terça-feira, 26 de maio de 2015

Cheddars - This Is A Robbery


Por: Ricardo Schott


Influências musicais? Nada disso. Meia hora de papo com os Cheddars e é mais fácil entender a banda pelos filmes que o duo Bruno Costa (voz, guitarra, piano) e Larissa Conforto (bateria) assiste. Em sessões realizadas ora na casa de um, ora na de outro, é que surgem as inspirações para várias das canções do grupo, quase todas apontando para o lado mais agridoce do rock.

“ Pulp fiction (de Quentin Tarantino) inspirou músicas nossas, Clube da luta (de David Fincher) também", diz Bruno, fundador e compositor da banda carioca. Larissa se inspira por outros diretores. "Adoro o humor de Woody Allen e 'Meia-noite em Paris' também nos inspirou. Vi 'Réquiem para um sonho' (de Darren Aronofsky) dezessete vezes".

 “Às vezes estamos compondo e pensamos: 'Essa música tem uma base que lembra um deserto', ou algo do tipo. Já vem um filme na cabeça", atalha Bruno. Entre clássicos e documentários - alguns retratando bandas de rock - surgem climas e nomes de canções como "7 (Gran Torino)", "Hit Me" e "Honey Bunny".

O Radiohead se esconde por trás da história do grupo - não como influência, mas como fator de união. Foi num show da banda britânica no Rio, em 2009, que Bruno e Larissa se encontraram pela primeira vez. "Queria fazer uma banda com o Bruno e ele não sabia que eu tocava bem", diz a baterista.

A dinâmica dos White Stripes, mais até do que o som assombrou os Cheddars por um tempo. A dupla chegou a pensar em fechar numa formação de guitarra-e-bateria. Depois foi convidando amigos para um rodízio no cargo e fazendo parcerias com outros tantos. Um deles, o guitarrista americano Etro Canova, da banda Apside, tornou-se colaborador assíduo e até veio para o Brasil fazer uma participação no primeiro EP.

O primeiro EP de verdade do grupo saiu com edição da Warner Chappell e investe na simplicidade das canções criadas em formato-voz-e-violão. "Já fizemos muita coisa em estúdio. Agora está na hora de sair testando tudo ao vivo!", anuncia Bruno.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Greyskull Chapel - Disco é visceral e corrosivo | Confira Burden of Choice


GREYSKULL CHAPEL é uma banda de metal alternativo de São Paulo. Fundada em 2013, das cinzas da banda PAX, uma das bandas mais notórias do underground Paulista, a Greyskull Chapel incorpora em seu som influência de diversos estilos dentro do metal, indo do stoner/doom metal ao heavy metal, da psicodelia dos anos 70, a todo o peso do desert rock dos anos 90.


Composta por Arthur Zarpelon (vocal/guitarra), Douglas Oliveira (bateria), Daniel Ribeiro (guitarra/vocal), e Thiago Veiga (baixo), atualmente, a Greyskull Chapel segue realizando tour´s e gigs, apresentando o álbum de estreia “Burden of Choice”, produzido por Eduardo Xty e gravado entre agosto de 2014 - abril 2015 nos estúdios Revo e NaCena, de São Paulo/SP.
http://greyskullchapel.com/

sábado, 23 de maio de 2015

Atalhos entrega folk consistente em “Onde A Gente Morre”

Foto: Marina Casagrande 
O novo disco do quarteto paulista Atalhos, lançado para download gratuito e também em vinil duplo, consolida a transição da sonoridade 80s rock dos trabalhos anteriores para o universo folk de Tom Waits, Neil Young e Wilco.

A jornada que culmina em “Onde” começou no início de 2014, quando a banda enviou uma demo do single “José, Fiquei Sem Saída” para Mark Howard, profissional que tem no currículo discos de k.d. lang e Red Hot Chilli Peppers. Essa experiência diversa confere a ele uma habilidade especial para misturar o antigo e o novo. Howard gostou do que ouviu em “José”, mixou o single (o clipe ganhou destaque em veículos de peso) e avisou que gostaria de mixar o álbum completo, o que aconteceu.

O caminho escolhido para a gravação do novo trabalho completa o clima intimista e acolhedor que acompanha o ouvinte durante todo o disco. As sessões começaram no final de 2013 no estúdio do produtor Alexandre Fontanetti e contaram com synths analógicos, distorções harmônicas, o vocal doce de Gabriel Soares e muito experimentalismo.


“Depois de compor as músicas, começava a parte mais difícil, que era destruí- las […] Se uma música tinha potencial para ser um single pop, atrasávamos a entrada do vocal, se a sonoridade era muito limpa, colocávamos alguns ruídos e mudávamos a estrutura,” conta Gabriel em entrevista ao site BACKBEAT. Além de Mark Howard na mixagem, o disco também conta com as participações especiais de Lucky Paul (baterista e percussionista da cantora canadense Feist), Eduardo Ramos (Schoolbell) e Ana Eliz Colomar (arranjos de cordas e cello).

Atalhos é Gabriel Soares (bateria e voz), Conrado Passarelli (guitarra) e Marcelo Sanches (guitarra), Alexandre Molinari (baixo). Trazem na bagagem o EP “Mocinho e Bandido” (2008) e o álbum “Em Busca do Tempo Perdido” (2012), com participação de Marcelo Bonfá (Legião Urbana) no desenho da capa e Nelson Brito (Golpe de Estado). “Em Busca” teve canções masterizadas no estúdio Abbey Road, em Londres, e ganhou turnê pelo Brasil, Uruguai e Argentina.

