quarta-feira, 29 de abril de 2015

Deb and The Mentals - Quarteto grungey-ish noisey lança primeiro EP


Deb and The Mentals é o mais recente longa-metragem escrito por nomes já conhecidos da cena independente paulista: Deborah Babilonia , Stanislaw Tchaick , Guilherme Hipólitho  e Giuliano Di Martino. O primeiro registro do quarteto, "Feel The Mantra", apresenta um rock direto, sem frescura, sujo e já vem ao mundo chutando e gritando alto. A sonoridade agressiva leva a uma progressão de acordes que parece um chamado direto do inferno grunge, e de lá para linha vocal impetuosa de Deborah. ‘’Take It Away’’, a faixa de abertura do EP, define o tom para o registro não em seu som, mas no seu dinamismo insone que se move de paisagens sonoras arrebatadoras de guitarras para linhas doces com rapidez e graça austera em ‘’Again’’.

Na sequência de "Feel The Mantra", aparece ‘’Not Waiting’’, trazendo melodias cativantes e intensamente povoadas por elementos que definiram os anos 90, sem soar estigmatizado ou clichê. ‘’Feel The Mantra’’ soa em tom de despedida, quase um mantra jazztone torto e apaixonado. No geral, as composições do EP são impressionantes, com a maioria das canções beirando a marca de dois minutos, mas ainda mantendo variação de instrumentação e riffs que é acentuada por uma produção que traz elementos rítmicos e melodias de guitarra para reverberá-la, sem perder a coragem e o mergulho refrescante intenso. Deb and The Mentals são enérgicos, mas muito controlados em sua entrega, oferecendo uma variedade de riffs de guitarra muito precisos e complexos, com velocidades de ritmo de mudança de faixa para faixa.

O primeiro EP é claramente o resultado de um crescimento significativo como banda e como compositores, e é o tipo de registro verdadeiramente incrível, que se pode construir uma sequência.  Essa é a característica mais bela que faz a banda destacam-se entre um mar de DIY contemporâneos;  O registro é apenas  mais que bom, Produção fantástica e composições bem planejadas. Mas o que se pode esperar de grunge 90’? Se pós-grunge-punk com um toque de noise gira sobre si, figurativamente ou literalmente, verifique essa banda.  Em determinado momento, desesperadamente desejei camisas de flanela Chuck Taylor.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Ouça - O novo EP da Ombu ecoa amor e jovialidade sem exageros


Sem palavras, capas de discos dessa natureza exuberante são algo que você tem que parar e admirar. Imagens que sintetizam visualmente um pouco do universo musical de cada artista. Muitas vezes, elas são a marca de um líder da banda pretensioso que pensa que a música ou sua banda é abstrata e sofisticada o suficiente para ser transmitida através de cores. Se a capa do disco anterior da Ombu era mais reservado e humilde, eu posso garanti que ‘’Mulher’’ transmite ao longo de 6 faixas uma homérica trinca de melodias apaixonadas e banhadas por um sentimento comum e jovial. Se a capa já se mostra expressiva, imagina no decorrer do registro.

Ombu é composto por João Viegas (baixo e voz), Santiago Mazzoli (guitarra) e Thiago Barros (bateria). Sua música, embora baseada em post-rock, também contêm elementos minimalista e instrumental post-hardcore. O som deste EP é mais experimental, com uma leve e deliciosa psicodelia presente na maioria das faixas, sendo servidas com instrumentação de rock padrão e alguns toques orgânicos que parecem alinhados em uma mesma atmosfera de leveza e suavidade.


Intencionalmente tímido e apaixonado, o disco se mostra maduro e com bons momentos. Mulher é um registro paciente, permitindo transições prolongadas que limpam a estética apenas o suficiente para dar lugar a um curso totalmente diferente de energia. Faixas como "Saiba" incorpora palavras falada como lirismo, e "Caule" Vem completamente fora do campo da esquerda com a adição de acordes simples. Tenha certeza, há também uma abundância de mais elementos 'tradicionais' que permeiam o som do trio. Apesar das influências óbvias da banda, é claro que há uma riqueza de pensamento original embutido, estabelecido, mas para empurrá-lo ainda mais, incorporando novas ideias em um som já impressionante.
http://ombu.bandcamp.com/ 

Ouça - OLD BOOKS ROOM - The Last Angry Boys in Town (2015)


Criada no início de 2011 em Fortaleza (CE), a OLD BOOKS ROOM é formada por quatro senhores que já passaram por outras bandas e que se conhecem há muito tempo. Eles são Ricardo Ferreira (guitarra e vocal), Reinaldo Ferreira (guitarra e vocal), Diego Fidelis (baixo) Felipe Portela (teclados) e Marcus Rabelo (bateria), este, por motivos pessoais, saiu da banda e deu lugar ao outro senhor Osvaldo Lima.

Influenciados por diversos tipos de arte, o quinteto tenta canalizar sua percepção de mundo, suas experiências (nem sempre positivas) e seus sentimentos em música, buscando em um som alternativo, que não negam Rock & Roll; uma forma de expressão.

A banda já está a quatro anos fazendo vários shows pela cidade de Fortaleza e já viajaram para o interior do estado para realizar apresentações também. Ela busca consolidar-se tanto no cenário atual cearense quanto no cenário nacional. Destaque para as performances bastante energéticas em seus shows, esses senhores querem mudar e fazer crescer a cena atual cearense.

A banda lançou no dia 17 de janeiro de 2014, seu primeiro álbum, intitulado, Songs About Days. Recentemente a banda lançou o EP ‘’The Last Angry Boys in Town’’. São 5 faixas com  sonoridade melodica e um vocal harmonioso, bem diferente do primeiro disco. O excesso de guitarras sujas foi ponderado, dando lugar a novas possibilidades em uma carga mais emocional e dinâmica. O novo trabalho do grupo tem previsão de lançamento para 2016.

Ouça o disco logo abaixo

Jovem Werther - Melancolia e alguns copos de cerveja amarga


Jovem Werther é uma banda paulista de real emo e punk- depressivo -melancólico -lúgubre. Definir sua atmosfera silenciosa e sua sonoridade reflexiva são essenciais para tentar entender a cabeça perturbada desse jovem infeliz. Sensação suave, pura com facilidade. No entanto, existe uma dor presente nas músicas, cobertas por camadas de ressonâncias,  bateria claustrofóbica e vocal atmosférico.   As melodias apresentam uma certa doçura cercada por uma sensação de frio;  bem como uma reminiscência de dor física. "Tudo o que sobe deve convergir" afundamentos de volta para o ponto mais baixo encontrado, no início do EP, mas conseguem redimir-se para o fim intenso da faixa ‘’Ultimo Farol’’, bateria e vocais caóticos.


