terça-feira, 24 de março de 2015

Entrevista - Luneta Mágica fala sobre seu novo disco, ''NO MEU PEITO''


Inicialmente encabeçada por Pablo Araújo (guitarra e voz) e Chico Só (guitarra), a Luneta Mágica passou por várias formações com outros membros no baixo e bateria, mas só se estabilizou com a entrada de Diego Souza (eletrônicos, baixo) em 2011. No fim deste mesmo ano, aproveitando a falta de um baterista, a banda lançou sua primeira demo, intitulada 'Remédio pra Gripe', misturando batidas eletrônicas a rock alternativo. 

A banda passou a primeira metade de 2012 produzindo seu primeiro disco, chamado 'Amanhã Vai Ser o Melhor Dia da Sua Vida', finalmente lançado em 1 de agosto. Gravado em Manaus e mixado e masterizado na Argentina, o álbum debut foi imediatamente aclamado pela mídia especializada em todo Brasil, fazendo com que a banda participasse de shows importantes em Manaus como o Festival Amazonas de Rock, Festival Até o Tucupi e o Festival Amazonas de Música, realizado no lendário Teatro Amazonas.

Esse ano a banda lança seu segundo álbum, ''NO MEU PEITO''. O disco foi produzido por Diego Gonçalves de Souza, integrante da banda, mixado por Beto Montrezol, produtor musical veterano na cena musical de Manaus, e masterizado por Fernando Sanches, engenheiro de som famoso por trabalhos com Criolo, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo e outros importantes nomes da música brasileira.

Confira a entrevista logo abaixo:

Pra começar, como surgiu a banda? 

A banda surgiu em 2008. Depois de muitas formações , com a entrada do nosso baixista Diego Souza, a banda começou a fazer shows pela cidade. Em 2013 consolidamos a formação atual com Eron Oliveira na bateria e Erick Omena nas guitarras solo e teclados. 

Qual a origem do nome, alguma referência ao romance escrito por Joaquim Manuel de Macedo? 

O nome faz referencia a obra mesmo. A gente sentiu que o livro traduzia bem a natureza das nossas musicas.

O ano de 2015 já começou pelo lançamento do novo álbum de vocês, ‘’NO MEU PEITO’’, que vem tendo uma boa repercussão na rede. O que essa nova fase representa para a banda?

A nova fase representa novas oportunidades. O processo de gravação do primeiro disco foi bem diferente, agora estamos mais seguros e mais experientes. Esperamos que o disco possa satisfazer todas as nossas ambições.

Como foi o processo de composição do novo disco? De que maneira as novas músicas diferem das antigas?

Tivemos que nos adaptar, visto que o processo foi totalmente novo, levamos um tempo pra encontrar o caminho certo. A gente sempre sentiu a necessidade de soar universal, mas sempre sem perder as origens. As musicas novas foram nascendo naturalmente dentro do processo de pré-produção e a banda soube arranjar e modificar bem quando necessário. Esse novo disco tem uma cara mais orgânica, é mais visceral também, acho que essa é a grande diferença em relação ao primeiro registro.

Como vocês descrevem o som da Luneta Mágica? Quais são as influencias?

As influencias são variadas, ouvimos de Cartola a Grizzly Bear. Mas cada um tem um gosto particular.

Ouvindo ‘’NO MEU PEITO’’, percebe-se um certo amadurecimento sonoro em relação ao primeiro disco. Essa é a ideia?

Sim. Usamos o tempo necessário para o amadurecimento natural de cada canção. E outra, as musicas do primeiro álbum tem 5 anos ou mais, acho totalmente normal que fizéssemos musicas mais maduras.

Como foi a produção do disco, sabemos que foi produzido por Diego Gonçalves, mixado por Beto Montrezol e masterizado por Fernando Sanches. Como foi trabalhar com eles?

O Diego Gonçalves foi designado pela banda para assumir o processo de registro e produção do disco, a gente sentiu que era hora de ter mais liberdade dentro do processo. Foi muito fácil e prazeroso gravar e mixar com o Beto Montrezol, produtor musical veterano na cena. Confiamos o trabalho de finalização do disco ao renomado engenheiro de som Fernando Sanches, que já trabalhou com artistas como: Crioulo, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo...

Como é a cena independente de Manaus? Quais bandas vocês indicam para o blog?

A cena independente de Manaus vem crescendo bastante nos últimos anos, as bandas estão produzindo e lançando registros cada vez melhores. Com o surgimento de alguns festivais populares as bandas puderam atingir um publico muito maior. O cenário independente nunca esteve tão produtivo. Boomerang Blues, Supercolisor, Dpeids, Alaide Negão, Casa de Caba... Tem para todos os gostos.

Rola uma tour do novo disco? E quais os próximos passos da Luneta Mágica?


A Luneta agora pretende Divulgar o disco através de turnês e shows pelo Brasil.


O álbum está disponível gratuitamente em, www.lunetamagica.com.br

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