Baixe o disco AQUI 
http://atalhosbanda.com/ 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Motor City Madness - Mais sujos e podres do que sempre


Motor City Madness é uma banda de rock. É como um Ramones turbinado pelo lado brucutu de um Motörhead da vida ou um MC5 dilacerado por criaturas horrendas saídas de alguma música do Misfits. O negócio aqui é som sujo, pegado, pra ouvir tomando uma - ou várias - cervejas em inferninhos fuleiros repletos de gente medonha.

Você tem que se debruçar sobre Animal Room e contemplar a angustia de Love Bites para compreender plenamente a necessidade deste registro; em contexto, as canções são colocadas de uma forma que deve definir um humor quase sufocante e muito claustrofóbico, mas à primeira vista, pode ser mais delirante e intenso. Sim, há um monte de enchimento, e há um som divertido, uma mistura de riffs insanos que se revezam carregando a vantagem sobre tambores otimista com um laço verdadeiramente saltitante. Suor consistente, transpiração ofegante e pouca serenidade. Uma mistura de vitalidade do Stooges  e criatividade do The Dictators.

Ouça o disco

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Supercolisor lança Zen Total do Ocidente


No último dia 20 de maio de 2015, a banda amazonense Supercolisor (antiga Malbec) deu um passo importante para consolidação da sua carreira – o lançamento do seu novo álbum, Zen Total do Ocidente.

O sucessor do EP PrimeiraMarcha (2009) e do álbum de estreia Paranormal Songs (2012), chega causando grande curiosidade depois de muita expectativa. A primeira música de trabalho, Planetário, divulgada em conjunto com o belo videoclipe de animação lançado no último dia 12, já conta com mais de 85 mil visualizações somadas entre o canal do YouTube  e a página do Facebook da banda – um sucesso inusual para a cena musical independente do norte do Brasil.

A cuidadosa gravação e produção de Ian Fonseca (também vocalista e pianista da banda) das 13 faixas inéditas que compõem o disco, todas em português e assinadas pelo conjunto, foram trabalhadas com grande zelo. O álbum foi inteiramente produzido e gravado no espaço da banda em Manaus entre o fim de 2014 e o início de 2015 e foi levada a Nova York para a mixagem do engenheiro de áudio Daniel Schlett (que já trabalhou com artistas como Bob Dylan, Beirut, Ghostface Kiillah e DIIV) no estúdio Strange Weather, sendo finalizado com a caprichada masterização de Joe Lambert (de artistas como The National, Animal Collective, Dirty Projectors e Sharon Van Etten), que já havia trabalhado no primeiro disco do Supercolisor.

O título Zen Total do Ocidente amarra o conceito do disco que alterna canções delicadas com momentos de intensidade sônica, característica já atrelada à estética da banda. “Esse título misterioso surgiu na minha cabeça à medida que construíamos o disco e o impacto que a ideia me causou foi suficiente para que tivesse que escrever uma faixa homônima tentando descrever a sensação que essa expressão tenta transmitir”. A experiência de composição dessa vez teve enfoque mais pessoal, íntimo, e imagino que essa será a maior diferença notada pelo público entre este e os trabalhos anteriores. “Este álbum é um retrato da confusão de sentimentos extremos sentidos nesta altura da vida: paixão, morte, envelhecer, rompimento e especialmente saudade”, descreve Ian Fonseca.

A chamativa capa do novo trabalho consiste na fotografia de uma tapeçaria, feita pelo premiado artista iraniano Mohammad Reza, que também é o autor das demais imagens que compõem a arte gráfica do lançamento. “Essa imagem traduz uma série de coisas que conversam com a mensagem do disco. A tapeçaria é um lugar de trabalho intenso e cuidadoso, e isso tem muito a ver com a nossa rotina. Vendo a foto você não consegue definir se os trabalhadores estão tristes ou felizes, cansados ou relaxados, e, claro, a foto é belíssima”, explica Zé Cardoso, vocalista e guitarrista.


Ainda sobre a imagem, Diego Souza, guitarrista da banda, detalha: “Essa ambiguidade sugerida pela capa é perceptível também nas músicas. Aliás, chamar o disco de Zen Total do Ocidente e usar como capa uma foto feita no Oriente Médio com a tipografia disposta conforme o estilo oriental, já é um comentário por si só – é uma forma da banda aglutinar diferentes ideias aparentemente contraditórias num conjunto harmônico, fugindo do convencional”.

“O disco tem natureza mais brasileira, até por ser inteiramente em português, mas, conforme avançamos na carreira, cada novo trabalho é um passo importante na construção de uma identidade própria, desvinculada de rotulação – a nossa busca nesse momento é pelo som do Supercolisor”, explica Natan Fonseca, baterista do conjunto.