 Não é nenhum segredo que, em 2015, uma mentalidade do-it-yourself se tornou abundante na cena musical underground. Bandas surgindo, gravando, fazendo seu rolê acontecer. As dificuldades são iguais para todos e saber conviver com elas parece ser o mecanismo de sobrevivência.  Jovem Werther  oferece música que não é apenas visceral,  mas também consistentemente interessante e verdadeira. Debaixo do ruído e repetição, há um registro  fantástico e dinâmico que tem fluxo consistente, bem como canções de suicídio coletivo juvenil. Mais uma vez, a banda mostra por que eles continuam a ser uma das sobreviventes e importantes do emo –punk - noise , mesmo bem na década de 2015.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

The Galo Power - Quarteto goiano lança bootleg ao vivo


Por: Flávio Monteiro

Há quase quatro anos atrás, em julho de 2011, assisti ao primeiro show da The Galo Power. Apesar de não conhecer nenhuma das suas músicas e ignorar que, poucos meses antes, eles lançavam o seu primeiro EP, fiquei boquiaberto tanto pela presença de palco da banda, quanto pela massa sonora que emanava dos altos falantes: uma frenética mistura dos diversos elementos musicais que caracterizaram os trabalhos das bandas do final dos anos 60 e início dos 70: funk, blues, soul. Adicionado a isso, o contraste entre vocais masculinos rasgados e um belo vocal feminino. Considerando que eu os assistia em Jataí (Inclusive, cidade natal de alguns dos membros da banda), no interior de Goiás, tive a sensação de que os memoráveis shows do Led Zeppelin, Rolling Stones, Joe Cocker (Entre outros), que assistíamos em DVDs, haviam se tornado realidade e eram, pela primeira vez, palpáveis para um público de uma cidade de interior. Na cena rock de Goiânia, o Galo Power tornava-se uma das principais bandas: na cena brasileira, seu nome começava a despontar.

Depois desse memorável show, e após perder o contato com eles por certo tempo, os reencontrei em junho de 2014, no Martim Cererê. Já era uma nova formação no palco: foram-se embora os vocais femininos, dignos de referência e comparação com Janis Joplin e Merry Clayton (Pra quem não conhece, Merry foi a cantora imortalizada no dueto com Mick Jagger em ‘Gimme Shelter’), e presenciava-se a introdução de órgão em algumas das músicas, e uma segunda guitarra, em outras: percebi um som mais pesado, um rock mais direto, e com menos influências psicodélicas que se encontravam nas primeiras músicas. O grupo havia lançado o seu segundo disco um ano antes, e essa foi a primeira oportunidade que tive em acompanha-los nessa nova fase. A combinação de Órgão e Guitarra, incorporando elementos de funk, me lembrava de alguns dos clássicos álbuns do Deep Purple, como ‘Burn’ e ‘Stormbringer’, e do clássico ‘We’re An American Band’, do Grand Funk Railroad, somando forças com uma porção de riffs que lembram a guitarra de Jimmy Page nos quatro primeiros discos do Led Zeppelin.

Pra algumas pessoas, a famosa ‘praga’ da mudança de vocais poderia se tornar um pesadelo pra banda. Adicione à equação a famigerada ‘prova de fogo’, como é conhecido o 2° lançamento de cada banda, e tudo se tornava mais interessante: Conseguiria o Galo Power sobreviver à mudança de uma formação tão autêntica, e já icônica, para sua crescente base de fás? A resposta veio com a nova formação, que se mostrou tão autêntica quanto a primeira: sim.


Em novembro do mesmo ano, tive o prazer de acompanha-los, como fotógrafo, durante uma turnê de 10 dias pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, juntamente com mais três bandas goianas (Damn Stoned Birds, Girlie Hell e Coletivo SUI GENERIS). Uma oportunidade única para os quatro grupos de excursionarem e mostrarem seus trabalhos para públicos variados. Já nas três primeiras apresentações, pude notar algumas diferenças da The Galo Power entre as demais bandas do cast: o maior número de músicas no catálogo, que os possibilitava variarem o repertório de cada apresentação (inclusive com a inclusão de algumas músicas ainda não lançadas), e o entrosamento no palco. O maior tempo de estrada contribui favoravelmente para essa situação, mas a qualidade das canções e a capacidade de cada um dos músicos, bem como seu entrosamento, define a situação ímpar da banda.


Após a turnê, já em dezembro, trabalhei novamente com eles no Goiânia Noise. Eles tocaram na mesma noite em que a Radio Moscow, aguardada banda americana (e uma das Headlines do festival), se apresentou. Como se fosse hoje, lembro-me da calorosa recepção do público. Músicas como ‘Big Mamma’ já se tornaram hits obrigatórios em cada apresentação. O público do Galo Power, ainda que não muito numeroso, é fiel.
Outra característica que me chamou a atenção nesses últimos meses, acompanhando suas apresentações, era o generoso número de canções executadas que ainda não haviam sido lançadas ao vivo. Eram três ou quatro, sendo que duas delas (Mr. Danger e Oráculo de Delfos), serão, em minha opinião, alguns dos destaques do próximo disco de estúdio.

Esse álbum ao vivo, que vocês podem conferir agora, é uma perfeita prova disso: com exceção da já citada ‘Big Mamma’, todas as músicas são inéditas. E aqui, vejo mais uma grande diferença entre os primeiros discos: um maior flerte com diferentes estilos musicais, inclusive, com estilos que raramente se fundiram com o rock anteriormente, como a nossa música sertaneja. Lembrem-se dessas palavras quando escutarem a canção ‘Ser Estelar’.


O sucesso de uma banda, no concorridíssimo cenário de rock, deve-se, em muito, à sua capacidade de inovar seu som e sua imagem. A cada trabalho novo que se lança, a sobrevivência e a relevância de um grupo são marcadas pela necessidade de renovação: é preciso mostrar ao seu público que, apesar de manter-se alinhada a um estilo que os caracteriza, é a aproximação com novas e diferentes ideias que assegura a cada banda o status de verdadeiros artistas, mesclando, na mesma medida, identidade e versatilidade. Todos sabem que Goiânia é uma cidade com uma variada e diversa cena de bandas de rock. Pode-se ouvir Stoner Rock, Death Metal, Hard Rock, e inúmeras outras vertentes. E é nessa grande diversidade que se encontra a The Galo Power: oito anos de estrada e lançando esse trabalho ao vivo, enquanto segue nas gravações de seu 3° trabalho de estúdio. Se o próximo disco vai se mostrar como um ousado passo à frente, ou como um desastroso tropeço, ainda é cedo dizer. Para eles, é mais cedo ainda. Após uma audição cuidadosa dessa apresentação, contudo, imagino que esse tiro no escuro não virá a se transformar em um amargo tiro pela culatra.

Ouça abaixo o bootleg


A Espiral de Bukowski – Peirce Stroke Misnomer Double Turnstile Tycho (2015)


A Espiral de Bukowski é o projeto de “on-the-spot-music” idealizado nos últimos dias de 2011 e parido no início de 2012 pelo duo Cesar Zanin e Mariana Cetra (ex-integrantes das bandas paulistanas Magic Crayon e Fotograma).
A primeira encarnação do duo foi acústica e está registrada no primeiro EP, Temas entre Ilhabela e São Tomé das Letras – 12/2011, gravado no primeiro dia de 2012, num quarto de hostel, com violão, ukulelê, acordeom, pandeirola, escaleta, flauta e chocalho. Então veio a eletrônica e o experimentalismo a serviço da música feita na hora, inspiracional: efeitos, manipulação de frequências, timbres e efeitos, samples, loops, teclados entupidos de efeitos, com melodias doces soterradas.

