segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

SLEEVE - Vive Y Deja Vivir (2015)






































A banda SLEEVE! Natural de Charqueadas está em atividade desde 2009, e apresentou seu primeiro trabalho no verão de 2014. Lançou nessa última Quarta-Feira, 23/12, mais um registro de seu trabalho, o segundo em 2015.

O grupo já havia lançado um CD esse ano, que recebeu o nome "O Karma de Scarllet". O novo trabalho intitulado "Vive Y Deja Vivir" mostra uma leve variação na sonoridade da banda, apresentando timbres mais orgânicos.

O EP está disponível para streaming: 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Piauiense desponta na música independente brasileira com faixas de disco solo


























''Núcleos de um Romance Engavetado'' é a segunda faixa do disco solo de Valciãn Calixto. A música está no limite entre gêneros artísticos, tanto por se tratar de vários “micro storytellings” reunidos sob a forma final de Spoken Word como por ter um fundo musical único.

Com pouco mais de sete minutos, a música divulgada Na última quinta-feira (10) é o oposto do single “Teoria do Abacaxi”, lançado em outubro. Apenas duas guitarras fazem fundo para as seis vozes que podem ser ouvidas e que de alguma forma parecem dialogar entre si. Para esta faixa o piauiense contou com participação de Heitor Matos (Cianeto), Joniel Santos (Flores Radioativas), Ronnyel Seed, João Pedro (Cidade Estéril) e do escritor Agostinho Torres, cada qual com sua própria interpretação, seus vícios de dicção e entonação.



















Junto com Valciãn, os cinco contam estórias baseadas em vivências reais com algum exagero e toques de ficção, para no final repetirem de maneira inorgânica uma espécie de mantra: “nunca entregar os pontos”, em contraposição aos relatos negativos que o antecedem. 

As vozes abordam de maneira escancarada e direta temas tão relevantes e atuais que alguns deles recentemente foram campanhas de sonoridade nas redes sociais como #meuprimeiroassédio e #meuamigosecreto, além de tecer análises sobre o defasado modelo de ensino ocidental.

A seu modo, todos os seis participam do coletivo de artistas visuais, músicos e escritores do Piauí conhecido por Geração TrisTherezina, que tem previsão de lançamento para mais dois discos em 2016, além do álbum solo de Valciãn.

Com a divulgação de mais esta faixa, Valciãn Calixto, música a música, vai revelando seu potencial como compositor de fôlego seja de maneira resumida (vide o single Teoria do Abacaxi), seja de modo extenso (vide Núcleos de um Romance Engavetado), inserindo assim o Piauí no mapa da música independente brasileira.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Banda sorocabana Incesto Andar lança EP pelo selo carioca Bichano Records


























Em meio às retrospectivas e listas de melhoresalgumacoisadoano há um murmúrio interior-paulistano. No último domingo, 13 de dezembro, a banda Incesto Andar lançou seu segundo EP, intitulado "Deusverno", pelo selo carioca Bichano Records. Gravado por Jon Hassuikeo registro apresenta duas faixas -"Sensacional" e "Wasabi"- que insistem em camadas de fuzz e letras interpessoais.

Natural de Sorocaba SP, a banda conquistou destaque no cenário independente local com o registro de estreia "Noz" (2014). Composta atualmente por Ariel Machado (guitarra/voz), João Maresia (guitarra/voz), Igor Machado (baixo) e Jefferson Viteri (bateria).

"São duas músicas pra quem gosta de grunge/grungemo na linha do Superheaven e Nirvana, letras em português e guitarras dignas de J. Mascis e do Sonic Youth." Bichano Records (RJ)

"Seria difícil classificar a Incesto Andar dentro de um estilo musical, rock alternativo não é suficiente pra traduzir o que eles fazem. São uma banda de garagem, distorcida pelos anos 90 e, principalmente, muito barulhenta." Sorocaba: A Cena e O Som

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Grande Ogro - Fujam para colinas (web vide-o)‏


























O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')”.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Badhoneys molda a estética do grunge da velha escola com um brilho stoner, que cria uma atmosfera incrivelmente única





















Apresentando novas provas para a alegação de que os anos 90 estão de volta, pós-grunge, os roqueiros Badhoneys entram novamente em cena com seu primeiro álbum full, ‘’Ghost’’. Admito que amo até hoje (profundamente) o disco anterior com seus sons de guitarra da banda, muitas vezes em pânico, bem como a voz agridoce da talentosa vocalista Giana Cognato. Eles possuem uma certa complexidade que não é comum dentro do estilo de música que trabalham. Ghost é sobretudo um disco que veio para colocar a banda como uma aposta real do novo rock, uma espécie é identidade coletiva apurada.  Claro, existem os momentos de silêncio, inquietantes, assustadores, que a banda tende a colocar cuidadosamente em suas canções, mas que são geralmente apenas alguns momentos em que eles começam a oxigenar, em particular, a capacidade do trio para fazer o ouvinte se sentir desconfortável.

