terça-feira, 29 de julho de 2014

Telecoteco - É Hora de trocar os formatos

O Telecoteco é uma banda de samba elétrico de Campinas (SP), que nasceu em 2010 no curso de Música Popular no instituto de artes da UNICAMP. O encontro dos 6 integrantes foi consequência da vontade comum de estudar esta linguagem através do repertório de grandes intérpretes e compositores da música popular brasileira como: Rosa Passos, Leny Andrade e João Bosco. Foi através de importantes discos da intérprete Elis Regina, gravados no inicio da década de 70, que o grupo aprofundou sua proposta analisando a linguagem dos grandes instrumentistas César Camargo Mariano, Hélio Delmiro, Luisão Maia e Paulinho Braga, ícones do gênero. Com o amadurecimento da pesquisa, o grupo decidiu expandir seu repertório com a inclusão de canções autorais e de releituras de sambas.

  O grupo lançou em maio o seu primeiro álbum em formato digital intitulado, ''É Hora de Trocar as Válvulas''. Com canções dos integrantes Diogo Nazareth e Pedro Destro, o álbum é recheado com um instrumental acrescido de Fusion, Jazz, Funk e diversas vertentes da música  popular brasileira naturalmente atravessam os arranjos da banda, envolvendo o seu público através de convenções surpreendentes e levadas incomuns, mantendo como cerne as principais características do samba que ligam as canções e criam a unidade do Telecoteco.
Além disso, o álbum conta com canções de novos compositores da MPB como: Guto Leite, Lucas Bohn, Carlinhos Campos e Bárbara Malavoglia. Telecoteco abriu espaço para outras vertentes musicais que não apenas o samba, incluindo em seu repertório duas valsas, Lina (Diogo Nazareth) e Quando tempo for (Pedro Destro e Gustavo Leite). Ainda assim, o samba continua sendo o epicentro do grupo.    

A banda trabalha na divulgação do seu projeto de Crowdfunding (Financiamento Coletivo), para viabilizar a prensagem de seu álbum É Hora de Trocar as Válvulas em formato físico.
Para contribuir, acesse: http://catarse.me/pt/telecoteco

Telecoteco é:
André Oliveira - Bateria
Bruna Lucchesi - Voz
Diogo Nazareth - Piano
Pedro Destro - Baixo Elétrico
Thomaz Souza - Sax Soprano
Victor Polo - Guitarra

Links: http://www.telecoteco.com.br/
          https://soundcloud.com/banda-telecoteco
          https://www.facebook.com/bandatelecoteco?fref=ts
         
 

domingo, 27 de julho de 2014

Milocovik - Banda lança seu segundo single, ''Never Felt So Sure''.

E a Milocovik lançou seu segundo single, ''Never Felt So Sure'', Som bem produzido e mostrando toda a energia sonora que a banda é capaz de tirar dentro de estúdio. Depois de lançar o primeiro single ''Someone Else'' (ouça AQUI), a banda continua trabalhando com muita competência a sua sonoridade anárquica e dançante.

Contraponto aos exageros que ocupam boa parte dos trabalhos organizados dentro do mesmo cenário, Never Felt So Sure passeia pela beleza do indie pop com uma pegada punk dançante contagiante.
Tudo isso acaba sendo fruto de brincadeiras no sentido da descoberta de um catálogo de sons variados, sem cair na mesmice e sempre alternando o exercício criativo de cada membro da banda.
    

Baixe ''Never Felt So Sure'' AQUI

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tonto - Projeto reúne músicos do Violins

Foto: Rafaella Pessoa

As letras de Beto Cupertino sempre me tocaram de forma doce e prazerosa, desde os tempos áureos de Violins. Com 8 discos lançados, a banda deu uma pausa (o que pode não ser um fim definitivo). Esse intrigante momento mostra uma nova fase e com ela, um novo projeto batizado de Tonto.

