terça-feira, 17 de março de 2015

Entrevista - Petit Mort - Banda argentina fala de sua correria diária


Depois de gravar 2 discos na Alemanha, ter feito 100 shows na Europa e 70 shows no Brasil, o power trio argentino Petit Mort veio morar na ilha da magia, Florianópolis/SC.
Lançado no dia 5 de fevereiro, ‘’Bite The Hook’’, traz 10 musicas inéditas para 2015. O novo disco foi lançado na Argentina e no Brasil e foi gravado em Buenos Aires, Argentina, e mixado na cidade de Geldern, Alemanha, nos estúdios Benthus.
A banda argentina agora radicada no Brasil é um power trio com vocal feminino e foi formada em 2007 sob a influência da década de 90 de bandas como Nirvana, Pearl Jam, Incubus, Melvins, Pj Harvey, Faith No More, Rage Against the Machine, outros.

Confira logo abaixo o papo que tivemos com o trio

Vocês já devem estar cansados de responder essa pergunta, mas falem sobre o inicio, como se conheceram, suas influências?

 A gente se conheceu compartilhando um estúdio de ensaio em Buenos Aires , Argentina. As influências que fizeram a banda nascer são Nirvana, Melvins, Rage Against The Machine, Peppers, Pj Harvey, Primus, Korn, Faith No More, Pantera... ´90s.

O nome da banda é sensacional, de onde surgiu essa ideia?

 É uma expressão que os franceses usam pra falar orgasmo, achamos massa!

Como é a cena underground na Argentina? Indicam algumas bandas?

O estilo de rock que bomba na argentina é conhecido como “Rock barrial” que é rock and roll influenciado por bandas nacionais dos 80´s e clássicos que nem Rolling Stones. A cena Stone é bem pequena, mas tem um par de selos independentes puxando pra fazer as coisas acontecerem que nem Venado Records e Noiseground, recomendo acompanhar as propostas deles.

Como é para uma banda independente fazer 100 shows pela Europa e 78 shows no Brasil? Como é a experiência de tocar em vários estados (e até países) diferentes?

Baaah !! Muito massa!! A história da banda foi se escrevendo na estrada, a gente arrumou a banda e na hora saiu de turnê pelo Sul da Argentina e Chile, e seguiram 3 turnês pela Europa e 5 pelo Brasil. Temos ficado viciados de viajar com a banda, de conhecer cidades, comidas, bandas, amigos do mundo inteiro. Crescemos muito com cada turnê . Ai quando voltamos pra casa ficamos com abstinência de viajar e tocar 4 vezes por semana, é um cambio muito grande. Nas turnês chegamos a conhecer tantas pessoas em apenas um dia e trocar tantas vezes de idioma e de paisagem que os sonhos são muito loucos! O cérebro não consegue processar tanta informação nova. Uma das experiências mais massa foi ter gravado dois discos na Alemanha. Um produtor alemão Olaf Zwar conheceu a banda pelo Myspace, e foi assistir um show da Petit na Holanda. Ai convidou a gente pra ficar em sua casa e gravar essas mesmas músicas que ele tinha assistido no show. Levou a gente para gravar um Spit In nos estúdios Benthus, e editou os disco na Alemanha. Felicidade total. Europa é muito massa pra fazer turnês porque você pode tocar em muitos países percorrendo poucos km. Brasil é gigante, a gente sempre pensou na ideia de fazer uma turnê infinita pelo Brasil. Pais cheio de contrastes, cena independente massa pra caramba, adoramos. Aqui as pessoas de Belém vão pela rua com camisetas de bandas independentes de Porto Alegre, maravilha! Os produtores se conhecem, as bandas se conhecem, o publico viaja pra assistir festivais independentes, tem muita MUITA banda autoral de alta qualidade! Adoramos.


Como foi a recepção dos europeus ao som da Petit Mort?

Muito massa! Eles estão muito acostumados a pesquisar a banda antes de assistir o show, então vão pro show querendo levar o disco, a camiseta, o merch. Temos vendido todos os discos lá !! gostam de se divertir, são muito carinhosos, a gente fez grandes amigos.



Sobre o novo disco, as influências continuam as mesmas, rolou alguma mudança essencial no discurso, na estética? O que BITE THE HOOK tem de mais diferente em relação aos dois álbuns anteriores que foram gravados na Alemanha?

A gente sempre gravou no meio da correria das turnês pela Europa . Essa vez aqui, a gente decidiu parar de viajar por um ano pra mixar o disco Bite the Hook junto com Sebastian Benthin da Alemanha, nos mesmos estúdios Benthus. É o nosso primeiro disco de 10 musicas. A gente decidiu gravar ele após fazer os 70 shows no Brasil, assim que voltamos da turnê, compomos mais 3 musicas em Buenos Aires ( Midnight talks, GetOff e Back Up) e gravamos todas as musicas que a gente tinha composto nas turnês do Brasil e da Europa. Bite the Hook tem a energia desses 70 shows. A gente ouve musica o tempo todo, e bem variada. Curtimos muito Red Fang e Truckfighters, e ouvimos muita banda brasileira com que compartilhamos palco. Gostamos demais de Macaco Bong e Skrotes. Baitas bandas daqui. É um disco que merecia ser lançado no Brasil . Acho que Bite the Hook representa muito a estrada da banda. São musicas feitas pra sacudir o corpo, sabe. a gente gosta muito de dançar e pular no palco, sentimos muito as musicas na hora de compor.