Quando ‘’Sheep skinned wolf’’ me bate pela primeira vez, eu lembro claramente de uma sensação de medo rastejando sobre mim, como se a música estivesse prestes a dar uma enorme volta para o pior. Isto, junto com alguns momentos bastante assustadores na segunda metade do disco, prova que o grupo é ainda capaz de brincar com as emoções do ouvinte através de nuances musicais e líricas. Uma vez que este aspecto particular da sua composição foi uma das minhas peculiaridades favoritas sobre Ghost, eu estou feliz de ver que eles são ainda mais do que capazes de trabalhar esse aspecto em sua música. Talvez a coisa que mais gostei sobre o disco, no entanto, foi a forma como a banda não só foi capaz de afetar o estado mental do ouvinte, mas se conectar com eles em um nível emocional tão verdadeiro e intenso. 

Ghost é um disco cheio que mostra o verdadeiro talento e paixão pela música honesta. com saborosas progressões de acordes apoiados por um bom leque de ranhuras graves (The Hot Cross Buns, Metz, Pissed Jeans, Shunkan, Speedy Ortiz, Pop). As músicas são organizadas de forma suficiente para manter o ouvinte interessado. Eu posso dizer com segurança que esse lançamento soa tudo o que já foi e o que será a Badhoneys.  Algo que reconhecemos imediatamente como deles, mas deu-nos algo mais para refletir sobre. "Essência e Raiz" era exatamente o tipo de semelhança que flutua incondicional/ necessário para ficar mais verdadeiro à suas origens do que tem sido nos últimos tempos. É um lembrete de que o punk/grunge não está morto, e não vai morrer. É um lembrete de que a banda não é apenas um trio barulhento. É um lembrete de que Ghost é e será uma força e fonte de influência para trabalhos futuros. 

Baixe o disco AQUI 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Magabarat: Música instrumental do mundo em primeiro álbum da banda caxiense

Foto: Paulo Pretz

A cena musical de Caxias do Sul não cansa de surpreender. Sons inusitados saem a todo tempo do alto das montanhas do Sul. Dessa vez a grata surpresa vem do som instrumental, altamente experimental e cheio de referências da banda MAGABARAT, formada por Guilherme Santin (sintetizadores e programações), Guido Bracagioli, (contrabaixo e flauta transversal) e Felipe Girotto (bateria e percussão), que lança seu primeiro álbum homônimo.

À luz de nomes como Azymuth, Hermeto Pascoal, Emerson Lake & Palmer, caminhando figurativamente do Oriente à New Orleans, da Jamaica à velha Inglaterra, das veredas do sertão brasileiro até pousar na Serra Gaúcha e sua confluência cultural, perpassando pelo universo astrofísico, surge a Magabarat com extenso referencial nas músicas mais bem elaboradas criadas mundo afora.  

Estilos como funk, soul, jazz, chamamé, salsa, baião, reggae, milonga e tango dão graça ao som progressivo quase psicodélico, cheio de samples eletrônicos e etnicidade da Magabarat, que, de acordo com os músicos, a amálgama de referências pode tanto ser uma característica marcante quanto o seu desprendimento. "A referência pode caracterizar o som de uma banda, mas pode, também, descaracterizar ele, como aconteceu no nosso caso. Somos tão abertos à música do mundo que somos uma junção de tudo isso, e gostamos muito!", afirma Guilherme Santin, com aval de Girotto e Bracagioli.

O álbum físico, homônimo, lançado pelo selo musical caxiense Retrola Discos, foi fomentado pelo Financiarte - política pública de incentivo à cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul -, e é formado com oito composições próprias. Gravado no inverno de 2015, no estúdio Noise Produtora de Áudio, o trabalho contou com as participações especiais dos músicos Rafael De Boni (acordeon), Luciano Balen - Projeto Ccoma - (derbak) e Marcos De Ros (guitarra).

A produção musical ficou a cargo de Luciano Balen. A produção executiva é da De Guerrilha Produções Artísticas e para mixagem e masterização, o nome responsável é Marcelo Generosi.