 AEdB hoje faz música para quem gosta de eletrônica experimental, drone, noise, kraut, dub, musica concreta, psicodelia, improviso livre. Não há ensaios. Todos os sons são construídos artesanalmente, tudo é sincronizado manualmente.
O duo já fez shows em São Paulo, Jacareí, São José dos Campos, Curitiba, Porto Alegre, São José dos Pinhais, Montevidéu, Santiago, Valparaíso, Pichilemu e Concepción.

Para a Cosmopoplitan tour – Mercosul 2013 o duo lançou o vinil Split com a banda Glassbox. O vinil foi custeado através de crowdfunding e prensado na Alemanha, e foi lançado durante a turnê sul-americana que teve apoio do Ministério da Cultura. Da sessão de gravação do vinil foi tirado material que originou o primeiro mini-álbum chamado Primeira Sessão no Walden 2013-01-22.

O primeiro álbum cheio foi lançado no fim de 2013 e chama Estranheza, Encanto e Outras Partículas Elementares do Éter que o Vácuo Peidou. Também houve dois álbuns em colaboração, um com o artista norte-americano Al Jamal e o outro uma jam com os chilenos do A Full Cosmic Sound.

No primeiro semestre de 2014 há o lançamento de dois álbuns: Um álbum split entre AEdB e A Full Cosmic Sound, a ser lançado pelo selo O Bosque / Woodland, com edição limitada em fita cassete (produzida na Inglaterra). E o segundo álbum cheio, chamado B1620-25i. No segundo semestre de 2014 é lançado o álbum Cones e glóbulos galeiformes de frequência e períodos logarítmicos.

Em 2015 há uma série de lançamentos, dentre os quais o primeiro álbum físico próprio: AEdBA Espiral de Bukowski já teve álbuns lançados por selos do Brasil, além de um selo do Chile e um selo da Noruega; e já participou de pelo menos seis coletâneas (lançadas por selos, blogs e revista) no Brasil, nos EUA e em Portugal.

Na sessão contida no álbum Peirce stroke misnomer double turnstile Tycho, o duo deixa fluir a musicalidade livremente, explorando os timbres do Casiotone contaminados por pedais de guitarra (Big Muff, reverb, delay etc), escaleta e acordeom (que são processados e sampleados ao mesmo tempo em que são tocados), beats minimais (por vezes em compassos diversos), síntese analógica, modulação com ondas quadrada, triangular e dente de serra, uso de teclado de fita para linhas de baixo, microfonia, síntese granular, oscilação de baixa frequência, ruído branco, emulação de malha de captura de fase e a caixinha de fazer ruídos por foto-sensores. Os loops são construídos na base do improviso livre, com a sobreposição de samples e uso de filtros e efeitos, muitas vezes em cascata. O álbum também apresenta gravações de campo em lugares diversos (feitas com um iPhone). O multi-instrumentista inglês Joel Whitworth participa tocando clarinete e flauta doce tenor.

O primeiro disco cheio da dupla tem previsão de lançamento para 1º de maio de 2015.
https://ob-w.bandcamp.com/


A jornada de reencontro musical e emocional de Aline Lessa

Foto: Ph Rocha

A vida parece ser uma longa busca por algo que nos toque. Um amor para andar de mãos dadas, a satisfação por alcançar algum sonho ou objetivo, a vitória de pessoas próximas. Tudo nos toca um pouco, ao mesmo tempo em que pode gerar decepção. Assim aprendemos muito com a vida e com nossas buscas, conquistas e vivências.

Transformar essas vivências em melodias é a forma que Aline Lessa usa para se expressar para o mundo. Por seis anos, a jovem escreveu canções para sua primeira banda, a Tipo Uísque, gerando os álbuns “Afague” e “Home”, lançados pela gravadora Som Livre. Juntos se apresentaram de pequenas casas cariocas até o imenso palco do Lollapalooza Brasil, de programas de TV até o impressionante festival SXSW, nos EUA, gerando várias turnês, criando público fiel e tendo o merecido reconhecimento das canções que escreveu.

Assim, como uma líder interior, Aline direcionou musicalmente o trabalho do sexteto até decidir ir para um período de reformulação de sua carreira. A partir de 2014, começou a trabalhar em canções diferentes do rock alternativo de sua antiga banda, se entregando as influencias caseiras e serestas que ouvia com seu pai. Uniu aí seus estudos de violino e piano, além da participação em corais, para dar luz ao seu primeiro álbum solo, auto-intitulado e dotado de canções extremamente tocantes.

E não é apenas um disco, mas sim um trabalho que parece juntar Gal e Bethania de setenta, um pouco de Marisa Monte e algo atual, meio experimental e extremamente envolvente, com letras inspiradas e, pela primeira vez em sua carreira, feitas em português. O tom denso das faixas reflete a intensidade sentimental da cantora, que escreve sem pudores sobre si própria e como encara a dor sem fugir dela. Em resumo, pode-se dizer que é um disco de amor, não diretamente a uma pessoa, mas sobre o impacto do amor na vida.

Apesar da quietude, da introspecção, do ‘ser para dentro’ da Aline enquanto ser humano emocional, a sua produção conjunta com Elisio Freitas (produtor e arranjador do disco "Porquê da Voz", de César Lacerda) conseguem revelar uma cantora surpreendente, com voz doce, ao mesmo tempo forte e carregada dentro de seus sentimentos expostos nas 10 canções escolhidas, tornando o repertório homogêneo e confessional.

A realidade é que o caminhar fora da nova MPB brasileira a diferencia na multidão e isso só acontece porquê Aline não tenta emular alguma sonoridade ou cantora, mas apenas tocar o ouvinte com suas palavras, voz e melodia, transformando sentimentos em música, dor em poesia e vivência em arte.

O álbum está disponível para download e streaming
http://www.alinelessa.com/ 

sábado, 25 de abril de 2015

Raça - Ouça o novo álbum ''Deu Branco''


A Raça é uma banda paulista formada pelos músicos: Popoto (Voz/Guitarra) Tamashiro (Guitarra) Novato (Voz/Baixo) Thiago (Bateria).   O grupo flutua com muita autoridade por estilos como Emo (Real), Punk (DIY) e Hardcore (Coração), mas se desviam da fórmula suficiente para manter-se longe de soar como uma cópia carbono das bandas 90’s de outrora.

A sonoridade crua e doce serve como um encaminhamento proposital na maior parte do disco, soando melódico e melancólico  para criar paisagens sonoras que fornecem um pouco de descanso ritmo implacável de seu gênero, sem sacrificar o humor nem o teor das letras.

Deu Branco tem o ruído atmosférico, guitarras desaceleradas, vocais rígidos, fragmentados e interlúdios mais suaves costurados juntos, ordenadamente em pouco menos de 11 faixas. O álbum tem altos e baixos, mas no final os problemas são amenizados se o ouvinte presta atenção nos detalhes de cada música, evidenciando um registro muito melhor do que é. Ainda assim, se a banda pode intensificar-se em seu próximo lançamento, eu não sei. Ouvindo do ponto de partida ao fim do álbum, o registro pula um pouco em termos de sensação geral de cada canção que carregam um maior peso emocional. Fica a dica para se ouvir ‘’Deu Branco’’ no Repeat. 

