domingo, 29 de março de 2015

Simplício Neto & Os Nefelibatas - A mais nova experiência sônica de Simplício Neto, junto com seus parceiros musicais mais constantes.


Cineasta, diretor de documentários musicais premiados como "Onde a Coruja Dorme", Simplício Neto vem atuando na cena boêmia carioca desde os anos 90 do século passado, como VJ da festa Phunk!, e DJ da festa Dínamo, e como guitarrista cantor e compositor de bandas marcantes da cena underground da cidade, como os Vibrosensores, a Máquina no Mundo, o Teatro Liquido e a Banda Filme.

O baixista e backing vocal dos Nefelibatas, e também o produtor do segundo EP da banda, "Terror & Vaudeville", é Sidney Honigzstejn. Parceiro compositor e cantor da lendária Vibrosensores, que misturava psicodelia e bossa nova nos anos 90 com saudades do futuro, foi também o guitarrista do The Cigarettes, do mesmo histórico selo indie Midsummer Madness, e andou pontuando depois disso na Padaria Sinistra, junto com Lois Lancaster, que também foi comparsa de Simplício no Teatro Líquido.


Da Banda Filme, que agitou pontos-chave do Rio do começo do século XXI, como Teatro Odisséia e Teatro Dulcina, e que trilhou alguns bons curtas nacionais, além de todo o segundo longa de Simplício, "Carioca era um Rio", dois comparsas se apresentaram a essa nova empreitada da canção roqueira brasileira. Na bateria dos Nefelibatas temos o também cineasta Felipe Rodrigues, diretor do cultuado longa "A Balada do Provisório" e vários curtas. Nos teclados, nos backings e nos arranjos de base, temos Gabriel Ares. Um elo comum de toda uma cena de bandas afins da chamada Trovadélica do Sudeste, ele é também membro arranjador dos Acessórios Essenciais, do Digital Ameríndio (trabalhos solos de outros dois ex-membros da Banda Filme, Augusto Malbouisson e Sandro Rodrigues) e do carro-chefe do movimento, os Supercordas. Uma banda já resenhada pelas principais revistas especializadas e jornais do país, elogiada por grande parte dos chamados formadores de opinião da esfera musical, com fãs em todo Brasil.


Desta última sai o guitarrista e produtor do primeiro EP dos Nefelibatas, "Fuscas &Dirigíveis", o bardo moderno de Paraty Pedro Bonifrate, que vem renovando o rock da terra com elogiados álbuns solo, como "Um Futuro Inteiro", e que em seu último, o "Toca do Cosmos", gravou uma música de autoria de Simplício Neto e Fred Coelho, "Aldebaran". Lançando também, com esse EP, um manifesto sobre o trabalho de todo esse grupo de músicos e compositores, assinado também por Simplício. Em que chama a todos de "cavaleiros airosos da pós-mpb, do trans-rock, do meta-folk e do pré-apocalipse", loucos que "ainda querem fazer muitas canções cintilarem antes do juízo fonográfico final, antes que as últimas luzes da psicodelia tropicaleira e trovadora se apaguem na Ilha de Hy Brazil".


sábado, 28 de março de 2015

Odradek - Homúnculo Vol 3


Sonoridade castigada por fragmentos de Math, Punk e um monte de quebras de ritmos inesperados, cáusticos, insanos, matemáticos e totalmente complexos. Tudo isso fruto das mentes perturbadas do trio Odradek, que lançou recentemente o EP Homúnculo Vol. 3, encerrando a trinca de pequenos registros da banda.

O último EP da trilogia mostra a rebordosa sonora que os caras desenvolvem naturalmente, sem deixar de lado a técnica e a qualidade do instrumental, tendo também aqui a sua coesão dentro desses tempos e compassos malucos. Tudo isso resultando num som complexo e de muitas quebras, pausas e retomadas. Criando um som que não soe uma verdadeira bagunça.

Homúnculo é grandioso, megalomaníaco, incomum. Mostra o trio em seu estado puro, essencialmente uma banda de rock com influências variadas e corajosos toques de experimentalismo. Agressivo quando necessário, o que é a maior parte da sua duração, não implicando na não existência de momentos de calmaria dentre essa chuva de pedras. São somente três faixas, mas que exalam um poderoso potencial.

Entrevista - A era do Carnaval dos Bichos// Madame Rrose Sélavy


Eis que sexto não é terço e Madame Rrose Sélavy reza como os sambistas. CARNAVAL DOS BICHOS, nono álbum da banda, em seu sexto ano desafiando os pudores alheios, vem para fazer o rei Momo fugir do trono. O deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer e ao entretenimento, do riso, da pilhéria, das críticas maliciosas é invocado para tirar o sossego dos homens. Eletro frevo bossa punk pop experimental hardcore poderoso, cagando para a ganância que entorpece os sentidos, sonoridades que soam como selvagens travessuras. Sedução, psicopatia, erotismo e desilusão, todo dia é dia de frio na espinha. Absurdo e sensual, insano e dançante, exaltando a saudade, o amor cósmico e kármico, a banda instiga o tamanho da pândega para cantar que a vida é muito louca pra quem quer tanta coisa. Para ouvir em meio a confetes, serpentinas, lança-perfumes e foliões avenida afora. 


Antes de tudo: Qual a origem do nome Madame Rrose Sélavy?

O nome vem do alter ego feminino do incrível Marcel Duchamp, artista que usou muito do deboche em suas obras, uma grande influência artística para os membros da banda.