Pelas mãos do publicitário e designer Alisson Andrighetti surgiu a identidade visual deste trabalho da Magabarat. Na capa pode-se visualizar um robusto elefante entre montanhas e serração - característica climática da Serra Gaúcha -, ladeado por araucárias. A escolha dos componentes foi feita correlacionando pilares que sustentam a produção musical da banda: a regionalidade/identidade de seres que habitam as montanhas do sul do Brasil e a etnicidade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O bom e velho rock presente no segundo EP dos Savages

Foto: Natasha Durski

Som cru, trash, sujo e muito dançante com reverberações Rockabillyanas. Estamos falando do trio os SAVAGES, banda de punk de garagem de Curitiba, PR. Seu segundo EP é uma montanha russa emocional que gera perfuração na cara das pessoas mais do que elas chorando no sofá. Ele incorpora vocais, bateria, guitarra e baixo, uma banda de rock padrão com cada membro oscilando entre muito bom e sub-par. Os vocais começam a cair após as primeiras faixas, mas são trazidos de volta à vida até durante a ‘’Meu Amigo Virou Crente’’ (um fio de esperança branca) e continuam poderosos em todo o resto do álbum. A guitarra e baixo não são ruins eles não apresentam nada de especial, cativante, mas não perdem a jovialidade cavernosa do som garageiro. O rufar por outro lado, continua a ser satisfatório ao longo de todo o EP e facilmente se prova a parte mais consistente deste disco.

"O verão é tão quente e eu só quero fazer sexo com você". Simples e direto ao ponto. Em geral, o EP definitivamente atinge a marca. É alto, doente, e primitivo. Um encapsulamento perfeito do que um punk de garagem deve ser e como e eles fazem isso sem soar obsoleto. Existe alguma coisa neste álbum que realmente me faz querer sair e assistir a um show em um porão bebendo cerveja e chutado rostos. Ideal para amantes de Wau y los Arrrghs, The Enfields, Back from the Grave comps, The Incredible Staggers e The Fuzztones.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Assista a rápida passagem do Merda pelo HBB Live Sessions‏






















Desde que a Hearts Bleed Blue (HBB) e Lajä Records uniram as forças, as gravadoras independentes não param de assinar projetos juntas. Discos, palestras, DVDs, e intercâmbios entre as bandas de lá e as bandas de cá. Com essa mistura toda, o selo paulista não poderia deixar de fora do HBB Live Sessions a banda capixaba Merda, do fundador da Lajä, Fábio Mozine, também integrante do Mukeka Di Rato e Os Pedrero

Tem um pouco mais de um minuto cada uma das três músicas escolhidas pelo Merda para a gravação que acontece no escritório da HBB. "A fonte da Coca-Cola", "Eu vou cagar em cima de você" e "Excursion para Punta del Este", são as faixas aceleradas que ganharam uma versão ao vivo no HBB Live Sessions.

Confira a apresentação do Merda:



A HBB e a Läjä Records lançaram este ano um split do Merda com os cariocas do Os Estudantes, vinil sete polegadas. O compacto conta com oito músicas inéditas - três do Merda e cinco do Os Estudantes

Ouça o Split: 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O som básico do lo-fi rock, tratados com as costeletas de composição de Jeff Mangum, o ecletismo estilístico de Beck, e a ambição temática de Radiohead e Pink Floyd


























MENEIO foi formado em 2013 por músicos que já possuem um histórico de trabalho em diversas bandas e outros projetos dentro da cena instrumental, além de trabalhos solo como músicos e produtores musicais e a criação de trilhas sonoras. A banda trabalha em músicas autorais que partem de narrativas sensoriais, construídas através da mistura de instrumentos orgânicos e eletrônicos, com influências de trilhas sonoras, soundscapes, elementos de post-rock e trip-hop. Através da colaboração com vjs, fotógrafos e videomakers, as apresentações possuem visuais específicos, criando um ambiente sinestésico que potencializa a experiência do show.

A música do Meneio é tudo de uma vez simplificada, épico, ambicioso, de partir o coração, coçar a cabeça, divertido, instigante, psicodélico, excessiva, e bonita em sua densidade meticulosa e unidade conceitual. Este primeiro álbum, homônimo, é a mais recente oferta da arte do quarteto; ele faz jus a todos os seus triunfos passados ​​e, simultaneamente, introduz novos sons e estética para a já enorme, e sempre crescente, miscelânea maximalista do grupo.

Como um pedaço de música, o disco é uma adição maravilhosa para amantes de Mahmed, Morcheeba e Portishead. Se está na hora de qualificar o que deveria ser a música de definição de carreira ou simplesmente considerada uma "oferta sazonal" e "um longo álbum", então eu não posso sequer imaginar o que o próximo registro será. Esperemos que (na verdade, o mais provável) a espera não será muito longa e continuaremos sendo tragados pelo Meneio e sua bela arte.

LANÇAMENTO - ‪#‎PD08‬ - Piêit feat. Green Nuggets - ANIMALS (SINGLE)‏


O mais novo single da banda mineira Piêit "ANIMALS" vem em uma época de tormentas. Mas também marca que o EP da banda está cada dia mais próximo (Azul - LANÇAMENTO VIA POLIDORO: Janeiro). Com influência de soul music na potente voz de seu vocalista, ainda estamos falando de uma banda de rock, com referências modernas e originais.