O disco está disponível gratuitamente no site oficial da banda para download e streaming e também  disponível para audição em plataformas como o Itunes, Spotify, Deezer e YouTube. O disco físico vem logo na sequência e sua venda será anunciada nas redes sociais da banda. “Estamos programando um show de lançamento que será anunciado em breve para amenizar a dívida de longo tempo que temos com o nosso público, que tem pedido nossa volta aos palcos desde que nos internamos na feitura deste novo disco. Vai ser um ano agitado, com muitos shows em Manaus e por todo o Brasil”, conclui Silvio Romano, baixista da banda.
https://www.facebook.com/supercolisor
https://www.youtube.com/user/supercolisor

Ouça - Mary Chase - Electric Dog Walk

Foto: Eloisa Suda 
ELECTRIC DOG WALK" traz uma abordagem gigantesca e encharcada de reverb e traços magníficos de melodias. Gravado no estúdio Superfuzz , o novo álbum da Mary Chase amplia a estética colorida da banda em alta fidelidade e mostrando um disco extraordinário.

O sucesso do desenvolvimento de uma banda como a Mary Chase vem de mãos dadas com o desejo de crescer. Ao longo dos últimos anos, temos assistido a uma evolução semelhante ao de bandas como Circus Boy, Mais Valia e Saturndust; a partir de uma banda profundamente enraizada no mais sujo stoner-grunge, insinuando algumas sensibilidades pós-punk a uma expressão full-blown de desdém, marcado por uma necessidade de se tornar inteligível e desenvolver uma proposta diferente de tantas outras que assolam o gênero. E faz sentido, deixando de lado o advento de algo meramente comercial para se aprofundar em algo completamente substancial.

A primeira música, intitulada ‘’Galaxi’’, cheira a confusão psíquica; é uma trinca de melodias curtas de quase seis minutos, consolidados dentro de um riff de guitarra pomposo e bateria marcadamente incisiva. A faixa classifica-se entre os melhores momentos do disco e termina  com uma voz tranquila, caprichosamente sobre uma estrutura bem harmonizada.

Electric Dog Walk é uma expressão ousada mais do que uma ideia diferente. Isto é perfeitamente compreensível. Com um disco que clama por atenção, parece muito orgânico falar de todas as faixas e não cair na armadilha da opinião formada. Ele simplesmente mantém um esforço decente e entrincheirado em suas próprias ambições.

http://www.marychase.com.br/

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Macaco Bong - Terceiro disco da banda cuiabana será apresentado ao lado do projeto solo do músico e produtor Julito Cavalcante


No dia 24/05, domingo, a Casa do Mancha (São Paulo) recebe atração dupla. O Macaco Bong - que recentemente completou 10 anos de banda - mostra seu terceiro projeto, “Macumba Afrocimética”, e a banda BIKE se atira às investidas psicodélicas de Julito Cavalcante (também baixista do Macaco) no lançamento do disco “1943”. Não vai dar tempo de descansar.

O Macaco Bong, que desde 2004 traça seu caminho na história da música instrumental brasileira, chega ao terceiro álbum depois de um hiato de quase três anos. “Macumba Afrocimética” é a própria desconstrução da fórmula da banda, com Bruno Kayapy trocando a guitarra pelo contrabaixo e, assim, tornando o Power-Trio formado por dois baixos e bateria. As músicas do trabalho têm influências de funk, blues e jazz tradicional. Pra dar a liga, rock com um quê de anos 90.

Já o músico e produtor Julito Cavalcante (Macaco Bong e Negative Mantras) apresenta, com a novíssima banda BIKE, o fruto de suas experiências com alucinógenos. O disco “1943” só pode ser conferido ao vivo, nos shows, e trás referências ao Dr. Albert Hoffman, criador do LSD, à cosmologia de Carl Sagan e às teorias dos Deuses Astronautas de Erich von Daniken. A mistura remete a bandas como Pond, Greatful Dead, Walter Franco e Jards Macalé.

Dá pra se aquecer para os shows conferindo o álbum completo do Macaco logo abaixo e ouvindo “Enigma do Dente Falso”, primeiro single divulgado pela BIKE, AQUI. Turn on, tune in… e drop out!


SERVIÇO
BIKE e Macaco Bong
24/05 (domingo)
Casa do Mancha - SP
Rua Felipe de Alcaçova, s/n
$20
19h

terça-feira, 19 de maio de 2015

The Last Onion Knights - Perdidos em alguma multidão melódica da década de 90


The Last Onion Knights é uma banda de Florianópolis (SC), lançaram o EP de estreia autointitulado gravado de forma independente por Gustavo Schattschneider. Musicalmente, o registro é simplista e agradável, com muitas cordas completas, abertas, mergulhadas sobre saborosos preenchimentos de baixo e bateria de alta energia. Uma atenta audição repetida mostrará detalhes intricados na música da banda.

O primeiro registro do quarteto se destaca por se desviar da fórmula tradicional do gênero: 'Preocupações, com uma enxurrada de guitarras repetitivas sobre tambores complexos que leva a um clímax agressivo’’. No todo, é um bom começo para a banda. 

Ouça o EP de estreia da banda

terça-feira, 12 de maio de 2015

Entrevista - Mahmed - "Sobre A Vida Em Comunidade"

Foto Luana Tayze
Mahmed é uma banda instrumental de Natal, nordeste do Brasil, com influências que vão da música eletrônica/experimental ao rock barulhento. O som é muito intrigante e cria uma ambiência tranquila que te deixa calmo, como uma boa brisa. Talvez seja pela forte conexão de seus integrantes com o mar e a linda cidade que vivem.

