domingo, 14 de dezembro de 2014

Assista "Poliglota", novo clipe da banda Tagore


Esse ano o cantor recifense Tagore assumiu o formato banda e lançou seu disco de estréia "Movido a Vapor" (Cósmica), elogiado por veículos dos mais diversos e passando por sete (07) estados brasileiros com trinta e quatro (34) shows, a banda finaliza o ano com uma apresentação na próxima terça (16) no Sesc Pompéia no projeto Prata da Casa e lança agora o clipe "Poliglota" que faz parte desse mesmo disco.


O clipe é gravado com um figurinho inspirado no século XVIII e fala sobre a relação de dois corpos e sobre a pluraridade humana como ser e também as diversas facetas do seu comportamento. A música, composta em 2009 foi a semente do projeto "Tagore" onde houve o encontro dos músicos João Felipe Cavalcanti, Caramuru Baumgartner e o próprio Tagore Suassuna.



Movido a Vapor é o disco de estréia de Tagore
Banda de recife mescla The Doors com ritmos regionais



São Paulo, dezembro de 2014 – ‘Movido a Vapor’ é o nome do disco de estreia de Tagore, quinteto pernambucano integrado por Tagore Suassuna (voz e violão), Caramurú Baumgartner (percussão e voz) Julio Castilho (baixo/guitarra/synt), Emerson Calado (bateria) e João Cavalcanti (baixo/guitarra/synth).

Composto por treze (13) faixas, o álbum lançado em agosto de 2014 mescla baião, folk, rock e arranjos psicodélicos, resultando em um som original que agrada os ouvidos e faz a gente batucar os pés e balançar a cabeça.

Algumas das principais referências sonoras do grupo são homenageadas neste trabalho, como Alceu Valença e Tom Zé, que tiveram seus sucessos ‘Morena Tropicana’ e ‘Todos os Olhos’ regravados em ótimas versões.

Não apenas contagiante pelas melodias, ‘Movido a Vapor’ também tem letras inteligentes, que dialogam com diversos aspectos da vida moderna e as peculiaridades do ser humano em meio ao caos.

Uma excelente sátira política, a primeira música de trabalho do álbum, ‘Ilhas Cayman’, teve seu vídeo gravado em Siegen, na Alemanha e no centro de Recife e tem direção de Eduardo Pereira e Micha Rudolph.

O bom humor e a graça da banda é enfatiza na própria capa de ‘Movido a Vapor’ politicamente incorreta, porém cativante, é um retrato do vocalista Tagore Siassuna no dia de seu primeiro aniversário.

Com pouco mais de três anos de carreira, a banda que já lançou singles e um EP, ‘Aldeia’, em 2010, vem se consolidando e sendo destaque no cenário de músicos independentes. É vencedora da edição 2013 do festival PREAMP, conquistou o primeiro lugar no 14º Festcine com o clipe Poliglota e marcou presença no Abril Pro Rock 2013.

Em 2014 realizou 35 shows por sete estados brasileiros: São Paulo, Goias, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro.


Por Leonardo Lichote – Crítico Musical, jornal O Globo.


Tagore é um cantor de rock. Tagore é um artista pernambucano que afirma sua origem em cantos insuspeitos ou evidentes de sua música. Tagore é Dylan, é Raul, é Alceu, é Tom (o Zé, não o Jobim, talvez o Yorke mais que o Waits), é Stones, é Sampaio, é Ronnie Von tropicalista, é Doors, é Ave Sangria, é Beatles de "Revolver". Tagore é um cordel ilustrado por Moebius. Tagore é futurista como se era há décadas - steampunk passado não na Europa vitoriana, mas no Recife contemporâneo (com a cabeça na virada dos 1960 para os 1970). Steam=vapor. "Movido a vapor", como crava o título do primeiro álbum do grupo, lançado agora, três anos após o elogiado EP "Aldeia".
Aldeia - a velha história de partir dela para o chegar ao mundo, mais do que isso, de tomá-la como o mundo. Aí começa a história, literalmente. Tagore Suassuna - que já conseguira certa atenção em Recife com sua banda Keith - chamou seu amigo João Felipe Cavalcanti e juntos eles passaram duas semanas isolados numa casa em Aldeia, bairro de Camaragibe (região metropolitana de Recife). Saiu de lá com as músicas do primeiro EP, gravadas esquema lo-tech. A valiosa pedra bruta garantiu a ele lugar em festivais como Abril pro Rock e Coquetel Molotov.
Agora, em "Movido a vapor", ele lapida as ideias e a sonoridade que estavam latentes e evidentes já em "Aldeia". As letras são surpreendentes - de imagens ora delirantes, ora simplesmente de uma originalidade crua - ao mesmo tempo em que soam fáceis, redondas aos ouvidos. "Amor é pura tarde londrina", "Capturar arara é coisa feia, dá cadeia, marginal", "É cadeira cativa entre o sol e a lua/ É Gil e Caetano transando na rua", "Não compro cimento pra cobrir saudade"... Surpresa e sedução - pop, enfim, o do melhor tipo. A sonoridade segue a mesma trilha. Seu classic rock lisérgico, épico e com calor juvenil (de quem, frente ao fim do mundo, diz "deixe de pose", como faz na faixa "2012"), soa novo não por fusões com regionalismos - que existem, mas em doses mínimas, a afirmação de Pernambuco ali é mais sutil que isso -, mas sim porque melodias e arranjos jogam para um lugar único. A regravação de "Todos os olhos", de Tom Zé, e "Morena tropicana", de Alceu, ajuda a entender esse lugar especial do Tagore. Não apenas pelas pistas dadas pelas duas referências, a forma como ambos lidam com invenção e tradição. Isso está ali, mas outra informação se extrai das duas faixas. Da casa dos 20 e poucos onde está, Tagore mostra maturidade para encarar duas músicas que originalmente tiveram registros personalíssimos (uma delas, a de Alceu, um hit de enorme sucesso). Pegou as canções para si de forma rara, confirmando o domínio total sobre esse universo movido a vapor no qual se move.

Tagore Suassuna (voz e violão) - que tem a seu lado João Felipe Cavalcanti (guitarra, synth e baixo)¸ Diego Dornelles (guitarra, synth e baixo), Emerson Calado (bateria, ex-Cordel do Fogo Encantado) e Caramurú Baumgartner (percussão e voz) - agora se prepara para lançar o clipe de "Poliglota". Gravado no castelo de Ricardo Brennand, com roupas de estilo medieval, o filme foi premiado como melhor clipe no FestCine 2013, em Recife.
"Poliglota", aliás, guarda uma das possíveis chaves para se embarcar em "Movido a vapor": "Saiba que o sol sai daqui, que o meu canto é de lá". Boa viagem.

ASSISTA AO CLIPE:



"Poliglota fala o quão animais ainda somos, mesmo com tanta tentativa de polirmos através dos tempos. Não vai ser um terno da Victor Hugo ou qualquer marca, que vai tornar um assassino menos assassino." Tagore Suassuna sobre a música "Poliglota".

Ficha Técnica de "Poliglota":
Gravado no instituto Ricardo Brennand
Dirigido pro Eduardo Pereira e Felipe Falcão 
Filmado por Cabra Quente Produções


Tagore no Sesc Pompéia
Data: Terça, 16 de Dezembro de 2014
Horário: 21 horas
Local: Sesc Pompéia - Rua Clélia, 93 - próx. Metrô Barra Funda
Entrada Fraca


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