sábado, 28 de fevereiro de 2015

Better Leave Town - Sonoramente calmante e relaxante


"O mundo está cheio de muitas pessoas inquietas que precisam de descanso, é por isso que eu enchi minhas fitas de dormir com sons intrigantes, ruídos e outras coisas para ajudá-lo a ter uma boa noite de sono ... Sente-se, feche os olhos e adormeça. "

Vinda de Curitiba - PR, Better Leave Town transpira jatos de indefinições e sentimentos dos mais variados possíveis de serem expressos na música. Seu som jovem e ardente, cheio de referências ao Emo dos anos 90 é tomado por uma energia e carga emotiva generosa. Tudo combinado com guitarras limpas e um vocal melódico e sonolento.  Mais do que simplesmente a música, é uma progressão bem definida de uma banda, mesmo dentro dos limites sutis do som que fazem.


Criticamente, o novo trabalho da banda foi lançada em algum lugar entre as águas mornas e quentes, com versões anteriores. Muitas vezes, para assinalar a sua "reverb" e som "emo", a banda é, então, circunscrita aos mundos nebulosos que esse estilo invoca. Mas esses elementos, enquanto claramente presente, são secundários, mesmo transportando o ouvinte para verdadeiras qualidades que definem o disco. 

A sonoridade é contemplativa em um caloroso abraço do passado, e etéreo.
Suas letras muitas vezes incorporam essas descrições de propriedade de vida.
Olhando para as provas, é difícil argumentar: esta é a década que nos trouxe até o meio-dia da fusão, dez verões de disco, o aumento dos cosmonautas dub, primeiros sinais do ambiente, e a mordida silenciosa do punk. A música eletrônica deixou as academias e os gráficos da novidade e começou a infectar o rock e pop. Prog olhou para cima, New Age olhou para dentro, metal as profundidades - e os curitibanos lançaram um monte de grandes discos.

Mais do que tudo, porém, este foi o período Cambriano da música popular: um caldeirão a partir do qual novas formas vitais (emo, shoegaze, pós-punk) já estaria surgindo até o final da década. É uma era de combinações estranhas, de correspondências improváveis ​​e (fazer referência a um álbum no resumo) encontros casuais - alguns desastrosos, algumas muito auspiciosos, de fato. Better Leave Town está inserido nesse contexto da melhor forma ou da pior forma ainda não feita.

Impressiona a forma como a banda se mostra honesta nas canções imaginativas que eles escrevem, descrevem, soam, transmitem. Emo caseiro distorcido, melódico, estridente e com microfones autodestrutivos. Algo como  crooner pop 60s enterrado sob fuzz VHS com fuzz-rock cheio de final dos anos noventa.


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