O primeiro material do grupo é de maio de 2013, o EP "Domínio das Águas e dos Céus". O lançamento foi responsável por colocar o Mahmed no mapa dos melhores lançamentos daquele ano, seguido de uma série de shows em importantes festivais pelo país, como DoSol, Natal Instrumental e Campus Festival. 

Em 2014, o quarteto tirou o ano para preparar seu primeiro disco cheio, que foi gravado e produzido pela própria banda em seus estúdios móveis e caseiros. "Sobre A Vida Em Comunidade" soa como se John Frusciante tivesse passado semanas descansando em praias brasileiras, surfando e ouvindo muito dream pop e Tortoise. Os temas desenvolvidos neste registro são viciantes e fáceis de gostar, com ricos timbres de guitarra e um baixo cheio de groove que dança junto com a bateria, dando sempre a quantidade certa de espaço para os silêncios. Os vocais distantes e interlúdios trazem um sabor especial ao material. É definitivamente um som que representa bem as boas vibrações vindas de Dimetrius, Walter, Leandro e Ian, ainda mais transparente nos shows.

Confira a entrevista com o baixista Leandro Menezes.

Como surgiu a banda?

Eu sou amigo de Dimetrius (guitarra) há uns 15 anos, e sempre conversamos sobre montar um projeto, uma banda... Tentamos algumas vezes, mas nunca dava certo. Em 2012 descobri por acaso o soundcloud de Walter (guitarra), que já era meu amigo, mas não sabia que ele tinha essas músicas na internet. Ele fazia as músicas dele e gravava tudo em casa, esquema DIY mesmo, usando fruit loops, samples de musicas... Mostrei isso pra Dimetrius e ele pirou. Então decidimos chamar Walter para fazer um som com a gente, ele topou e foi mais ou menos assim que começou o embrião do Mahmed. Começamos compondo algumas músicas, mas ainda não tínhamos encontrado um batera. Em 2013, Dimetrius conheceu Ian (bateria), através de amigos em comum, e descobriu que, além dele ser um excelente baterista, tinha um home-studio irado. Perguntamos se ele gravaria a bateria de 03 músicas no estúdio dele e ele aceitou. E tamo aí até hoje tirando um som.

Quais as principais influências?

Difícil responder, a gente escuta de tudo um pouco. Estamos sempre pesquisando, conhecendo bandas novas. Sempre que alguém descobre algo massa, mostra pro outro. Não sei como explicar como as coisas que a gente escuta influencia no som que fazemos no Mahmed, mas enfim, no geral escutamos desde Racionais Mc’s até Elliot Smith.



Falando sobre o disco de vocês, foi um pouco demorado, né? Essa demora foi programada? Como foi a gravação do disco? Falem um pouco sobre o processo.

Gravamos durante um ano, exatamente. Entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015. Parece ser muito tempo, mas, olhando agora para trás, não achamos que demorou tanto, acabou sendo feito no tempo certo. Não foi nada programado, acabou acontecendo assim. Fizemos tudo no esquema caseiro, aquele mesmo esquema faça-você-mesmo do punk. Então era feito quando dava nos finais de semana, nos feriados. Sem contar que nesse meio tempo, tocamos bastante, o que ‘atrapalhava’ um pouco o processo de gravação. Então deixamos as coisas fluírem naturalmente. Sobre o processo de gravação em si, foi feito em várias etapas. Primeiro, gravamos a bateria na casa de Ian, daí partimos pra casa de Walter para colocar o baixo. Depois acrescentamos as guitarras, que foram gravadas tanto na casa de Walter, quanto na casa de Dimetrius. Foi um processo bem mambembe. Por último, Walter ficou responsável por dar a colorida final no disco, pincelando com samples, efeitos, camadas...

Vocês enfrentaram alguma dificuldade na produção do disco?

Acho que única dificuldade foi a grana que gastamos com cerveja. rs


Foto Luana Tayze

Como é que surgiu a parceria com a Balaclava Records?

A gente viu que o perfil da Balaclava tinha curtido nosso EP ‘Domínio das águas e dos céus’ no Soundcloud, então decidimos entrar em contato com eles. Acabou que essa ousadia acabou dando certo e hoje estamos bem felizes com essa parceria.

Contem como funciona a cena independente de Natal. Existe espaço para todos?

Para uma cidade pequena como Natal, acredito que a cena está em um momento muito bom. Não raro, a gente vê matérias em blogs e sites de outros estados falando a respeito da efervescência musical daqui. É claro que ainda existem dificuldades, mas vejo que aqui já existe um pequeno circuito de bares e festivais bem legais. Todo final de semana tem show com bandas locais e autorais, na minha opinião isso é ótimo.

Como vocês tem visto a evolução dos festivais? Ainda há como crescer mais?

Acho que os festivais estão se adequando a nova realidade do país, mas não sei se tenho muita propriedade para discorrer sobre esse assunto. Então vou falar do que anda acontecendo por aqui nas redondezas. Apesar da crise econômica que se fala tanto, aqui em Natal posso citar o surgimento de pelo menos dois festivais muito legais: Catamaram e Under the Sun, ambos organizados por membros de bandas daqui e amigos. Tudo feito no corre, sem edital ou verba pública, e parece estar dando certo. O Under the Sun, por exemplo, já teve duas edições e contando. Acho que é um bom sinal, mas é difícil prever como será a evolução disso daqui 2 ou 3 anos.



Existe um limite em tentar viver de música no Brasil ou isso é praticamente impossível?