Falem sobre o começo, como surgiu a banda?

Parte dos integrantes já se conhecia há décadas (Alex Pix, Lacerda Jr e o TucA), e tiveram seus muitos projetos musicais, juntos e paralelos, entre outras ações culturais e artísticas. A maioria dos membros transita em vários campos da arte (cinema, vídeo, música, quadrinhos, teatro e artes visuais). Mas em janeiro de 2009, com a entrada da Ana Mo, numa experiência bem mais caseira que hoje, produzimos e lançamos o primeiro disco: Duchamp: C'est La Viel. Em 2013 a banda reformulou tudo, principalmente com a entrada do nosso baterista Rodolpho "Urubu" Soares (Electrophone, Pubele Neon, FadaRobocopTubarão). Na sequência, tivemos como baixistas o Miguel Javaral (Ü, Efeito Gruen, Picnic no Front) primeiramente, depois o Marcos Batista (Fodastic Brenfers, FadaRobocopTubarão, Grupo Porco de Grindcore Interpretativo).

Quem são os membros da Madame? Existem projetos paralelos?

Hoje somos nas guitarras o Pix e o Lacerda Jr. (teclados), nos vocais Ana Mo e o TucA (programação), no baixo o Batista e na bateria o “Urubu”. Todos têm projetos independentes da mme. Além das bandas citadas na pergunta anterior, tem o solo do TucA, Escama de Peixe, Felix Canidae, Antitrusts e futuramente o projeto Mimosa Hostilis.

Nas letras e nos vídeos existe uma clara referência ao exibicionismo de ideias, a ironia selvagem, escárnio de pensamentos e anarquia sonora. Isso é fruto das influências de cada membro?

Sim, todos os membros vêm da cultura underground, do faça-você-mesmo, dos zines, dos quadrinhos, do punk, das ruas. Além da multidisciplinaridade artística dos integrantes da banda, o que traz muitas influências e trocas dentro do grupo.



Falando em influências, na obra da banda se observa traços de Mutantes, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção Karnak, Ana Cristina Cesar, Leminski, Chacal... Como cozinhar tudo isso nesse caldeirão?

Os poetas nas letras, os músicos na composição. Na hora de produzir, sempre as influências se encaixam nas canções, mas não pensamos friamente, vem tudo naturalmente, só percebemos depois. É bem difícil não misturar as coisas. São tantas referências e experiências, gostamos de dar uma pincelada em tudo.

A impressão que tenho é que a Madame não cabe em um gênero só. Estou certo?

Com certeza, como dito antes, são muitas influências, autores, gêneros e ideias. Nomeamos o que fazemos de “eletro frevo bossa punk”, mas nem sabemos se encaixamos também.

O entrosamento e a cumplicidade entre os integrantes mostra uma segurança para trabalhar em tantos terrenos de uma só vez. Poucas bandas conseguem essa sintonia, o que acham?

Tentamos criar um clima de leveza e tranquilidade. É muito importante ouvir todos os membros, tentar conciliar as ações comumente e deixar que cada integrante acrescente sua experiência e suas referências na hora de tocar juntos. E temos consciência da dificuldade de se fazer música, ainda mais experimental. Outro fator importante, todos adoram tocar o que fazemos.

Como a Madame vê a critica social feita por meio da música?

Acreditamos que não só a música como outras formas de expressão artística e cultural, podem ser críticas e questionadoras de várias situações contemporâneas sociais e políticas, falar de si e do mundo ao mesmo tempo, do cotidiano e da vida, e ainda serem divertidas e instigantes.



Voltando no tempo, o primeiro álbum demo ‘’Duchamp C’est La Vie’’ foi lançado em (2009). Vocês percebem mudanças na sonoridade durante esse período?

Muitas mudanças. Principalmente porque descobrimos e aprendemos com o tempo, nosso próprio jeito de produzir nossas músicas e de expressar nossas ideias, do nosso jeito. Ainda somos artesãos, mas aprimoramos nossa produção musical qualitativamente. Ainda teremos muitas descobertas durante os percursos daqui pra frente.



Por que o disco se chama ‘’Carnaval dos Bichos’’?

Tínhamos um conceito para o álbum, mas só quando terminamos é que nomeamos. São muitas referências, entre elas a Revolução dos Bichos (Animal Farm) de George Orwell, e um acontecimento anarquista que rolou de 2002 a 2008, aqui em Belo Horizonte, chamado Carnaval Revolução, que reunia pessoas para discutir novas maneiras de pensar a vida.


O disco foi todo gravado em casa? Como rolou?

Tudo artesanalmente produzido em casa. As gravações de quase todos os álbuns, exceto os bootlegs, foram feitas no apartamento da Ana Mo, sede do Colégio Invisível, nome do nosso coletivo. Usamos uma mesa de quatro canais e um gravador digital tascam. O resto todo é feito através de softwares de edição de som e pela Internet, agora que o TucA, nosso vocalista e um dos produtores, mora em São Paulo.

Falando um pouco sobre as composições, todos contribuem ou tem parcerias com outras pessoas?

A maioria das composições e da produção musical é do Lacerda Jr e do TucA. Algumas composições tiveram dedos do Alex Pix e de parcerias como do Thiago “Porquinho” (UDR, Fodastic Brenfers, Grupo Porco de Grindcore Interpretativo, FadaRobocopTubarão) e do Luiz Gabriel Lopes (Graveola e o Lixo Polifônico, TiãoDuá), entre outros comparsas incríveis. Mas para os shows, os arranjos foram reelaborados coletivamente, todos os integrantes interferem no som. As canções ao vivo sempre sofrem mutações.