"Animals" veio da parceria entre as bandas Piêit e Green Nuggets em Patos de Minas/MG - 2015.

FICHA TÉCNICA+++++
Compositores: Raphael Piêit e Rubem Franco 
Produtores: Phil Brant e Alan Delay 
Estúdios: DaumRec e Avante72 Studio 
Selo: Polidoro Discos 
Guitarras: Felipe Roque 
Baixo e sintetizador: Alan Delay 
Bateria: Henrique Lima

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sketchquiet / ''Deep Songs For A New Reflection''/ (2015)






































Escrever e executar sob o pseudônimo Sketchquiet, Mário Alencar abre a separação com um conjunto de faixas que incidem sobre perda e reflexão autoconsciente. Às vezes, synths fuzzed-out têm precedência sobre trilhas abafadas de filmes, apenas para misturar e voltar com o resto do acompanhamento para fora, como ouvido em "Flowers, Animals & Blue Skies". Simples, riffs dedilhados, qualidade lo-fi é uma constante em todas as faixas, mas a predominância parece ser a guitarra, narrativas e melodias vocais em synths ambient, reverb e sutis batidas que lembram de longe: Told Slant, 36, Lowercase Noises, Mogwai e sem as pretensões de Gold Panda, Clams Casino ou Dolphins into the Future.

Musicalmente, o registro é simplista e agradável, com muitas texturas completas, abertas mergulhadas sobre saborosos preenchimentos de baixo, guitarra e samples. Escutas repetidas irão mostrar detalhes intricados na música do projeto. ‘’Deep Songs For A New Reflection’’ se desvia da fórmula tradicional: 'Preocupações, com uma vantagem de guitarra twinkly sobre tambores complexos que leva a um clímax agressivo’. Trilha sonora perfeita para um chá quente no inverno ou deitado sob o barulho da chuva caindo. 

Mindgarden lança álbum “Cellophane” na íntegra

Foto: Mixi de Quadros & Flora Simon


























O sucessor do homônimo EP, lançado em 2012, foi batizado de “Cellophane”, palavra em inglês que nomeia a película feita de celulose que possui fácil moldagem, é sensível ao corte e protetora ao mesmo tempo. Esse paradoxo permeia o inusitado conceito como um vetor de orientação estética e visual para o álbum. São dez faixas, com letras que relatam vivências cotidianas, existencialismo e questionamentos à sociedade moderna com sonoridade que varia entre influências e timbres vindos de diferentes vertentes. Algo de Post-rock, Stoner Rock e Psicodelia, tendo como base ritmos de bateria e percussões que fazem a junção de texturas e melodias vocais duplas transformarem-se em verdadeiros mantras.

Já a produção do álbum foi uma construção minuciosa, começando pelo local onde foi realizada a maior parte das gravações: uma antiga residência rural em meio à natureza, que abriga os ensaios da banda desde seu surgimento. “A sugestão veio do produtor musical Carlos Balbinot, com o conceito de captar a banda ao vivo, na sua mais pura essência” relata o vocalista e guitarrista Marcelo Moojen. Para isso, a Noise Produtora de Áudio instalou 20 microfones pela velha casa de madeira e, em dois dias, o instrumental estava captado.

A arte da capa criada por Leo Lucena, que além de ilustrador e artista gráfico, é membro das bandas conterrâneas Catavento e Descartes apresenta uma montanha que é atingida por uma energia que vem de cima e, ao mesmo tempo, emana sua própria energia. “A montanha representa a cidade de Caxias do Sul, enquanto a variedade de cores representa sua cultura plural e multifacetada, que se mistura e se transforma a cada encontro, gerando novas cores.” explica Marcelo Moojen, vocalista e guitarrista da banda, que além de gerar o conceito, fotografou o processo. “A técnica usada para o design da capa foi um pouco incomum: foi feita uma colagem com celofane transparente, fita adesiva e filtros. Assim, a luz branca dividiu-se em outras cores através do fenômeno conhecido como birrefringência” complementa Marcelo.

O álbum físico foi lançado em CD pelo selo Honey Bomb Records no último dia 11 de novembro e foi fomentado pelo Financiarte, uma política pública de incentivo à cultura da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

OUÇA “CELLOPHANE” LOGO ABAIXO 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Theuziitz - Nostalgia é Inútil – Jovem compositor canta contra a vida cada vez mais estagnada‏






























Theuziitz é o projeto solo de Matheus Antonio, cantor-compositor de 19 anos da cidade de Jandira-SP, que se iniciou no fim de 2014 e lançará o seu primeiro trabalho, o EP Parque da Luz, no dia 19 de novembro de 2015. 

