sábado, 29 de março de 2014

Baudelaires Quentes e Cativantes

Foto: Raissa Lennon

''Ana Júlia'', Já descobrimos, é power pop. A frase '' É impossível comer um só.'', do salgadinho famoso, é power pop. Aquele chiclete gordinho, macio por fora e cremoso por dentro, é power pop. A melodia mais fácil de se lembrar é power pop. Assobiar uma canção sem perceber é power pop.
Assim, os Baudelaires soam como Badfinger, Big Star, Teenage Fanclub, Posies, Damp-Damp, Cheap Trick, Shoes, The Motors, Marshall Crenshaw ou pode ser George Harrison. Sim, eles tocam Power Pop e são da Amazônia.





A banda começou em 2009, como um projeto paralelo dos músicos, Andro Baudelaire (Vinyl Laranja) e Marcelo Kahwage (Dharma Burns, La Orchestra Invisivel). Logo se juntaram a eles, Bruno Oliveira (A Volta Do Astronauta, Dharma Burns) e Ariel Andrade (Sinais Invertidos de um Mágico).

Hoje a banda conta com um novo baixista, Marcelo Damaso (Festival Se Rasgum), e vem sendo bastante aclamada em vários sites especializados em música independente autoral e fora do pais.
 The Baudelaires é uma das bandas de destaque na cena do rock paraense, cena essa, que é bastante chamuscada pelo ritmo Tecnobrega e seus subgêneros.

A banda tem dois discos, Lonely Youth- 2009, School Days- 2010 e Charlie- 2013 e dois EPs, Little Rino- 2010 e City Love- 2011, e planeja um novo trabalho para ser lançado ainda esse ano.
Então, Bons ventos para o Power/Brit Pop dos Baudelaires.



Para Baixar ''Charlie''

quarta-feira, 26 de março de 2014

LuvBugs lança disco de amor & fuzz


Saiu o novo trabalho da LuvBugs, duo carioca que adora misturar Riffs apaixonados com Pop chiclete.
A banda foi formada em 2012, onde lançou seu primeiro EP homônimo e começou a trabalhar com o selo Transfusão Noise Records
''Coração Vermelho'', nome do seu novo EP foi produzido por Lê Almeida e conta com 7 faixas cheias de amor e bons riffs. Confiram!!


     

terça-feira, 25 de março de 2014

Banda de Belém do Pará com Alma Latina


A República Imperial, banda que tem pouco mais de um ano de vida, tem no sangue latino sua maior fonte de inspiração musical e comportamental.

Formada em 2013 A República Imperial é: Kenji Yonezawa ( Violão), Inês Fernandes ( Baixo), Daniel Pinheiro ( Bateria), Jimmy Góes ( Guitarra), Genessi Rodriguez ( Vocais), Karimme Silva ( Vocais) e Alex de Castro ( Compositor e Vocalista). A banda tem uma sintonia grande com a latinidade e isso fica evidente em suas composições que levam o ouvinte á viagens por Cuba, México, Porto Rico, Colômbia, ufa!   
  


Faz parte desse contexto  a música do norte do México, a sofisticada havaneira de Cuba, o bailado da cumbia negra colombiana, o frenético ritmo da salsa porto-riquenha.
Ouvir A República Imperial é viajar para o caribe e ficar á deriva em um som descompromissado, alegre e suave como um bom vinho tinto.
A banda tem varias referências como: Dona Onete, Massa Grossa, A Euterpia, Cais Virado, Lauvaite Penoso, Cravo Carbono e outros.
E para brindar o ano, a banda lança hoje o seu primeiro EP virtual chamado ''CINEMA ÓR''.