Os Piolhentos - Vol. 01 (2015)


Simplicidade, poucos acordes, letras fortes e coesas formam o som dos Piolhentos. A banda surgiu em 2009 com o intuito de disseminar seu punk rock influenciado pelas bandas clássicas de '77, pelo hardcore old school e também pela agressividade do psychobilly.

Passando por diversos palcos dentro e fora da capital paranaense, Os Piolhentos dividiram espaço com bandas nacionais e internacionais, como: Agrotóxico, Pupilas Dilatadas, Spat e The Casualties.

Com muita energia e atitude, Os Piolhentos apresentam seu primeiro EP intitulado ‘’Vol. 01’’. Uma proposta muito forte que vai deixar seus ouvidos afiados! 

Ouça com cautela!!  

Entrevista – A exuberância sonora presente no novo álbum da Jennifer Magnética

Foto: Paulo Donato

Jennifer Magnética é uma banda de rock psico-indie de Campo Grande (MS) formada por Diogo Zarate (bateria/voz), Jean Stringheta (guitarra/voz) e Rodrigo Faleiros (baixo/voz). O som cheio de influências ricas dos músicos, arranjos mágicos que flutuam por entre faixas, a capacidade de contar boas histórias, de se reinventar e não cair em uma zona de conforto é algumas de tantas marcas do trio que começou 2015 a todo vapor com o lançamento do  seu quinto álbum: O Nascimento dos Planetas.
Letras ao mesmo tempo reflexivas e divertidas, escolhas certeiras de melodias e presença de palco são alguns dos ingredientes usados pela banda para conquistar seu público. Cada faixa do novo álbum trabalha em uníssono, como um disco maduro sem soar chatoloide/intelectualoide e sem perde a jovialidade e energia. Sem ironia ou pretensão, ‘’O Nascimento dos Planetas’’ tem mais vigor e variedade sonora do que nos álbuns anteriores, podendo facilmente ser colocado na lista dos melhores lançamentos do ano. 


Confira a entrevista 

Como vocês se conheceram e quando decidiram formar a banda?

Eu (Jean Stringheta) e Rodrigo Faleiros nos conhecemos no curso de música da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Tocávamos juntos em uma banda, chamada Tomada Acústica. Quando Diogo Zarate entrou para essa banda e os outros integrantes saíram, resolvemos criar uma banda com proposta autoral em 2007. Assim surgiu a Jennifer Magnética.

De onde surgiu o nome ‘’Jennifer Magnética’’?

Foi baseado em uma colega nossa (nunca mais a vimos), que sofria alucinações e dizia receber mensagens interplanetárias através de campos magnéticos criados involuntariamente pela mente. O pessoal começou a chamá-la de Stéfani (este era o verdadeiro nome dela) Magnética. Lembramos dessa história quando procurávamos nome para a banda e substituímos o Stéfani por Jennifer. É uma história triste, mas gerou um bom nome! Espero que ela esteja bem e tenha diminuído a ingestão de alucinógenos...

Como definem o estilo da banda?

Esta é sempre a pergunta mais difícil de responder... Nós usamos muitos “estilos” musicais diferentes como inspiração ou referência, mas nunca definimos um em específico para seguir. Na verdade, nunca nem tivemos uma conversa sobre isso! Basicamente o estilo é “livre”.

Esse ano vocês completam oito anos de carreira nesse rolê alternativo. Mudou alguma coisa?

No circuito de shows, pouca coisa mudou, ou seja, você ainda tem que fazer toda uma correria para conseguir um espaço, produzir o show, estar em parceria com outras bandas, etc. Viajar, para a gente, também é difícil, pois Campo Grande fica longe de outros centros. A maior mudança continua sendo a internet. Cada vez mais os contatos e disponibilização de materiais (música, vídeos, flyers) são por esse meio. Para as bandas independentes, isto é ótimo, mas você precisa estar consciente de que vai ter que trabalhar pra caramba nesta plataforma! O trabalho vai bem além de shows e ensaios.

Vamos falar sobre o novo álbum. Qual o conceito de ‘’O Nascimento dos Planetas? Quais os sentimentos, fatos e histórias captados na essência das composições musicais? E consequentemente qual a mudança ou diferença deste álbum em relação aos anteriores?

O Nascimento Dos Planetas é um álbum variado, tentamos dar a ele uma produção orgânica, com os timbres dos instrumentos muito próximos em sonoridade durante todo o disco. Já as composições são muito diferentes. Têm músicas instrumentais, um blues elegante, surf music, uma música meio country cheia de modulações... Existe também, uma maior variedade de vocais. Além dos três integrantes que cantam, convidamos outros três, que contribuem cada um deles, em uma música diferente no CD. Em relação aos discos anteriores, acredito que estamos evoluindo e assumindo mais as rédeas da produção.

O que vocês ouviram e que acabou servido de influência para o álbum?

Não ouvimos nada especificamente para o álbum. Nós trocamos ideias sobre discos do inicio dos anos 70 para referência de sonoridade, mas isso não influenciou tanto no final das contas. Cada um dos três está sempre ouvindo coisas diferentes e trazendo ideias para a banda. Na verdade, nossa maior influência em comum são os Beatles. Nós juntamos várias músicas que cada um estava compondo sozinho, pegamos outras que estávamos compondo juntos e começamos a trabalhar, sem pensar exatamente em influência. Acho que tudo que a gente ouve e gosta acaba influenciando.

Como surgiu a ideia de clipes para cada faixa do novo trabalho? Vocês compartilham da estratégia de nuances do conceito midiática da imagem do videoclipe?

É, em primeiro lugar, uma estratégia de divulgação das músicas. Resolvemos ter um tempo (um mês) para focarmos na difusão de cada uma delas. Desta forma, nós divulgamos todo o álbum, e não apenas a “música de trabalho”. É também muito legal trabalhar com vídeos, essa coisa de criar uma imagem para a música. Além disso, o vídeo é quase uma necessidade hoje em dia.


Contem um pouco sobre a capa do novo álbum. O quanto pra vocês ela traduz o disco?

A capa foi feita pela Mari Armôa, ela trabalho com essa estética de arte. Tínhamos visto uma série de outros trabalhos dela onde ela incluía uma personagem integrada a um ambiente marinho, como parte do sistema deste ambiente. Como a música de abertura tem uma temática interplanetária, perguntamos a ela se seria possível criar uma personagem em um ambiente espacial. Ela disse ok e o resultado ficou muito bom! Todas as divulgações do disco estão dentro desta temática. A capa representa a amplitude, o nascimento constante de ideias e sentimentos.

O Nascimento dos Planetas tem participações especiais?

Sim. Giani Torres e Bianca Bacha cantam em “Preguiça” e “St. Gabriel’s Blues” respectivamente. Elizeu Nico, integrante da banda Gosbstopper, canta em “Campo Grande Oeste Solidão”. O Quarteto de Cordas Sonata toca nas músicas “Virar Pó” e “Sala de Espera 2 (Águas Escuras)”. Marcelo Fernandes toca violão clássico em “Preguiça”. Marcos Borges e Ivan Cruz, respectivamente violão folk e baixo acústico em “St. Gabrie’ls Blues”. Além disso, Alex Cavalheri, coprodutor do disco junto com a banda, tocou piano em “Virar Pó”,” 3 Minutos e Meio”,” St. Gabriel’s Blues” e “Campo Grande Oeste Solidão”, além de acordeão em “Espelho Frio”.