Ouvindo as duas novas músicas do projeto ''De Boa'' e ''Direito De Primeira Ocupação'', Fiquei quase que instintivamente emocionado e não tem como não fazer algum tipo de referência ao Violins. A sonoridade sem o uso de guitarras é o ponto de maior relevância no som da banda que aposta no uso de teclados, bateria e baixo. As letras continuam carregadas de sentimentos, poesia e melodias de altíssimo nível que marcam uma nova etapa e possibilita um visível aprimoramento dos sons e das vozes. 

   


Fazendo uso de um som totalmente ou quase reformulado, Tonto parte do principio de que teclados coloridos e batidas marcantes de baixo e bateria são aproveitados como complementos para um trabalho, ate então inédito, que se sustenta inteiro nas melodias e nas letras quase que proféticas de Cupertino e companhia. As duas faixas fazem parte do disco ''Aliança Hostil'', trabalho que deve ser apresentado em breve ao público.

Tonto é:
Beto Cupertino: Teclado/Voz
Pedro Saddi: Teclado
Thiago Ricco: Baixo/Voz
Zé Junqueira: Bateria/Voz

Streaming em: https://soundcloud.com/tonto-oficial
Baixe ''De Boa'' em: http://www.tontooficial.com.br/
   

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Grande Ogro - Quatro contos de fadas

Embora o Rock seja amplo e rico: Possui uma grande gama de sub-gêneros com vários tipos de instrumentais, melodias e andamentos, o rock instrumental [ainda] carrega uma certa resistência do público, e muitas vezes é mal visto, mal interpretado e mal ouvido. O Brasil sempre teve grandes artistas na música instrumental, mas em se tratando do rock, a quantidade e qualidade de bandas surgidas, (uma safra rica e apetitosa), é um fenômeno que precisa ser falado e compartilhado.

Formada em 2011, O Grande Ogro é uma banda instrumental se São Paulo, formada por Cesar Jacó, André Astro e Genésio Alves. O trio possuí um EP autointitulado, gravado entre 2012 e 2013 com 4 faixas que mais parecem um ataque sonoro, uma imposição caótica, um misto de Faça você mesmo ou Foda-se sozinho.

''De rodear a terra e passear por ela justamente, um mito, construído pela cultura da humanidade e pelos pais fundadores da humanidade, mais que modernidade? Trabalhando em cima de uma expressão musical onde a exploração dos instrumentos são mais importantes que a exposição dos músicos, não abstraímos ideias, mas às recebemos, nós não recebemos ideias dos sentidos, mas imagens. Os cinco sentidos são materiais e na percepção, como é evidente, recebem espécies materiais sensíveis a criatividade como oficio e a loucura que nossos sentidos não são suficientemente agudos para perceber até os menores detalhes dos corpos e obter-nos uma representação de seus efeitos mecânicos. Jamais poderemos estar seguros de que estes experimentos dêem, ao se repetir em outras circunstâncias, absolutamente o mesmo resultado, temos que nos contentar em permanecer na dúvida sobre suas qualidades e modos de atuar, sem nunca ir mais além do que nos revelam nossos diversos experimentos....''
      
      




O EP soa cru e desinibido do começo ao fim, talvez pelo fato de ter sigo gravado AO VIVO e na tora.
Desarticulação organizada e etéreo, trazendo uma bela dinâmica para a sonoridade do grupo. Livre dos vocais, o trio se concentra na abertura apurada de texturas pesadas, fazendo com que ''Metal Frio'', a faixa mais curta do disco, apareça com riffs pesados e uma imensa referência com bandas como: Fugazi, The Mars Volta, Helmet, Refused e por ai vai..  Um mar de andamentos que flutuam por entre os tímpanos do ouvinte, colocando mais sobrevida ao belo trabalho desses ogros fofos e furiosos.