TNB: http://tnb.art.br/rede/republicaimperial
ENCARTE:  http://bit.ly/1h5993j
            

segunda-feira, 24 de março de 2014

Música Popular Alternativa



Ouvir o capixaba Lúcio da Silva Souza - o cara por trás do Silva, é como dormi em uma nuvem de experimentos translúcidos ou cair nas amarras de Gal Costa, Thiago Pethit, Cicero, Filipe Catto e por ai vai rolando o som do cara.
Parece que MPB e Pop é uma mistura que vem dando certo ultimamente no cenário nacional e com muita competência na música de Silva.
Silva é um projeto de um  homem só, flertando com Indie Pop, MPB, Synthpop, as variações que o cara consegue trazer para sua música é impressionante.



Silva viveu no Espirito Santo sua vida inteira até viajar pela Europa durante um ano, onde conheceu outros músicos e estilos musicais. Além de cantor e compositor, o jovem também é violinista e cresceu ouvindo música Erudita, Influência que aparece explicitamente em seu som.
Podemos também ouvi-lo tocar o instrumento de cordas no EP virtual, homônimo. em arranjos muito bem feitos, como o de ''Imergir''.

 
Silva tem dois CDs lançados, Claridão  (2012) e o recém- lançado, Vista Pro Mar. 
Ele mesmo produziu o próprio disco e pretende lançar uma nova faixa por semana em parceria com o iTunes, até que ''Vista pro Mar'' chegue ás lojas- contabilizando um total de quatro singles: ''Janeiro'', ''É Preciso Dizer'', ''Universo'' e ''Okinawa'', faixa com participação de Fernanda Takai (Pato Fu).
Silva toca no Lollapalooza no dia 05 de Abril, no Autódromo de Interlagos (SP).

domingo, 23 de março de 2014

Uma Banda da Paraiba


Zefirina Bomba, uma banda que aposta no slogan '' Te fode no Rock''.
Talvez seja isso que mova esse power trio formado por Ilsom  Barros ( Voz e Violão ou Viola?), Rayan Lins ( Bateria) e Edy Gonzaga ( Baixo).

A Zefirina começou com essa idéia, anti-música niilista, desgraçada, porrada. As letras falam de desordem urbana, cinema novo, subcultura, poesia marginal.
A banda começou em 2003, em João Pessoal (PB) com o nome de ''Pau de Dá em Doido'', que durou 2 anos, gravou algumas demos e nunca lançou nada.
Zefirina foi o nome da falecida empregada da casa do vocalista, Ilsom. sobre o ''Bomba'', ele fala que a zefirina batia as almofadas uma na outra e isso produzia um som ''bombástico'', e é um nome comum que remete ao nordeste, a paraíba, estado que a banda tem orgulho de divulgar nos seus shows. um tempo depois, a banda foi batizada de Zefirina Bomba. 

O som da banda é visceral, plural, cru, dançante, divertido, distorcido, tosqueira, sem frescura. 
Corre nas veias o Punk, Cordel, Literatura, Zé Ramalho, Jaguaribe Carne, Nirvana ...
Usam um violão Del Vecchio eletrificado com captador Kent Armstrong e cordas canário e bebem na psicodelia de Lula Côrtes (Músico Pernambucano), na afinação de Otacílio Batista (Repentista Pernambucano), nas palavras de João Cabral de Melo Neto (Escritor Pernambucano), no pluralismo de Hermeto Pascoal (Compositor arranjador e Multi-Instrumentista Alagoano), no Nirvana e Sid Barrett (Pink Floyd).
Música é isso! e o Zefirina é parecido com tudo (''Tudo Junto e Misturado'' em um liquidificador noise), por isso vai soar sempre como algo que as pessoas vão se identificar, independente de parecer ou não.