Como é a cena independente sul-mato-grossense? Quais bandas indicam para o blog?

Basicamente muitas bandas criativas em diferentes vertentes, como a psicodelia, o blues, o alternativo e o rock tradicional. Recomendo as bandas Gobstopper (acabaram de lançar o primeiro disco), Os Alquimistas e Professor Lao, além das cantoras Bianca Bacha e Giani Torres. Acredito que a cena local poderia suportar mais eventos, casas de shows e bares para a música autoral. Certamente existem alguns bares parceiros que investem na ideia, mas acredito que com um pouco mais de abertura, a cena local está pronta para ferver. Criatividade não falta!

Qual a principal diferença que vocês veem na cena underground nacional quando vocês começaram para agora?

Atualmente existem muitas coisas que chamam a atenção (ou passa despercebido) das pessoas na internet durante um ou dois dias. Antigamente as bandas tinham que estourar logo no início ou perdiam a chance, hoje em dia acredito que ficam as bandas mais persistentes e que entendem que precisam trabalhar muito para ter um material convincente e original. O reconhecimento não vem mais de uma vez, mas através dos anos.

Quem vocês enxergam como público da Jennifer Magnética? Qual o perfil de quem ouve a banda?

Acredito serem pessoas curiosas e que gostam de garimpar, procurar músicas novas, aqueles que não se contentam com a mesmice das mídias tradicionais. É aquele público que gosta de ouvir um álbum inteiro, ler as letras das músicas enquanto escuta.

Quais os próximos passos da banda?

Continuar divulgando “O Nascimento dos Planetas” e tocar. Estou louco para tocar este material novo. Vamos nos esforçar para agendar apresentações aqui e em outros Estados.


Baixe o disco AQUI 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Thee Dirty Rats - The Fine Art Of Poisoning 1 & 2



Thee Dirty Rats é o novo duo de Luis Tissot (Human Trash, Jesus & The Groupies, The Fabulous Go-Go Boy From Aabama...) que além dos vocais toca um instrumento chamado "cigar box guitar", uma guitarra caseira de 3 cordas ligado num pedal de fuzz; com Fernando Hitman (Backseat Drivers, Hitman OMB) na bateria e backing vocais.



Influenciados pela garage rock, punk e pós-punk esse duo soa cru e sujo, sem dúvidas.
Rock 'n'roll minimalista feito com 3 cordas e 3 peças de bateria. Seu som começa a partir do espírito do velho estilo garage-rock, mas o distorce com bases grotescas e harmonias de ritmo pegajoso. Os vocais deselegantes e a distorções do instrumento quase provincial de Luis, garantem um frenesi contagiante faixa a faixa. O EP mostra uma mistura competente o ousada de elementos de garage rock, blues, trash que formam um som primitivo, rustico, com batidas hipnóticas.




Vídeo - Thee Dirty RatsAo vivo na Revolver Kustom em SorocabaCapturados em Tape k7 !
Posted by Invasão Records on Segunda, 13 de abril de 2015

MENEIO se apresenta este sábado no VI Festival PIB - Produto Instrumental Bruto


A banda MENEIO se apresenta no sábado dia 25 de abril às 18h na sala Guiomar Novaes da Funarte, dentro da programação do sexto Festival PIB – Produto Instrumental Bruto, considerado um dos principais eventos do país voltado para a música instrumental. No show, o grupo apresenta as músicas que estarão em seu primeiro álbum (em fase de mixagem), além de composições recentes e dividem a noite com o The Tape Disaster, de Porto Alegre, que se apresenta na sequência às 19h.



MENEIO foi formado em 2013 por músicos que já possuem um histórico na cena instrumental, como a banda Malditas Ovelhas! E a discotecagemIndependência ou Marte, além de trabalhos solo e a colaboração com diversos artistas. O grupo trabalha em músicas autorais que partem de narrativas sensoriais, construídas através da mistura de instrumentos orgânicos e eletrônicos, com influência de trilhas sonoras, soundscapes, elementos de post-rock e trip-hop.

Serviço:
MENEIO no VI Festival PIB - Produto Instrumental Bruto
Dia 25 de abril às 18h, Sala Guiomar Novaes, Funarte/SP
Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo.
Ingressos na bilheteria: R$ 10 (meia) e R$ 20 inteira (lotação 200 lugares)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Boom Project - Volume I


Fundada em 2010, Boom Project é formado hoje por Andre Zaccarelli (Guitarra), Chico Leibholz (Bateria) e Rodrigo Fonseca (Baixo). A partir de temas importantes da música dos anos sessenta e setenta, (principalmente a Surf Music e o Funk) a Boom Project foi fundada no intuito de trabalhar trilhas e arranjos instrumentais, misturando os estilos e extraindo deles ritmos inusitados. Dentro dessa fusão de misturas o estilo foi batizado em uma brincadeira de “Surfunk”; que surgiu quando ouvimos e identificamos esses ritmos em uma junção do contra baixo funkeado, e a pegada surf music da guitarra acompanhados pela batida rock and roll da bateria.

Em seu primeiro album (Boom!, 2011) a banda contou com a produção de Rafael Crespo (Planet Hemp/Polara). O disco foi todo gravado na Casa do Mancha (SP), com os antigos integrantes Eristhal Luz(guitarra) e Miro Dantas(baixo). Após 3 anos do lançamento do primeiro álbum a banda lançou um EP no final de 2014 (Volume 1), sendo também gravado na Casa do Mancha e produzido por Chico Leibholz juntamente com a banda.

Lucas Nadal fará apresentação online no Netshow.me


Quer conhecer o segundo álbum da carreira do Lucas Nadal sem sair de casa? O artista realizará apresentação online gratuita da turnê  “Flesh and Blood”, no dia 23 de abril, através do site Netshow.me.

O cantor já usou esta plataforma anteriormente e acredita ser um instrumento positivo para a carreira. “Qualquer pessoa pode acessar o site e assistir o show. Isso é muito legal e o cenário independente precisa usar essas ferramentas para divulgar os trabalhos. Estou muito feliz com o resultado do novo álbum e espero que as pessoas gostem”, explica.

O show oferecerá aos interessados diferentes vantagens e prêmios na compra dos ingressos.  Isso porque a plataforma permite que o artista receba colaborações de diferentes quantias em dinheiro antes e durante o espetáculo. O espectador que apoiar com o maior valor, por exemplo, ganhará o kit completo (camiseta “Just Call It What You Want” + 2 posters + adesivos e botons. 

A ação será realizada através do site Netshow.me. Os interessados devem acessar o link: http://bit.ly/1Ju8xzX

terça-feira, 21 de abril de 2015

Regular Boat Driver - Exílio - (2015)


Sonoridade densa que mostra colagens de referencias para um estilo tão pouco explorado. A banda se mostra eficaz na proposta de flutuar por ambientações perturbadoras e insanas, tendo como partida a faixa Sister Chance, com suas emanações doom. Lizard Queen e Cactaceae seguem a mesma linha de esquizofrenia e delírios na complexidade do registro.