Baixe AQUI

domingo, 20 de julho de 2014

As ondas estavam apenas se aproximando da praia

Dentro de temas importantes da música dos anos sessenta e setenta, principalmente a Surf Music e o Funk, a Boom Project Band, fundada diretamente com essas influências, trabalha trilhas e arranjos instrumentais, misturando os estilos e extraindo deles ritmos inusitados que formam a identidade da banda. O estilo foi batizado em uma brincadeira do ex baixista Miro Dantas de ''Surfunk'', surge oportuno quando ouvimos e identificamos esse ritmos em uma junção do Contra Baixo funkeado, dos efeitos e a pegada surfada da Guitarra, acompanhados pela batida de Rock And Roll da Bateria.

 




Boom Project Band é de São Paulo, a banda é formada por Chico Leibholz (Bateria), Rodrigo Fonseca (Baixo) e André Zaccarelli (Guitarra), o primeiro disco do grupo foi lançado em 2011 e produzido por Rafael Crespo. Os Rolezinhos pelos anos insanos 60 e 70 e pela surf music ainda ditam o ritmo das composições, de maneira que se torna a predominante marca do trio em todas as faixas do disco.
O instrumental harmonioso de ''Boom'', traz a pegada marcante do funk. Já ''Reloginho Safado'' apresenta acordes suaves e riffs típicos da surf music, ''O Último Trago de Schulz'' renova um apelo jazzístico momentâneo e necessário que logo é dominado pelo baixo marcante e os riffs inflamados da guitarra que parece anunciar a partida para uma batalha. Ao colocar o play em ''Lobo na Água'', não tem como não querer dançar alucinadamente com um pote de sorvete na mão. A bela ''Indiferente, Groove'', já entrega tudo, é a referência para o fim do delicioso disco dos caras.

Faixas contagiantes e chapadas do começo ao fim com um instrumental de respeito e muito bem trabalhado, criativo e ensolarado. Bebendo do funk, passando pelo lo´fi, surfando nas ondas do surf rock, Boom Project Band parece ser uma grande aposta refrescante para um público mais sedento por esse tipo de som.

Ouça, Compartilhe, Baixe ou Faça Nada!

     

sábado, 19 de julho de 2014

Primos nem tão distantes





Não, eles não são primos, Muito menos distantes, Primos Distantes são, na verdade, dois amigos próximos que se conheceram há 13 anos (Desde a 5ª série), em uma ''bandinha'' de colégio. Nunca tendo deixado a música de lado desde então, Caio Costa (Guitarra, Teclados e Voz) e Juliano Costa (Bateria e Voz), lançam seu primeiro álbum esse ano.

O disco, que leva o nome da banda e conta com encarte ilustrado pelo cartunista Andricio de Souza, mistura Rock, Pop e MPB sem medo de se enquadrar em qualquer um desses estilos. Produzido, Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Apocalipse High Tech por Rafael Castro - que toca em todas as faixas e também canta e assina em parceria com Juliano a canção ''Feio'' - o disco mostra que o bom humor dos artistas é recheado por detalhes caprichados.

Com a divulgação online de seis das 13 faixas do disco, disponíveis pelo SoundCloud, e do clipe de ''Dragão'', a banda já obteve um alcance de mais de 40 mil execuções das músicas e atraiu os olhares de varias publicações importantes do pais.

A música dos Primos brinca com o Pop, o Brega e o Rock. A dupla deixa de lado a aceleração que consome o rock atual para mergulhar na temática brega bem humorada de hotel, partido para o virtuosismo possível da MPB e a sonoridade rebelde do pop rock.

No palco, os primos são acompanhados dos músicos Victor Chaves (Bateria), da banda O Terno, Renato Medeiros (Baixo) e Thales Othón (Guitarra). O show de lançamento do disco aconteceu no dia primeiro de julho no projeto Prata da Casa, do Sesc Pompéia (SP).


Ouça e Baixe o disco:http://www.primosdistantes.com.br/





Gustavo Galo - Voando alto, mas não sozinho.