No caso da gente, seria um sonho viver disso, tocar, viajar, produzir... mas infelizmente não vivemos de música, pelo menos ainda não. Por enquanto, todos na banda têm seus corres e trampos. Mas enfim, não acho que seria impossível viver de música.

Quais bandas indicam para o blog?

Vou citar algumas bandas aqui da cidade: Fukai, Kung Fu Johny, Igapó de Almas, Koogu, Zurdo, Tropicaos, Esquizophanque, Ópera Loki, Far From Alaska, Talude, Son f a Witch, Dusouto, The Automatics, Moloko Drive, Mamute... Tem muita coisa ainda que não tô lembrando agora... Sem falar nos nossos vizinhos, tem muita coisa boa rolando aqui no nordeste, ainda citaria Glue Trip(PB), Kalouv(PE), Anjo Gabriel (PE).


O que podemos esperar do disco e quais outras novidades para o restante de 2015?

Lançamos o disco dia 14 de abril e até aqui está tendo uma repercussão ótima. Vamos tocar bastante agora nos meses de maio e junho. Fechamos datas no RJ e SP no final de junho. Estamos a fim de tocar, viajar, mostrar nosso som por aí. Só chamar!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

EP "Fracasso Extraordinário" - Eduardo Barretto‏

Foto: Lia Mendes 
Eduardo Barretto é paulistano de nascimento, mas gaúcho de criação. Tocou baixo em grupos emblemáticos da tradicional cena sulista até que, em busca de novos ares, deixou Porto Alegre e fixou residência em pleno centro histórico de São Paulo. A atmosfera efervescente da metrópole desencadeou um processo de reinvenção do músico, que aventura-se além das quatro cordas pela primeira vez.

O EP “Fracasso Extraordinário” marca a estreia como cantor, compositor e multi-instrumentista. As cinco faixas retratam poeticamente o lado obscuro da personalidade humana de maneira bastante particular, a partir de uma perspectiva niilista. Temas controversos como brutalidade, descontrole e misantropia são abordados com uma franqueza estarrecedora, como se um gigantesco holofote iluminasse tudo aquilo que costumeiramente tenta-se esconder.



A sonoridade não segue uma linha reta, mas apresenta um conceito que faz todos os elementos convergirem. O teor das letras e melodias vocais sobrepõe-se aos diversos climas instrumentais, que transitam entre a suavidade, rompantes frenéticos e caos absoluto. Eduardo compôs, arranjou e gravou todos os instrumentos, deixando apenas a bateria nas mãos do paulistano Ricardo Cifas. Produzido por Filipe Consolini, o trabalho é uma das apostas da Mono.Tune Records para 2015.

Confira o streaming na integra e faça o download gratuito AQUI

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Transtorninho Records - Lançamento #8 - "Amandinho - Coisas Novas São Assim"‏


Amandinho é uma banda, residente em Maceió e Recife, que toca rock. Nós gostamos de Dinosaur Jr, Ben Kweller, Weezer, Umnavio, Polara, Nirvana, Descendents, Bill Murray, Neil Young, Super Amarelo, Cap' n Jazz, RVIVR, Yo La Tengo, Velvet Underground e de beber cerveja dia de semana, tirando o Felipe, que é alérgico a glúten, mas adora bolo. A banda existe desde 2014 e é integrante do selo de musica jovem Transtorninho Records.



Não é todo dia que a gente lança um disco, mas hoje é um desses dias. Coisas Novas São Assim é o nosso primeiro registro e, como muita gente por aí, a gente que teve o trabalho de captar, mixar e tentar dar um acabamento em tudo. Enfim, taí o disco. São quatro faixas de música roquinho lo-fi pra quem gosta de guitarra alta e som estranho. Ouve ai não seja falsa. O que fica dessa experiência é a certeza de que o que é de verdade não vai morrer e que o independente não é uma alternativa, mas o caminho.



Esse é um lançamento especial para a Transtorninho Records. O Amandinho veio antes da Transtorninho, e agora se juntam pelo diminutivo. Roquinho, emo, distorção, punk, pop, power, noise, barulho, grito, indie, sunshine, explosão, feliz. Os caras tentam fazer isso pelo menos. Com a sinceridade que vemos em todas as bandas que batalham no cenário independente, "Coisas Novas São Assim" é um EP curtinho em português com quatro músicas que você deveria ouvir!


Julito Cavalcante (Macaco Bong e Negative Mantras) solta single de seu primeiro projeto solo‏


O músico e produtor Julito Cavalcante gosta de colocar a cabeça pra trabalhar. Desde a extinta The Vain, passou pela banda Sin Ayuda, formou o duo Negative Mantras e, recentemente, assumiu um dos baixos do Macaco Bong – que acaba de lançar seu Macumba Afrocimética. Junto com a tour do disco, Julito vai mostrar o primeiro projeto solo: “1943″, um fruto de suas experiências com alucinógenos.

A psicodelia do álbum já começa pelo nome, uma homenagem ao Dr. Albert Hoffman, que criou o LSD em abril de 1943 e deu uma volta de bicicleta ao tomar a primeira grande dose. É também uma homenagem a uma canção de Syd Barret, uma das inspirações musicais para o disco. “Mas tem Pond, Walter Franco, Jards Macalé… Ou pode ser um passeio entre o ‘Verão do Amor’, do Greatful Dead, e o obscuro psych britânico de ‘Piper at Gates Dawn’, do Pink Floyd”, diz Julito. Viagem conduzida por referências a descobertas lisérgicas, à cosmologia de Carl Sagan e as teorias dos Deuses Astronautas de Erich von Daniken.