Após ter tocado em algumas bandas da região na adolescência, (Visto Suburbano, Brothers In A War e A Gosto), Matheus, acabou por reunir um número considerável de composições e decidiu gravá-las sozinho. As 5 canções presentes no EP Parque da Luz, foram inteiramente compostas, gravadas, mixadas e masterizadas por ele em seu quarto após ter tido a experiência de trabalhar com as antigas bandas e músicos da região. As influências vão desde o folk lo-fi (Daniel Johnston/Elliot Smith) ao dream pop contemporâneo (Deerhunter/Beach House).


Ele também faz parte do coletivo Terceiro Mundo, que conta com outros artistas da área metropolitana de São Paulo, numa mistura de gêneros musicais que vão do rap, funk e indie rock, e já tem lançamentos marcados para 2016.

O disco será lançado pelo selo Lixo Records, do Rio de Janeiro, e tem seu show de lançamento previsto para o dia 5 de dezembro em São Paulo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Bloomtrip / (Interstate) / 2015

Foto: Thiago Fialho 

Barulhentas batidas imperfeitas; este disco tão incrivelmente divertido de se ouvir. Bloomtrip é uma banda descompromissada e otimista com relação ao trato com instrumentais e vocais. Herdeiros do dinamismo  grunge e do rock alternativo de 90 criaram um som muito original em linha reta a partir da primeira faixa de ‘’Interstate’’. Ultimamente, esse gênero está vendo o crescimento incrível de pequenos grupos locais, que normalmente consiste em não mais de 3 pessoas, cada um com seu próprio som exclusivo. O que é realmente notável sobre grupos como Bloomtrip é a sua capacidade de equilibrar eficazmente influência e som original com a grandeza dessa época tão marcante para a música.

Este álbum é demasiado simples para ser inovador, mas de maneira muito honesta para ser nada mais do que agradável e emocionalmente emocionante, e não parece que a banda estava tentando ser nada mais do que isso. Bloomtrip não soa como o tipo de banda que quer quebrar barreiras e percorrer o país constantemente, ela se sente como uma banda que só quer fazer a sua própria coisa e tudo o que acontece, acontece. Independentemente de saber se estou certa ou não, eu absolutamente gostei muito deste álbum pela honestidade e simplicidade em cada detalhe, a presença vocal é profunda e suave como às faixas vocais em camadas  que complementam os dedilhados de guitarra esporádicos e ferozes. Apesar da natureza simplista de composição da banda o conteúdo lírico é extremamente ameaçador.

A banda já muito bem estabelecida em uma assinatura sonora que é muito difícil de comparar. Influência de shoegaze flutuando por cima de tudo em um estilo apropriado de grunge lo-fi brincando com o emo sujo, às vezes adicionando cor outras vezes carregando uma melodia essencial, mas sempre lá para derreter seu coração doce e jovem, acessível e estranho, perfeito para um filme de Danny Boyle ou Zoe Kazan. Este álbum é como uma glândula de Skene com sabor de sorvete. E quem não gosta orgasmo e sorvete?

Transtorninho Records - Lançamento #12 - "Amandinho - Rugby Japonês"‏
































Por Fred Zgur

Antes de mais nada, é preciso dizer que os meninos da Amandinho são alguns dos meus melhores amigos. Coincidentemente, hoje, 11 de novembro de 2015, dia de lançamento do Rugby Japonês, faz um ano que fui à Recife pra um lance de faculdade e tive o prazer de conhecer Felipinho, Danilo e João (infelizmente o Smhir não estava nesse dia). Foi amor à primeira vista.

De qualquer forma, a grande conquista desse álbum talvez seja mais a maneira que ele foi feito do que pela sua sonoridade em si. Um disco cheio, com 11 faixas e 50 minutos, completamente gravado, mixado e masterizado em casa, com pouca ou nenhuma grana, comprovando de uma vez por todas aquela máxima já testada pela gorduratrans e que orienta todos os trampos do Lê Almeida: "a gente tinha um monte de música pra gravar e não tinha grana pra estúdio, daí fizemos em casa mesmo, no nosso quintal, na nossa garagem". É o faça você mesmo acima de tudo, não importa se não vai ficar "profissional", o importante é fazer.

Quanto à sonoridade, permanece o punkinho do EP de estreia "Coisas Novas São Assim", coisa de quem ouve muito Joyce Manor e Open Letters, com momentos de guitarrada shoegaze e os solinhos J.Mascianos que fazem deles o Dinosaur Jr. jovem. As letras são sobre aquela angústia de quem tem 20 e poucos anos, ainda não saiu da faculdade e não sabe muito bem o que quer da vida, e sempre sente muita saudade de tudo.  

"Rugby Japonês" tem esse nome porque os meninos estavam na casa de um amigo que os recebeu em Natal durante uma mini turnê pelo nordeste, e assistiram juntos o tímido Japão bater a poderosa África do Sul na primeira partida da copa do mundo de rugby desse ano. Esse disco é a vitória do pequeno Japão, é a morte ao falso metal, é a sagração de que o punk torna as coisas possíveis, não importa da onde você é, se você tem grana ou não, nem se você sabe tocar. Apenas faça você mesmo.