Contem como está sendo viajar pelo Brasil para divulgar o novo disco de vocês? Tocando para vários públicos diferentes?

A gente teve o prazer de apresentar Bite the Hook bem quentinho saído do forno nos carnavais de DF, GO, e MG ( Grito Rock Goiânia, Planaltina e Poços de Caldas, Carnarock Brasilia e Berro de carnaval de Anápolis) foi muito massa! Esse mês de março temos turnê pelo litoral de Santa Catarina e fim do mês tem Petit Mort pela primeira vez no Rio de Janeiro !! de 26 ate 30 de março a gente vai estar quebrando tudo por terra carioca.



Quem compõe as letras e do que elas falam, tem um posicionamento político, vocês só retratam o que vivem?

Tem de tudo, geralmente buscamos que acompanhe a musica sabe, gostamos muito de jogar com o som das palavras, a força que elas tem. As letras são da Michu.

 Cantar em inglês é uma escolha estética ou é algo funcional?

A gente tem musicas em espanhol também. Escolhemos o idioma que melhor fique pra essa musica. O inglês é muito massa pra cantar porque as palavras são cheias de vogais (a,e,i,o,u não sei como falar isso em português), é uma língua muito melódica o inglês, e o espanhol permite transmitir mais metáforas, as palavras tem mais significado.

Chegou a ter alguma alteração na formação da banda?

 A banda teve uns meses no 2007 como quarteto com mais um guitarrista, ai ele saiu e ficamos como trio e a gente adorou! Ficamos super confortáveis nesse formato, muita energia, cada um dá o melhor de seu instrumento pra fazer rolar a musica.


O som de vocês parece agradar facilmente um grande público, a animação é contagiante… de onde vocês tiraram tanto gás e presença de palco assim?

A gente faz musica principalmente pra nos mesmos. Pra nos divertir. Amamos tocar as musicas ao vivo, somos felizes fazendo isso. Essa energia que explode no palco dura a semana toda.



Como está sendo a experiência de morar aqui no Brasil?

A gente fez 5 turnês em um ano só pelo Brasil. Recebemos convites pra tocar aqui o tempo todo, ai ficou mais fácil pra gente vir e morar do que continuar indo e voltando pra Buenos Aires, além de ser um ótimo ponto de partida pra Europa. A gente conheceu 10 estados do Brasil tocando. Adoramos. Não foi nada difícil decidir fazer essa mudança. A gente fez grandes amigos aqui, que nem a banda Listera e Skrotes. Em 2015 a gente quer fazer mais outros 70 shows aqui .

A que vocês acham que se deve a grande produção e divulgação de música independente nos últimos tempos?

Não é magica. Tem muito produtor independente fazendo festival massa pras bandas autorais da cidade e basicamente bandas de altíssimo nível fazendo a coisa acontecer!! ( Medulla, Hellbenders, Far from Alaska, Red boots, Mad Grinder, Hangovers, Inky, Black drawing Chalks, Katss... bah muitas!!!) ai se o jornalista fica na preguiça de só botar o que a MTV ou a grande mídia fala, vai perder. Porque ta acontecendo muita coisa boa no “under” que não tem como ficar invisível . O barulho tá grande! . Vai pro festival Dosol e pro festival Vaca Amarela, tem publico de 4 mil 5 mil pessoas só querendo assistir banda nova, banda autoral! E hoje a internet permite que as pessoas fiquem bem ligadas nas novidades, ou ao menos ficarem um pouco curiosas por saber o que que tá acontecendo.


Sabemos que vocês curtem muito as cenas de Natal e Goiânia. Sobre Belém, conhecem alguma banda? Existem planos para um rolê de Bite The Hook por essas terras?

A gente teve o prazerão de compartilhar palco com duas grandes bandas de Belém. Turbo e Molho Negro, quebram tudo. Participamos do festival esquenta pro Se Rasgum em 2013 ai em Belém. Ainda não temos a data certa, mas com certeza vamos voltar logo, foi massa!.

 Quais os próximos planos da Petit Mort?

A gente quer apresentar Bite the Hook pelo Brasil todo. Ate as cidades mais pequeninas. Estamos planejando turnê na Europa pra metade do ano, lançamento de clipe e Split com uma banda amiga brasileira. Curtam compartilhem e baixem o disco novo galera! Vamos fazer ele bombar !! Tá liberado no Soundcloud ! 
https://www.facebook.com/petitmortargentina
http://petitmort.bandcamp.com/
http://petitmort.com.ar/

Nenhum comentário:

Postar um comentário