Foto: Nereu Jr     
Em 2014 a Madame participou da coletânea Rolê: New Sounds Of Brazil do site Mais um Discos. Contem como foi? Vocês conhecem a cena autoral paraense?

Fomos convidados pelo Lewis Robinson da Mais Um Discos, selo que divulga muito a música contemporânea brasileira. O melhor de tudo foi conhecer outras bandas da novíssima cena musical brasileira. Além de estarmos juntos com estes nomes e de outros artistas mais reconhecidos, como o Arnaldo Antunes. Além do Pinduca, admiramos e temos influência direta dos mestres da guitarrada paraense. Atualmente conhecemos a música do Felipe Cordeiro, da Gaby Amarantos e gostamos muito do som produzido pelo duo Strobo.



Como é o cenário da música independente em BH?

São muitas facetas, experiências, gêneros e ações. A efervescência é grande. Conhecemos muitos grupos e artistas da cena mineira. Inclusive já fizemos muitas parcerias. São muitas bandas que curtimos: Lupe de Lupe, Grupo Porco de Grindcore Interpretativo, Picnic no Front, Dead Lover's Twisted Heart, Barulhista, Sara Não Tem Nome, Graveola e o Lixo Polifônico, Lise, Pausa Para, Constantina, Fodastic Brenfers, Carmem Fem, Pequena Morte, Fusile, Renegado, The Junkie Dogs, Iconili, Absinto Muito, Dibigode, entre tantas outras pérolas.

Além do formato virtual existe a ideia de lançar alguma coisa em formato físico, tipo fitas K-7, Vinil como algumas bandas vêm apostando?

Sim, começamos a pensar em produzir um álbum de estúdio e uma compilação, que inicialmente a ideia é lança-los em todos os formatos.

Quais os próximos passos dos Duchampianos? Para 2015 o que podemos esperar da Madame Rrose Sélavy?

Uma turnê brasileira e no exterior também. Produzir mais um álbum caseiro para lançar no próximo ano. Além de iniciar os planos de um futuro álbum gravado em estúdio com a formação atual da banda e convidados, revisitando antigas canções e algumas inéditas.

Considerações finais, falem o que quiserem, o espaço é de vocês.

Lutamos pelo direito de celebrar a vida, mesmo com todos os seus atropelos. Não temos medo, não nos assustamos. Porque o sonho segue nossa boca. Quando estiver só ou mal acompanhado, plugue nossa música e viaje no eletro frevo bossa punk da mme. Muita poesia nos corações alheios!


Carnaval dos Bichos e todos os outros álbuns podem ser baixados AQUI 

LØVE - Duo lança o primeiro vídeo do EP ''Incêndios''/Confira o clima sombrio da faixa The Devil


LØVE é um duo de Curitiba/PR. Inspirado em delta blues, a banda lançou o seu primeiro EP Incêndios de maneira independente em 2015. Sayuri Kashimura compôs todas as músicas do projeto, e Davi Dornellas as gravou e as produziu em seu Home Studio – para manter a autenticidade e o espírito mais roots do som.

O primeiro clipe, da música The Devil, foi lançado em março de 2015. Inteiramente dirigido e produzido por Sayuri, o clipe é uma experimentação visual do clima sombrio da canção.

 
Ouça o EP com encarte digital:
http://issuu.com/sayurik/docs/zine_ep1
https://www.facebook.com/lovevolband

Sayuri Kashimura (guitarra e voz)

Davi Dornellas (guitarras e programações)

sexta-feira, 27 de março de 2015

O Grande Ogro - Nashville Sessions 2015


Lançado no Final de Março de 2015, disco gravado totalmente ao vivo junto com o Projeto Tendal Independente, três  músicas, com pretensão de fazer o formato físico, que já esta no forno para sair, as músicas do CD farão parte do outro disco que já esta sendo gravado em estúdio, mas o próximo estaremos fazendo um disco mais completo, ou no nosso caso gravaremos tudo separado, e melhor ainda sem custo da gravação.


Gravado ao vivo em Novembro de 2014 por Bruno Gozzi no extinto estúdio Nashville em São Paulo Santana, com a parceria do projeto Tendal Independente, os projetos que acontece mensalmente no Tendal da lapa.
Capa desenhada pelo Artista Plástico Fabio Gava, que tem a ilustração baseada no livro “Seres Extraordinários – anomalias, deformidades y rarezas humanas, de Manuel Morros 2012/2014

quinta-feira, 26 de março de 2015

Entrevista - Lê Almeida - Paraleloplasmos (2015)

Foto: Janine Magalhães

Por: André Medeiros (Top Surprise) 

Paraleloplasmos, o segundo álbum de Lê Almeida, é repleto de lágrimas reinventadas como guitarras. Camadas de fuzz envolvem as canções como uma armadura protetora. São músicas de andar sozinho, feitas por um único cara, e tão desconfiadas do mundo e cheias de determinação quanto seu autor.

Paraleloplasmos dá seqüência ao EP Pré-Ambulatório, lançado em 2012. Após uma dezena de lançamentos, entre singles, EPs, coletâneas e afins, Lê Almeida lançou seu primeiro disco cheio, Mono Maçã, em 2011. Enfim, o que vem depois do Pré Ambulatório? Um cenário denso, impregnado de fuzz até o infinito.