O álbum foi produzido por Julito e mixado em conjunto com Taian Cavalca (Cabana Café) no estúdio MonoMono, em São Paulo. A masterização foi feita por Rob Grant, que assina as masters de bandas como Tame Impala, Pond, Death Cab for Cutie e Melody’s Echo Chamber, no Poons Head Studio em Perth (Austrália). Como produto, ondas sonoras e distorções que derrubam qualquer barreira ou vínculo com o terreno, o mundano. Compondo o clima transcendental foi montada a BIKE, banda que acompanhará o músico durante os shows. Formada por Diego Xavier (guitarra e voz), Gustavo Athayde (bateria e voz), Hafa Bulleto (baixo e voz) e Julito Cavalcante (guitarra e voz).

Foto: Cassio Cricor
“Se você não crê que existam ondas cerebrais, vai perceber a falta que elas fazem quando são tomadas pela inebriante mistura sonora que tira teus pés do chão e te deixa anestesiado, hipnotizado. Isso é ‘1943’ e isso é BIKE”. Pra entrar por inteiro na viagem é preciso ir aos shows da turnê conjunta com o Macaco Bong, que incluem o festival Bananada (14/05), em Goiânia, e a Casa do Mancha (24/05), em São Paulo. Por enquanto, dá pra ter um gostinho de “1943” com a faixa “Enigma do Dente Falso”, que acaba de sair. Have a nice trip.

Ouça o single:



Shows:

BIKE eThe Abdalas (GO)


Festival Bananada 2015
14/05 (quinta)
Empório Armário Brechó-Outlet
 – Goiânia – GO
AV 84 Esq 124 Q F23, s/n
$10
19h30

BIKE e Macaco Bong
22/05 (sexta)
Hocus Pocus – São José dos Campos -SP
Rua Paraibuna, 838
$15 antecipado $20 porta
23h

BIKE e Macaco Bong
24/05 (domingo)
Casa do Mancha – SP
Rua Felipe de Alcaçova, s/n
$20
19h

BIKE e Macaco Bong
03/06 (quarta)
Bar do Zé – Campinas – SP
Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1325
$15
22h

BIKE e Macaco Bong
20/06 (sábado)
Bangue Estúdio – Taubaté – SP
Rua Dr Ulisses Carlos Schimdt, 101
$15
22h

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Novelta - Ouça o primeiro EP da banda

Foto: André DoCarmo

Por Ana Clara Teixeira


Depois de um tempo divulgando singles esparsos nas redes sociais e nos shows, a Novelta chega ao lançamento de seu primeiro EP. Quintais Abertos, o título escolhido para o registro, é um jeito minimalista de fazer referência a tudo o que a banda vem experimentando na música independente. Expressa uma recusa característica em erguer barreiras entre as produções e o público, diz sobre a liberdade de se relacionar francamente com a arte, longe das amarras midiáticas. Como uma criança que se sente plena no quintal, onde pode brincar com a terra e as plantas, a Novelta não poderia estar mais à vontade em sua posição.

Para Wendell Fernandes (voz e guitarra), José Cordeiro (guitarra), Filipe Figueiredo (baixo) e Luciano Cotrim (bateria), a música é meio e finalidade, é causa e consequência. Essa visão ajuda a explicar por que o quarteto decidiu cuidar pessoalmente da produção do EP, trabalhando em seis composições que se colocam ao redor de um mesmo eixo: o stoner rock, uma ponte que liga a cidade californiana de Palm Desert ao sertão nordestino. A este som de inspiração sinestésica, que não perde a aspereza nem em seus instantes de psicodelia, a realidade da caatinga se junta sem nunca parecer um corpo estranho.

A primeira faixa é “Santa Poeira”, que também foi o primeiro single lançado pela banda, ainda em 2013. É a canção definidora da Novelta em todos os pontos, com guitarras básicas e letra sobre o cotidiano de muitos sertanejos, sua ignorância, opressão e misticismo desesperado: “Nem parece que estamos tão perto/ neste solo de árido horror./ Aqui na terra com nome de santo/ toda planta tem a mesma cor.// Mas porém, quem dará o sentido/ Se fazem fila para vir me roubar./ Não vejo o sol se acender e nem se apagar.”. O Nordeste está nos vocais de Wendell, que canta cada verso se apegando orgulhosamente a uma entonação regional.

Em “Santos Populares”, o tema é certa cidade famosa por sua vocação para o comércio. Dialogando com “Princesa Comercial”, música do grupo local Uyatã Rayra e a Ira de Rá, a leitura de Feira de Santana se completa numa metáfora cidade-mulher. O ouvinte desavisado pode achar que a sonoridade lembra o Nirvana, mas o que acontece é um processo análogo ao do trio de Seattle. Como fazia Kurt Cobain, a Novelta retorna a influências alternativas oitentistas, como é o caso, sobretudo, do Black Flag, para produzir um som a caminho do acessível.