Exilio é sem dúvida, um ótimo começo para a Regular Boat Driver. A banda do RJ soltou recentemente o primeiro EP gravado de forma ‘’Foda-se você mesmo’’ e já mostra um potencial estético e sonoro incrível. 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Dharma Samu - Cabeça de Terra (2015)


Quarteto de música instrumental experimental paulista, liderado pelo músico, compositor e produtor Dharma Samu. A sonoridade do grupo tem base no jazz e na experimentação com outros gêneros, passando pelo fusion, rock, ritmos latinos e música moderna.

O grupo possui dois álbuns gravados - ZEPPELINIANAS VOL 1 de 2010, onde registraram versões instrumentais de músicas da banda Led Zeppelin e BAILANDO COM SEÑORITAB de 2012, uma trilha sonora para um espetáculo de dança moderna – um EP – BLACK PRINCESS de 2014 com duas músicas e o álbum inédito CABEÇA DE TERRA, lançado em abril desse ano.

REPUBLIQUE DU SALEM LANÇA CLIPE PARA FAIXA DO NOVO ÁLBUM

 Foto:  Rinaldo de Oliveira

Republique du Salem acaba de lançar o clipe de “Go Ye and Preach my Gospel”, faixa cover que estará presente no seu próximo álbum. O disco da banda está previsto para o primeiro semestre de 2015.

Gravada ao vivo em um único take, durante as sessões do novo trabalho em Long Beach (Califórnia), a versão acústica da música conta com as participações de Marc Ford (ex-The Black Crowes, que também produziu o álbum) e de Anthony “Antoine” Arvizu (The Neptune Blues Club). A canção mostra uma homenagem da Republique ao cantor e gaitista de blues/gospel Rev. Dan Smith, que compôs e gravou a faixa originalmente em 1972.


Guido Lopes, guitarrista da Republique du Salem, comentou sobre a gravação de “Go Ye and Preach my Gospel”: “O Davi (Stracci - vocalista) sugeriu esta música e sentimos imediatamente que devíamos gravar uma versão nossa. O Marc e o Anthony gostaram da ideia e à noite recebemos a visita de alguns amigos no estúdio, que acabaram gravando com a gente. As sessões foram descontraídas. Até ‘improvisamos’ um coral e quando percebemos, o estúdio tinha virado praticamente uma igreja (risos)”.

Assista ao vídeo:



A banda prepara outras novidades para o lançamento do segundo disco, que podem ser acompanhadas nas suas mídias sociais e site.

CHULA ROCK BAND lança primeiro álbum


Formada em Divinópolis (MG) por Márcio Chula (voz e guitarra), Rhodes Madureira (guitarra), Felipe Fox (baixo) e Pedro Moykano (bateria), a banda acaba de lançar seu disco de estreia. Mais que um título, “Agora é Guerra” é o grito que melhor representa o espírito da Chula Rock Band. Gravado em Belo Horizonte (Estúdio Locomotiva) e produzido pelo guitarrista da banda, Rhodes Madureira, com coprodução de Marcelinho Guerra, o álbum traz à tona o rock clássico como principal fonte de inspiração em suas 10 faixas. O quarteto contou ainda com as participações especiais de Wilson Sideral, em “Puro Instinto”, de Pedro Pelotas, tecladista da Cachorro Grande, em “Amizade Colorida” e do violinista e co-fundador do Teatro Mágico, Galldino, em “A Oração”.


Agora é Guerra” pode ser baixado gratuitamente no site oficial da banda www.chularockband.com.br e também está disponível nas lojas virtuais e plataformas de música via streaming. O CD físico chega às lojas em meados de abril com distribuição do selo Canal 3.

domingo, 19 de abril de 2015

Nosso Querido Figueiredo - ''O Futuro É Aqui do Lado'' Uma faixa nova de um álbum novo que ainda não foi lançado



 ‘’Novamente, o Brasil protestou. Novamente, coloco uma faixa nova de um álbum novo depois de um protesto novo. E para manter o espírito das manifestações de domingo, essa aqui é bem pequenininha.’’ 

Figueiredo iniciou sua jornada em 2008. Desde então, gravou dezenas de álbuns caseiros.  Alguns álbuns precisam de  certo tempo de maturação para serem bem compreendidos pelo público, essa regra nem sempre é a tônica de alguns trabalhos e muito menos uma regra básica que precisa ser seguida.  Figueiredo é um regurgitado frenético  de singles e EPs, um one man band demo tapes nada convencional  que transforma esquizofrenias musicais  em algo convidativo e muito bem arranjado.


Todo esse arsenal de  faixas avulsas  resulta em um trabalho coeso e sempre com um proposito bem definido, mesmo soando tão descompromissado e torto. Toda sua multiplicidade de sons e ideias converte para uma gama de experimentos que passeiam pelo post- punk maldito, noise, ambiente e transmutações lo-fi.

sábado, 18 de abril de 2015

Herod - Ouça ''Disruption'' o novo single do quinteto de post-rock fodasso


Oito horas para captar, mixar e masterizar um novo single, produzir uma capa desenhada pela própria banda, captar e editar um vídeo, tudo para lançar no mesmo dia. O desafio foi auto-imposto pela própria banda. Depois de ter desistido da ideia diversas vezes, decidimos encarar. E finalmente depois de quase 14 horas de trabalho ininterrupto, o EP estava no ar.

Disruption é o primeiro single da Herod depois do último trabalho de estúdio, oUmbra (2013). O single nasceu com o convite do projeto Converse Rubber Tracks, que convida bandas iniciantes para um dia de sessão no Family Mob, um dos melhores estúdios de São Paulo. É também a primeira gravação da nova formação da Herod, que conta com um novo baterista (Raphael Castro substituindo Márcio Dutkiewcz) e um terceiro guitarrista (Daniel Ribeiro), ambos egressos da banda-irmã Hoping To Collide With. Sacha Ferreira e Lucas Lippaus nas guitarras e Elson Barbosa no baixo completam o agora quinteto.

A capa foi desenhada à mão pelo guitarrista Sacha, no próprio estúdio, durante as primeiras horas da sessão. A arte-final coube ao designer Fábio Liu. O vídeo foi produzido por Evandro Olivier, também captado e editado durante o dia de gravação.
Músicas por Sacha Ferreira, Lucas Lippaus, Daniel Ribeiro, Elson Barbosa, Raphael Castro.

Engenharia de som, mixagem e masterização por André KBelo e Jean Dollabella no Estúdio Family Mob, em São Paulo.
Arte por Sacha Ferreira, arte-final por Fábio Liu.

Vídeo por Evandro Olivier.

HEROD é:
— Sacha Ferreira: guitarras
— Lucas Lippaus: guitarras
— Daniel Ribeiro: guitarras
— Elson Barbosa: baixo
— Raphael Castro: bateria

Baixe AQUI 



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Não Há Mais Volta - Uma volta pelo primeiro disco do quarteto paulistano (NHMV)


Punk direto com doses cavalares de humor sarcástico em letras criticas e de apelo sentimental, em determinados momentos. Esse é o condimento essencialmente provocativo e temperamental do primeiro disco cheio da Não Há Mais Volta (NHMV), banda de punk/hardcore paulista.