Gustavo Galo é compositor e cantor da Trupe Chá de Boldo, banda com quem gravou os discos ''Bárbaro'' (2010) e ''Nave Manha'' (2012). Participou de trabalhos da banda Cérebro Eletrônico, Tom Zé e do disco ''Coitadinha Bem Feito'', projeto idealizado pelo jornalista Marcus Preto e DJ Zé Pedro, no qual, compositores interpretam canções de Ângela Ro Ro. Longe da multidão da Trupe, galo percorre agora novos caminhos em um trabalho mais intimista, com formação instrumental mais enxuta, sonoridade minimalista, mais roqueira que a trupe. O disco solo do compositor foi lançado em fevereiro desse ano e conta com a luxosa produção de Tatá Aeroplano e Gustavo Ruiz.

   ASA, primeiro disco solo de Gustavo Galo, apresenta um som bem trabalhado, com uma sutileza que impressiona. É um disco puro que soa macio e que leva o ouvinte diretamente para um intimo universo de percepções estáveis e um mar de possibilidades desconcertantes. O disco traz um time de peso tanto na produção, como nas participações mais que especiais como: Juliana Perdigão, Ava Rocha, Lira entre outros. As referências do disco soltam um leque de versatilidades que vão ao encontro de Walter Franco, Arnaldo Batista, Noel Rosa, Paulinho da Viola, Pena Branca, Lou Reed, Xavantinho e tantos outros.      





Em voo solo, mas não sozinho, Galo se cercou de músicos amigos para tocar seu projeto com maestria.
Sua banda é formada pelos músicos Pedro Gongom (Bateria), Meno Del Picchia (Baixo), Zé Pi (Guitarra), Peri Pane (Cello) e Tomas Oliveira (Piano & Rhodes).

''ASA, pelo tiê-sangue, pássaro que na época em que comecei a cantar, depois da chuva, pousava na folha diante da minha janela. ASA porque está dentro da palavra Brasa, dentro de Casabrasamora, lugar onde vivo há 3 anos e onde compus o repertório desse trabalho. ASA por ser independente, feito as próprias custas, sem grana mais com gana e tesão. ASA porque carreira solo é uma expressão triste demais'', - Gustavo Galo.

Streaming e Download do disco: http://www.gustavogalo.com/
SoundCloud:https://soundcloud.com/gustavogalo


sexta-feira, 18 de julho de 2014

YouDoMeToo - Divertido e Colorido

O duo fofura de Indie-Folk YouDoMeToo, já deu seu primeiro grande salto ao lançar o disco ''Color Trees''. Luna May e Nat de Abreu se conheceram pela Internet e praticamente foi tesão musical explicito e o interesse de ambos por artistas como: She & Him, Cocorosie, Regina Spektor e outros, fez com que essa sintonia se transformasse em desejo de fazer música com uma identidade abstrata, visual vintage e instrumentos inusitados.

Apostando em um estilo pouco praticado no pais, com um certo preconceito, o duo não tem medo de arriscar em desenvolver sua música de forma descompromissada e honesta.
A cena folk no pais está crescendo e brotando novas bandas diariamente com uma estrutura sendo formada em torno disso tudo.

YouDoMeToo é prova disso, é fofo, doce, meigo, suave.. letras engraçadas, sonoridade lullaby, para ouvir acompanhado ou acompanhada, para dançar colado e embalar corações apaixonados.
Atualmente a dupla tem contrato com a gravadora espanhola Elefant Records e vem tendo uma boa aceitação em vários países e em blogs independentes.
   





Confira o som do casal AQUI 

Indie-Folk reconfortante da NOAHS

NOAHS é um trio natural de Florianópolis [SC], formado pelos irmãos Murilo Brito e Danilo Brito e pelo amigo Bruno Bastos. O uso correto e dinâmico das melodias parece ser o maior atrativo da banda. Com um EP intitulado, ''Cedar & Fire'', lançado em fevereiro e com masterização de Steve Corrao (Sage Audio).

O caminho sonoro traçado pelo NOAHS percorre o Indie-Pop-Folk de nomes como Papercuts, Jordan Lee, S. Carey e Woods. Trafegando maliciosamente por arranjos surpreendentes e melodias coesas e que posicionam a imagem do grupo como uma grande e linda revelação da música independente brasileira.