“Ancorado”, a melhor das canções inéditas, seria o épico do quarteto feirense se essa significação fosse minimamente apropriada. É o tipo de música que escutamos visualizando possíveis clipes, porque sua letra é a mais pessoal, conta a história de uma maneira de viver. Musicalmente, aproveita-se de um flerte com várias subdivisões, do começo que lembra algo mais cool do apanhado das Desert Sessions até uma evolução que termina encontrando bandas como Fatso Jetson e outras que não se identificam com o lado modern rock do stoner feito nos Estados Unidos na década de 1990.

Entrando na segunda metade, o EP se uniformiza numa sonoridade perto de qualquer coisa que Josh Homme tenha gravado após o Kyuss, embora “Êxodo” também soe como uma banda punk/hardcore tentando ser mais melódica – ou o contrário. Em “Beira de São Francisco”, a influência de Queens of the Stone Age é escancarada pelo riff bem parecido com o de “No One Knows”. A letra, em compensação, é outro exemplo de que a Novelta não apenas descobriu uma ponte sonora, como conseguiu cruzá-la na direção do nosso semi-árido: “Manhã de sol e uma lata d’água ela tem que carregar,/ É o curso do rio, mas o rio vai ter que bater pra desviar.// Ah! Já foi melhor! Sinto dizer… A vida parece que não vai melhorar.”

Conhecendo “Um Espelho”, passamos, a saber, que Quintais Abertos têm seu hit, e não importa que ele não vá ser executado nas rádios. Importa é que, com seu refrão fácil e suas imagens da vida interior e daquilo que vive diante de nossos olhos, encerra um trabalho que sobressai pela emoção e honestidade com que cada acorde é tocado. Um dos versos excelentes da Novelta, e muitos o são, comunica uma certeza que fica inabalável do início ao fim da audição desta estreia: “Coração na mão não há de se perder”. Não mesmo.

O disco pode ser baixado gratuitamente AQUI 
https://www.facebook.com/noveltarock
https://www.youtube.com/user/noveltarock

O EP apresenta um equilíbrio constante de inquietação musical com consistência suficiente para ser fascinante e forte


A banda Circus Boy surgiu em 2008 como um projeto cover. Realizando tributos às suas bandas favoritas e passando por diversas formações, a Circus Boy se consolidou então como um power trio no início de 2011 com Pedro Lopes (vocal/ guitarra), Paulo Button (baixo) e Alexandre Cruz (bateria/vocal) e rapidamente começou a tocar em diversas casas da cidade de Campinas e região.

No fim de 2012, ainda se apresentando como uma banda cover, começou a compor suas primeiras músicas, que foram gravadas entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013 no Estúdio Mustachi em Sorocaba.  Após a produção conjunta com Pêu Ribeiro (banda INI), estas primeiras quatro faixas foram lançadas juntas em maio de 2013 no EP “The Mud, The Blood AndThe Beer”. 


A Circus Boy pode ser resumidamente descrita como uma banda de Stoner Rock. Entre suas principais influência estão bandas como Queens of the Stone Age, Motorhead, Nirvana, Foo Fighters e Metallica, mas críticos e blogueiros musicais já disseram sentir influências também de bandas como Led Zeppelin, Black Label Society, Marilyn Manson e Lynyrd Skynyrd.


Em Fevereiro de 2015, tiveram a honra de dividir o palco do Bar do Zé com mais uma grande banda de stoner rock do Brasil, o Hellbenders, de Goiânia/GO.  Abril foi um mês marcado por dois ótimos festivais: o Grito Rock Adamantina, que ficou marcado como um dos mais calorosos e receptivos shows da banda e o Taddei Fest 2, em Paulínia, ótimo festival independente junto com outras bandas de diversos estilos da região.

Anubis Mt’ey me faz esquecer de respirar, que eu tenho o luxo de fazê-lo, e que eu devo fazê-lo, a fim de sobreviver. Os tambores tribais e os riffs calorosos se tornam difíceis para me lembrar que é apenas um EP com 4 músicas sobre ele, e não um álbum cheio e demorado. Mas a música me faz tremer, como se fosse exatamente isso, como se o ouvinte estivesse sendo dominado por cada milímetro de som, é o paradoxo de estar consciente de seus pensamentos sendo manipulado e controlado. Slacker, stoner, lay-back-core esperançoso, confuso, desesperado, acido, e frenético. Chame de stoner rock , se quiser, mas eu gosto quando as bandas apresentam uma proposta de tentar coisas novas, ou pelo menos novas combinações como essa. Não é um lançamento ruim, na minha opinião. É um pequeno registro que busca explorar sua identidade e que exalta um mundo marcado por liberdades letais e criatividade intrigante.

A sonoridade em uma ou duas ocasiões me lembrou T. Rex, Blue Cheer e Kyuss.  Mas é apenas uma observação interessante, não uma distração. Esse power trio é incrível, e eu recomendo que você faça essa audição o mais rápido possível, especialmente se você estiver em uma tarde nublada e fria.


terça-feira, 5 de maio de 2015

"EU NÃO ESTOU EM SINTONIA" é o título definitivo do álbum anteriormente chamado "FUTURO!?"


Por onde andava meu senso de humor??