O disco é dominado por arranjos sujos, vozes limpas e bem colocadas com uma bateria competente. Trilha sonora para jogar videogame do Tony Hawk com a namorada do lado. Um disco bem maduro e que mostra a dualidade da banda em desenvolver um registro mais amplo e diversificado. 

O álbum de estreia foi gravado e mixado por Tiago Hospede no Estúdio Lamparina, em São Paulo. Hospede também participa do disco tocando guitarra em ‘Domingo à Tarde’ e ‘Ruas e Vielas’. O CD homônimo do Não Há Mais Volta tem arte de Antonio Carlos Coltro e fotografia de Roberto Gasparro e lançado pelo selo HeartsBleedBlue.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Gauche - O registro é um passeio por um terreno criativo e experimental


É provável que o registro mais famoso em língua portuguesa da palavra “gauche” (pronuncia-se “gôxe”) tenha sido do célebre "Poema de Sete Faces", de Drummond. A expressão, em francês, significa “esquerdo”, mas também pode ser “deslocado”, “desconfortável”, ou “torto”, como no poema do escritor mineiro. À parte qualquer referência poética, o som da banda Gauche, natural de João Pessoa (PB), transita entre a Psicodelia dos anos 60, Secos & Molhados, Os Mutantes, Clube da Esquina, Violeta de Outono, além do Britpop dos anos 90.

Após nove anos de existência, shows, festivais dentro e fora do estado e três EPs gravados, a banda, composta por Bruno Guimarães (vocal, teclado, guitarra base), Berg Ferreira (baixo), Luís Venceslau (guitarra solo) e Paulo Alvez (bateria), lança no final de 2014 o seu primeiro álbum, intitulado "Teatro de Serafins". Em 2013, a banda foi contemplada com a gravação do disco através do FIC Augusto dos Anjos, fundo de incentivo cultural do Governo do Estado da Paraíba.

O disco foi gravado e mixado por Ruy José, no Estúdio Mutuca, referência para os músicos da cena independente da região, além de ser o QG da banda pessoense Burro Morto. A produção musical foi assinada por Nildo Gonzalez, baterista das bandas Seu Pereira e Coletivo 401, Rieg e Sonora Sambagroove. "Teatro de Serafins" foi masterizado por Arthur Joly, no Estúdio Reco-Master, em São Paulo.

Em agosto de 2014, a banda lançou o single “Mágica”, a primeira prévia do disco. A música foi selecionada para a segunda edição da coletânea Music From Paraíba, da FUNESC, distribuída na 20ª Womex, maior feira mundial do mercado fonográfico, que ocorreu na Espanha, em outubro de 2014. Ainda em outubro, a banda lançou o seu segundo single, intitulado “Estrela Sob Fogo”.




Teatro de Serafins é o primeiro álbum da banda. Produzido por Nildo Gonzalez, o disco foi gravado e mixado no Estúdio Mutuca, em João Pessoa, e masterizado por Arthur Joly, no Estúdio Reco-Master, em São Paulo. A arte do disco foi feita pelo artista plástico Thiago Trapo.

Centrado em texturas melódicas, conduzidas por violões, guitarras, ou por teclados emulando sons de Mellotron, o disco tem como eixo central uma firme coesão entre o baixo e bateria, formando uma base sólida em que passeiam as variadas nuances de cada uma das suas 11 faixas. O álbum flerta com o Barroco Pop e a Psicodelia inglesa dos anos sessenta, mas que busca no Tropicalismo multicores e sem amarras dos Mutantes, e nas paisagens profundamente melódicas do Clube da Esquina, ecos conterrâneos a moldar e a definir o som.  Neste amálgama, juntam-se a atmosfera e as passagens climáticas do Pink Floyd com o som das guitarras e batidas do Britpop dos anos 90 para representar o espectro referencial do disco.

Teatro de Serafins é uma contemplativa e surreal jornada por um universo introspectivo, em que permeia a solidão, o vazio das relações humanas, o abismo do existir. Sem se tornar, contudo, um pesado desconsolo, por vezes se torna esperançoso, em sua profunda inquietude e inconstância. Transitando em uma espécie de dualidade cíclica, força propulsora da natureza (clareza e escuridão) e das condutas humanas, as músicas refletem definitivamente o espírito “gauche” da banda: deslocado das estéticas vigentes e livre para trilhar um caminho único.


Entrevista - Sivie Sue Mori - Drafts Misreads (2015)


Sivie Sue Mori, banda de Post-Hardcore formada em 2013 em São Paulo - SP. 
Composições entre caos e drama, Sivie Sue Mori chama a atenção para o gênero post-hardcore com influências norte-americanas. Suas letras, na maioria das vezes apresentam  um convite para a reflexão pessoal e autocontrole. ‘’Drafts Misreads’’ é o segundo EP lançado pela banda e mantem a carga máxima de elementos que expandem o repertorio torto e barulhento do grupo.  Conversamos com Jimi arrj e Mario Camino sobre o novo registro. Confira esse papo logo abaixo.




A pergunta clássica: Por que ‘’Sivie Sue Mori’’? A banda teve esse nome desde o inicio?

Sim, a banda teve esse nome desde o seu princípio e Sivie Sue Mori em uma tradução livre do latim significa "Deixa-la morrer" que por sua vez é livre para interpretação, assim como direcionamos as nossas músicas. Queremos que as pessoas sintam e revivam de certa forma suas experiências, pensamentos e caminho vividos.

Quais as influências de vocês?

Cara, a gente tem uma influência gigantesca, hahaha Tem a literatura de Franz Kafka, Allen Ginsberg, Kerouac, Osho, etc, diversos filmes, músicas que vão de Erik Satie a Pianos Become the Teeth e alguns conceitos de movimentos artísticos como algumas pitadas de dadaísmo. Mas a maior influência mesmo são as pancadas que já tomamos até aqui e o nosso som acaba saindo de forma natural, como se estivessemos contando algo para alguém.

Atualmente, quem toca na banda e como se conheceram?

Hoje nós somos Mario Camino (vocals/drums), Jimi Arrj (backing vocals/guitar), André Felipe (guitar) e Gabriel Tadeu (bass). Eu (Jimi) conheci o Mario através de alguns amigos em comum, falando sobre música eletrônica. O André tocava na banda de um amigo e o Mario viu que o Tadeu era louco no palco há uns 4 anos atrás e sempre quis colocá-lo na banda.



Falando sobre o novo EP, como rolou o processo criativo, composição de letras e músicas?

A composição das músicas do segundo EP vieram junto com as do primeiro e começamos a compor tudo em uma época que isso era a única coisa que nos restava fazer. Nos conhecemos em um momento de completa desolação, falar ou tocar algo que transparecesse isso foi algo que aconteceu de uma forma natural, nem era nossa intenção, nem nada. Conforme as coisas foram ficando mais claras para nós mesmos, mais transparentes fomos nas letras, mas ainda assim, as vezes nós mesmos refletimos sobre algo que escrevemos a algum tempo e acabamos interpretando de alguma forma. hahaha

E essa capa fodástica.. Quem desenvolveu a arte?