Com pouco tempo de vida, a banda aposta em letras em inglês o que rende uma ótima qualidade sonora e uma fantástica disposição de assimilação do ouvinte. NOAHS merece uma audição completa e profunda.
   

Baixe Cedar & Fire AQUI
Ouça AQUI

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ouça - Rosie Mankato

Quem não se lembra da Rosie and Me - Banda de Curitiba que encantou vários corações com seu folk fofo adocicado pela bela voz da vocalista Rosanne Machado. A banda terminou em 2012, mas Rosanne continua percorrendo as estreitas linhas da música autoral com seu novo projeto batizado agora de, Rosie Mankato.

O novo projeto da cantora e compositora paranaense, apresenta encontros belíssimos e ousados de Country, Dubstep, Pop, Alma e Coração. Tudo  embalado pela sempre doce e suave voz de Rosanne.
''Chino'' é o primeiro single de um futuro Álbum previsto para esse ano. A música amplia o caráter melódico e musicalmente dinâmico da cantora. Sem aquele clima folk indie da Rosie and Me, Mankato aposta em novas ideias, novas buscas, novas experimentações. Capaz de romper com os limites autorais, Chino deixa de lado a fórmula pronta ''Voz e Violão'' para uma sonoridade mais ampla e com melodias puras, voz delicada e a ternura bem encaixada. Rosie Mankato soa essencialmente harmônico e imediato.

  

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ouça - Le Blanche

Amigos de longa data, o pessoal da Le Blanche já estão inseridos há bastante tempo na cena autoral com vários projetos distintos. Segundo eles, ''A Le Blanche busca o equilíbrio perfeito de tons, sem sobras, sem excessos, puro e cremoso. O branco, resultado da miscigenação de todas as cores, da união de vários estilos, uma mistura de culturas, idiomas, técnicas individuais e personalidades distintas. Um som fino, tudo isso simples assim.''

E foi com essa sonoridade fina, delicada, pura e cremosa que a banda participou do projeto mundial Rubber Tracks, da marca de tênis mais alternativa do mundo, a Converse. Uma experiência muito importante para todos da banda que puderam ter uma vivência e trocar ideias com produtores e técnicos de som de fora do pais.



Os integrantes da banda são estudantes de Rádio e TV da Unesp de Bauru e foi exatamente em um festival de MPB realizado pela Unesp de Ilha Solteira, que a Le Blanche fez seu primeiro show. Arthur Romio tinha as composições mas faltava o corpo. Foi então que ele convocou os amigos Fernanda Barban (Voz), Felipe Maia (Guitarra), Fulvio Parigi (Teclado), Thales Mendes (Baixo), Lucas Carareto (Bateria) e Romio na outra guitarra. Juntos e compactados conquistaram o quarto lugar no festival, e com o prêmio investiram na produção de seu homônimo EP de 2013 com 4 faixas mixadas e masterizadas por Fernando Sanches.

Le Blanche viaja pelo Soul e MPB alternando momentos de pura delicadeza e preciosismo sem parecer chato, trazendo um toque de novidade e recomeço ao estilo. Uma enxurrada de emanações que cruzam com Funk americano, Soul e terminam nas profundezas do Jazz.
  

LINKS ÚTEIS
http://www.leblanchebanda.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/leblancheoficial/
https://www.youtube.com/user/LeBlancheOficial
https://www.flickr.com/



domingo, 6 de julho de 2014

The Tump e suas Sacanagens Dançantes

''Sintetizadores, contrabaixos e aplicativos de celular- O The Tump surgiu a partir de uma ideia fixa- NO GUITARRISTAS''!


O The Tump começou a gravar as primeiras músicas no inicio de 2012, com Bárbara Lobato (ex- Octoplugs) e Alex Lima (ex- Destruidores de Tóquio), e seus dois contrabaixos nervosos, aplicativos para celular ( Até que enfim encontraram uma utilidade para isso) e baterias programadas que lembram muito o New Order Pós-Wave. O objetivo era fazer apenas gravações caseiras e disponibilizá-las na internet de maneira descompromissada, e foi assim até o inicio de 2013, sem muita fantasia, levando um som sujo com letras debochadas e diretas.