Foi o primeiro álbum produzido do início ao fim no Escritório, o quartel-general da Transfusão Noise Records inaugurado em 2013 no centro do Rio, onde também acontecem shows, exposições e tantas outras coisas. Paraleloplasmos trás 12 faixas, em que Lê explora sonoridades novas, criando outras formas de empregar a velha guitarra Giannini Supersonic e a coleção de pedais de distorção surrados.

Há também violões, teclados, percussão e os barulhinhos psicodélicos que nunca abandonaram o som do Lê, desde as primeiras gravações caseiras. Com tudo isso, e certamente a liberdade do ambiente novo do Escritório, há mais coesão na trama de melodias e experimentos - Lê, que grava todos os instrumentos sozinho, nunca soou tanto como uma banda. Nunca foi tão claro como ele é um baterista nervoso e expressivo, por exemplo. E tem power chords pra irrigar a capital paulista por pelo menos um mês. Chuva grossa, insistente, ininterrupta, diferente das pequenas pancadas de variadas formas predominantes na maior parte dos trabalhos anteriores do Lê. O som não é mais aquele do quintal na baixada; dá pra sentir agora a vibração das paredes da pequena sala comercial onde o QG é instalado, cobertas de colagens, folhas de Xerox, imagens de revistas, pôsteres de shows, pichações, cabos, microfones, TVs rodando filmes velhos em VHS. É um ambiente acolhedor, pronto para a gravação.

Abaixo você confere a entrevista que fizemos com Lê Almeida:


Atualmente, com quantas bandas você está envolvido?

Eu toco guitarra e canto na Babe Florida, Tape Rec e solo, toco bateria e canto com a Treli Feli Repi, só bateria com Gaax, Carpete Florido e Suite Parque, gravo um monte de coisas no Refrigerantes e atualmente eu montei uma banda nova chamada Bolden, ainda ta nascendo, mas eu toco guitarra e canto. Todas essas bandas na real não são mega ativas então é tranks tocar em todas elas. Também tem as bandas que eu produzo os discos ou ajudo na produção.

Elas lançam material novo esse ano?

Um monte delas vai lançar discos esse ano, talvez seja até o ano onde saiam mais discos na história da Transfusão.

Você acabou de lançar um novo disco, ‘’Paraleloplasmos’’. É evidente sua evolução musical, muito perceptível e aceitável. Quanto tempo você levou para concluir este novo trabalho? Conte-nos um pouco sobre a produção do álbum?

Acho que algumas mudanças são perceptíveis quando você passa a se aprofundar em novos sons, novas viagens, essas coisas. eu comecei a gravar o disco de um jeito, daí mudei tudo e praticamente 90% dele eu gravei fazendo as coisas na hora, não eram canções que eu tinha feito antes, devagar, planejando. Eu deixei de lado tudo que tava fazendo antes e passei a fazer algo novo, gravei muitas faixas que ficaram de fora e eu demorei um ano, pois no meio do disco eu sempre produzia algumas coisas de amigos, mas aproveitei a boa onda e depois de concluir a gravação eu continuei gravando.


É um disco mais introspectivo?

Com toda a certeza do mundo, pensei demais sobre a importância do delay dentro da cabeça, é um tipo de som que me faz pensar nos anjos, no céu e em coisas que existem e eu talvez nunca veja.

Esse disco me parece melhor do que o primeiro... Uma mudança boa. Concorda?

São ondas diferentes, hoje em dia eu faria o primeiro disco de outra forma, mas eu não o renego, também curto aquela onda das faixas curtas e a onda de agora eu nem considero como evolução mas sim uma viagem, que imagino ser uma constante na minha vida. Porém em termos de produção eu considero sim esse melhor que o primeiro, mas nesses anos eu fui aprendendo mais sobre gravação é natural, daqui a dois anos talvez eu passe a saber ainda mais.

De onde surgiu a ideia do nome do disco?

Foi uma contemplatividade sobre os paralelos, pessoas coisas, amores, sons. E eu sempre curti inventar alguns nomes juntando o sentido de duas coisas opostas.

Como é o processo de criação de faixas como ‘’Fuck The New School’’, com seus 11 minutos?

É baseada na repetição, mas eu penso muito sobre o quanto você pode curtir dentro da sua casa, batendo cabeça, sozinho ao som de um riff que possa talvez te tocar a alma ou talvez seja só contagiante, algo que te faça não pensar e sim curtir, refletir, contemplar. Também curto demais a ideia de ter uma faixa grande em um disco que não é todo assim, feito de faixas grandes.




Pra compor e moldar a sonoridade desse disco, quais foram as principais influências?

Não sei bem se isso foram coisas que moldaram o som mas são coisas que eu ouço quase todos dias, Scientist, Black Uhuru, Thee Oh Sees, Hawkwind, Duster, Helvetia, Built to Spill...

Foi você quem escreveu todas as letras?

Sim

Quais serão os desdobramentos do lançamento do álbum? Há disco físico e videoclipe a caminho?

O disco ta saindo no Brasil via Transfusão com distribuição digital da Deckdisc, nos Estados Unidos em CD via Jigsaw Records, em cassete via Lost Sound Tapes e em LP via IFB Records (esse último formato é em parceria com a Transfusão, a gente vai ter metade da prensagem no Brasil). A gente deve lançar um vídeo clipe em breve, já temos um outro quase pronto e vamos gravar um novo no fim de abril.