OUÇA E BAIXE GRATUITAMENTE:

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Floating Kid - Left / 2015






































Repleto de ambiente lúgubre, acordes dissonantes, e muita distorção, Left ecoa muitas  melodias inteligentes ("Return Home", "Waste"). O disco não faz nada se não cortar o calor do verão obscuro com uma refrescante mistura de canções que são divididas em uma limonada fresca e uma bebida energética eletrizante. Agora que essa metáfora foi longe demais, vamos falar sobre os detalhes de como a Floating Kid criou um álbum fantástico que vai fazer você dançar, e talvez até mesmo criar algumas reflexões.

Há um encanto infantil para tudo. Os vocais sussurrados, tímidos e derivados debaixo da instrumentação emo-punk em um sonho, quase shoegaze, formada em "algum lugar na alta flutuação de grungebands", uma vez que se torna progressivamente caustico até que explode em gritos para fora, muito semelhante ao de Small Steps, Indian Summer, Pygmy LushTigers Jaw, Lilac Daze ou Superchunk.

Left é o tipo de efeito sonoro que transcorre como fogos de artifício no quarto de um adolescente, com direito a estouros, estalos e sonhos. Fica demostrado que a banda tem mais alguns fogos de artifício na manga, só resta esperar o próximo espetáculo.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

O EP apresenta uma vibe retrô definitiva com vocais lo-fi e guitarra emitindo uma sensação de rock dos anos 70





































Pessoalmente, quando eu ouvi esse EP fiquei apreensivo.  Linhas sugestivas de garage punk com enredo incoerente que, inevitavelmente, entra em colapso sob seu próprio peso. Graças a Stooges os caras da Buzz Driver mantiveram as coisas como devem ser e soar, um bom surf lo-fi, despretensioso e relacionável na medida do ​​possível.

Surgida em 2014, Buzz Driver é de Volta Redonda (RJ) e lançou um autointulado EP em outubro de música barulhenta e pegada setentista. A sua melhor forma de descrição é a alternância de sonoridade peculiar. Às vezes eles levam um som de rock ordinário com características de Cinderella e no minuto seguinte, conseguem distorcê-la, fazendo parecer que o vocalista está gritando do alto de um tubo durante uma tempestade surf music em alguma praia do Havaí. Em outras ocasiões, eles simplesmente abraçam uma canção punk de garagem comum, permitindo que cada batida, supressão de guitarra, e riff melódico tenha espaço entre si, permitindo uma maior valorização da dinâmica e composição. Em todas às vezes, eles fazem música que é tudo em todo pesada e crua, mas também etéreo e intrigante para os ouvidos.

O som da guitarra também é excelente, muito crocante e barulhenta, mas também não restritiva dos outros instrumentos.  A banda acrescenta uma dimensão à música e definitivamente chama a sua atenção em primeira audição. Essas músicas são empurrados para  frente por faixas de guitarra e bateria sincopados muitas vezes isoladas e, enquanto os vocais oferecem uma defasagem comparativa que faz a música imprevisível.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O encontro apaixonante entre o punk e a surf music em um saloon mariachi






































Groovy está soando melhor e melhor a cada dia, com a mais recente contribuição vinda por meio do Mestre Felino. ‘’Heavy Groovy’’é um registro impressionante com alto teor de qualidade em um trabalho. O duo é formado por Felipe Vendramini e Thiago Roberto, sediado em Mogi das Cruzes (SP), com um fundo musical diversificado entre os membros. Nova onda pós-moderna, jazz, blues, motown, rock clássico, garage rock são apenas algumas das forças que se encontra em um álbum de estreia incrivelmente bem-arredondado.

Para um disco auto lançado, a qualidade é surpreendente. A primeira música, "Saara", tem uma vibe torta de algum filme de Tarantino, mas acarreta alguns bons minutos de qualidade com o início abrupto. Os instrumentais são apertados, dando a impressão de que esses caras estão juntos há bastante tempo, bem entrosados e tocando de olhos fechados. Em vários momentos ao longo do disco, o duo vai para todo o vapor, utilizando todos os instrumentos e voz, criando uma plenitude instrumental que parece homenagear algumas influências do garage rock .

O disco termina com "Caravana (Príncipe Negro)", É um som muito diferente do resto, com exceção de "Ex-punk", que atua como a introdução à segunda metade do disco. Cada música parece que tem um, por falta de um termo melhor, irmão-canção, de uma forma que dá uma sensação muito equilibrada. As médias de comprimento de cada canção, cerca de 2 a 4 minutos cada, que é um pouco mais longo do que o padrão, mas os Groovys realmente fazem um belo trabalho. Ao todo, havia claramente uma tonelada de tempo dedicou a este disco de estreia da banda que absolutamente valeu a pena. 