  

 Já são nove (9) anos na estrada, tocando pelo Brasil e recentemente pelos EUA e Europa, onde fizeram uma tour tocando em vários países, 6 mil quilômetros, 19 shows, 22 dias de carro. uma verdadeira aventura.
A banda tem dois registros de estúdio, ''Noisecoregroovecocoenvenenado''- (2006) produzido pela Trama e ''Nós Precisamos de 20 Minutos para Rachar A sua Cabeça''- (2010) um disco bem artesanal, as colagens foram montadas na mão e todo o disco foi gravado muito rápido, sem retoque, tudo ao vivo, produzido por Rafael Ramos e lançado pelos selos Tamborete e Sub Folk. 
E por sinal, SubFolk é um selo independente do vocalista Ilsom, que já lançou bandas como: Orange Disaster, The Automatics, Musa Junkie Suicida, Rotten Files, Capim Maluco, Madalena Moog, alem de outras.
      
 Em 2011 a banda foi selecionada para participar de um dos maiores festivais de música independente do globo (do Globo, não da Globo), o South by Southwest em Austin nos EUA, mas teve o visto negado por causa do nome ''Bomba''.
Este ano trio foi novamente selecionado para o festival e, finalmente, teve o passaporte carimbado, mas...
  

South by Southwest (SXSW) é um dos maiores festivais de artes integradas do mundo, o evento já faz parte do calendário cultural do Texas, contando com artistas de todo o mundo e que já teve os paraenses do Vinyl Laranja tocando e morando por lá.   



A banda prepara um novo disco para ser lançado em dezembro, mas antes disso devem lançar um EP virtual '' Nenhum Respeito por Nada'' só com o que chamam de ''Desgraçanoise''que pode virar um compacto e o split do Zefirina x Galinha Preta (DF).
Sim, eles só precisam de duas horas para cravar sua cabeça.
Esse é o Zefirina Bomba, uma bomba com baixo saturado, bateria ''quebrada'' e violão noise.
''Ô seus moleques retardados, vão ouvir Zefirina''.







http://toquenobrasil.com.br/rede/subfolk/
https://www.facebook.com/zefirinabomba?fref=ts
http://www.sonicbids.com/band/zefirina/

sábado, 22 de março de 2014

Caramujo Violado




E na tentativa de salvar a Música Brasileira, surge memórias de tempos esquecidos e que estão voltando para salvar, literalmente, nosso amado vocabulário poético tupiniquim.
Uma dessas promessas, tem o nome peculiar de, Memórias de um Caramujo. Sim, sim, e os caramujos estão soltos e não são os africanos (Rsrsr) . esse é um caramujo do bem e muito talentoso.


Como a música diz: Não precisa muito esforço para ser abduzido pelo som desse quinteto paulista, formado por: Beatriz Mentone, André Vac, Gabriel Basile, Gabriel Milliet e Thomas Huszar.
A banda começou suas atividades em 2007- Caramujo quieto e singelo, logo atraiu os olhares famintos e mais puros com uma música popular forte, intensa e completamente atraente e sedutora.

Memórias de um Caramujo 
   

Com o lançamento do seu primeiro trabalho, ''Memórias de um Caramujo- Ao Vivo (2011), A banda virou ''Queridinha'' e com méritos, caiu na graça da Pauliceia Desvairada.
Aos poucos, Memórias de um Caramujo vem ganhando seu espaço no circuito frenético da noite paulistana e do Brasil.
Sem dúvida, uma banda sem limites no palco, hiperativa, doce, apaixonada....
Com os caramujos, todas as possibilidades são bem-vindas, como:  ''Mamãe eu quero um walkie-talkie para falar com os marcianos, mamãe....



E depois de tudo isso, sinto que a vida é uma casa alugada!
Atualmente, a banda está no nono mês de gestação do seu segundo disco, que conta com projeto de financiamento coletivo no site Catarse

http://catarse.me/pt/memoriasdeumcaramujo


Funciona assim, você entra no site, lê o projeto da banda, assiste o vídeo, escolhe entre as contrapartidas aquela que mais te agrada e contribui! não é legal?!
Tem discos, vinil, shows e até aula de Pilates, (olha só), com a cantora Beatriz  Mentone.