Como você se posiciona sobre a atual cena independente carioca?

Eu não sei muito sobre ela, eu conheço mais a cena do Escritório, a galera que toca por lá e frequenta os shows, pra mim essa é uma cena, uma cena de pessoas interessadas no som, em conhecer pessoas e viver o mundo além do digital!

Fale um pouco sobre a Transfusão Noise Records e o Escritório. Como vocês gravam? Algum processo especial?

Então, hoje em dia tudo da Transfusão é feito no Escritório (ensaios, gravações, cópias de discos, silks, reuniões...). A ideia dos shows é de não ser como uma casa de show, a gente recebe mais bandas de fora que nos procuram por curtir a nossa onda, existe uma real interatividade de sons, isso é muito importante pois existem lugares e lugares, define muito a sua noite de loucuras se você sabe o tipo de som que esta indo atrás. A gente não grava só bandas da Transfusão, também trabalhamos como um estúdio gravando outras bandas de fora, mas só trabalhamos com rcknrll pois é o tipo de som que a gente consegue mexer e obter um resultado pesado. Além disso, a gente não trabalha no modo formal como os estúdios convencionais por ai, tem café toda hora, a gente para pra ouvir um LED as vezes, é total descontraído e pra lembrar que você precisa ter ótimas lembranças da gravação do disco da sua banda.

Você já tem uma agenda cheia de shows, inclusive toca no Bananada em Goiânia. Algum rolê de Paraleloplasmos pelo norte do pais?

Poxa, queria demais votar ai pra região norte, só fui uma vez em 2010 pra tocar no Se Rasgum, que foi bonito demais! Mas o ano ta bem no começo ainda, pode ser que até o fim dele e com disco girando por ai eu consiga algo.

Ouça Paraleloplasmos, Baixe Paraleloplasmos:

Vapor - Uma pausa para um novo trabalho


Se verbalizar sobre a música fosse possível ela não seria tão necessária assim. Portanto mostra-se muito mais útil falar sobre o que vem antes de qualquer som.

A fórmula é simples. O truque é esse. Uma banda de amigos que quer se divertir de maneira sincera e original, com a única expectativa de que a música que evapora de nós leve diversão também para quem ouve.

"Culpem o Álcool" é o EP de estreia. São 5 músicas diferentes entre si, mas que traduzem exatamente o que é o Vapor. Um mundo de influências misturadas às nossas próprias maneiras de criar.'' No fim das contas, o que mais queremos é que vocês se divirtam ouvindo, tanto quanto nos divertimos gravando''. 

Ano intenso para a cena bi-articulada-paulistana e o pessoal do Vapor aposta em um álbum completo para ser lançado ainda esse ano e o lançamento do split ''Mónó'' com algumas bandas fuderosas.

Ouça o EP:

terça-feira, 24 de março de 2015

Entrevista - Luneta Mágica fala sobre seu novo disco, ''NO MEU PEITO''


Inicialmente encabeçada por Pablo Araújo (guitarra e voz) e Chico Só (guitarra), a Luneta Mágica passou por várias formações com outros membros no baixo e bateria, mas só se estabilizou com a entrada de Diego Souza (eletrônicos, baixo) em 2011. No fim deste mesmo ano, aproveitando a falta de um baterista, a banda lançou sua primeira demo, intitulada 'Remédio pra Gripe', misturando batidas eletrônicas a rock alternativo. 

A banda passou a primeira metade de 2012 produzindo seu primeiro disco, chamado 'Amanhã Vai Ser o Melhor Dia da Sua Vida', finalmente lançado em 1 de agosto. Gravado em Manaus e mixado e masterizado na Argentina, o álbum debut foi imediatamente aclamado pela mídia especializada em todo Brasil, fazendo com que a banda participasse de shows importantes em Manaus como o Festival Amazonas de Rock, Festival Até o Tucupi e o Festival Amazonas de Música, realizado no lendário Teatro Amazonas.

Esse ano a banda lança seu segundo álbum, ''NO MEU PEITO''. O disco foi produzido por Diego Gonçalves de Souza, integrante da banda, mixado por Beto Montrezol, produtor musical veterano na cena musical de Manaus, e masterizado por Fernando Sanches, engenheiro de som famoso por trabalhos com Criolo, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo e outros importantes nomes da música brasileira.

Confira a entrevista logo abaixo:

Pra começar, como surgiu a banda? 

A banda surgiu em 2008. Depois de muitas formações , com a entrada do nosso baixista Diego Souza, a banda começou a fazer shows pela cidade. Em 2013 consolidamos a formação atual com Eron Oliveira na bateria e Erick Omena nas guitarras solo e teclados. 

Qual a origem do nome, alguma referência ao romance escrito por Joaquim Manuel de Macedo? 

O nome faz referencia a obra mesmo. A gente sentiu que o livro traduzia bem a natureza das nossas musicas.

O ano de 2015 já começou pelo lançamento do novo álbum de vocês, ‘’NO MEU PEITO’’, que vem tendo uma boa repercussão na rede. O que essa nova fase representa para a banda?

A nova fase representa novas oportunidades. O processo de gravação do primeiro disco foi bem diferente, agora estamos mais seguros e mais experientes. Esperamos que o disco possa satisfazer todas as nossas ambições.

Como foi o processo de composição do novo disco? De que maneira as novas músicas diferem das antigas?

