, mas eu gosto quando as bandas apresentam uma proposta de tentar coisas novas, ou pelo menos novas combinações como essa. Não é um lançamento ruim, na minha opinião. É um pequeno registro que busca explorar sua identidade e que exalta um mundo marcado por liberdades letais e criatividade intrigante.

A sonoridade em uma ou duas ocasiões me lembrou T. Rex, Blue Cheer e Kyuss.  Mas é apenas uma observação interessante, não uma distração. Esse power trio é incrível, e eu recomendo que você faça essa audição o mais rápido possível, especialmente se você estiver em uma tarde nublada e fria.


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