Não seja besta, não vá se perde por ai. contribua com a nova música brasileira.
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Suave Bárbara


Bárbara Eugenia é carioca, mas mora em São Paulo desde 2005 onde iniciou sua carreira de maneira excepcional: Em 2007 foi convidada pelo produtor Apollo 9 para participar da trilha sonora do filme: O Cheiro do Ralo, do cineasta Heitor Dahlia.
No ano seguinte, ela conheceu Edgard Scandurra e juntos- contando com as participações de Arnaldo Antunes, Henrique Alves, Chris Hidalgo, entre outros- iniciaram o projeto Les Provocateurs, que faz uma homenagem ao cantor francês Serge Gainsbourg.
Na mesma época, a cantora e compositora também participou da turnê da banda 3namassa, em que conheceu Junior Boca, responsável pela produção de seu primeiro álbum, ''Journal de BAD'', lançado no fim de 2010.
O disco conta com participações de: Tom Zé, Pupillo, Dengue, Karina Buhr, Guizado, entre outros.
Em 2012, ganhou o concurso OI Música, que a contemplou com a gravação de seu segundo álbum, ''É O Que Temos'', que saiu em abril de 2013 e conta com a produção de Clayton Martin (Cidadão Instigado) e Edgard Scandurra. O disco foi gravado na Casa do Mancha  (SP), e conta com as participações de Pélico, Tatá Aeroplano,  Mustache e os Apaches e Astronauta Pinguim.






 ''É O Que Temos'', em pouco tempo, já rendeu a Bárbara Eugenia o prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria '' Versão do Ano'' com a faixa ''Porque Brigamos'', sucesso de Neil Diamond que ficou eternizado na voz da cantora Diana.
Recentemente, Bárbara Eugenia foi confirmada na edição 2014 do Festival Abril Pro Rock que acontece em Olinda (PE), junto com atrações como: Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro e outros.
A cantora se apresenta no dia 25/04.


         



terça-feira, 18 de março de 2014

Os Riffs Apaixonados do LuvBugs



LuvBugs  é um duo carioca de Indie Alternativo formado por Rodrigo Pastore (Guitarra e Voz) e Paloma Vasconcellos (Bateria).
Apenas um duo, porém, LuvBugs também é noise, distorção, surdos, letras apaixonadas e bumbos que dão o ritmo dos corações ouvintes.
Influenciados principalmente por bandas dos anos 90', a banda é guiada pelos corações ressonantes do Rock 'N' Roll.
Capitaneados pelo selo carioca Transfusão Noise Records , a banda vem fazendo uns barulhos legais pela cena independe da Baixada Fluminense.

http://luvbugs.bandcamp.com/



segunda-feira, 10 de março de 2014

O Rock passa pelo cerrado




Não dá mais para duvidar da existência de um mercado (forte) independente no  Brasil.
Por mais que ainda existam dificuldades e economicamente ainda não sustente ninguém, o fato é que as coisas estão se consolidando.
Prova disso são os festivais que ganham cada vez mais força e autonomia, com Goiânia liderando o movimento, provando estar no cerrado uma das melhores e mais bem organizadas cenas roqueiras do pais, feita com competência, profissionalismo e uma qualidade raramente vista.

Celeiro de varias bandas de altíssima qualidade, Goiânia se destaca por movimentar uma cena independente forte e ousada, com suas dificuldades cotidianas e genialidade caipira.

Dentro desse ''Céu de Marte'' temos os talentosos e lisérgicos Boogarins.
  Esse vasto mundo do rock brasileiro, ele se inclina para mais perto do pop psicodélico dos Mutantes do que o thrash metal de Sepultura. então, novamente, o nome da banda não tem nada a ver com o Bicho- Papão, mas em vez da flor de jasmim perfumando o bogarim a partir do qual eles tomaram sua inspiração. Se a psicodelia está em voga, a banda mostra o estado psicodélico que move as plantas que curam.


''Miss lisergia de 69
Lucifernandis das cordilheiras
Deu-me os livros
Abriu-me a cabeça
Lucifernandis la do sul...''