Tivemos que nos adaptar, visto que o processo foi totalmente novo, levamos um tempo pra encontrar o caminho certo. A gente sempre sentiu a necessidade de soar universal, mas sempre sem perder as origens. As musicas novas foram nascendo naturalmente dentro do processo de pré-produção e a banda soube arranjar e modificar bem quando necessário. Esse novo disco tem uma cara mais orgânica, é mais visceral também, acho que essa é a grande diferença em relação ao primeiro registro.

Como vocês descrevem o som da Luneta Mágica? Quais são as influencias?

As influencias são variadas, ouvimos de Cartola a Grizzly Bear. Mas cada um tem um gosto particular.

Ouvindo ‘’NO MEU PEITO’’, percebe-se um certo amadurecimento sonoro em relação ao primeiro disco. Essa é a ideia?

Sim. Usamos o tempo necessário para o amadurecimento natural de cada canção. E outra, as musicas do primeiro álbum tem 5 anos ou mais, acho totalmente normal que fizéssemos musicas mais maduras.

Como foi a produção do disco, sabemos que foi produzido por Diego Gonçalves, mixado por Beto Montrezol e masterizado por Fernando Sanches. Como foi trabalhar com eles?

O Diego Gonçalves foi designado pela banda para assumir o processo de registro e produção do disco, a gente sentiu que era hora de ter mais liberdade dentro do processo. Foi muito fácil e prazeroso gravar e mixar com o Beto Montrezol, produtor musical veterano na cena. Confiamos o trabalho de finalização do disco ao renomado engenheiro de som Fernando Sanches, que já trabalhou com artistas como: Crioulo, Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo...

Como é a cena independente de Manaus? Quais bandas vocês indicam para o blog?

A cena independente de Manaus vem crescendo bastante nos últimos anos, as bandas estão produzindo e lançando registros cada vez melhores. Com o surgimento de alguns festivais populares as bandas puderam atingir um publico muito maior. O cenário independente nunca esteve tão produtivo. Boomerang Blues, Supercolisor, Dpeids, Alaide Negão, Casa de Caba... Tem para todos os gostos.

Rola uma tour do novo disco? E quais os próximos passos da Luneta Mágica?


A Luneta agora pretende Divulgar o disco através de turnês e shows pelo Brasil.


O álbum está disponível gratuitamente em, www.lunetamagica.com.br

domingo, 22 de março de 2015

Tiro Williams - Viagem sonora causticante pelas bases do lo-fi


A Tiro Williams é uma banda formada em 2007. Em 2008 lançou uma demo com quatro músicas. Em 2009 veio o primeiro disco cheio, que rendeu bons frutos: arrancou elogios da mídia especializada e foi eleito o melhor CD nacional do ano na coluna "Garagem", do Correio Braziliense, e o segundo melhor pela TramaVirtual.



O segundo disco, ''Desaparecendo'', foi lançado em novembro de 2014 com a banda fugindo, sem muito esforço, das imitações baratas de bandas bem-sucedidas, como Los Hermanos e Strokes, que assombram a cena indie de Brasilia. O resultado da salada de fruta musical do Tiro Williams é um disco ensolarado, ideal para ser ouvido em uma viagem de caro, em direção ao litoral. A banda prepara um novo EP para esse ano, sem data prevista para lançamento.


Expresso Vermelho - Ainda falando do disco ''UM'' de 2014 e com belas novidades para 2015


A Expresso Vermelho é uma banda curitibana que está na estrada do Rock Nacional desde 2011, sempre mantendo a proposta de fazer um som com identidade própria e inovador no cenário brasileiro.

A banda conta com o EP Caos de 2013, o Álbum “UM” de 2014 e segue apostando em novas composições e trabalhos. Já tocou em diversos festivais, concursos e rádios do sul do país. É um som acessível e direto, mistura influências clássicas e modernas, com um toque de música brasileira e psicodelia, gerando músicas com muita energia, groove, levadas dançantes, riffs e letras marcantes. Levando o público por uma experiência sonora única e inesquecível.





Disco ‘’UM’’ disponível para ouvir e baixar de graça:
Jimmy Reuter (Guitarra e Voz)
Dudu Drewinski (Teclado/Sinths)
Maurício Escher (Baixo)


sábado, 21 de março de 2015

Entrevista - Trupe Chá de Boldo e seu ''Presente'' álbum

 
      Foto: Pablo Saborido


Com quase dez anos de estrada, a banda paulistana Trupe Chá de Boldo lançou seu terceiro disco, “Presente”, com shows no teatro do Sesc Vila Mariana nos dias 14 e 15 de março. O álbum apresenta as transformações da banda após “Bárbaro” (2010), “Nave Manha” (2012) e as participações nos últimos dois discos de Tom Zé, “Tribunal do Feicebuqui” (2013) e “Vira Lata na Via Láctea” (2014).

Assim como em “Nave Manha”, a produção do trabalho é assinada por Gustavo Ruiz (produtor e guitarrista de Tulipa Ruiz), com mixagem feita por Victor Rice e masterização de Fernando Sanches (estúdio El Rocha). O disco traz 11 faixas inéditas – entre elas parcerias com Marcelo Segreto (Filarmônica de Pasárgada), Tatá Aeroplano e Iara Rennó – e uma releitura de “Jovem-Tirano-Príncipe-Besta”, de Negro Leo.