Com influências de The B-52s, Simple Minds, Cut Copy, Stone Temple Pilots e tantos outros que alimentam a mente insana desse duo paraense. Rock simples, caseiro, dançante, cru e sem muita pavulagem, O The Tump, entretanto, mostra que também sabe experimentar e brincar com novas estratégias e possibilidades sonoras, capazes de se reinventar a cada novo single lançado. A dupla promove reviravoltas na música e nos seus contextos mais chatos, puristas e cabeçudos, intercalando doses de um eletro rock sintetizado e longe do contraste entre o analógico e o digital. Vale à pena conhecer o trabalho do The Tump!
The Tump é:
Alex Lima: (Contrabaixo/Voz)
Bárbara Lobato: (Contrabaixo/Voz)

sábado, 5 de julho de 2014

Audácia curitibana

Audac é uma banda Curitibana/Paraná que vem recebendo atenção do público e mídia especializada desde que lançou seu primeiro disco em 2013 com produção de ninguém menos que Gordon Raphael, O cara que produziu o primeiro EP, ''Modern Age'', da banda nova-iorquina The Strokes em 2000, e logo na sequência também os discos, ''Is This It'' e ''Room On Fire''.

O disco autointitulado, apresenta 8 faixas que viajam pelo Indie Rock até o Dream Pop Alternativo, sem cair na monotonia dos batidos Synths muito usados nesse gênero musical. Audac é um ponto de interrogação nos ouvidos, algo positivo que instiga o ouvinte em cada canção.
O quarteto costuma transitar com mais facilidade em linhas sonoras cheias de elementos lisérgicos e  introspectivos, que se revezam em atmosfera Trip Hop, vocais doces e melódicos e uma sonoridade Lo-fi que lembra muito a cena alternativa americana. Basicamente som atmosférico com essência eletrônica aguda.

''Logo aos 10 segundos eu estava me sentindo realmente empolgado e interessado... É bem o meu conceito de boa música! Quanto mais eu ouvia mais eu gostava... E eu enxergo pontos nos quais eu posso me envolver com o som, energia e atmosfera! Uau!'' - Gordon Raphael.

Audac desenvolve uma série de melodias acessíveis, cada vez menos experimental e mais orgânico. Uma estrutura que busca ser ''Pop'' e ''Alternativa'' na mesma medida com transições fragmentadas em um total ar de satisfação em fazer música com muita competência e carinho.
 



Audac é:
Alyssa Aquino: (Vocal/Sintetizadores)
Debbie Salomão: (Baixo/Vocal)
Pablo Busetti: (Bateria) 
Matheus Reinert: (Guitarra)


terça-feira, 1 de julho de 2014

Ouça: Farmacopéia - ''Suicídio''

Farmacopéia é o projeto do paulista, Renato Albuquerque, com sonoridade despretensiosa e barulhenta, o cara acaba de lançar o segundo disco intitulado, ''Suicídio''. Sons sujos, doentes, obscuros e delirantes com uma repulsa quase que visível ao formato ''Disco Bonitinho'', o segundo álbum apresenta uma proposta mais madura sem deixar de lado a essência alquimista de injetar substâncias estridentes em pequenos espaços. Algo como os ruídos do Shoegaze encontrando o barulho jovial do Lo-fi em doses curtas, mas sem desandar em excessos.

O disco foi gravado e mixado por Renato e masterizado por Paulo Casaes (Fujimo/Transfusão Noise Records). Farmacopéia soa como uma compilação de gente de peso e barulho como: Slowdive, Dinosaur Jr, Sebadoh, e principalmente My Bloody Valentine e companhia.
Suicídio é um álbum que desperta múltiplas sensações, indo da alegria suave para a inquietação e angustia.
O projeto conta com ''Batom Preto'' de (2012) e o EP ''Gently Take My Skull For A Ride'', também de 2012. Ouça o novo disco e tire suas próprias conclusões.