quinta-feira, 9 de abril de 2015

Entrevista - Electric Garbage


Filhos da cena roqueira de Natal, no Rio Grande do Norte, que tem se mostrado como uma das mais criativas e pesadas dos últimos tempos, a Electric Garbage passou por diversas mudanças até se estabilizar na composição atual. O som se configura com fortes influências de Sonic Youth, Arctic Monkeys, Queens of the Stone Age, e outras bandas do gênero.
Com seu primeiro EP gravado de forma totalmente independente, a banda vem crescendo cada vez mais seu repertório autoral e busca levar ao público um rock alternativo forte com rifs e letras pesadas.

Aproveitamos o lançamento do single ‘’Backbone’’ e batemos um papo com Mariana Nobre (Voz) e Pedro Henrique Dantas (Guitarra) para saber quais são os próximos passos da Electric Garbage. 


Contem um pouco da história da ‘’Electric Garbage’’. Como surgiu a banda?

Pedro: A banda surgiu no final de 2011, com o nome de Electric Garden, com uma formação bem diferente da atual. Essa formação teve uma pausa de 6 meses quando a então vocalista, Carol, foi fazer intercâmbio. Logo quando ela voltou, no final de 2012, gravamos nosso primeiro EP, já com dois novos membros, em idas e vindas. No começo de 2013, Carol também teve que sair da banda, o que culminou na entrada da atual vocalista, Mariana. Ao decorrer do ano de 2013 a banda teve pouca atividade, ainda se acostumando com a nova formação. No ano de 2014 começamos a desenvolver novas músicas e nos apresentar em mais show. Nosso baterista no momento acabou tendo que sair, dando lugar a Daniel Mendes, que permanece agora. No novo formato, começamos a produzir nossas novas músicas e dar uma cara mais formada à sonoridade da banda.

A pergunta é clichê e vocês devem estar cansados de responder, mas o que quer dizer ou de onde partiu o nome da banda?

Pedro: O nome da banda antes era Electric Garden, inspirado pelo CD dos Mutantes, Jardim Elétrico, mas esse nome já era usado por uma banda gringa, então trocamos o Garden por Garbage, inspirado pela trilha sonora do Scott Pilgrim, mais especificamente “Garbage Truck” do Beck.

Mariana: Acho que no início era tudo muito despretensioso, e o nome talvez reflita um pouco isso… Mudamos bastante de uns anos pra cá. A gente tem tido cada vez mais a intenção de “mostrar a que veio”, de marcar nosso espaço.

Vamos falar de influências. Quais são as maiores da banda?

Mariana: Cada um tem um gosto muito diferente. As vezes a gente traz essas particularidades pra nossa música, mas o que a gente ouve em comum é o que marca mais, é o que acaba deixando todo mundo a vontade em conjunto.

Pedro: Sonic Youth, Queens of the Stone Age, Arctic Monkeys, The Black Keys...



Antes (no primeiro EP, homônimo de 2012) a banda tinha uma pegada muito mais voltada ao lo-fi e ao rock alternativo da década de 90, algo que lembrava muito Sonic Youth e Pavement. O que trouxe essa mudança tão latente como a que pode ser percebida no single ‘’Backbone’’? Essa é a nova direção que a banda toma ou basicamente é um amadurecimento gradual?

Pedro: A mudança de formação e o tempo também influenciaram na sonoridade da banda, estamos fazendo um som mais marcado e com guitarras mais expressivas, algo puxado para o stoner, porém ainda temos muitas influências de Pavement e Sonic Youth nas levadas das guitarras e a ambientação das músicas. Não deixamos pra trás as antigas influências só agregamos novos conceitos às músicas.

Mariana: O Sonic Youth e esse som mais largado, acho que permanece um pouco, nas guitarras ou no jeito cansado de cantar. Não exatamente em Backbone, mas em outras músicas novas. A gente gosta disso. Depois de um tempo de experimentações e muita mudança, a gente acaba amadurecendo, mas ainda estamos só no começo.



A banda passou por mudanças em sua formação? Qual é a atual?

Pedro: Mariana Nobre (voz), Pedro Henrique Dantas (guitarra), Mozart Galvão (guitarra e voz), Renan Menezes (baixo) e Daniel Mendes (bateria).

Falem um pouco (ou muito) sobre a aclamada cena independente de natal. Quais bandas vocês indicam para o blog?

Mariana: Eu, particularmente, sou fã incondicional de Far From Alaska e Kung Fu Johnny. Mas também tem muita banda surgindo e crescendo agora com a gente. Gosto bastante do instrumental da MaMute, os meninos são muito bons.

Pedro: A cena independente potiguar é incrível e borbulhante. É impressionante a quantidade de bandas boas que surgem a cada ano em nossa cidade. Uma cena que se fortalece muito pelo esforço de cada banda de desenvolver seu som e mostrar seu material para o publico. Indico a Fukai, Joseph Little Drop, Kung Fu Johnny, Talude e Cidade de Marfim (uma banda genial mas que ainda não mostrou a que veio pois seu vocalista está além-mar, mas muito em breve eles estarão de volta hahahaha).

Além da divulgação do novo álbum, quais são os planos para o restante de 2015?

Pedro: Pretendemos espalhar a palavra, tocar o máximo possível e levar a nossa música o mais longe possível. Também queremos apresentar o restante do nosso novo estilo para vocês ainda esse ano no novo EP, que pretendemos começar a gravar no segundo semestre.
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