Trupe Chá de Boldo é: Ciça Góes, Felipe Botelho, Gustavo Cabelo, Gustavo Galo, Guto Nogueira, Julia Valiengo, Leila Pereira, Marcos Mumu, Pedro Gongom, Rafael Werblowsky, Cuca Ferreira, Remi Chatain e Tomás Bastos.

Aproveitamos a oportunidade do lançamento para bater um papo com o saxofonista, Marcos Grinspum Ferraz sobre ''Presente''.

Como foi o começo da trupe? Dizem que foi pelos muitos carnavais de Caetano Veloso ou através de um ônibus clandestino... Como explicar a construção desse coletivo?

São muitas histórias reais e imaginárias né... Mas, resumindo, a banda surgiu com um trio de amigos (Gustavo Galo, Dan Leite e Carlos Conte) que, em um dia de ressaca (um 01 de janeiro, no caso) decidiu formar um grupo que tocasse sempre para animar os dias após as grandes festas. Uma banda que fosse uma “revolta contra a ressaca”, digamos assim. Claro, isso foi apenas uma brincadeira inicial. Bom, os três logo começaram a chamar mais gente para entrar, outros amigos instrumentistas (eu, por exemplo), até que a banda virou o bando que é hoje.

A banda é formada por quantos membros? Isso afeta na logística ou é algo funcional dentro desse caldeirão de ideias?

Somos 13 pessoas, o que gera grandes dificuldades nessa parte de logística (marcar ensaios, shows, conseguir viajar para mais longe, ganhar algum dinheiro etc.), mas também resulta em infinitas possibilidades quando se trata de fazer música, de ter um espaço fértil de criação e discussão. Na Trupe todos trazem ideias, referências e experiências de vida variadas. E ninguém manda mais que ninguém, todos tem voz. Claro que fazer arte coletivamente é algo difícil, pois é preciso ter desapego certas vezes, brigar por suas ideias em outras... É mesmo uma loucura, mas muito prazerosa, ainda mais quando acontece entre bons amigos, como nós somos. No fim, de algum modo a gente se entende. Não é a toa que estamos juntos há quase 10 anos, né?

Foto: Ana Beatriz Elorza
Quais as principais influências da trupe?

Somos treze pessoas, com gostos variados, com formações musicais diversas, então são muitas as influências. E uma das maiores graças da trupe é não ter muitos preconceitos musicais, e ter total liberdade criativa. Quer dizer, tudo pode ser referência quando estamos criando, e não há um gênero ou estilo musical definido no que fazemos. Uma banda grande não cabe quase que em lugar nenhum, como brinca a letra da nossa canção “Uma Banda”, mas cabe muita coisa (muitas sonoridades) em uma banda grande. Se eu fosse listar influências que são mais ou menos comuns para todos os 13, poderia falar da Vanguarda Paulistana, da Tropicália, do rock dos anos 80, ou ainda de muita gente que está fazendo música boa hoje em dia no Brasil, nossos contemporâneos. Mas no caldeirão da trupe entra também carimbó, música cigana, eletrônica, afrobeat, pop e assim por diante. Acho que a graça é essa: ter ouvidos abertos, e não tentar definir ou classificar muito as coisas.




Falando sobre o novo disco, como foi o processo de composição? Todos participam de tudo?

Na criação dos arranjos, tudo sempre foi muito coletivo na trupe, desde o início. Todo mundo dá pitaco em tudo. Mas no que se refere à composição, até um tempo atrás a coisa estava mais concentrada nas mãos do Galo, o que está claro nos nossos dois primeiros discos, “Bárbaro” (2010) e “Nave Manha” (2012). Acontece que em “Presente” até a parte da composição ficou mais coletiva. O Galo continua compondo bastante, mas o disco tem também músicas do Bastos, da Julia, da Ciça, do Felipe, do Guto, do Rafinha e por aí vai. Além de parcerias com gente de fora da Trupe, como Tatá Aeroplano, Iara Rennó e Marcelo Segreto, amigos com quem convivemos e aprendemos muito.

São Paulo continua sendo o ponto de referência da banda?

Crescemos, vivemos e “atuamos” em São Paulo, e isso certamente se reflete no nosso som, no nosso trabalho. Mas não somos bairristas. Acho que nos sentimos mais “cidadãos do mundo”, digamos assim, porque nosso olhar musical está voltado tanto para o que acontece aqui quanto para o que vem de fora, dos mais variados lugares. Existe uma efervescência cultural e musical incrível em São Paulo, e isso nos afeta positivamente. Mas essa efervescência só existe, também, porque por aqui circulam muitos artistas talentosos de vários outros Estados do país. Além disso, desde que começamos a viajar mais com a Trupe, para fazer shows no Rio, em Minas Gerais, Espírito Santo, etc., acho que ficamos ainda mais ligados nos sons que vêm de fora. Aliás, nosso objetivo esse ano é conseguir viajar também para fora do sudeste, algo que ainda não foi possível pelo tamanho da banda, mas que logo logo vai rolar.

De 2006 até agora, já são quase 10 anos de carreira. O que mudou nesse tempo dentro da trupe?

É tanta coisa que fica difícil dizer. A maioria dos membros da banda tinha uns 20 anos de idade quando começamos, e aquilo era uma grande brincadeira, uma farra de amigos, pra tocar marchinhas de carnaval e uma ou outra música autoral. Essa essência, da amizade, continua. Mas o som mudou, nós mudamos, amadurecemos, envelhecemos um pouco, vimos o mundo mudar... Quer dizer, somos os mesmos, mas estamos sempre em transformação. E ninguém podia imaginar que a coisa iria se profissionalizar, que um dia teríamos três discos gravados, que estaríamos viajando por aí mostrando nossa música, sendo reconhecidos por isso. É muito gratificante ver isso tudo acontecendo, e ver também que continuamos sendo grandes amigos, depois de tanto tempo e de todos os desgastes que a convivência (tão intensiva) pode causar. “Uma banda grande só cabe onde tem tesão”, diz também a letra da nossa música.