Essa capa é uma foto da tela que a nossa amiga, fotografa, pintora e grande artista Adriana Morais nos presenteou após ter ouvido os sons. É uma expressão dela sobre as coisas que dissemos e nós achamos que sua obra complementa as expressões das seis faixas do disco. Colocamos no encarte algumas fotos dela pintando a tela e ficou tudo incrível. Obrigado, Adriana!


Estava vendo que não Tem nenhuma faixa com nome de mulher nesse EP... Falem um pouco sobre a temática desses sons e por que preferiram soltar um novo EP ao invés de trabalhar em um Full Lenght?

As primeiras quatro faixas com os nomes de mulheres completam uma ideia e termina o EP com uma frase em aberto "An idea rising..." que se completa no segundo EP com "...while we fall..." "...and I call it Story." que é uma segunda ideia. Depois temos 4 faixas com nomes de lugares considerados sagrados ou que as pessoas vão para adorar algo ou alguém que são uma terceira ideia. Não significa que as letras se interliguem, muito menos a melodia, mas são sentimentos ou momentos que se sucedem, assim como as quatro fases do luto, por exemplo. Agora que essa cadência se fechou, estamos compondo para o Full Lenght que terá uma outra estética.

O EP anterior, ‘’Solitude, Selfless’’, teve uma reação bastante positiva. Como é gravar um novo trabalho com esse sentimento nas costas?

Definitivamente isso nos empolgou muito a gravar e continuar compondo e tocando! Sentimos um pouco a preocupação com a reação das pessoas sobre este novo trabalho, considerando que não soa tão melódico quanto o "Solitude, Selfless.", mas deixamos fluir e a receptividade do "Drafts Misreads" foi tão positiva quanto. Gratidão a todos!!



Como vocês se sentem em relação a esse novo trabalho?

É um sentimento de alívio que finalmente conseguimos expor algumas reflexões nossas e ficamos supresos com as pessoas que se identificaram com algo que dissemos nestes dois trabalhos. Tem quase 1500 plays no bandcamp em 10 dias que lançamos o Drafts Misreads. Para nós é algo importante de verdade! Agora iremos fazer alguns shows, vender alguns CDs para comprar algumas passagens para outros estados, sei lá.

Falem sobre o selo Black Seagull Records e como rola o processo de produção e distribuição da banda?

A Black Seagull Records é basicamente uma necessidade que sentiamos, com esse "novo" post-hardcore que está se criando aqui no Brasil, resolvemos não esperar, mas produzir nossos próprios eventos, nossos próprios EPs, prensagens, distribuição e tudo mais. A distribuição é feita nos shows, a venda online ainda não está rolando porque queremos prensar tudo que está no bandcamp, mas como é tudo independente, nem sempre a gente consegue separar um dinheiro para isso. É bem legal porque tem algumas bandas de fora do Brasil com interesse de divulgar material por aqui e nós ajudamos os caras e eles nos ajudam lá. Essa rede que se cria com algo independente é algo incrível! Enfim, caso alguém tenha interesse de distribuir ou prensar conosco, colem nos shows e mande uma mensagem na página da BSR ou email para blackseagullrecords@live.com


Como vocês enxergam a cena paulista na qual a banda está inserida?

Nós não sabemos dizer exatamente se nós estamos inseridos em alguma cena. Nós acabamos não nos focando em algum nicho específico. Estamos falando de coisas diferentes das coisas que cena X ou Y estão falando. As coisas são novas ainda, conhecemos algumas bandas desse emotional hardcore ou post-hardcore aqui em SP e algumas do Sul mas não enxergamos como uma cena sólida ainda, mas sim as bandas se enquadradando em outros rolês.

Ainda falta espaço para que as bandas independentes divulguem seu trabalho ou falta interesse do grande público em fugir dos sons tradicionais?

Muito pelo contrário, espaço existe de sobra para todos e existe muita gente buscando sons novos. É que as vezes nós mesmos precisamos expandir nossos caminhos.



O que precisa melhorar na cena para que as coisas evoluam?

Respeito. Evolui qualquer coisa.

Como está a cena hc/punk ai em São Paulo? Tem uma galera ativa organizando eventos, produzindo critica social, frequentando shows? Como é a integração das bandas de diferentes vertentes independentes?

Tem uma galera bem ativa sim. Tem diversos zines, tem evento todo final de semana em algum canto da cidade apresentando algum conceito ou ideal bacana! Na maioria das vezes a integração das bandas acontecem de forma bem coerente, conciliando algumas característica entre elas e tal.


O que vocês observam como a principal característica da cena independente nacional ao longo da primeira década dos anos 2000?

Eu (Jimi) acho que em primeiro lugar, hoje temos a facilidade de gravar nossos sons em casa ou no home studio de um amigo e isso viabilizou que ótimos projetos musicais circulassem, movimentando o círculo de amizades entre as pessoas e consequentemente, fazendo com que mais pessoas fossem inseridas nessa "cena" e criando cada vez mais coisas, seja música ou outra expressão artística ou política. Musicalmente, notei que as bandas se tornaram mais cuidadosas em expor suas noções musicais, explorando timbres, estéticas, compassos quebrados, efeitos, etc. A maioria das bandas das quais convivemos atualmente são assim e o cru foi ficando cada vez mais atrasado. A gente vive em um mundo cada vez mais complexo, acho natural as expressões soarem mais complexas.


Fora o Sivie Sue Mori quais outras bandas e projetos vocês tem participado atualmente?

Bem, o Mario e o Jimi juntos tem o "Vulto" que é um punk/hc/espacial de baixo e bateria, e o projeto audiovisual experimental "Behind The Lighthouse at 7pm". O Jimi tem um projeto solo de glitch/downtempo chamado Monochaotique, o Mario também tem um projeto minimalista/ambient/experimental chamado P A I C O, o Tadeu tem um projeto folk chamado Meekeness e o André está compondo as musicas de seu projeto solo folk/instrumental não intitulado ainda.

Quais bandas indicam para o blog?

Gostamos de Back to Odd, Nvblado, Under Bad Eyes, os malucos da Hollowood, Raça, Odradek, os jovens tristes da Jovem Werther, os cariocas da A Marcha das Árvores que fizemos a tour "Não existe glamour no roque pobre", entre outras!

Além da divulgação do novo EP, quais são os planos da banda para o restante de 2015?

Bem, no momento estamos focados em divulgar o "Drafts, Misreads" e tocar no maior numero de lugar que pudermos e quanto mais longe melhor. Estamos no processo de criação do nosso primeiro clipe e já estamos compondo as músicas para o full lenght que deve sair em 2016. Até o momento temos três músicas quase prontas e adiantamos que dá pra perceber a referência de Trophy Scars e Birds in Row. Obrigado galera do Primavera Noise, foi um prazer participar do blog e esperamos nos encontramos em breve pra trocar essa ideia pessoalmente!

https://www.facebook.com/SIVIESUEMORI
https://blackseagullrecords.bandcamp.com/