Ano passado, enquanto terminava de organizar “A Banda Solitária”, essa questão me atingiu como um raio. De uns tempos para cá, minhas canções tinham se tornado um pouco sérias e maçantes, perdido o aspecto lúdico. Ao ouvir novamente o material incluído na compilação, senti que aquela era minha essência e que ela tinha se perdido no meio do caminho.
Já estava na metade do processo de “Introspective Summer”, o que agravou minha crise. Era um EP muito deprimente, que se levava muito a sério. Terminei o negócio de qualquer jeito, queria recomeçar. Incluí, de última hora, uma faixa em que converso com Robert Johnson. Talvez ele não fosse a pessoa mais apropriada para se ter essa conversa, mas acabei encontrando as respostas. Foi aí que escrevi “Jovem é uma merda” e “Jesus cachorro”. As coisas pareciam estar voltando ao normal. Será que, a essa altura, eu poderia manter meu senso de humor?


Neste novo álbum, chamado “Eu Não Estou Em Sintonia”, tento recomeçar. É como se fosse novamente meu primeiro álbum. A primeira faixa que escrevi e gravei para este projeto é, no entanto, bastante soturna. Chama-se “Blues embrionário” e é sobre voltar a ser um embrião. Foram essas dores do parto que me conduziram de agosto do ano passado até aqui.
Eu Não Estou Em Sintonia” é um álbum em que busco retornar ao que sou ao que já fui. Além disso, quis explorar as limitações das tecnologias que uso. O som ficou maravilhoso, como se o disco inteiro tivesse sido preso dentro de uma lata de lixo. A lata de lixo, jogada ao mar e recuperada depois de quarenta anos. “Eu Não Estou Em Sintonia”, portanto, me provoca a sensação de retornar ao lar. E, ao invés de encontrar a mobília do mesmo jeito que estava, dou de cara com uma bagunça total. Só que, em vez de reorganizar a casa, eu pego um pedaço de pau e termino o serviço.


Tracklist:
01 Encantos de Afrodite
02 Chinelagem urgente
03 Blues embrionário
04 Bodas de algodão
05 A festa da democracia
06 Eu não estou em sintonia
07 Dança do foguete
08 Esse Rapaz
09 Jovem é uma merda
10 O futuro é aqui do lado
11 Escuro cinza
12 Intervalos Comerciais
13 Os dragões

MATANZA lança novo álbum em São Paulo dia 09 de maio‏


Os cariocas do Matanza lançaram o álbum “Pior Cenário Possível” (Deck) e já estão prontos para cair na estrada. No próximo sábado, 09 de maio, eles apresentam pela primeira vez o novo repertório na capital paulista. A apresentação será no Aquarius Rock Bar com abertura das bandas Bula e Motorocker.

“Pior Cenário Possível” foi gravado no estúdio Tambor (RJ), com todos os instrumentos tocados simultaneamente, e produzido por Rafael Ramos (Pitty, Titãs, Dead Fish, entre outros). O repertório é composto por dez faixas inéditas, todas de autoria do membro fundador e guitarrista, Marco Donida. Pela primeira vez nos mais de 10 anos de carreira, um disco foi gravado com duas guitarras, sendo a outra tocada por Maurício Nogueira, que já participava dos shows. Completam a formação do Matanza: Jimmy London (voz), Jonas Cáffaro (bateria) e Dony Escobar.

Sem utilizar nenhum efeito de edição, as músicas de “Pior Cenário Possível” foram mais trabalhadas, com melodias mais complexas e bem arranjadas. As letras fogem ainda mais da realidade, com altos teores de terror ou suspense, como “A Sua Assinatura”, “Matadouro 18”, “O Que Está Feito Está Feito”, “Orgulho e Cinismo” e “Sob a Mira”. Essas e sucessos dos trabalhos anteriores como “Ela Roubou Meu Caminhão”, “Mulher Diabo”, “Pé na Porta, Soco na Cara”, “Eu Não Gosto de Ninguém” e “A Arte do Insulto”, entre outras, estão no repertório do novo show.

O Matanza continua não se levando a sério, mas dessa vez conta suas piadas em volta de uma fogueira crepitante, criando um cenário muito mais assustador, sempre com um monstro não identificado. E ninguém está salvo.

O álbum "Pior Cenário Possível" está à venda nos formatos CD, digital e disponível em todas as plataformas de música via streaming.



Serviço
Show: Matanza - Lançamento de “Pior Cenário Possível”
Abertura: Bula e Motorocker
Data: 09 de maio (sábado)
Horário: 22h
Local: Aquarius Rock Bar
Endereço: Rua Iososuke Okaue, 40 - Itaquera - São Paulo/SP
Ingressos Antecipados: 
1º Lote: ESGOTADO
2º Lote: R$100 (inteira) / R$50 (meia entrada)
Informações: Tel: (11) 2524-3211 / http://www.aquariusrockbar.com.br
Censura: 18 anos

Lucas Nadal lança novo vídeo em estúdio


O artista Lucas Nadal acaba de divulgar nova versão para a música “Call It What You Want”, do álbum “Flesh And Blood”. O vídeo, gravado em estúdio, apresenta uma vertente menos pesada da canção que descreve o turbilhão de sentimentos que as pessoas podem ter ao mesmo tempo sem dar importância para a definição de um estado de espírito.


O álbum “Flesh And Blood” pode ser adquirido em cópia digital em plataformas como Itunes, Rdio, Spotify e Google Play e em cópias físicas, disponíveis para venda nos shows do cantor Os singles e faixas bônus podem ser conferidas no canal do YouTube e no Soundcloud sem nenhum custo.

Acesse o vídeo logo abaixo