O que os fãs podem esperar do novo disco?

Bom, o “Presente” já está aí no mundo para as pessoas ouvirem (aliás, podem baixar de graça ou comprar o disco físico no nosso site), então cada um vai poder ouvir e ter suas opiniões sobre ele. A recepção tem sido muito boa por enquanto, por parte de amigos, do público, da mídia... Estamos bem felizes com isso.

Quais os próximos planos da trupe? Vai rolar uma tour de ‘’Presente’’?

Sim, a ideia é viajar o máximo que der! Já temos datas marcadas em Minas e no interior de São Paulo, e em breve teremos também lançamento no Rio. Mas, como eu disse, a ideia é conseguir ir mais longe dessa vez, para o Sul, para o Norte... quem sabe até pra fora do país! Seria incrível.

São Paulo tem uma cena autoral/independente muito forte. Quais bandas vocês indicam para o blog?

Tem muita coisa boa rolando por aqui, gente fazendo música independente, autoral, muitas vezes “na guerrilha” mesmo, sem grana, mas com talento e disposição. São muitos... mas que me vem agora na cabeça, posso citar Tatá Aeroplano, Cérebro Eletrônico, Tulipa Ruiz, Bixiga 70, Gestos Sonoros, Garotas Suecas, O Terno, Memórias de um Caramujo, Primos Distantes, Luiza Lian, Lelo di Sarno, Samba do Bule, Pélico.... nossa, muita gente.

Por fim, o que vocês conhecem da cena autoral de Belém? Já tocaram aqui pelo norte?

Nunca tocamos no Norte, mas quando pintar uma oportunidade vamos correndo, voando! Gostamos muito da música que vêm daí, das levadas, do suingue. Guitarrada, carimbó, tecnobrega... são sons que estão chegando muito fortes aqui, pelas mãos de Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Gaby Amarantos, Luê e outros, que gostamos muito. O Bastos, nosso guitarrista, às vezes nos mostra também umas coisas de música mais tradicional do Pará, mas que eu não lembraria aqui o nome. Mas de fato são sons que me encantam demais, e que também influenciam a Trupe. Acho que na faixa “Diacho”, por exemplo, do nosso disco novo, isso fica um pouco claro.
Download gratuito de "Presente" (e dos outros discos) lá no nosso site da trupe:

sexta-feira, 20 de março de 2015

Zeroum - Uma experiência psicosonica mantrica rock/eletrônica


 Atualmente como duo, Tatá Aeroplano e Paulo Beto, Zeroum é uma experiência psicosonica rock/eletrônica inspirada na cena alemã dos anos 70, na cena No Wave de NYC 80's, já recebeu viajantes como Ciro Madd, Dudu Tsuda, Miguel Barella, Edgard Scandurra, Luciana Araújo, Maurício Fleury entre outros.





O conceito do trabalho é baseado em estruturas simples que se sobrepõem formando desenhos complexos. Uma inflamada mistura de inspiração, improvisação e bases eletrônicas contagiantemente dançantes. Bases demolidoras com sons digitais e analógicos e vocais altamente insanos.

ANVIL FX - Improvisação e alta performance instrumental


Misture ruídos cáusticos, ritmos dançantes, letras minimalistas, atitude dadaísta, vocais inflamados, temas nonsense e synths analógicos... Inspirações absorvidas da New Wave de vários países como Brasil, Alemanha, EUA, Espanha e França, e da cena Industrial Européia dos anos 80, o ANVIL FX de hoje tem nos vocais a porto-alegrense multi-instrumentista e cantora Biba Graeff (ex-Jupiter Apple, Space Rave, Plato Dvorak entre outras), acompanhada pela fábrica de insanidade de Paulo Beto.

Lucas Santtana lança clipe da música “Diary of a bike"


Após lançar seu sexto álbum, “Sobre Noites e Dias”, na Europa, Lucas Santtana aproveitou a visita à Paris e Amsterdam para gravar o seu novo clipe “Diary of a bike”.


O single “é uma das faixas do último disco lançado pelo músico brasileiro e a segunda a ganhar um videoclipe. Com cenas filmadas em São Paulo, Paris e Amsterdam, o vídeo traz Lucas Santtana cantando em inglês e o rapper francês Féfé soltando a voz em francês. David Pacheco e Gabriel Froment assinam a direção do trabalho.



Ouça o disco:

MATANZA lança clipe de “O Que Está Feito, Está Feito”‏


Prestes a lançar o novo álbum, “Pior Cenário Possível”, o Matanza acaba de lançar o segundo Webclipe desse trabalho, do single “O Que Está Feito, Está Feito”. O vídeo, assim como outros que estão por vir, foi filmado no Estúdio Tambor, no Rio, durante a gravação do disco. As imagens são de Felipe Diniz e edição de Lígia Ramos.

''Pior Cenário Possível'' trará 10 faixas inéditas, todas com temas de terror ou suspense, tem produção de Rafael Ramos e será lançado pela Deck na primeira quinzena de abril.