“Qualquer Lugar”, single do Cabana Café, sai pela Balaclava Records






































Reconhecer a já antiga sensação de que o fato de tudo acontecer ao mesmo tempo, a todo o tempo e em qualquer lugar nos leva a um estado anestesiado de viver é um sinal do amadurecimento dos paulistas do Cabana Café. A ideia se transformou na proposta de seu novo trabalho, precursor do elogiado Panari (2013) e ainda em processo de concepção, e na maneira como o grupo que mistura indie com bossa tem conduzido o projeto.

As referências da banda como Caetano Veloso e Broken Social Scene, se juntaram a ícones do isolamento em forma de conexão: smartphone e internet. A primeira faixa produzida, Qualquer Lugar, foi feita de forma instantânea, em estúdio, com anotações do bloco de notas de um celular que descreviam cenas reais. A capa da faixa foi feita por um aplicativo de celular pela artista Thaís Castilho. As sugestões surgiam simultaneamente. A vida é agora, é imediata. 



















Crédito: Cassio Cricor

Qualquer Lugar foi gravada e mixada por Taian Cavalca no MonoMono Studio, masterizada por Maurício Gargel e distribuída pelo selo Balaclava Records. Pra seguir com as novidades, o grupo anunciou o sexto integrante Hafa Bulleto (BIKE) e a volta de sua formação com duas guitarras, assumida agora por Hafa e Zelino Lanfranchi (Parati). Completam a banda Mário Gascó (DesReal) na bateria, Taian Cavalca nos synths, Gustavo Athayde (Peaches and Cream) no baixo e Rita Oliva (Parati) no vocal macio e marcante.

Como faz pra sair da bolha e cair no aqui, agora?

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SILÉSTE - ALIEN/IANSÃ

Foto: Mario Arruda 

Tristeza existencial verdadeira vem de distância (que porra é essa?). Distância entre o eu e alguns em outro lugar abstrato. Siléste vem trilhando uma carreira, até agora, de criar música que é a trilha sonora para aquele lugar em outro lugar. ALIEN/IANSÃ, segundo disco da banda, não é diferente com sua sonoridade etérea de outro mundo, a estimulação melancólica, e som lo-fi atmosférico. Este registro é algo esperançoso, ou pelo menos, de esperança no sentido de que quando você cai em um buraco existencial profundo, você percebe que outro mundo é possível e que este irá eventualmente acabar. O emparelhamento da solidão abstrata da música com o semi/irônico de perspectivas cria uma espécie de antropofagia positiva sobre a vida e a humanidade, construindo uma catarse e, consequentemente, um grande colosso de ideias dividido entre quatro cabeças.

O sucesso do desenvolvimento de uma banda como a Siléste vem de mãos dadas com o desejo de crescer. Ao longo dos últimos anos, temos assistido a uma evolução gradativa entre o álbum homônimo (2012) e o atual de (2015). As referencias claras no segundo disco ficam por conta de nomes como: Joy DivisionThe Fall, Jesus and Mary Chain, Self Defense Family e pequenas nuances de Cocteau Twins e Slowdive.  A partir de uma banda profundamente enraizada no mais sujo pós- punk insinuando algumas sensibilidades alternativas a uma expressão full-blown de desdém marcada por uma necessidade de se tornar inteligível ou substancial. 

O álbum visceralmente estabelece a Siléste como uma entidade em constante mudança. Ele não só marcou a partida de seus velhos hábitos, mas mostrou um lado mais maduro de uma banda embutido hipercriativade jamais vista. Mas se o primeiro disco é uma declaração de boas vindas, então ALIEN/IANSàé uma análise profunda que isso é uma necessidade absoluta, uma expressão ousada mais do que uma ideia diferente e isso é completamente compreensível. Com uma reputação prolífica que os precede, parece muito orgânico para deixar apenas 9  músicas caírem do reino do desenvolvimento e nos ouvidos de seus fãs. Siléste está oferecendo uma fuga de acessibilidade que se implanta em seu som em evolução. Isso mantém um esforço decente entrincheirado em suas próprias ambições. A música aqui é emocionante, cativante, desprezível, e surpreendentemente difícil de assimilar (em um nivel que The Psychedelic Furs raramente conseguiria).


































Ai que Preguiça: Rafael Castro lança single e clipe em homenagem aos preguiçosos do mundo






















Comemorando o Dia Internacional da Preguiça - e seu aniversário! - Rafael Castro, o preguiçoso mais produtivo do Brasil, decidiu lançar faixa inédita com clipe “tosqueira style”, como define. A direção é do artista e produção, montagem e filmagem ficaram por conta de seu produtor, Juka Tavares.

Assistam, compartilhem e dividam esse cansaço todo conosco! Porque mesmo com preguiça, quando Rafael Castro fica mais velho o presente é todo seu. Quem quiser comemorar com o artista pode ir ao Puxadinho da Praça hoje, 06/11, que haverá festa com show de Eristhal Luz + discotecagens especiais.

Vamos ao vídeo, que muito texto dá preguiça de ler:

Acidental lança primeiro videoclipe

Foto: Chuim


























O Acidental, projeto solo do baixista da banda Mundo Alto, teve o primeiro videoclipe lançado nesta quinta-feira (5). "Teste", música que dá voz ao vídeo, faz parte do EP digital de duas músicas lançados em fevereiro deste ano pela Hearts Bleed Blue (HBB).

A banda criada por Alexandre M., tem base unicamente em suas mais diversas influências musicais e se diferencia dos demais trabalhos do músico. O videoclipe de "Teste", gravado em São Paulo por Chuim e Rafael Trindade segue uma linha experimental. "O vídeo foi montado de forma não linear com camadas sobrepostas que se entrelaçam e se confundem. Usamos como pano de fundo a cidade, que é retratada de forma cinza e densa, puxando para estética dos anos 80 de bandas como Jesus and Mary Chain, Depeche Mode e Joy Division", conta Chuim.



Com um processo de criação um pouco mais lento, o Acidental vai ganhando vida enquanto Alexandre divide o seu tempo com a agenda cheia do Mundo Alto. "Como o Acidental depende basicamente de mim, eu acabo pegando o tempo livre que tenho em casa pra compor ou programar alguns samples. Gostaria de ter mais tempo para tocar violão sem o compromisso de ter que fazer algo, somente por lazer. Acho que nessas horas que aparecem as melhores coisas", explica Alexandre.

No entanto, apesar da falta de pressa, o músico adianta que a banda já está em processo de composição e que um novo trabalho do Acidental deve surgir no próximo ano. 

Ouça o EP:


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O álbum de estreia do Caffeine Lullabies é o encontro entre a intimidade de Waxahatchee e o neuroticismo de Conor Oberst


























Não me interpretem mal, eu curto muito as influências post-rock - emo - indie de bandas como Caffeine Lullabies, Alberi, desventura e Loyal Gun  costumam fazer em seus discos. Coisas que chama a atenção para as bandas mais antigas, como Algernon Cadwallader e The Get Up Kids ou nomes mais atuais como The World is a Beautiful Place e Sport.

Com nove faixas, The Closest Thing to Death é curto. É rápido. O som é alto. “Triste.” E isso é realmente a única maneira que se sente o disco por inteiro. Eu teria que puxar os ouvidos para fora em um ritual clássico, para subentender a sonoridade alternativa, dos riffs cacofônicos, tambores absolutamente abafados e para os vocais estridentes. É uma vergonha que é quase impossível discernir uma palavra, mesmo com letras na frente de você, porque a letra da música é socialmente ansiosa para fazer uma leitura honesta e pessoal, vomitando linhas como “Staring At The Ceiling’’/ ‘’Only for This Night’’ / ‘’Queen of Seas’’

As faixas vão mudando de direção e simetria que chega a determinado momento em que soa como duas vozes distintas; um tem uma voz mais alta, mais comparável talvez à de Andy Maddox, vocalista do seminal (The Saddest Landscape), enquanto o outro tem uma mensagem mais contida, paisagens mais tristes que lembra Kyle Durfey (Pianos Become The Teet). É uma bela justaposição, particularmente em um gênero em que você está dado um teor violento de emoção em cada nota.

O resto do disco continua de uma maneira semelhante ao inicio, somente em comprimentos mais curtos e com tempos mais rápidos. ”When You Wake Up", a faixa final, é provável que seja a melhor do grupo. A sua vertiginosa introdução é seguida por um colapso sludgy a la This Town Needs Guns . É o momento mais significativo do desvio de marca usual  estridente, emoviolence in-your-face do grupo. Um registro indie pouco convencional, que nunca se afasta da inocência e ar fresco  combinado com uma borda do punk decididamente DIY. The Closest Thing to Death é um inferno de sentimentos confusos presos em um acompanhamento  que deveriam ter recebido muito mais atenção. Um conglomerado de gêneros e estilos que somam junto para fazer um álbum coeso e envolvente do início ao fim.

As melodias vocais são muito menos instáveis e corajosas, perdidas em alguma curva distorcida e dissonante para dar à música um tom inquieto e reflexivo. No mais, é música dançante, e, ocasionalmente, cativante, mas juvenil, e não particularmente imaginativo. E, no entanto, Caffeine Lullabies é parte de uma narrativa que é imensamente importante para centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.

 Ouça The Closest Thing to Death: